sábado, 19 de agosto de 2017

General San Martín no Museo Historico Nacional [Buenos Aires]

O nome do museu, em San Telmo, não deixa dúvidas: ali, você terá contato com a história da Argentina. Na ocasião no bicentenário do Curze de Los Andes, a visita guiada versou sobre as façanhas do General San Martín...

Espada do General Juan Manuel de Rosas, Museo Historico Nacional, Buenos Aires
Espada do General Juan Manuel de Rosas

Inseri a visita no roteiro Parque Lezama e Igrejas de San Telmo. Nada mais natural, afinal o Museo Historico Nacional fica no próprio parque. Por sorte, quando cheguei ali, o museólogo iniciou a tal visita guiada...


A História da Propriedade
Os ingleses construíram a quinta, em 1818. Pertencia a comerciantes. No início, ela funcionou como uma casa de fim de semana. E a água para banho e consumo vinha do Rio da Prata, que passava ali perto.

Vitral General San Martín, Museo Historico Nacional, Buenos Aires
Vitral General San Martín

Até que Lezama comprou a propriedade. E fez dela uma casa permanente. Após a morte do estancieiro, a viúva vendeu-a ao governo. No casarão, criou-se o museu. Nos jardins, o parque. Com projeto de Carlos Thays.


O Quarto de San Martín
O Museo Historico Nacional possui nove sessões. A visita guiada contemplou apenas as coleções referentes ao General San Martín. E o primeiro item é o quarto em que o general passou os últimos dias, em Paris.

Quarto de San Martín em Paris - Museo Historico Nacional, Buenos Aires
Quarto de San Martín em Paris

Em 1897, o governo contatou a neta de San Martín, na França. E dispôs os móveis do quarto de forma idêntica à do imóvel francês. Chamou a atenção o tamanho da cama. Calcula-se que o general tivesse 1,67 metros.

Nos últimos anos, San Martín dormia sentado, pelos problemas respiratórios e pela úlcera. Os sintomas digestivos já faziam parte do dia a dia há tempos. E as complicações da doença causaram a morte de San Martín...

Sabre do General San Martín, Museo Historico Nacional, Buenos Aires
Sabre do General San Martín


Cruze de Los Andes
Ao todo, o general fez oito viagens pelos Andes, entre idas e vindas. A primeira, em fevereiro de 1817. San Martín usava dois caminhos: Los Patos e Uspallata. E logo viu que o acesso por Los Patos era mais difícil...

No museu, vemos alguns pertences que o general usou no Cruze de Los Andes. Um poncho destaca-se entre as vestimentas. Há, também, um fraque vermelho que ele usou quando assumiu o Peru.

Poncho de San Martín - Museo Historico Nacional, Buenos Aires
Poncho de San Martín

Um quadro chama a atenção. Vemos San Martín em inspeção de tropa, no Chile. Os soldados, à direita, são negros libertos. Não eram escravos, nem livres. Compravam a liberdade, lutando na guerra.

Curiosidade! A Argentina sempre teve poucos negros. E boa parte morreu na Guerra da Independência e na Guerra do Paraguai. Conforme o museólogo, só 5% lutaram pela Independência, no início do século XIX.

Retrato del General Juan G. de Las Heras, José Gil de Castro
General Juan G. de Las Heras


Os Generais da Independência
San Martín é o principal nome na guerra pela independência. Na Argentina, no Chile e no Peru. Assim, não parece estranho o destaque que se dá ao general. Porém, outros generais participaram das lutas...

Vemos, no Museo Historico Nacional, a bandeira vermelha do General Las Heras. De Juan G. de Las Heras também vemos um retrato em óleo sobre tela. Não se sabe ao certo quando José Gil de Castro pintou a obra.

Sabre do General Manuel Belgrano, Museo Historico Nacional, Buenos Aires
Sabre do General Manuel Belgrano

Na mesma sala, vemos um retrato de Simón Bolivar. A grande diferença entre Bolivar e San Martín é que o primeiro contou com o apoio do exército oficial. Já San Martín lutou sozinho, com um exército independente.


Uniformes e Armas
Alguém perguntou por que não vemos uniformes de soldados. O museólogo disse que eles usavam as roupas até caírem. E jogavam-nas fora... Já os generais vestiam a farda em cerimônias e desfiles.

Retrato de Simón Bolívar, José Gil de Castro
Retrato de Simón Bolívar

Destaco alguns itens da sala de armas:
+ Espada do General Juan Manuel de Rosas;
+ Sabre do Coronel Manuel Dorrego;
+ Sabre do General Manuel Belgrano;
+ Sabre do General San Martín.


Outros Atrativos do Museu
Após a visita guiada, circulei rápido pelo museu. Destaco os dois quadros da Escuela Cuzqueña. Ambos anônimos e do século XVIII. Em técnica mista sobre tela. As obras receberam os seguintes nomes:
+ La Milagrosa Imagen de Nuestra Señora de Cocharcas;
+ La Redención por Medio de la Caridad.

La Milagrosa Imagen de Nuestra Señora de Cocharcas, Escuela Cuzqueña, 1746
La Milagrosa Imagen de
Nuestra Señora de Cocharcas

Ao deixar o museu, pude fotografar a fachada do prédio e os canhões na entrada. A passagem por ali, quando cheguei, foi rápida. Afinal, logo iniciaria a visita guiada. A saída foi mais calma e pude conferir melhor os itens.

E justo quando fotografaria um desses canhões, percebi um gato “tomando banho” ao lado. Fiz algumas imagens do bicho. E depois, de um dos leões – uma escultura, é claro – que guarnece a entrada do museu...

Sabre do Coronel Manuel Dorrego, Museo Historico Nacional, Buenos Aires
Sabre do Coronel Manuel Dorrego

19 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Parque Pouco Valorizado +++

O Parque Lezama é um dos mais belos da cidade.
E também um dos menos valorizados.
Fica no sul da Calle Defensa.
E abriga o Museu Histórico Nacional.

Fonte: Argentina – Rough Guide, Publifolha, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parque Lezama +++

Antiga propriedade do comerciante saltenho Gregorio Lezama.
O lago, as fontes e as esculturas fizeram do local um atrativo.
Aos sábados e domingos, das 10h às 20h, há uma feira.
Há venda de artesanatos e apresentações ao vivo.

Fonte: Buenos Aires Day & Night

Leonardo Brocker disse...

+++ Parque Lezama: Antigo Jardim Privado +++

Era o jardim privado mais luxuoso e extenso da cidade.
Ponto iconográfico do bairro San Telmo.
Que sobrevive no relato histórico e mitológico da cidade.
Com passeios e trilhas entre monumentos, esculturas e fontes.
Que conservam importantes referências literárias e artísticas.
Como na novela do célebre escritor Ernesto Sabato.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parque Lezama: Histórico +++

A área ficava nos terrenos mais altos de Buenos Aires.
Um espaço que se destinava ao rei da Espanha.
De acordo com a divisão territorial de Juan de Garay.
Mas o destino quis que ali se instalasse um cidadão inglês.
Depois, um norte-americano.
Até que, em 1857, chegou às mãos de José Gregorio Lezama.
Que transformou a área no jardim de sua residência.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estátua de Pedro de Mendoza +++

Outrora, o rio banhava o aclive do Parque Lezama.
Onde Pedro de Mendoza montou o acampamento original.
Hoje, uma imponente estátua de bronze homenageia-o.
Fica sobre um pedestal de mármore.
Decorado com um índio querandí em baixo-relevo.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parque Lezama: Monumento “Al Adelantado” +++

Assim define o monumento a Don Pedro de Mendoza.
O primeiro fundador da cidade de Buenos Aires.
A escultura fica na esquina das avenidas Brasil e Defensa.
Obra de Juan Carlos Oliva Navarro.
Que se inaugurou em junho de 1937.

A figura de Don Pedro aparece junto a um índio.
E na parte posterior da obra distingue-se a “Magdalena”.
Com o nome dos navegantes daquela embarcação.
Na parte baixa, há uma fonte.
As vertentes representam os rios Guadalquivir e da Prata.
Ponto de partida e destino da travessia.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parque Lezama: Anfiteatro +++

O parque era um pátio grego.
E ali, observam-se passeio com esculturas.
Com destaque à que evoca a deusa Diana.
Outra referência grega é o auditório a céu aberto.
A construção de 1914 fica na Avenida Brasil.
Aproveita o desnível do terreno.
E é capaz de abrigar seis mil pessoas.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parque Lezama: Cordialidade Internacional +++

Monumento-tributo que Montevidéu ofereceu a Buenos Aires.
Na ocasião dos 400 anos de fundação da capital argentina.
Obra dos uruguaios Antonio Pena e Julio Vilamajó.
A inauguração ocorreu em 1962.
Na calçada da Avenida Martín Garcia.

Parte do bronze vem da fundição de moedas de dez centavos.
Que escolares da capital uruguaia reuniram.
As gravações da coluna representam a disposição das constelações.
No momento da fundação de Buenos Aires.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parque Lezama: Loba Romana +++

A inspiração da escultura é a lenda de Rômulo e Reno.
A obra de 1921 é uma das mais antigas do parque.
Um presente da cidade de Roma.
E fica na esquina da Defensa com a Brasil.

Outro ponto é a Fonte de Du Val D’Osne.
No antigo mirante da quinta.
Com as figuras de Naiade e Netuno.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Reforma do Museu Nacional +++

O Museu Histórico Nacional passou por reformas.
Na ocasião do bicentenário da Revolução de 1810.
Com isso, a instituição deu mais ênfase à história social.
E incluiu as origens indígenas e imigrantes da Argentina.
Assim como os movimentos de massa.

Antes, o grosso das exposições tratava de San Martín.
E o retrato presidencial mais recente era de Hipólito Yrigoyen.
Que os militares depuseram em 1930.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museo Historico Nacional +++

Reúne amplo acervo que ajuda a contar a história da Argentina.
Destaque ao sabre curvo que pertenceu ao General San Martín.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu Histórico Nacional +++

Fica em um magnífico edifício em estilo colonial.
Em tom vermelho escuro.
E coberto com elaborados desenhos brancos.

No interior, você verá uma exposição sobre o passado do país.
Do período pré-hispânico até 1950.

Fonte: Argentina – Rough Guide, Publifolha, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Tarja de Potosí +++

Tarja de Potosí é um escudo em ouro e prata.
Um dos pontos altos do Museu Histórico Nacional.
O General Belgrano recebeu o presente, em 1813.
Das mulheres de Potosí, na Bolívia.
Em agradecimento pela atuação nas lutas da independência.

Fonte: Argentina – Rough Guide, Publifolha, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Itens Exóticos do Museu Histórico Nacional +++

Em 1889, fundou-se o museu, com peças-chave da história argentina.
Há itens exóticos, como a cama de campanha de San Martín.
A poltrona e o violão de Juan Manuel de Rosas.
O tinteiro que usaram os representantes das províncias.
Para firmar a Constituição Nacional de 1853.
E o piano de Mariquita Sánchez de Thompson.

Há também os 32 óleos do artista Cándido López.
As pinturas são sobre a Guerra do Paraguai.
E convidam a uma visita ao museu pelo valor artístico.

Fonte: Buenos Aires Day & Night

Leonardo Brocker disse...

+++ Plaza Coronel Dorrego +++

É a principal praça de San Telmo.
Com elegantes casarões ao redor.
Alguns abrigam antiquários, outros bares.
Aos domingos, a praça recebe a tradicional feira de antiguidades.

Fonte: Argentina – Rough Guide, Publifolha, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ História da Plaza Dorrego +++

Nos primeiros tempos, serviu como estacionamento.
Para as carretas que ingressavam no núcleo urbano.
Uma placa metálica resgata aquela época.
E as diferentes denominações do local ao longo do tempo.

Mas a história reservou um papel de protagonista à praça.
Ali, as autoridades aderiram a proclamação da independência.
O ato de Buenos Aires ocorreu em 13 de setembro de 1816.
Após a proclamação de Tucamán, em 9 de julho de 1816.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Bairro de San Telmo e Plaza Dorrego +++

Já no século passado, artistas passaram a morar na região.
E deram ao bairro um espírito boêmio e romântico.
Hoje, alguns cafés alimentam este espírito.
Eles oferecem serviços na Plaza Dorrego e em torno dela.

Também se apreciam antigos casarões.
Numerosos pontos de venda de antiguidades.
Eventualmente, nos fins de semana, há espetáculos musicais.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Ponto Mais Visitado de San Telmo +++

Hoje, a Plaza Dorrego é um Monumento Histórico Nacional.
Por ser uma mostra da arquitetura mais antiga da cidade.
Nos dias de semana, as mesas dos cafés tomam a praça.
É o local ideal para desfrutar o encantador ambiente.
O trânsito aumenta consideravelmente aos domingos.
Quando ocorre, no local, a Feria de San Telmo.

Fonte: Buenos Aires Day & Night

Leonardo Brocker disse...

+++ Plaza Dorrego: Centro do Bairro +++

A praça é o centro incontestável do bairro San Telmo.
Um local tranquilo durante a semana.
É cercada por ruas de paralelepípedos.
Onde antiquários e galerias atraem os visitantes.

Já aos domingos, a feira de antiguidades toma a praça.
No caso, a Feria de San Pedro Telmo.
Uma das maiores atrações da cidade de Buenos Aires.
Tanto para argentinos quanto para estrangeiros.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Postar um comentário

 
Free Host | new york lasik surgery | cpa website design