sábado, 1 de julho de 2017

Música Clássica por Caminos Del Vino [Conheça Mendoza a Pé]

De 9 a 16 de abril de 2017, ocorreu a 17ª edição do festival “Música Clássica por los Caminos Del Vino”. Em troca de uma lata de leite em pó, assistia-se a um concerto na cidade de Mendoza ou em localidades próximas.

José Fernándes Pereira Neto y Orquesta Filarmónica de Mendoza, Teatro Independencia
José Fernándes Pereira Neto y
Orquesta Filarmónica de Mendoza

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Uma Oportunidade de Ocasião
É um dos eventos regulares que ocorrem em Mendoza. Anualmente, cerca de um mês após a Festa da Vindima, o principal evento da província. Por sorte, consegui aproveitar alguns concertos do festival...

Descobri-o durante o City Tour, no primeiro dia em Mendoza. Na verdade, a Raquel, colega de viagem, reparou no cartaz. À tarde, fui à Secretaria de Turismo e pedi maiores informações.



Orquestra Filarmônica de Mendoza
A abertura do festival “Música Clássica por los Caminos Del Vino” ocorreu no Teatro Independencia. Às 21h30 de 09/04, iniciou a cerimônia. Pouco depois, a Orquestra Filarmônica de Mendoza apresentou duas obras.

Na primeira parte do concerto, a orquestra executou o Concerto para Violino em Ré Maior (Op. 77), de Johannes Brahms. Esta obra contou com o solo do violinista José Fernandez Pereira Neto.

Menina Deslumbrada com Orquestra no Teatro Independencia, Cidade de Mendoza
Menina Deslumbrada com Orquestra

Na segunda parte, a Sinfonia III, em Mi Bemol Maior, op. 55, (Eroica), de Ludwig van Beethoven. Belo concerto. Com casa cheia. Chamou a atenção a menina deslumbrada com a orquestra, em um dos camarotes.


Zeffiro – Vientos Antigos
Em 10/04, fizemos o passeio “Altas Montanhas”. Às 19h, assisti ao concerto de música barroca, no Archivo General de La Provincia, em Mendoza. Uma homenagem a Georg Phillip Telemann, que morrera há 250 anos.

Mario Masera Toca Cravo, Archivo General de La Provincia (Mendoza)
Mario Masera Toca Cravo

A primeira obra da noite foi a “Chaconne”, de Jacques Morel. Uma peça para cravo, flauta transversa e violoncelo. E “Deuxième Récréation de Misique”, para duas flautas transversas e cravo.

A segunda obra é de Jean-Marie Leclair, bailarino e compositor da corte francesa. Com harmonia rebuscada, a suíte reúne várias danças. Podem-se escolher algumas. Ouvimos a italiana e a espanhola.

Lucas Ramallo y Irina Gruszka, Archivo General de La Provincia (Mendoza)
Lucas Ramallo y Irina Gruszka

Jean-Baptiste Canavas nasceu em Turim. Tocou na corte de Luis XV. Só se conhecem seis sonatas do compositor. No concerto, apreciamos a Sonata IV, para violoncelo e baixo contínuo.

Por fim, as obras Telemann. O alemão compôs vasto repertório. Com várias obras para a flauta transversa. E vendia algumas em fascículos. Ouvimos a “Sonata Canônica 1” e a “Sonata 1 para Duas Flautas Transversas”.



O Tenor e O Pianista
Em 11/04, visitamos duas bodegas. Às 19h, segui à Biblioteca General San Martín. Para um concerto com dois tenores. Um não conseguiu retornar do Chile. Assim, só Mariano Leotta se apresentou com o pianista Pablo Fascio.


A primeira parte do concerto reunia obras argentinas. A segunda, italianas. Com destaque para “O Sole Mio” e “Funiculi Funicula”. E para as árias Libiamo ne' Lieti Calici (La Traviata) e Nessun Dorma (Turandot).


Após, fui ao concerto do pianista Leonardo Pittella, no Teatro Independencia. Ele executou a “Sonata em Si Bemol Maior” (Kv. 333), de Mozart. A “Balada 3” (Op. 20), de Chopin. E a “Sonata 2” (Op. 36), de Rachmaninoff.

Leonardo Pittella, Teatro Independencia, Ciudad de Mendoza
Leonardo Pittella, Teatro Independencia


Cuarteto de Guitarras Ecos
O último concerto que assisti em Mendoza. Ocorreu às 21h de 12/04, na UTN – Facultad Regional Mendoza. O violão é um instrumento popular. E por ter menos obras para concerto, não figura nos festivais de música clássica.

O Cuarteto Ecos tem dez anos. Já se apresentou duas vezes no Guitarras do Mundo. Em Mendoza, mostrou obras de compositores cubano, argentino e italiano. No bis, a peça de um compositor brasileiro.

Adrián Bassi y Miguel Angel Dotto, Cuarteto de Guitarras Ecos
Adrián Bassi y Miguel Angel Dotto
  
A noite iniciou com “Suite Habana”, do cubano Eduardo Martín. “Rasguido Doble”, do argentino Jorge Cardoso. E “Alfonsina y El Mar”, do argentino Ariel Ramirez. Esta com participação da plateia.

Na sequência, “Otoño Porteño” e “Invierno Porteño”, de Astor Piazzolla. As peças fazem parte de “Las Cuatro Estaciones Porteñas”. Depois, o quarteto tocou “Hasta Alicia Baila”, outra obra de Eduardo Martín.

Brinde de Vinho do Cuarteto de Guitarras Ecos, UTN, Mendoza
Brinde de Vinho do Cuarteto de Guitarras Ecos

A seguir, “Malamatina”. O italiano Carlo Domeniconi compôs para a mulher, turca. Malamatina é uma uva grega. A obra intercala movimentos lentos e rápidos. Curiosidade: os músicos tomam vinho durante a execução.

No bis, “A Furiosa”, do brasileiro Paulo Bellinati.

Fernando Stern y Adrián de Rosa, Cuarteto de Guitarras Ecos, UTN, Mendoza
Fernando Stern y Adrián de Rosa

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