domingo, 23 de julho de 2017

Os Tradicionais Clubes de Remo de Tigre

Tigre fica no Delta do Paraná. E boa parte dos atrativos locais gira em torno do rio. Mas nem só dos passeios de barco vive a cidade. Ao caminhar pelas ruas, você verá belos prédios. Como os tradicionais clubes de remo.

Sede do Club Canottieri Italiani, em Tigre, Argentina
Sede do Club Canottieri Italiani


A Relação Tigre com o Remo
O Delta do Paraná une a Argentina e o Uruguai. E é possível navegar de um país ao outro pelo labirinto de ilhas do delta. A região de Tigre, em especial, destaca-se por rios amplos e calmos. Favoráveis aos esportes náuticos.

A relação de Tigre com o remo iniciou em 1870. Naquele ano, um grupo de jovens deixou a cidade. E após três horas chegou ao porto de Buenos Aires. Em 10 de dezembro de 1873, ocorreu em Tigre a primeira regata do país.

Buenos Aires Rowing Club - Fachada do Prédio, Tigre, Argentina
Buenos Aires Rowing Club


O Primeiro Clube de Remo
Seis dias depois, surgiu o primeiro clube argentino de remo. O grupo de remadores reuniu-se no café Gymnasium. Na esquina das ruas Corrientes e Florida. E fundou, na capital federal, o Buenos Aires Rowing Club.

O Buenos Aires Rowing Club segue em atividade. Junto com outros catorze clubes. Curiosidade! Das treze coletividades que fundaram os clubes, onze são europeias. Há ainda uma argentina e outra judaica.

Torre do Buenos Aires Rowing Club - Tigre, Argentina
Torre do Buenos Aires Rowing Club

Dentre os catorze clubes de Tigre, destaco três...


Buenos Aires Rowing Club
O mais antigo clube de remo argentino surgiu em 16 de dezembro de 1873. Oitenta remadores – a maioria, ingleses – fundaram o Buenos Aires Rowing Club. A primeira sede social foi uma embarcação, o Sunny South.

Tempos depois, um sócio doou um terreno na margem esquerda do Rio Riachuelo. O prédio aparece em mapas de Buenos Aires da década de 1880. E ficava no limite dos bairros La Boca e Barracas.

Topo da Torre do Relógio, Buenos Aires Rowing Club - Tigre, Argentina
Topo da Torre do Relógio

Em 1876, decidiu-se construir a sede em Tigre. Nove anos depois, adquiriu-se o terreno. Em 1886, construiu-se a Sede Central. Ela fica na Calle Mitre, 226. Outras duas sedes ficam em ilhas do Delta do Paraná.


Club de Regatas La Marina
Em 18 de julho de 1876, a Sociedade Espanhola La Marina fundou o clube. E no dia 26 de novembro, inaugurou a primeira sede. Ela ficava na Vuelta de Rocha. Na margem direita do Rio Riachuelo, em Buenos Aires.

Club de Regatas La Marina, Tigre, Argentina
Club de Regatas La Marina

A inauguração da sede em Tigre ocorreu em 01 de novembro de 1908. Na margem esquerda do Rio Lujan. Em 30 de outubro de 1927, inaugurou-se a atual sede. Na cerimônia esteve o Presidente da Nação.

Julio Curatella e Horacio Podestá levaram o bronze nas Olimpíadas de 1936, na Alemanha. Ambos eram atletas do Club de Regatas la Marina. Tal como Eduardo Guerrero, campeão Olímpico de Helsinki, em 1952.

Eduardo Guerrero (esquerda) e Tranquilo Capozzo - Campeões Olímpicos de Remo
Eduardo Guerrero (esquerda) e
Tranquilo Capozzo (direita)


Club Canottieri Italiani
Em 1908, o príncipe italiano assistiu à regata no Delta do Paraná. Estranhou a ausência das cores italianas. Dada a importância da comunidade italiana da Argentina. Na ocasião, manifestou o desejo de ver um clube italiano.

Torre do Club Canottieri Italiani, Tigre, Argentina
Torre do Club Canottieri Italiani

Menos de um ano depois, ocorreu a primeira assembleia. Em 1 de janeiro de 1910, fundou-se, enfim, o Club Canottieri Italiani. No mesmo ano, construiu-se o chalé, a primeira sede do clube na cidade de Tigre.

A atual sede fica na Calle Mitre, 74. E data de 1921. Em frente a ela, tirou-se a foto de Tranquilo Cappozzo e Eduardo Guerrero, campeões olímpicos de remo em 1952. Cappozzo era atleta do Club Canottieri Italiani.

Campeões Olímpicos do Club Canottieri Italiani, Tigre, Argentina
Campeões Olímpicos do Club Canottieri Italiani

Foto dos remadores: adaptado de Wikipedia.

15 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Calle Florida +++

O calçadão estende-se por dez quadras ao norte.
E é o eixo do Microcentro de Buenos Aires com o bairro Retiro.
A Calle Florida não é mais, porém, a área de compras da elite.
A filial da Harrods, por exemplo, separou-se da matriz nos anos 1960.
E o piso térreo da loja segue vago desde o fechamento, nos anos 1990.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Florida: Corredor Peatonal +++

É o local para fazer compras no bairro San Nícolas.
Muito transitada, concentra extensa oferta comercial.
Ao longo de quase 15 quadras.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Avenida Corrientes: História +++

As origens desta via remontam a 1580.
Ocasião da Segunda Fundação de Buenos Aires.
E já fazia parte do desenho original.
Desde a expedição de Juan de Garay.
Como hoje, corria no sentido Oeste-Leste.

O atual nome da avenida data de 1822.
E na ocasião da instalação do Obelisco, definiu-se sua extensão.
Ao longo da Corrientes, há esculturas que recordam artistas populares.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Avenida Corrientes: O Ponto de Encontros +++

A Costanera Sur era o ponto de encontros sociais dos portenhos.
Com o tempo, ela perdeu o brilho.
E a Corrientes passou a ocupar seu lugar.
Através de uma incipiente oferta de espetáculos teatrais.
Hoje, a oferta é constante, da Avenida Callao a peatonal Florida.
Cafés, livrarias e restaurantes dão a Corrientes um caráter único.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Avenida 9 de Julio e Corrientes +++

Buenos Aires encontra em suas ruas ícones históricos.
Isso acaba por dotar de caráter a cidade.
É o caso destas duas tradicionais avenidas.
Uma é motivo de orgulho pela sua amplitude.
A outro ostenta a maior oferta teatral de Buenos Aires.
E no encontro das duas artérias ergue-se o Obelisco.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Casas de Fim de Semana +++

Em 1865, a ferrovia cobriu o 28 km até o Retiro.
E Tigre tornou-se um lugar de veraneio.
E de esticadas em fins de semana.
Em especial, aos portenhos bem-nascidos.
Estes construíram, ali, mansões extravagantes.
E clubes de remo nas margens do Rio Luján.
E de outros afluentes.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Renascimento de Tigre +++

Veio a Grande Depressão dos anos 1930.
E Tigre sofreu uma série de reveses.
Até pouco tempo atrás

O renascimento veio com líderes progressistas.
E com amplo investimento.
Hoje, a área tem cerca de 300 mil habitantes.

E voltou a ser uma comunidade aprazível.
A quem trabalha na capital e pode pegar a linha de trens Mitre.
E para portenhos de todos os níveis econômicos.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Delta do Paraná +++

A cidade de Tigre é o ponto de partida das excursões ao Delta.
Este é um conjunto de ilhas de vegetação exuberante.
Em cujas margens alinham-se casas sobre pilotis.
E por entre as quais cruzam os braços de rio.

Fonte: Argentina – Rough Guide, Publifolha, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Piratas no Delta do Paraná +++

Piratas invadiram o Delta do Paraná no período colonial.
Os contrabandistas circulavam pelos canais e ilhas locais.
Tal como aconteceu com o Mississipi.
Na época de dominação espanhola e francesa.

O único comércio legítimo então era o de carvão vegetal.
Este provinha das matas ciliares.
E o transporte ocorria a partir do porto Tigre.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lazer no Delta do Paraná +++

O turista pode passar uma tarde ou um fim de semana em Tigre.
Os clubes de remo ainda existem.
Mas os visitantes também podem circular em caiaques.
Ou em ostensivos barcos particulares.
Lanchas de passageiros operam como ônibus urbanos.
E deixam passageiros no ancoradouro de casas.
Ou hotéis e restaurantes nos diversos canais do rio.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estación Fluvial de Tigre +++

Da estação, partem os passeios de barco pelo Delta.
A estação fica na extremidade leste da cidade.
E ao norte da ponte sobre o Rio Tigre.
É o ponto de contato entre as ilhas e o continente.

Nos fins de semana, a Estação Fluvial fervilha.
Quando turistas e moradores entregam suas bagagens.
À tripulação dos barcos que os esperam.

Fonte: Argentina – Rough Guide, Publifolha, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estación Fluvial +++

Fica no Rio Tigre.
Em frente à estação de trem.
E logo acima da confluência com o Rio Luján.
A estação é a porta de entrada para o Delta do Paraná.
E o ponto de partida aos catamarãs.
Estes vão para a Isla Martín Garcia.
E para o porto uruguaio de Carmelo.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Puerto de Frutos +++

Fica ao longo do Rio Luján.
O maior atrativo do mercado são os artesanatos.
Eles ocupam o lugar das frutas como principal produto.
Principalmente, as cestas.

Fonte: Argentina – Rough Guide, Publifolha, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Puerto de Frutos +++

Uma das atrações mais interessantes do Tigre.
Aonde chega toda a produção do Delta.
No mesmo local, há um bom mercado de artesanato.
E de parrillas (churrascarias).
Interessante para visitantes que vão passar o dia.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museo Dormingo Faustino Sarmiento +++

Hoje, protegido com vidro.
Era o refúgio do ex-presidente na ilha.
Sarmiento construiu-o com caixotes de frutas.
Lanchas levam e apanham passageiros ali.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

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