quinta-feira, 15 de junho de 2017

Mendoza Além do Aconcágua e das Bodegas

A cidade de Mendoza é base a passeios ao Aconcágua e às bodegas. Estas surgiram no fim do século XIX. Mesma época em que um europeu chegou ao cume da montanha mais alta fora do continente asiático.

As Missões Jesuítas, Plaza España, Mendoza
As Missões Jesuítas, Plaza España

A fundação de Mendoza ocorreu em 1561. Mas a cidade colonial, capital da província de mesmo nome, quase desapareceu com o terremoto de 1861. A reconstrução deu a Mendoza as atuais características planejadas.

Lechucita de las Vizcacheras, Museo Moyano de Mendoza
Lechucita de las Vizcacheras, Museo Moyano


Para Alguns, Mendoza é Sinônimo de Vinho...
Atingir o ápice do Aconcágua é privilégio de poucos. Já o passeio até lá, o roteiro “Altas Montanhas”, integra o circuito turístico regular. Nada que se compare, no entanto, à busca a alguma das mais de 1.200 bodegas...

Cordilheira dos Andes, Mendoza
Cordilheira dos Andes, Mendoza

Para quem fica até três dias na cidade, a província quase se resume às bodegas. Li relatos de pessoas que ficaram mais tempo. Passaram três dias em bodegas. Pouco viram dos Andes. E nada da cidade em si...



Mas Mendoza Não é Só Vinhos e Bodegas...
Reduzir Mendoza aos vinhos e bodegas é negligenciar milhões de anos de história. Ou o tempo que a natureza levou para compor as paisagens locais. E para organizar a geografia da desértica região na fronteira com o Chile.

Talco com pirita - Mina María Isabel, Uspallata, Museo Moyano de Mendoza
Talco com pirita - Mina María Isabel, Uspallata

É ignorar, também, a bravura de San Martín. A travessia do general pelos Andes, o Cruce de Los Andes, completou duzentos anos em fevereiro de 2017. E levou ao processo de Independência da Argentina.

Pré-Cordilheira e Cordilheira dos Andes, Mendoza
Pré-Cordilheira e Cordilheira dos Andes

Enfim, é deixar de compreender o espírito aventureiro de homens que lutam por um sonho: atingir o ponto mais alto do Aconcágua. O teto do planeta Terra aqui no hemisfério sul...

Festival de Música Clássica de Mendoza - José Fernandes Pereira Neto e Orquestra Filarmônica de Mendoza, Teatro Independencia
Festival de Música Clássica de Mendoza


A Cidade de Mendoza Também Tem Atrativos!
É claro: falarei sobre bodegas. E registrarei a experiência com duas delas. Colacarei o roteiro “Altas Montanhas” num contexto geográfico e histórico. Mas vou além. Afinal, a cidade de Mendoza também possui atrativos.

Capela, Ruínas do Hotel e Rio em Puente del Inca
Capela, Ruínas do Hotel e Rio em Puente del Inca

A começar pelas cinco praças principais, na região central da cidade. Dois parques, um a leste, outro a oeste. Os museus. E, por fim, as dezenas de prédios históricos, entre os dois grandes parques de Mendoza...

Raposa-cinzenta-argentina, Museo Moyano de Mendoza
Raposa-cinzenta-argentina, Museo Moyano

A lista a seguir está em ordem alfabética. E por coincidência, quase em ordem cronológica em relação às datas que visitei os locais. Deixo claro, assim, não se tratar de ranking de melhor a pior e vice-versa...

Deusa na Fuente de Los Continentes - Parque General San Martín, Mendoza
Fuente de Los Continentes,
 Parque General San Martín
Bodegas de Mendoza
Leste da Cidade de Mendoza
Museo Ciências Naturais
Museo Cuyano e Barrio Civico
Música Clássica por los Caminos Del Vino
Oeste da Cidade de Mendoza
Parque San Martin
Plazas España e Independencia
Plaza San Martín e Basílica San Francisco
Villavicencio: Caracoles e Hotel

Lago do Parque General San Martín, Mendoza
Lago do Parque General San Martín

14 comentários:

Leonardo Brocker disse...

“Do You Need Some Mouth-to-Mouth Resuscitation”

Terceiro episódio da sétima temporada de “The Amazing Race”.
As locações ocorreram na região andina, no Chile e na Argentina.
Na Argentina, as filmagens ocorreram em:
+ Camping Suizo (bloqueio de estrada);
+ Estancia San Isidro (parada);
+ Parque Provincial Aconcagua (desvio).

Fonte: IMDB

Leonardo Brocker disse...

+++ Aconcágua +++

Em quíchua, o nome do pico significa “sentinela de pedra”.
E é o ponto mais alto fora da Ásia, onde fica o Himalaia.
Por isso, o Aconcágua atrai montanhistas de todo o mundo.
No entanto, o desafio só é possível para os iniciados.

O andinista Dálio Zippin Neto já esteve duas vezes no topo.
E disse: “Do cume, a vista é maravilhosa”.
“Dá para ver até o Pacífico”.
“É o teto do continente americano”.

Fonte: Guia Primeira Viagem América do Sul, Abril, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Rotas para Escalar o Aconcagua +++

A montanha atrai muito do fluxo de viajante que vai a Mendoza.
Afinal, é a maior do mundo fora do continente asiático.
A escalada até o topo ocorre por três rotas principais:
+ Rota Normal (noroeste);
+ Glaciar de Los Polacos;
+ Parede Sul (sul).

O Aconcagua não exige grandes conhecimentos de escalada.
Pode-se caminhar até o cume.
Ao menos, pela Rota Normal.
Porém, vários trechos são bastante inclinados.
Frequentemente cobertos por gelo ou pedras soltas.
E uma queda nesta área pode levar à morte.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Aconcagua: A Sentinela de Pedra +++

Os Sete Picos são as maiores elevações de cada continente.
Dentre eles, o Aconcagua é um dos mais fáceis de escalar.
Mas por isso mesmo, é também um dos mais perigosos.

O caminho tradicional é quase uma escada.
Mas a elevada altitude e o clima instável tornam-na um desafio.
Mesmo para jovens fortes e em boa forma.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Aclimatação para Escalar o Aconcagua +++

A escalada de alta montanha é um desafio aos limites humanos.
Independentemente de oferecer maiores obstáculos técnicos.
Os efeitos da altitude são nefastos ao organismo.
E uma adaptação malfeita leva a edema pulmonar ou cerebral.
Ambas são condições potencialmente fatais.
Se ocorrerem em partes isoladas da cordilheira.
Sem acesso a recursos médicos ou possibilidade de resgate.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Aconcagua: De Onde Observar? +++

A montanha fica no Parque Provincial Aconcagua.
Uma área protegida de 71 mil hectares ao norte da RN 7.
É possível contemplar o Aconcagua da própria estrada.
Ou a partir Laguna Horcones, um ponto de fácil acesso.
Ali, fica um clássico mirador para belas vistas e fotos.
Do mirante, contempla-se a Parede Sul da montanha.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Laguna Horcones e o Cerro Aconcagua +++

Mal se vê a montanha da rodovia.
Mas quase qualquer um pode fazê-lo de Laguna Horcones.
São 1,5 quilômetros ou meia hora de caminhada.
Por uma estrada de cascalho a partir do Centro de Visitantes.
Laguna Horcones fica a 2.950 metros de altitude.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Caminhada até Confluencia +++

Uma caminhada um pouco mais longa segue até Confluencia.
Fica a cerca de nove quilômetros do posto de guarda do parque.
É possível acampar no local com autorização.
Na verdade, também é necessária autorização para a caminhada.

Em Confluencia, a trilha se bifurca.
O braço nordeste sobe 13 km até a Plaza Francia, a 4.200m.
É o acampamento base para chegar ao pico pela Parede Sul.

Já o braço noroeste sobe 18 km até a Plaza de Mulas, a 4.230m.
Os aventureiros devem passar vários dias ali para aclimatação.
A partir da Plaza de Mulas, só quem tem autorização pode continuar.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Rota Normal +++

É a que os montanhistas mais costumam usar.
Por uma razão: apresenta menos dificuldades que as demais.
Ao longo do caminho, há uma série de paradas pré-definidas.
E a escalada gradual permite melhor adaptação à altitude.
Os acampamentos marcam os diferentes estágios da escalada:
+ Confluencia (3.300m);
+ Plaza de Mulas (4.000m) – campo base;
+ Plaza Canada (4.910m);
+ Nido de Cóndores (5.380m);
+ Refugio Berlín (5.810m);
+ Refugio Independencia (6.370m).

Ataque ao Cume:
+ Em geral, parte do Refugio Berlín;
+ Pode demorar de 9 a 16 horas, dependendo do escalador.

Leonardo Brocker disse...

+++ Maiores Dificuldades da Rota Normal +++

Gran Acarreo
+ Desnível de 500m, em terreno pouco firme;
+ Fica a 6.500m de altitude.

Gran Canaleta
+ Trecho de 300m na parte final da escalada;
+ Bastante inclinado e com muitas pedras soltas.

Há ainda os ventos e a possibilidade de nevascas.
Além dos problemas respiratórios que aumento perto do cume.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ruta Glaciar de Los Polacos +++

Parte de Punta de Vacas, a 16 quilômetros de Puente Del Inca.
E pouquíssimos montanhistas arriscam seguir por esta rota.
Ela percorre a face leste do Cerro Aconcagua.
Quatro poloneses foram os primeiros a ter êxito pela rota.
E em 09 de março de 1934, chegaram ao topo da montanha:
+ Konstanty Narkievicz-Jodko;
+ Stefan Daszynski;
+ Stefan Osiecki e
+ Wiktor Ostrowski.

Fontes:
+ Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.
+ Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Os Brasileiros e A Parede Sul do Aconcagua +++

As vias Sul e Polacos exigem técnicas de escalada em gelo.
Em especial, a Parede Sul, um trecho de 3.000m de extensão.
Esta é tida como uma das escaladas mais perigosas do mundo.
E é necessário superar blocos de gelo do tamanho de edifícios.
Conhecimento técnico e capacidade física são fundamentais.

Rodrigo Raineri e Vitor Negrete escreveram o nome na história.
Em 2002, os paulistas escalaram a Face Sul do Aconcágua.
E formaram a única dupla brasileira a conquistar a façanha.
Em 2004, escalaram a Rota Noroeste em pleno inverno.
Dois anos depois, Negrete morreria no Everest.

Mozart Catão foi o primeiro brasileiro a pisar no topo do Everest.
O carioca alcançou o topo com o paranaense Valdemar Niclevicz.
E morreu, em 1998, quando uma avalanche o atingiu.
Na ocasião, o montanhista escalava a Parede Sul do Aconcágua.

Fontes: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009; Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Aconcágua: Curiosidades Históricas +++

Em 1817, o general San Martín cruzou a Cordilheira dos Andes.
Junto com o exército de 5 mil soldados e 10 mil mulas.
Charles Darwin também percebeu a imponência da montanha.
Quando cruzou os Andes, em 1832.

Em 1883, Paul Gussfeldt liderou a primeira expedição ao cume.
O geólogo alemão precisou convencer alguns condutores de mula.
Para isso, disse haver um tesouro enterrado na montanha.
Gussfeldt chegou a 6.560 metros, uma boa altitude para a época.

Entre 1896 e 1897, ocorreu a primeira expedição de sucesso.
O inglês Edward Fitzgerald liderou o grupo.
Em seis semanas, ocorreram cinco tentativas por vias diferentes.
O guia suíço Matthias Zurbriggen atingiu o cume em 19/01/1897.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Múmia Inca no Aconcagua +++

Em 1985, descobriu-se uma múmia a quase 5.300m de altitude.
Ela é mais antiga que as do Llullaillaco, de Salta.
Isso sugere que os povos pré-colombianos subiram o Aconcagua.
E eventualmente alcançaram o cume da montanha.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

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