segunda-feira, 19 de junho de 2017

Altas Montanhas de Mendoza

O passeio Altas Montanhas parte da cidade de Mendoza para a fronteira com o Chile. Ele percorre a Ruta 7, que corta o deserto mendocino. E tem como pano de fundo a pré-cordilheira e a Cordilheira dos Andes.

Vento na Cordilheira dos Andes - Mendoza
Vento na Cordilheira dos Andes

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Deixamos Mendoza por volta das 9h do dia 10 de abril de 2017. Um grupo de treze pessoas. Quinze, considerando a guia e o motorista. Seguimos pelo Departamento de Las Heras com destino a Parque Provincial Aconcágua.

Aconcágua, Parque Provincial Aconcagua, Mendoza
Aconcágua, Parque Provincial Aconcagua


Belas Paisagens do Passeio
A paisagem desértica descortinou-se logo que a área urbana ficou para trás. Com a pré-cordilheira ao fundo. E a Cordilheira dos Andes, com picos de neve eterna, em último plano. Ao longe, o Vulcão Tupungato.

Vulcão Tupungato, Mendoza
Vulcão Tupungato, Mendoza

A paisagem ali é deslumbrante. Com uma série de cores e tons. Os verdes campos em primeiro plano. Depois, o verde escuro da pré-cordilheira. E as brancas neves dos Andes, ao fundo. Com o azul do céu sobre eles...

Três Paisagens nos Andes, Mendoza
Três Paisagens nos Andes

A Cordilheira dos Andes possui um cordão frontal, curto e separado por vale. Como o Vale de Cuyo, onde ficam algumas bodegas. E o Vale de Uspallata. Já o Cordão de Fogo estende-se até o Japão.

Pré Cordilheira e Cordilheira dos Andes - Mendoza
Pré Cordilheira e Cordilheira dos Andes


Dique de Potrerillos e Rafting
Nossa primeira parada foi no Dique de Potrerillos, pouco após o km 1095 da Ruta 7. Com a construção da estrada, a barragem mudou de local. Ela se destina à produção de energia, à irrigação e a prática esportiva.

Dique (Barragem) de Potrerillos, em Mendoza
Dique (Barragem) de Potrerillos

A Ana, nossa guia, foi atleta e guia de rafting. E disse que o Rio Mendoza possui os seis níveis de dificuldade. O dique possui nível 1, águas paradas. Ana comentou que guiou um grupo de cegos em um rafting de nível 2.

Carros na Ruta 7, em Potrerillos, Argentina
Carros na Ruta 7, em Potrerillos

O esporte possui quatro modalidades: 1) Slalow – bandeira vermelha (remo contra-corrente) e verde (a favor); 2) Downriver (12 km); 3) Relógio e 4) Cabeça-cabeça (um contra o outro). O Brasil tem nove títulos mundiais.

Falha Geológica na Pré-Cordilheira, Mendoza
Falha Geológica na Pré-Cordilheira


O Antigo Trem e O Vale de Uspallata
Uma curiosidade é que junto à atual Ruta 7 passava um trem. O transandino partia de Buenos Aires. E passava por Mendoza a caminho de Santiago, no Chile. Porém a avalanche de 1939 destruiu cerca de 100 km de trilhos.

Estrada entre Árvores e Cordilheira dos Andes, Uspallata
Estrada entre Árvores e Cordilheira dos Andes

Nossa parada seguinte foi no Restaurante Los Patos, no Vale de Uspallata. Com 250 km de comprimento e vinte de largura, Uspallata possui cerca de 7.000 habitantes. Uspallata (diz-se Uspajata) significa “vale tranquilo”.

Gaúcho no Restaurante Los Patos, Uspallata, Argentina
Gaúcho no Restaurante Los Patos

O povoado ficou famoso, porém, ao servir como locação ao filme “Sete Anos no Tibet” (1997). De acordo com a Ana, na ocasião, foi necessário encontrar um sósia de Brad Pitt, tamanho o assédio das fãs...

Vista da Cordilheira dos Andes, em Uspallata
Cordilheira dos Andes, em Uspallata



Parque Provincial Aconcágua
Deixamos Uspallata, no km 1141 da Ruta 7. E seguimos rumo ao acesso do Parque Provincial Aconcágua, no km 1222. Passamos pela estação de esqui de Los Penitentes. Em abril, as pistas não tinham vestígio de neve.

Deslizamento de Terra em Uspallata, Argentina
Deslizamento de Terra em Uspallata

Los Penitentes fica no km 1212. E o curioso nome da localidade é referência a uma formação rochosa. O topo lembraria uma catedral. E as pedras pela montanha, os monges ou penitentes rumo à catedral...

Los Penitentes, Mendoza
Los Penitentes, Mendoza

Enfim, o mirante no acesso do parque. Ali, nós registramos a foto do grupo com o Aconcágua ao fundo. A uns 40 km do local. Diversas rotas levam ao topo. A Glaciar Sur envolve escaladas com alto grau de dificuldade.

Grupo de Viagem em Frente ao Aconcágua, Parque Provincial Aconcagua, Argentina
Grupo de Viagem em Frente ao Aconcágua



As Antigas Termas de Puente del Inca
A parada no acesso do parque foi curta. O forte vento na pequena trilha até o mirante aumentava a sensação de frio. Passei na recepção do parque. Ali registrei a altitude dos diversos picos da região.

Sendero Mirador - Trilha ao Mirante do Aconcágua, Parque Provincial Aconcagua
Trilha ao Mirante do Aconcágua


Iniciamos o retorno a Mendoza. Passamos em frente ao Cemitério Andino. Mas não paramos. Isso me frustrou. Ali, estão os restos mortais de homens que morreram por um sonho: atingir o teto do hemisfério sul!

Cementerio del Andinista, Puente del Inca, Argentina
Cementerio del Andinista

Paramos em Puente Del Inca, no km 1219 da Ruta 7. Ali, há fontes termais. A água verte a 38º. Restam as ruínas do hotel e uma capela. A avalanche de 1965 destruiu o hotel. Os donos preferiram não reconstruir.

Antigo Hotel e Águas Termais, Puente del Inca
Antigo Hotel e Águas Termais



Dicas sobre Altas Montanhas
+ Em abril, a temperatura em Mendoza é amena, agradável. E com o clima seco da região, transpira-se pouco;
+ Para quem quer caminhar pelo Parque Provincial Aconcágua ou conhecer o Cristo Redentor, é necessário visitar a região de dezembro a fevereiro;
+ E se a ideia é esquiar ou curtir a paisagem tomada pela neve, procure Mendoza a partir de meados de junho.

A imagem do grupo é uma adaptação da fotografia de Raquel Eidt.


Presépio Inca, Feira de Artesanato em Puente del Inca
Presépio Inca, Feira de Artesanato (Puente del Inca)

31 comentários:

Leonardo Brocker disse...

“Do You Need Some Mouth-to-Mouth Resuscitation”

Terceiro episódio da sétima temporada de “The Amazing Race”.
As locações ocorreram na região andina, no Chile e na Argentina.
Na Argentina, as filmagens ocorreram em:
+ Camping Suizo (bloqueio de estrada);
+ Estancia San Isidro (parada);
+ Parque Provincial Aconcagua (desvio).

Fonte: IMDB

Leonardo Brocker disse...

+++ Aconcágua +++

Em quíchua, o nome do pico significa “sentinela de pedra”.
E é o ponto mais alto fora da Ásia, onde fica o Himalaia.
Por isso, o Aconcágua atrai montanhistas de todo o mundo.
No entanto, o desafio só é possível para os iniciados.

O andinista Dálio Zippin Neto já esteve duas vezes no topo.
E disse: “Do cume, a vista é maravilhosa”.
“Dá para ver até o Pacífico”.
“É o teto do continente americano”.

Fonte: Guia Primeira Viagem América do Sul, Abril, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Rotas para Escalar o Aconcagua +++

A montanha atrai muito do fluxo de viajante que vai a Mendoza.
Afinal, é a maior do mundo fora do continente asiático.
A escalada até o topo ocorre por três rotas principais:
+ Rota Normal (noroeste);
+ Glaciar de Los Polacos;
+ Parede Sul (sul).

O Aconcagua não exige grandes conhecimentos de escalada.
Pode-se caminhar até o cume.
Ao menos, pela Rota Normal.
Porém, vários trechos são bastante inclinados.
Frequentemente cobertos por gelo ou pedras soltas.
E uma queda nesta área pode levar à morte.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Aconcagua: A Sentinela de Pedra +++

Os Sete Picos são as maiores elevações de cada continente.
Dentre eles, o Aconcagua é um dos mais fáceis de escalar.
Mas por isso mesmo, é também um dos mais perigosos.

O caminho tradicional é quase uma escada.
Mas a elevada altitude e o clima instável tornam-na um desafio.
Mesmo para jovens fortes e em boa forma.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Aclimatação para Escalar o Aconcagua +++

A escalada de alta montanha é um desafio aos limites humanos.
Independentemente de oferecer maiores obstáculos técnicos.
Os efeitos da altitude são nefastos ao organismo.
E uma adaptação malfeita leva a edema pulmonar ou cerebral.
Ambas são condições potencialmente fatais.
Se ocorrerem em partes isoladas da cordilheira.
Sem acesso a recursos médicos ou possibilidade de resgate.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Aconcagua: De Onde Observar? +++

A montanha fica no Parque Provincial Aconcagua.
Uma área protegida de 71 mil hectares ao norte da RN 7.
É possível contemplar o Aconcagua da própria estrada.
Ou a partir Laguna Horcones, um ponto de fácil acesso.
Ali, fica um clássico mirador para belas vistas e fotos.
Do mirante, contempla-se a Parede Sul da montanha.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Laguna Horcones e o Cerro Aconcagua +++

Mal se vê a montanha da rodovia.
Mas quase qualquer um pode fazê-lo de Laguna Horcones.
São 1,5 quilômetros ou meia hora de caminhada.
Por uma estrada de cascalho a partir do Centro de Visitantes.
Laguna Horcones fica a 2.950 metros de altitude.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Caminhada até Confluencia +++

Uma caminhada um pouco mais longa segue até Confluencia.
Fica a cerca de nove quilômetros do posto de guarda do parque.
É possível acampar no local com autorização.
Na verdade, também é necessária autorização para a caminhada.

Em Confluencia, a trilha se bifurca.
O braço nordeste sobe 13 km até a Plaza Francia, a 4.200m.
É o acampamento base para chegar ao pico pela Parede Sul.

Já o braço noroeste sobe 18 km até a Plaza de Mulas, a 4.230m.
Os aventureiros devem passar vários dias ali para aclimatação.
A partir da Plaza de Mulas, só quem tem autorização pode continuar.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Rota Normal +++

É a que os montanhistas mais costumam usar.
Por uma razão: apresenta menos dificuldades que as demais.
Ao longo do caminho, há uma série de paradas pré-definidas.
E a escalada gradual permite melhor adaptação à altitude.
Os acampamentos marcam os diferentes estágios da escalada:
+ Confluencia (3.300m);
+ Plaza de Mulas (4.000m) – campo base;
+ Plaza Canada (4.910m);
+ Nido de Cóndores (5.380m);
+ Refugio Berlín (5.810m);
+ Refugio Independencia (6.370m).

Ataque ao Cume:
+ Em geral, parte do Refugio Berlín;
+ Pode demorar de 9 a 16 horas, dependendo do escalador.

Leonardo Brocker disse...

+++ Maiores Dificuldades da Rota Normal +++

Gran Acarreo
+ Desnível de 500m, em terreno pouco firme;
+ Fica a 6.500m de altitude.

Gran Canaleta
+ Trecho de 300m na parte final da escalada;
+ Bastante inclinado e com muitas pedras soltas.

Há ainda os ventos e a possibilidade de nevascas.
Além dos problemas respiratórios que aumento perto do cume.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ruta Glaciar de Los Polacos +++

Parte de Punta de Vacas, a 16 quilômetros de Puente Del Inca.
E pouquíssimos montanhistas arriscam seguir por esta rota.
Ela percorre a face leste do Cerro Aconcagua.
Quatro poloneses foram os primeiros a ter êxito pela rota.
E em 09 de março de 1934, chegaram ao topo da montanha:
+ Konstanty Narkievicz-Jodko;
+ Stefan Daszynski;
+ Stefan Osiecki e
+ Wiktor Ostrowski.

Fontes:
+ Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.
+ Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Os Brasileiros e A Parede Sul do Aconcagua +++

As vias Sul e Polacos exigem técnicas de escalada em gelo.
Em especial, a Parede Sul, um trecho de 3.000m de extensão.
Esta é tida como uma das escaladas mais perigosas do mundo.
E é necessário superar blocos de gelo do tamanho de edifícios.
Conhecimento técnico e capacidade física são fundamentais.

Rodrigo Raineri e Vitor Negrete escreveram o nome na história.
Em 2002, os paulistas escalaram a Face Sul do Aconcágua.
E formaram a única dupla brasileira a conquistar a façanha.
Em 2004, escalaram a Rota Noroeste em pleno inverno.
Dois anos depois, Negrete morreria no Everest.

Mozart Catão foi o primeiro brasileiro a pisar no topo do Everest.
O carioca alcançou o topo com o paranaense Valdemar Niclevicz.
E morreu, em 1998, quando uma avalanche o atingiu.
Na ocasião, o montanhista escalava a Parede Sul do Aconcágua.

Fontes: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009; Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Aconcágua: Curiosidades Históricas +++

Em 1817, o general San Martín cruzou a Cordilheira dos Andes.
Junto com o exército de 5 mil soldados e 10 mil mulas.
Charles Darwin também percebeu a imponência da montanha.
Quando cruzou os Andes, em 1832.

Em 1883, Paul Gussfeldt liderou a primeira expedição ao cume.
O geólogo alemão precisou convencer alguns condutores de mula.
Para isso, disse haver um tesouro enterrado na montanha.
Gussfeldt chegou a 6.560 metros, uma boa altitude para a época.

Entre 1896 e 1897, ocorreu a primeira expedição de sucesso.
O inglês Edward Fitzgerald liderou o grupo.
Em seis semanas, ocorreram cinco tentativas por vias diferentes.
O guia suíço Matthias Zurbriggen atingiu o cume em 19/01/1897.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Múmia Inca no Aconcagua +++

Em 1985, descobriu-se uma múmia a quase 5.300m de altitude.
Ela é mais antiga que as do Llullaillaco, de Salta.
Isso sugere que os povos pré-colombianos subiram o Aconcagua.
E eventualmente alcançaram o cume da montanha.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Puente del Inca +++

Pequeno povoado, a 2.720 metros de altitude.
Incrustado entre as montanhas, próximo à base do Aconcágua.
Puente Del Inca fica na Ruta Nacional 7, a caminho do Chile.

O nome decorre da formação natural em forma de arco.
Ela passa sobre o Rio Mendoza, como uma ponte.
A quem diga que os incas usavam esta ponte natural.

Puente Del Inca possui posição estratégica.
O povoado fica próximo à fronteira com o Chile.
Isto motivou a instalação da corporação montanhista do Exército Argentino.

Puente Del Inca também é uma atração turística.
As fontes de águas termais serviam de descanso a viajantes.
E ali funcionou um hotel de luxo, destruído por uma avalanche.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Feira de Puente Del Inca +++

A pequena feira vende todo tipo de bugigangas.
Talvez, o mais curioso sejam os objetos petrificados.
A composição das águas termais leva à petrificação.
E a criatividade local não deixa por menos...
Os moradores mergulham tênis e garrafas na água.
E depois vendem-nos como suvenires de pedra.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Ponte dos Incas +++

Ponte natural sobre o Rio de Las Cuevas.
Formou-se pela aglutinação de minerais das termas vizinhas.
Até há pouco tempo, os visitantes podiam atravessá-la.
E até se banhar nas termas.
Mas a estrutura enfraqueceu.
E hoje só é possível fotografa-la à distância.
Darwin, porém, não se impressionou:
“A Ponte dos Incas de maneira nenhuma é digna dos grandes imperadores cujo nome ela carrega”.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Puente del Inca +++

Ponte de pedra natural a pouco mais de 2.700 metros.
Formou-se pelos sedimentos do Rio de Las Cuevas.
E ergue-se em um vale árido, cercado por montanhas.

Sob a ponte, estão as ruínas de um SPA da década de 1940.
As ruínas, a ponte e as rochas ao redor são amareladas.
Isto se deve às águas quentes sulfurosas que vertem no local.

A ponte é ponto de parada obrigatório da rota Alta Montanha.
E fica perto da trilha que se dirige para o norte.
Em direção ao acampamento na base do Aconcágua.

Fonte: Argentina – Rough Guide, Publifolha, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Puente del Inca +++

As geleiras criaram a larga ponte de pedra natural sobre o Rio Mendoza.
O belo tom acobreado se deve aos minerais presentes na água.
Já foi possível banhar-se nas águas borbulhantes de uma fonte termal.
Enquanto se avistava a paisagem de montanhas escarpadas ao fundo.

Fonte: As Melhores Viagens do Mundo, Publifolha, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Uspallata: O Povo Embolsado +++

Fica entre Mendoza e a Cordilheira dos Andes.
Um vale encravado em meio às montanhas.
Esta condição geográfica deu nome ao povoado.
“Chuspallacta”, em quéchua, significa “povo embolsado”.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Sete Anos no Tibet” +++

Quem assistiu ao filme deve ter se impressionado.
Com a beleza das paisagens tibetanas.
Na verdade, era a Cordilheira dos Andes!
Bem longe do Nepal, Uspallata não abriga templos budistas.
Mas se orgulha por servir de cenário às locações de montanha.
No caso do filme, para as cenas do Himalaia.
Na época, o governo chinês não autorizou filmar no Tibet.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cementerio del Andinista +++

Fica na RN7, 2 km antes de Puente del Inca.
O cemitério encontra-se à esquerda da rodovia.
Nele, estão os corpos de alguns montanhistas.
Eles morreram na tentativa de subir o Aconcágua.
Há covas do início do século XX.
É um cemitério pequeno e surpreendente.
Que clama pela reflexão e pelo respeito.
Uma homenagem aos bravos aventureiros.
Que morreram na busca de seus sonhos.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cementerio del Andinista +++

Fica em um terreno pedregoso, no lado sul da rodovia.
As expedições costumam parar ali antes de iniciar a escalada.
O Aconcágua já ceifou mais de cem vidas.
Mas nem todos que morreram na montanha estão no cemitério.
E nem todos que estão no cemitério morreram na montanha.
E alguns que venceram o pico optaram por se enterrados ali.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cristo Redentor +++

A estátua marca a divisa de Argentina e Chile.
Fica no alto de uma montanha de quatro mil metros.
Próximo ao povoado de Las Cuevas, a 188 km de Mendoza.
É possível seguir a pé, por uma estrada em ziguezague.
Não há trilha, nem desvio: é caminho único.
Do alto, avista-se a Cordilheira dos Andes.
O vento é muito forte.
Leve um agasalho!

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cristo Redentor +++

Em 1904, Argentina e Chile puseram fim às disputas territoriais.
No mesmo ano, instalaram o monumento Cristo Redentor.
Uma obra de 3,6 toneladas do escultor Mateo Alonso.
Com sete metros de altura, ela é um tributo à paz dos dois países.
Carregadores e mulas arrastaram as peças de bronze.
Desde o posto de fronteira, em Las Cuevas.
Até a fronteira real, a mais de 3.800 metros de altura.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Los Penitentes +++

Popular estação de esqui, na Cordilheira dos Andes.
Fica a 186 km de Mendoza e a 63 km de Uspallata.
Um pouco antes de se chegar a Puente Del Inca.

Com 28 pistas, funciona desde 1979.
Há também uma escola de esqui.
E o “jardim de neve” para as crianças.

A temporada vai de meados de junho ao fim de agosto.
Nesta época, as temperaturas variam de -4º C a 7º C.
E os dias são secos e ensolarados.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Los Penitentes +++

A estação de esqui fica a 2.500 metros de altura.
Tem melhor infraestrutura que Vallecitos.
E a camada de neve é mais confiável.
Mas a variação de um ano para o outro pode ser mais significativa.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Los Penitentes +++

Abriga uma pequena estação de esqui.
Com pistas das mais fáceis, destinadas a principiantes.
Até Las Paredes, uma pista de 700 metros.
Cuja maior parte é classificada como de alta dificuldade.

Você poderá desfrutar a vista dos vales e montanhas.
A partir do topo do cerro San Antonio (3.200 metros).

Fonte: Argentina – Rough Guide, Publifolha, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Vallecitos e Penitentes +++

Vallecitos é uma singela estação de esqui.
Barata, perfeita para iniciantes.
E a apenas 80 km do centro de Mendoza.
Só é preciso checar as condições de acesso.
Pois a estrada é íngreme e de terra.

Penitentes é a opção se o nível do seu esqui for intermediário.

Fonte: Guia Primeira Viagem América do Sul, Abril, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Potrerillos +++

O vilarejo fica 63 km a oeste de Mendoza.
Num pitoresco vale da pré-cordilheira andina.
O acesso é pela Ruta Nacional 7.

Destacam-se as paisagens de montanhas e rios.
Um local propício ao turismo de aventura.
Como escaladas, rafting e trekking.

Potrerillos têm menos de 500 habitantes.
Muitas casas são estâncias de mendocinos.
Que se refugiam nas montanhas nos finais de semana.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Potrerillos +++

Povoado de casas pré-fabricadas.
Estas devem sua existência ao Embalse de Potrerillos.
A represa fez submergir um projeto hidrelétrico menor.
Hoje, é um lugar para fazer caminhadas e passeios a cavalo.
Além de corredeiras e rafting nas corredeiras do Rio Mendoza.
As operadoras de turismo mantêm escritórios em Potrerillos.
E transportam os clientes vale acima para o embarque.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

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