quarta-feira, 24 de maio de 2017

Locações de Filmes em Osório

O município é a porta de entrada para as praias do Litoral Norte do RS. Ali, inicia a Estrada do Mar. Osório também faz divisa com Tramandaí. E serviu de locação a, pelo menos, dois filmes recentes.

Miriã Possani e Carina Dias, em 'Nós Duas Descendo a Escada' (2015)
'Nós Duas Descendo a Escada' (2015)

A Última Estrada da Praia (2010) 93 minutos
Também tem locações em Balneário Pinhal, Cidreira e Porto Alegre.
O filme participou do Festival Internacional Lume de Cinema.
E Fabiano de Souza recebeu o prêmio de Melhor Diretor.

A Última Estrada da Praia (2010) - Montanha Russa
A Última Estrada da Praia (2010)


Nós Duas Descendo a Escada (2015) 98 minutos
Os encontros em escadas de Porto Alegre deram nome ao filme.
Mas uma das mais belas cenas ocorre no Morro da Borússia, em Osório.
A Praia de Imbé também serviu de locação a uma cena.
A primeira exibição ocorreu no Festival de Gramado.

8 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ "A Última Estrada da Praia" (2010) +++

Diretor: Fabiano de Souza
Roteiro: Fabiano de Souza e Vicente Moreno
História Original: Dyonelio Machado

Rafael Sieg - O Desconhecido
Marcos Contreras - Norberto
Miriã Possani - Paula
Marcelo Adams - Léo
Sirmar Antunes - Seu Procópio
Janaína Kremer Motta - Cobradora
Nélson Diniz - Homem em Branco
Girley Paes - Dono do Bar

Festival International Lume 2011
+ Melhor Direção: Fabiano de Souza

Adaptado de IMDB

Leonardo Brocker disse...

+++ "A Última Estrada da Praia" (2010) +++

Livre adaptação de "O Louco de Cati", de Dyonelio Machado.
É a história de três grandes amigos, e também amantes.
Leo, Norberto e Paula viajam pelo litoral gaúcho.
E encontram um homem estranho.
Este não fala, e acaba, seguindo viagem com os três.
Juntos, os quatro fazem novas descobertas.

Adaptado de Adoro Cinema.

Leonardo Brocker disse...

+++ "A Última Estrada da Praia" (2010) +++

O livro "O Louco do Cati", de Dyonélio Machado, originou o programa O Louco.
O especial é parte da série "Escritores", uma produção da RBSTV.
Desta série, saiu o longa de Fabiano de Souza "A Última Estrada da Praia".

O enredo traz Léo, Norberto e Paula.
Os três amigos partem para uma aventura pelo litoral gaúcho.
Mas no início da viagem encontram um estranho.
Quem é este homem ninguém sabe, pois ele não fala.
Mas aceitam sua companhia na aventura.
E esta tem como objetivo principal curtir o percurso sem pressa.

O cenário são as areias do sul do país.
Ali, o amigo silencioso se defronta com seus temores.
E Léo, Norberto e Paula esbarram nas fronteiras de um relacionamento triangular.
Juntos, descobrem que por mais que tentem, não é possível ser feliz o tempo todo.

Adaptado de Guia da Semana.

Leonardo Brocker disse...

+++ "A Última Estrada da Praia" - Ficha técnica +++

Direção: Fabiano de Souza
Produção: Aletéia Selonk, Gilson Vargas e Milton do Prado
Produção Executiva: Aletéia Selonk
Direção de Produção: Camila Machado
Roteiro: Fabiano de Souza e Vicente Moreno
Fotografia: André Luis da Cunha
Música: Arthur de Faria
Som Direto: Gabriela Bervian
Desenho de Som: Tiago Bello e Alexandre Kumpinski
Montagem: Milton do Prado
Arte: Adriana Borba
Elenco: Rafael Sieg, Marcos Contreras, Miriã Possani, Marcelo Adams
Financiamento: Fundo Municipal de Apoio à Cultura – FUMPROARTE
Apoio: RBS TV, Link Digital, Cabine Audiolab, Bunker Recording Studio.
Realização: Rainer e Okna Produções

Adaptado de OKNA.

Leonardo Brocker disse...

+++ "A Última Estrada da Praia" (2010) +++

Leo, Norberto e Paula são muito mais que amigos.
No início de uma viagem para o litoral, conhecem um estranho que não fala.
Os quatro partem num périplo em que o sabor do percurso é vivenciado sem pressa.
Leo, Norberto e Paula mergulham nas fronteiras de um relacionamento triangular.
Enquanto o amigo silencioso se defronta com seus temores.
Nas areias intermináveis das praias gaúchas, descobrem que é impossível ser alegre o tempo inteiro.

Adaptado de OKNA.

Leonardo Brocker disse...

+++ "A Última Estrada da Praia" (2010) +++

Inspirado na obra "O Louco do Cati".
Do escritor gaúcho Dyonelio Machado.
A história é uma aventura.
E envolve três amigos e um homem estranho.
Eles viajam pelo litoral gaúcho.
E, juntos, vivem experiências singulares.

O livro foi o combustível inicial para a jornada.
Que mistura um sujeito desconhecido, misterioso, com um triângulo amoroso.

Adaptado de OKNA.

Leonardo Brocker disse...

+++ "A Última Estrada da Praia" - Destaques +++

Iniciou carreira de festivais nacionais em 2010.
E participou de importantes eventos nacionais.
Como o Festival de Cinema de Gramado.
A Semana dos Realizadores.
A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

No 1º Festival Lume de Cinema, em 2011, recebeu prêmio de Melhor Direção.

No 4º Festival de Cinema de Triunfo ganhou troféus de:
+ Melhor Direção;
+ Melhor Ator (Rafael Sieg);
+ Melhor Atriz (Miriã Possani);
+ Melhor Som e Melhor Arte.

No FestCine Maracanaú recebeu Menção Honrosa.

No circuito internacional, participou do Festival Du Nouveau Cinema de Montreal, Canadá.

Adaptado de OKNA.

Leonardo Brocker disse...

+++ "A Última Estrada da Praia" - Papo de Cinema +++

A "Última Estrada da Praia" é o primeiro longa-metragem de Fabiano de Souza.
Uma adaptação livre de "O Louco do Cati" (1942).
Romance político de Dyonélio Machado (1895 - 1985).
O filme estrutura-se como um road movie clássico.
Um trio de amigos programa-se para uma viagem sem destino ao litoral do RS:
Leonardo (Marcelo Adams), Paula (Miriã Possani) e Norberto (Marcos Contreras).
Minutos antes da partida, Norberto convida um desconhecido (Rafael Sieg).
E este se junta aos demais na experiência.

O filme surgiu com um curta para a série Escritores, da RBS TV.
Mas "A Última Estrada da Praia" transformou-se em longa.
Quando Rainer e Okna Produções apostaram na complementação do trabalho.
Exemplo de como o cinema brasileiro depende de soluções criativas para existir.

Com isso não é difícil entender a demarcação do filme em dois grandes momentos.
O primeiro, o qual concentra a maioria das cenas de ação.
Desdobra-se a partir do início, quando os amigos encontram o desconhecido.
E partem rumo ao litoral.
O segundo, voltado para cenas de natureza psicológica.
Dá-se a partir da dissolução do grupo.
Com a concentração do foco narrativo.
Sobre os personagens de Contreras e Sieg até o desfecho.

O desenvolvimento das cenas envolvendo o grupo evidencia os principais equívocos.
Se esperarmos que os maiores acertos estejam nas questões menos complexas.
De início, são igualmente estranhos o trio de amigos e o desconhecido.
Espera-se, então, que o roteiro nos ofereça a oportunidades adequadas.
Sejam pelo plano físico (ações e reações) ou psicológico (pensamentos, autoconsciência).
Para que possamos romper o estranhamento com os personagens.

No entanto, a estrutura de blocos viagem-parada-viagem é pouco eficiente.
Ao menos, no que se refere a reforçar as idiossincrasias do trio.
Na mais direta das tentativas, há um esforço insuficiente nesse sentido.
O grupo divide o interior de um ônibus.
Norberto projeta a forma de seu personagem em situações isoladas.
Diferentemente de Leonardo e Paula.
Como quando resolve procurar pelo desconhecido durante a noite.

Apenas a cena de rompimento entre o primeiro e o segundo momento.
Consegue desconstruir com intensidade a linearidade dos caráteres.
Nela, há um forte desentendimento de Norberto com os companheiros.

O recurso de filmar primordialmente com a câmera na mão consegue boas cenas.
E, por vezes, constrói sequências que alçam o filme a um patamar mais elevado.
Por outro lado, o uso indiscriminado perturba a conexão do público com a cena.
Da mesma forma, há os vícios televisivos em enquadramentos.
Como o do rosto da cobradora de ônibus, logo no início.
Eles não colaboram para a fruição do longa.

O segundo momento de "A Última Estrada da Praia"...
Volta-se primordialmente para a relação de Norberto com o desconhecido.
A estridente e excessiva atuação do trio é eliminada.
Em vistas do ganho indubitável de introspecção.
Há uma exigência redobrada das atuações de Contreras e Sieg.
Bem como da direção e do roteiro não parece ser um problema.
Aí, a direção de Fabiano mostra-se mais contundente.
Diante da perspectiva desafiadora de expressar o máximo com o mínimo que
E encaminha o filme ao encontro de seus melhores momentos.

Há a conjunção dos silêncios e da imensidão desoladora das praias.
Elas proporcionam um segmento dramático.
Que culmina no desespero de Norberto ao interpelar seu companheiro.
Pois a relação de cumplicidade entre ambos se funde na mesma necessidade.
Ao buscar salvar-se, Norberto nem imagina que salva também quem o acompanha.

O ponto menos sofisticado desse segundo momento é justamente o final.
Longe de fazer jus à pulsão de vida que encontramos até então.
A decisão de Norberto ao ficar na casa de alguém que conhecera há poucos minutos.
Soa mais como final apressado.
Do que decisão embasada em seu personagem ou em sua busca.

Adaptado de Willian Silveira (Papo de Cinema)

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