quarta-feira, 17 de maio de 2017

Locações de Filmes em Gravataí

Vizinha da capital, Gravataí ganhou o nome de um dos rios que deságua no Lago Guaíba. E nos últimos anos, Gravataí serviu de locação para diferentes filmes de longa-metragem. Relaciono alguns deles...

Major Soveral (Marcos Breda), Os Senhores da Guerra (2012)
Major Soveral, 'Os Senhores da Guerra' (2012)

Netto e o Domador de Cavalos (2008) 95 minutos
Também tem locações em Porto Alegre e Rio Grande.

Netto e o Domador de Cavalos (2008)
Netto e o Domador de Cavalos


Netto Perde Sua Alma (2001) 102 minutos
Também tem locações em Piedra Sola (Uruguai).
E Camaquã, Porto Alegre, Triunfo e Uruguaiana.

Netto Perde Sua Alma (2001)
Netto Perde Sua Alma


Os Senhores da Guerra (2012) 90 minutos
Também tem locações em Barra do Ribeiro, Porto Alegre, Viamão.
+ Melhor Atriz Coadjuvante: Andrea Buzato;
+ Prêmio Especial do Júri: "Os Senhores da Guerra".

Carlos Bozano (André Arteche), Os Senhores da Guerra (2012)
Carlos Bozano, de 'Os Senhores da Guerra'

31 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ "Netto Perde Sua Alma" (2001) +++

Diretores: Tabajara Ruas e Beto Souza
Adaptado de novela de Tabajara Ruas
Roteiro:
+ Beto Souza;
+ Fernando Marés de Souza;
+ Lígia Walper;
+ Rogério Brasil Ferrari;
+ Tabajara Ruas.

Elenco
+ Werner Schünemann - General Netto
+ Laura Schneider - Maria Escayola
+ Sirmar Antunes - Sargento Caldeira
+ Bebeto Alves - Violeiro
+ José Antônio Severo - Lucas de Oliveira
+ Lisa Becker - Enfermeira Catarina
+ Nélson Diniz - Teixeira
+ Márcia do Canto - Enfermeira Zubiaurre
+ Colmar Duarte - Calengo
+ Ricardo Duarte - João Antônio
+ Araci Esteves - Sra. Guimarães
+ João França - Capitão De Los Santos
+ Tau Golin - Corte Real
+ Arines Ibias - Dr. Phillip Blood
+ Letícia Liesenfeld - Maria Luiza
+ Milton Mattos - Maj. Davi
+ Laura Medina - Enfermeira Pilar
+ Hamilton Mosmann - Maçon
+ João Máximo - Quero-Quero
+ Fábio Neto - Mr. Thorton
+ Gilberto Perin - Padre
+ Miguel Ramos - Frei Bandoleiro
+ Thiago Real - Joaquim
+ Álvaro Rosa Costa - Palometa
+ Oscar Simch - Ramirez
+ Anderson Simões - Milonga
+ Edílson Villagram - Capataz

Adaptado de IMDB

Leonardo Brocker disse...

+++ "Netto Perde Sua Alma" - Prêmios +++

Festival de Cinema de Brasilia 2001
+ Melhor Ator - Werner Schünemann;
+ Melhor Direção de Arte - Adriana Nascimento Borba.

Festival de Cinema de Gramado 2001
+ Prêmio da Audiência - Melhor Longa Metragem em 35mm Brasileiro - Tabajara Ruas e Beto Souza;
+ Melhor Montagem - Lígia Walper;
+ Melhor Trilha Sonora - Celau Moreira;
+ Prêmio Especial do Júri - Tabajara Ruas e Beto Souza.

Huelva Latin American Film Festival 2001
+ Mejor Fotografía - Roberto Henkin

Festival de Cinema de Recife 2002
+ Prêmio Gilberto Freyre - Tabajara Ruas;
+ Melhor Roteiro - Tabajara Ruas, Beto Souza, Lígia Walper, Rogério Brasil Ferrari, Fernando Marés de Souza;
+ Melhor Atriz Coadjuvante - Sirmar Antunes;
+ Melhor Direção de Arte - Adriana Nascimento Borba.

Adaptado de IMDB

Leonardo Brocker disse...

+++ "Netto Perde Sua Alma" +++

Antônio de Sousa Neto é um general brasileiro.
É ferido no combate na Guerra do Paraguai.
A recuperação é no Hospital Militar de Corrientes, Argentina.
Lá ele percebe acontecimentos estranhos.
Um deles envolve o capitão de Los Santos.
Este acusa o cirurgião de amputar suas pernas sem necessidade.
Netto também reencontra um antigo camarada.
O sargento Caldeira, ex-escravo.
Os dois lutaram na Guerra dos Farrapos, décadas antes.
Com Caldeira, Netto rememora sua participação na guerra.
E o encontro com Milonga.
O jovem escravo que se alistou no Corpo de Lanceiros Negros.
Além do período em que viveu no exílio no Uruguai.

Fonte: Wikipedia

Leonardo Brocker disse...

+++ Curiosidades de "Netto Perde Sua Alma" +++

Primeiro longa
É o primeiro longa-metragem dos diretores Tabajara Ruas e Beto Souza.
Ruas encarregou-se da parte escrita e dos atores.
E Souza cuidou das partes visual e técnica.

Filmagem em três etapas
As filmagens de Netto Perde Sua Alma ocorreram em três etapas:
+ setembro de 1999;
+ maio de 2000 e
+ janeiro de 2001.

Adaptado de Adoro Cinema

Leonardo Brocker disse...

+++ Netto: História de lutas, amor, aventura e liberdade +++

O filme baseia-se no livro homônimo de Tabajara Ruas.
E recria a complexa personalidade do general Netto.
Ele comandou a cavalaria de gaúchos e lanceiros negros.
E foi orotagonista de dois episódios-chaves da história brasileira:
+ a Revolução Farroupilha (1835-1845) e
+ a Guerra do Paraguai (1861-1866).

Netto era favorável às chamadas liberdades civis.
Embora não tivesse um perfil claramente republicano.
Era contra a escravidão e nunca deixou de exercer sua liderança política.

Apesar de tantas batalhas, o guerreiro encontrou tempo para casar.
Teve duas filhas e cuidou de sua estância em Piedra Sola.
No distrito de Tacuarembó, no Uruguai.

O personagem vive um conflito com sua própria consciência.
E rememora o período da República Rio-Grandense.
Que ele proclamou em 1836, após o combate do Seival.
Lembra também da derrota, do exílio e da solidão.
Enfoques importantes do enredo que se passa no século XIX.

Adaptado de Página do Gaúcho

Leonardo Brocker disse...

+++ "Netto Perde Sua Alma" - Livro e Filme +++

A abordagem se liga ao romance "Netto Perde Sua Alma".
O processo de transposição para roteiro cinematográfigo.
E o trabalho de co-direção, com Beto Souza.
Bem como o trabalho de montagem do filme.

O general Antônio de Souza Netto fere-se na Guerra do Paraguai (1861-1866).
E é recolhido ao Hospital Militar de Corrientes, Argentina.
Percebe que ali acontecem coisas estranhas.
E uma noite recebe a visita do ex-escravo sargento Caldeira, antigo companheiro.
Juntos lembram guerras e rebeliões, amigos e inimigos, amores e desafetos.
Rememoram o passado comum durante a rebelião republicana no sul do Brasil.
A conhecida como Guerra dos Farrapos (1835-1845).
A Proclamação da República Rio-Grandense.
E a revolta dos soldados negros, após a guerra.
Na ocasião, ocorre o trágico encontro entre Netto, Caldeira e Milonga.
O jovem escravo alistou-se no Corpo de Lanceiros Negros.

Netto recorda também o exílio em Piedra Sola, no Uruguai.
Ali, conviveu com os fantasmas do passado.
E descobriu o amor, com Maria Escayola.

Agora na cama do hospital, Netto se depara com mais um desafio.
Deve vingar o capitão de los Santos.
Os dois veteranos enfrentam a derradeira batalha.
Naquela noite de surpreendentes revelações.
Unidos por um terrível segredo,

Tabajara Ruas, autor do romance e co-diretor do filme

Leonardo Brocker disse...

+++ "Netto e o Domador de Cavalos" (2008) +++

Direção - Tabajara Ruas
Roteiro - Tabajara Ruas

Elenco
Werner Schünemann - Netto
Tarcísio Filho - Índio Torres
Evandro Elias - Negrinho
Lu Adams - Baronesa
Sirmar Antunes - Alufá de Gabu
Zé Adão Barbosa - Sargento
Marcos Barreto - Cabo
Rogério Beretta - Henrique
Ivete Brandalise - Avó
Denizeli Cardoso - Bonifácia
Fernanda Carvalho Leite - Laura
José Vitor Castiel - Delegado
Júlio Conte - Barão
Aurelino Costa - Secretário
Apolônio Cypriano - Simões de Mobutu
Manoela D'Agostini - Manoela
Renata de Lélis - Clara
Marcelo de Paula - Caldeira
Nélson Diniz - Jaguar
Giovana Figueiredo - Viúva
Dhirley Flores da Cunha - Amâncio
João França - Dr. Fagundes
Arines Ibias - Muçum
Vera Lopes - Gabriela
Milton Mattos - Recabarren
Laura Medina - Verônica
Nico Nicolaiewsky - Catarino
Mislaine Oliveira - Maria
Ian Ramil - André
Miguel Ramos - Capincho
Álvaro Rosa Costa - Álvaro de Cabinda
Anderson Simões - Tomás
Clênia Teixeira - Governanta

Adaptado de IMDB

Leonardo Brocker disse...

+++ "Netto e o Domador de Cavalos" (2008) +++

Tabajara Ruas assina o longa "Netto e o Domador de Cavalos".
Na sequência de "Netto Perde Sua Alma" (2001).
Uma releitura contemporânea da lenda do Negrinho do Pastoreio.
A mais popular do Rio Grande do Sul.
E conta um pouco da história de Antônio de Souza Netto (Werner Schünemann).
O herói farroupilha.

Na América do Sul de 1835, o Brasil ainda era um império escravocrata.
E o general Netto era um republicano que lutava pela libertação dos negros.
Contra a tirania e a opressão.
Participou de todas as guerras de fronteira no Sul do país no século 19.

A narrativa se passa no início da Guerra dos Farrapos.
Quando Netto descobre que Índio Torres (Tarcisio Filho) está preso.
Índio Torres era um antigo parceiro nas guerras do Sul.
E para libertá-lo, Netto alia-se a escravos rebelados.
Entre eles está Negrinho (Evandro Elias), o melhor cavaleiro da fronteira.

A história do guerreiro deverá ganhar mais um episódio.
Que tem o título provisório de "Netto nos Braços da Moura".
No Festival de Cinema de Gamado de 2001, o primeiro longa ganhou quatro Kikitos.
O prêmio máximo concedido no maior festival de cinema do Brasil.

Adaptado de Guia da Semana

Leonardo Brocker disse...

+++ "Netto e o Domador de Cavalos" (2008) +++

O coronel Netto é um veterano militar dos pampas gaúchos.
E pretende criar sua própria república rio-grandense.
No entanto, seus planos separatistas podem se complicar.
Enquanto ele vaga pelos campos uruguaios.
Pois Torres, seu velho amigo, está preso em um forte militar.
Acusam o domador de cavalos de crimes que não cometeu.

Adaptado de Adoro Cinema

Leonardo Brocker disse...

+++ Tabajara Ruas e Os Personagens Históricos +++

Tabajara Ruas é dono de bem-sucedida e longa carreira de escritor.
Ao se aventurar no cinema, concentrou-se em figuras históricas.
Um tanto radicais em seus idealismos.
Mas firmes em suas crenças políticas e convicções ideológicas.
Isso rendeu o belo documentário "Brizola, Tempos de Luta" (2008).
Este mostra a trajetória do líder político Leonel Brizola.
Antes disso, Ruas dirigiu o longa "Netto Perde Sua Alma" (2001).
Em torno do general Antonio de Souza Netto.
Que sonhou com a República.
E não aceitou o acordo de paz entre os farroupilhas e imperialistas.
Optou pelo exílio voluntário no Uruguai.
"Netto Perde Sua Alma" acompanhava o personagem ferido em um hospital militar.
Durante a Guerra do Paraguai.
Divide-se entre suas lembranças da revolução dos farrapos.
E demais passagens de sua vida.

Adaptado de Vlademir Lazo (Cineplayers)

Leonardo Brocker disse...

+++ A História de "Netto e o Domador de Cavalos" +++

Quase dez anos depois, Tabajara Ruas retorna ao personagem histórico.
No longa-metragem "Netto e o Domador de Cavalos" (2008).
Mais uma vez, Werner Schünemann interpreta Netto.
Agora, Ruas concentra-se em eventos anteriores aos do primeiro filme.
E mistura História e lenda no outono de 1835.
Às vésperas do começo da Guerra dos Farrapos.
O filme divide a atenção pelo general Netto.
Com outros focos do interesse do diretor.
Na época, NEtto ainda era coronel.
E arregimentava tropas para enfrentar as forças imperiais.
A narrativa passa-se nos antigos Campos Neutrais.
Ali, animais e pessoas habitavam um lugar perdido no mundo.
Na fronteira com a Banda Oriental (atual Uruguai).
Netto vai para lá à procura de um domador de cavalos.
Mas sua intenção é resgatar um antigo companheiro de armas.
Índio Torres (Tarcisio Filho) está preso num forte ermo.
Ali, uma pequena guarnição pretende manter a ordem.
Em tempos de idéias “perigosas” pelo prenúncio de revolução.

Adaptado de Vlademir Lazo (Cineplayers)

Leonardo Brocker disse...

+++ O Domador de Cavalos e O Negrinho +++

O prisioneiro é mantido sob tortura no cativeiro.
E é forçado a revelar nomes que está decidido a não entregar.
Enquanto isso, Netto anda pela região.
Com a ideia de formar um grupo de escravos rebelados.
Para primeiro libertar o domador de cavalos.
E depois aderir à revolução que está por vir.
Toma contato com a gente do local.
E assiste às corridas de cavalos.
Nelas, encontra o barão de gado da região.
Ele aposta em um de seus escravos, o Negrinho (Evandro Elias).
Ginete celebrado na fronteira.

Adaptado de Vlademir Lazo (Cineplayers)

Leonardo Brocker disse...

+++ Negrinho do Pastoreio e Abolição da Escravatura +++

Tabajara Ruas ata as pontas do seu filme.
E une as histórias de "Neto e o Domador de Cavalos".
Com as belas tomadas que filmou nos campos do Albardão.
Na região do Taim, que serviu como locação.

A história do Negrinho é a transposição de um conto.
Do imaginário gaúcho.
A fábula do Negrinho do Pastoreio.

Mas Ruas não se limita a contar folclore e lenda.
A dramaturgia decorre de uma linha dramática ficcional.
Que surge a partir das veracidades do registro histórico.
Ruas evita um olhar folclórico e exotizante.
Que se deslumbra com a exibição da cultura do sul.

O próprio general Netto sempre foi cercado por uma lenda.
E estaria envolvido com os mistérios do Cerro do Jarau.
Mas um dos personagens centrais do filme desmente o mito.
E a história do Negrinho vira uma alegoria.
Sobre a situação dos escravos antes da abolição.

Adaptado de Vlademir Lazo (Cineplayers)

Leonardo Brocker disse...

+++ As Inconformidades de Netto +++

Netto é um veterano das guerras na Cisplatina.
O conflito pela posse do Uruguai.
Quer uma república.
E é um eterno inconformado com a situação política do Brasil.
Na época, o único país da América do Sul sob o jugo de um Império.
E que mantinha os negros como escravos.

"Neto e o Domador de Cavalos" também desconstrói um mito histórico.
O de que no RS a escravidão foi mais branda do que no resto do país.

Adaptado de Vlademir Lazo (Cineplayers)

Leonardo Brocker disse...

+++ Um Western Rio-grandense +++

A exasperação desse mundo diegético culmina no clímax.
Diante do ataque dos rebeldes à casa do estancieiro.
Mas o filme era só o começo de uma triste epopéia.
Esta levaria à morte gente de ambos os lados.
Em um conflito que estava apenas começava...

O povo assombra-se pela perspectiva de uma guerra nova.
E vemos seqüências de tiroteios e duelos com armas brancas.
Enquanto contemplamas as planícies enormes e campos abertos.
Que remetem à vaga idéia de um western rio-grandense.

Adaptado de Vlademir Lazo (Cineplayers)

Leonardo Brocker disse...

+++ "Os Senhores da Guerra" (2012) +++

Diretor - Tabajara Ruas
Roteiro - José Antônio Severo e Tabajara Ruas
Adaptado de novela de José Antônio Severo

Elenco
André Arteche - Carlos Bozano
Rafael Cardoso - Júlio Bozano
Leonardo Machado - Ramón Díaz
Marcos Breda - Major Soveral
Marcos Verza - Tenente Brinckmann
Felipe Kannenberg - Capitão Ulisses Coelho
Sissi Venturin - Cecília Assis Brasil
Elisa Brittes - Maria Clara
Andréa Buzato - Dona Minina
Hique Gomez - Borges de Medeiros
Sirmar Antunes - Orfilla
Lizandro Belloto - Capitão Kleemann
Régius Brandão - General Honório Lemes
Alexandre Cardoso - Fortunato
Apolônio Cypriano - Raimundo
Evandro Elias - Tenente Ferico
Dhirley Flores da Cunha - Cabo Toeniges
Pirisca Grecco - Tenente João Candido
Danny Gris - General Zeca Netto
Maria Inés Rocca - Ines
Rodrigo Ruas - Tenente João Castelhano
Luíza Surreaux - Luiza
Fernando Zandonai - Capitão Muratori

Adaptado de IMDB

Leonardo Brocker disse...

+++ "Os Senhores da Guerra" - Sinopse +++

Narra a história verídica dos irmãos Julio e Carlos Bozano.
Jovens da elite gaúcha, no início do século XX.
Cultos e unidos por profunda amizade.
Mas que se enfrentam em lados opostos na guerra civil de 1924, no RS.

Julio, chimango e legalista, é prefeito de Santa Maria.
E recebe a missão de impedir o avanço das tropas do líder da oposição.
No caso, do general Zeca Neto.
De quem Carlos, maragato e revolucionário, é secretário particular.

Os guerreiros carregam sonhos e esperanças em meio ao turbilhão da guerra civil.

O destino coloca o líder comunista Luiz Carlos Prestes entre os irmãos Bozano.
No surpreendente desfecho da batalha no Passo da Cruz.
Onde eles provam que a fraternidade é a mais forte das bandeiras.

Adaptado do site "Os Senhores da Guerra".

Leonardo Brocker disse...

+++ "Os Senhores da Guerra" +++

Sem pressa nem ânimo,
O drama de época reconstitui a história real de dois irmãos gaúchos.
Vividos por André Arteche e Rafael Cardoso.
Eles lutam em lados opostos na Revolução de 1923, no Rio Grande do Sul.
O folhetim vistoso, com produção cuidadosa, falha no ritmo.
Não é nada envolvente.

Adaptado de Tiago Faria (Veja)

Leonardo Brocker disse...

+++ "Os Senhores da Guerra" +++

É uma típica produção épica gaúcha.
Que vez ou outra atravessa as divisas estaduais.
E estreia em outras regiões.
Após o Festival de Gramado.
No caso, o do ano passado.

Tabajara Ruas escreve e dirige.
A partir de romance homônimo de José Antônio Severo.

Adaptado de Alysson Oliveira (Cineweb)

Leonardo Brocker disse...

+++ Grandiosidade, Filosofia e Política +++

O longa aspira a uma grandiosidade desde o início.
Com sua grandiloquência, câmera lenta.
Narração redundante e afins.

“Eu sempre acreditei no ideal positivista.
Como a religião da humanidade”.
Diz o protagonista Julio Bolzano (Rafael Cardoso).
Ainda no início do longa.

Com toques de filosofia e política, tudo meio perdido.
Logo depois dessa fala, outros personagens discutem.
Sobre o que seria ser um palhaço positivista.

Adaptado de Alysson Oliveira (Cineweb)

Leonardo Brocker disse...

+++ Chimangos x Maragatos +++

O longa custa a decolar e mostrar o seu tema.
Que é a disputa entre Julio e seu irmão, Carlos (André Arteche).
Cada um de um lado do espectro político.
Depois da revolução de 1923.
Esta separa o estado entre chimangos e maragatos.
Ou seja, governistas e revolucionários.
Julio, que se elege prefeito, é chimango.
Enquanto Carlos, maragato.

Adaptado de Alysson Oliveira (Cineweb)

Leonardo Brocker disse...

+++ Falas pomposas e carregadas no sotaque +++

"Os Senhores da Guerra" tem apuro formal exagerado.
E olho para os detalhes na direção de arte, figurino e fotografia.
Mas traz atores que parecem desconfortáveis declamando.
É essa a palavra, um texto que não lhes pertence.
Que parece tirado do rodapé de livros de História do ensino médio.
E é permeado por um melodrama de dois irmãos rivais.
Cujos ideais representam cada lado da guerra civil.
Que aconteceu no estado do RS entre 1923 e 1924.

Julio diz, a certa altura, ao irmão:
“Tu sabes que podemos nos encontrar no campo de batalha”.
E o outro responde:
“Então vamos deixar nas mãos de Deus”.
O primeiro, então, replica:
“Sou ateu. Acredito na ditadura científica, no positivismo”.
Não é preciso ser vidente ou acreditar na ditadura científica,
Para saber qual será o destino dos irmãos.
Se não esse “profetizado” por Julio.

Mas são quase duas horas de música incessante.
Narração reiterativa.
Falas pomposas e carregadas no sotaque.
Até que isso aconteça.
Ao som de uma música que repete o refrão:
“São dois irmãos, mesmo sangue, pela guerra divididos”.
Haja chimarrão!

Adaptado de Alysson Oliveira (Cineweb)

Leonardo Brocker disse...

+++ "Netto Perde sua Alma" e "Os Senhores da Guerra" +++

André Arteche espelha sua cena em "Netto Perde sua Alma" (2001).
Na primeira aparição em "Os Senhores da Guerra".
Ambos filmes com direção de Tabajara Ruas.
O ator surge correndo, trôpego, emboscado por seu algoz.
Tanto naquela produção quanto neste filme mais recente.

Em "Netto", Arteche encontra seu destino final.
Na ponta da lança de um lanceiro negro.
Em "Os Senhores da Guerra", sobrevive após levar um tiro no rosto.
Disparo que o deixou com grande cicatriz e sem parte dos dentes.

De figurante, Arteche virou protagonista.
Nos treze anos que separaram estas duas produções.
E Tabajara Ruas evoluiu como diretor nas cenas de batalha.
Conseguindo suplantar qualquer tipo de limitação.
E entrega convincentes conflitos.
A direção de arte mantém-se primorosa, cheia de detalhes e esmero.

Uma pena que estes cuidados sejam desperdiçados.
Pois o filme, ao final da sessão, não consegue dizer a que veio.

Adaptado de Rodrigo de Oliveira (Papo de Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ A Trama de "Os Senhores da Guerra" +++

Temos os irmãos Julio (Rafael Cardoso) e Carlos Bozano (Arteche).
Eles estão em lados opostos na guerra civil que ocorre no RS em 1924.
O primeiro, chimango legalista, é prefeito de Santa Maria.
E ambiciona suceder Borges de Medeiros no Palácio Piratini.
Para isso, deve liderar sua tropa contra os insurgentes.
Dentre eles, seu irmão, um maragato revolucionário.
Que pretende lutar ao lado de Luiz Carlos Prestes.
Contra o governo vigente.

Adaptado de Rodrigo de Oliveira (Papo de Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ História gigante para um filme apenas +++

José Antônio Severo e Tabajara Ruas assinam o roteiro.
Este baseia-se no livro de Severo.
Eles conceberam originalmente como dois filmes.
No caso, Passo das Carretas e Passo da Cruz.

Esta informação é importante.
Para entender os problemas narrativos do longa-metragem.

É notável que muita coisa está faltando no longa.
Muito da coesão necessária para se construir um bom trabalho.

A motivação de personagens seria melhor explicada.
Com mais tempo para o seu desenvolvimento.
Mais precisamente, a viúva que se entrega aos braços de Carlos.

Tabajara Ruas teve de cortar o que podia.
Para conceber uma produção de 124 minutos.
E, sem perceber, acabou sabotando seu próprio trabalho.

Talvez dois filmes até fosse pouco.
Com uma história gigante como essa.

"Os Senhores da Guerra" poderia tirr proveito da linguagem televisiva.
E virar um seriado, exibido em algum canal de tevê.
Talvez essa fosse a melhor saída.

Adaptado de Rodrigo de Oliveira (Papo de Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ Atores Jovens e Consagrados +++

Tabajara Ruas usa um número gigantesco de talentos do RS no elenco.
E se dá ao luxo de oferecer pequenos papéis a atores conhecidos do público.
Como Zé Vitor Castiel, Zé Adão Barbosa, Nelson Diniz, Hique Gomes e Miguel Ramos.
Eles passeiam brevemente pela tela.
Sem poder mostrar muito do que são capazes.
Ao contrário do lado mais jovem do elenco,
Este ganha a árdua tarefa de levar o filme nas costas.
É o caso de André Arteche, Rafael Cardoso, Leonardo Machado e Felipe Kannenberg.
Alguns atores em franca ascensão.
Conseguem demonstrar evolução em seus trabalhos.
Quando não são prejudicados pela montagem.
Como na batalha final entre Machado e Kannenberg é inexplicavelmente picotada.

Adaptado de Rodrigo de Oliveira (Papo de Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ O Lado Positivo de "Os Senhores da Guerra" +++

"Os Senhores da Guerra" pode ter muitos problemas.
Mas também possui qualidades que merecem ser destacadas.
As belas paisagens gaúchas são predicados incontestáveis.
Assim como a pegada épica que Tabajara Ruas dá ao seu filme.
E a vontade de mostrar um importante trecho da história do país.
Notam-se boas intenções.
E o esmero do cineasta em construir seu trabalho.
As lutas e o preparo dos atores.
Eles se viram muito bem em cima dos cavalos.
Estes são detalhes que também impressionam.

Adaptado de Rodrigo de Oliveira (Papo de Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ O Lado Negativo de "Os Senhores da Guerra" +++

O que faltou foi cuidado maior na construção dos planos.
Existem quebras de eixo gritantes.
E movimentos de atores dentro do quadro.
Estes lembram as temíveis novelas mexicanas.
Também falta coesão na trama.
Até para que pudéssemos mergulhar na história contada.
E realmente nos importarmos com o que acontece com os dois irmãos.

Por um lado técnico, "Os Senhores da Guerra" é superior.
Ao primeiro longa de Ruas, "Netto Perde Sua Alma".
Mas pela narrativa, este novo filme perde feio a batalha.

Adaptado de Rodrigo de Oliveira (Papo de Cinema)

Leonardo Brocker disse...

Tabajara Ruas filma segunda parte do épico "Senhores da Guerra"

Uma estrada poeirenta leva ao set.
De "Os Senhores da Guerra: Parte II — Passo da Cruz".
A segunda metade do épico de Tabajara Ruas.
Sobre dois irmãos da elite gaúcha.
Que lutaram em lados opostos na sangrenta Revolução de 1923.

A equipe de mais de uma centena de técnicos.
E outras tantas de figurantes.
Instalou-se na fazenda de Rodi e Renato Borghetti.
Às margens da Lagoa dos Patos.
E encena as grandiosas batalhas entre chimangos e maragatos.
Os primeiros, discípulos de Borges de Medeiros.
O então presidente do Estado.
Os oposicionistas tinham um líderados:
Joaquim Francisco de Assis Brasil.

ZH encontrou um clima, paradoxalmente, de tranquilidade.
Lá para as bandas da Barra do Ribeiro,
Consequência do estilo de seu diretor.

"Mas tinha que ver como estava isso aqui pela manhã.
Com a ventania e a chuva de granizo que caiu".
Diz a produtora-executiva, Ligia Walper.
Referindo-se ao temporal que quase levou embora as tendas do set.
Na terça-feira da semana passada.
Horas antes da chegada da reportagem.

Adaptado de Daniel Feix (ZH - 12/05/2013)

Leonardo Brocker disse...

As Locações e O Elenco de "Os Senhores da Guerra"

O filme é uma adaptação do romance homônimo de José Antônio Severo.
Sim, o filme, no singular.
Tabajara explica que se trata de um único projeto, dividido em duas metades.
Ele será empacotado, para lançamento, em mais de um formato.

"O roteiro foi pensado a partir de arcos dramáticos.
Eles permitem a finalização na forma de dois longas de uma hora e meia cada um.
Para lançamento nos cinemas e em DVD.
E também de seis episódios de 30 minutos.
Adequados às grades das emissoras de televisão" — afirma o diretor.

Senhores da Guerra: Parte I – Passo das Carretas foi rodado dois anos atrás.
Será finalizado simultaneamente a esta segunda parte.
Tem locações em Canela, Bento Gonçalves, Garibaldi, Caçapava do Sul e Porto Alegre.
Além das filmagens no Recanto dos Borghetti.
A sequência mais marcante na Capital será rodada na Igreja das Dores.
Com quase metade dos mais de 800 figurantes cooptados pelo projeto.

Os atores Rafael Cardoso e André Arteche encabeçam o elenco.
Este conta ainda com dezenas de rostos conhecidos da produção local.
Entre eles Sirmar Antunes e Marcos Breda.
E participações especiais, como a do músico Pirisca Grecco.
Todos integrantes do núcleo chimango.

"Mas eu sou maragato de coração" — responde o ator Marcos Verza.
Ao receber a saudação do repórter, dirigida ao seu personagem.

"Rapaz, estamos levando um pau desgraçado neste segundo filme" — ele brinca.
E volta a incorporar a persona de soldado chimango.
"No primeiro, nós demos mais porrada do que levamos.
Mas agora a coisa está bem mais difícil".

Adaptado de Daniel Feix (ZH - 12/05/2013)

Leonardo Brocker disse...

+++ “Senhores da Guerra” nos Cinemas +++

Chega aos cinemas nesta quinta-feira “Senhores da Guerra”.
Filme dirigido por Tabajara Ruas, premiado por “Netto perde sua Alma” (2001).
Anteriormente o foco foi na Guerra dos Farrapos.
Agora é no período da revolução de 1923 no Rio Grande do Sul.

Baseado no livro homônimo de José Antônio Severo.
O longa mostra que as divergências políticas podem resultar em divisões.
Não apenas de compatriotas e amigos, mas até de membros de uma mesma família.
Inspirada em fatos reais, a narrativa resgata o caso de dois irmãos.
Carlos (André Arteche) e Julio (Rafael Cardoso), da família Bozano.

Um é chimango e legalista, optando pela manutenção do governo.
O outro, maragato e revolucionário, deseja um novo regime.
A tensão cresce até que ambos vão se encontrar em um campo de batalha.
A questão é: um matará o outro se for preciso?
A diferença de posicionamentos ideológicos precisa chegar a este ponto?

Exibido em 2014 no Festival de Cinema de Gramado, o filme levou dois Kikitos:
O Prêmio Especial do Júri e o Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Andrea Buzato.
A versão que chega às telas tem 10 minutos a menos do que a vista em Gramado.
Isso tornou o longa mais dinâmico.
A produção teve filmagens em 11 municípios gaúchos.
No elenco, estão grandes nomes.
Como o saudoso ator Miguel Ramos (1948-2014) em um de seus últimos trabalhos.

Adaptado de Correio do Povo (15/09/2016)

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