quarta-feira, 31 de maio de 2017

Locação de Filme em São Gabriel

São Gabriel, cidade de importância histórica, fica na Região dos Pampas. E a cidade serviu de locação a dois curtas-metragens, "Jogo do Osso" e "Os Cabelos da China". Eles fazem parte do filme “Contos Gauchescos” (2011).

Curta-metragem - Jogo do Osso [Contos Gauchescos, 2011]
Jogo do Osso [Contos Gauchescos, 2011]

O filme adaptou a obra de Simões Lopes Neto para o cinema. As gravações em São Gabriel ocorreram zona rural do município. Em locais como a Chácara dos Caum, a Estância Inhatium e a Estância Santa Marta.

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15 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ João Simões Lopes Neto +++

Nasceu em Pelotas, em 09 de março de 1865.
Na época, ocorria a Guerra do Paraguai.
Aquele foi o maior conflito armado da América do Sul.

Na adolescência, foi para o Rio de Janeiro.
Lá, chegou a estudar Medicina.
Mas retornou a Pelotas, sem concluir o curso.

Atuou em diversas atividades comerciais.
Também atuou como jornalista.
Mas foi como escritor que conquistou um lugar na história.

As narrativas mais conhecidas: “Contos Gauchescos” (1912),
“Lendas do Sul” (1913) e “Casos do Romualdo” (1914).
Também compilou “O Cancioneiro Guasca” (1910).

Simões Lopes Neto redigiu, ainda, um livro de história local.
Mas “Terra Gaúcha” foi uma publicação póstuma.
Em vida, o escritor não teve qualquer reconhecimento.

Faleceu em Pelotas, em 14 de junho de 1916.
Pobre, doente e desacreditado.
Era um exemplo de azarento e fracassado.

Adaptado do Memorial do Rio Grande do Sul.

Leonardo Brocker disse...

+++ Nascimento e Infância do Escritor +++

João Simões Lopes Neto nasceu em 09 de março de 1865.
A Estância da Garça ficava a 29 km do centro de Pelotas.
E pertencia ao avô, João Simões Lopes Filho, o Visconde da Garça.
O escritor era filho de Catão Bonifácio Lopes, segundo filho de João.
E de Teresa Freitas Lopes, filha de estancieiros da região.

O primeiro neto homem do Visconde viveu até 1876 na Estância.
Aos onze anos, o escritor perdeu a mãe e mudou-se para Pelotas.
E jamais retornou à Estância da Garça de forma permanente.

Adaptado de Carlos Reverbel, “Um Capitão da Guarda Nacional”.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Origem Nobre de João Simões Lopes Neto +++

João Simões Lopes Neto era neto de um visconde.
E pertencia às camadas mais influentes da sociedade pelotense.
Esta elite vinculava-se a três vias de mobilidade social:
+ Proteção política;
+ Êxito nos negócios e
+ Instrução superior.

A aristocracia do charque estabeleceu-se em Pelotas com ostentação.
Impôs estilos e padrões residenciais característicos.
E exerceu formas de consumo correspondentes.
Isso desenvolveu a atividade de diversos setores da economia.
Como manufatura, prestação de serviços e comércio varejista.
A população da cidade cresceu e desenvolveu-se o setor urbano.

Aldyr Garcia Schlee, “Lembrança de João Simões Lopes Neto”.

Leonardo Brocker disse...

+++ João Simões Lopes Filho, o Visconde da Garça +++

O avô de João Simões Lopes Filho nasceu em 01/08/1817.
Empreendedor, gozava de enorme prestígio e influência política.
Chegou a ser vice-governador da província.
E assumiu o governo pelo impedimento do titular.
Em 1835, militou na frente farroupilha e foi preso.
Na ocasião, deportaram-no para Pernambuco.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Obra de Simões Lopes Neto +++

A fonte de inspiração dos relatos era o folclore gaúcho.
Simões Lopes Neto recriou-o com riqueza poética.
Com uma linguagem revolucionária para os padrões da época.

Pelo legado literário, é o maior escritor regionalista gaúcho.
Simões Lopes Neto levou a mitologia gaúcha ao apogeu.
E depois, a dessacralização.

Mas suas obras têm um valor que ultrapassa o pitoresco.
E transcende a categoria que a literatura costuma fixá-lo.
Afinal, o artista tem algo a transmitir.

As obras impõem-se pela verdade social e psicológica das personagens.
Mesmo ao parecerem só o registro de uma situação cultural específica.

Vemos a singeleza de narradores como Blau Nunes e Romualdo.
Ela atesta a força pessoal de um estilo que domina a própria matéria.
Imprime densidade humana aos tipos regionais.
E inscreve-os no plano universal.

Por tudo isso, Simões Lopes Neto é o patriarca das letras gaúchas.

Adaptado do Memorial do Rio Grande do Sul.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Teatro de Simões Lopes Neto +++

João Simões Lopes Neto também foi autor teatro.
Usava o pseudônimo de Serafim Bemol.
E escrevia as peças com parceiros.
Como o cunhado Mouta Rara e o maestro Acosta y Oliveira.
Os textos tratavam de temas urbanos.
Mas em vários momentos, destacava os tipos interioranos.

A maioria da obra situa-se no gênero “teatro ligeiro”.
E tratava de temas leves e atuais.
O objetivo era a diversão pura e simples.
As peças de maior sucesso foram as comédias e as operetas.
Ao todo, João Simões Lopes Neto escreveu 14 peças:

+ “Os Bacharéis” (comédia-opereta, 1894);
+ “O Boato” (revista, 1896);
+ “Mixórdia” (revista, 1896);
+ “A Viúva Pitorra” (comédia, 1896);
+ “Coió Júnior” (cena breve, 1896);
+ “O Bicho” (comédia, 1898);
+ “A Fifina” (comédia, 1900);
+ “O Palhaço” (cena breve, 1900);
+ “Jojô e Jajá e Não Ioiô e Iaiá” (cena breve, 1901);
+ “Amores e Facadas ou Querubim Trovão” (comédia, 1901);
+ “O Maior Credor ou Por Causa das Bichas” (burleta, 1903);
+ “Valsa Branca” (cena breve, 1914);
+ “Sapatos de Bebê” (cena breve, paráfrase, 1915);
+ “Nossos Filhos” (drama, sem data).

Leonardo Brocker disse...

+++ “Contos Gauchescos” Filmow +++

Dirigido por: Henrique de Freitas Lima
Duração: 100 Minutos

Transpõe para o cinema histórias de Simões Lopes Neto.
Isso faz do diretor um remador quase solitário.
Na recriação do passado mítico do Rio Grande do Sul.
O filme é, sobretudo, uma motivação afetiva:
“Se essas histórias não forem contadas por gaúchos, quem vai contar?”.

Simões Lopes Neto publicou “Contos Gauchescos” em 1911.
O lançamento do filme ocorreu em 2011.
Exatamente cem anos após a publicação do livro.
E por força das circunstâncias, coincidiu com a efeméride.

Henrique de Freitas Lima captou as primeiras imagens em 2006.
E as últimas, em 2010.
Cumpriu os percalços recorrentes da produção de cinema no país.
Que são ainda mais penosos a quem se aventura em filmes de época:
“Drama de época é um filme maldito.
A captação de recursos é mais difícil.
Com o filme pronto, poucos distribuidores se interessam por ele”.

O diretor mostra quatro das 19 histórias do livro:
Os Cabelos da China, Jogo do Osso, Contrabandista e No Manantial.
Há ainda um prólogo documental, que Pedro Zimmermann dirigiu.

Freitas Lima desenvolveu o projeto, inicialmente, para a televisão.
E planeja incluir os contos “Trezentas Onças” e “Negro Bonifácio”:
“Pensava em fazer uma versão para a TV e outra para o cinema.
Esta sem o prólogo.
Mas percebi que ele era importante.
Para o público conhecer o autor da obra.
Também deixei a marcação com letreiros.
Nas transições de um episódio para outro.
Penso que o público do filme é variado.
Há conhecedores da obra de Simões Lopes Neto.
E jovens estudantes que podem ser levados ao livro pelo filme”.

As locações ocorreram em Pelotas, São Gabriel e Piratini.
E emprestam ao filme grande autenticidade cênica.
O cuidado também inclui as recriações de festas.
A prosódia, o figurino e os usos e costumes ancestrais.
Eles passaram pelo crivo de historiadores e tradicionalistas.

Leonardo Brocker disse...

+++ Contos Gauchescos: Das Páginas às Telas de Cinema +++

O ano de 2012 marca a efeméride de 100 anos de publicação.
E a releitura mais comentada não é uma nova edição da obra.
Ou um romance que dialogue com o mestre.
E sim um belo filme dirigido por Henrique de Freitas Lima.

“Contos Gauchescos” traz cinco episódios.
Quando reunidos, chegam a 1 hora e 40 minutos.
O primeiro é um documentário sobre Simões Lopes Neto.
Os demais são versões cinematográficas para os contos:
O Cabelo da China, Jogo do Osso, Contrabandista e No Manantial.

O que de imediato impressiona é a beleza da fotografia.
E a meticulosa reconstituição dos cenários e figurinos de época.
Edu Amorim é o diretor de fotografia.
E valoriza o vasto pampa gaúcho com planos abertos.
Eles harmonizam na tela o azul do céu e o verde do pampa.
Cenário invariavelmente rasgado por belos cavalos e cavaleiros.

Pedro Zimmermann é o diretor de cena.
E trabalha com poucos cenários fechados para cada história.
Mas reconstrói esses cenários em detalhes.
Estes ajudam a resgatar o tempo de Simões Lopes Neto.
Revelam uma parte do conto que só tínhamos na imaginação.
E surpreende o espectador que seja também leitor de Simões.

Mas Freitas Lima procura manter o roteiro no texto do autor.
O que talvez seja possível pela própria estética do autor.
Antes desse clássico, ele foi um profícuo autor de peças teatrais.
Assim, o encadeamento das cenas já está no texto.
O diretor soube levá-las à cena e preservou aspectos estruturais.
Como a narratividade, a linguagem e o ponto de vista narrativo.
Por vezes, isso não é o mais comum para o cinema.
No entanto, tal escolha acrescenta muito ao filme.
Como na cena em que a família de Jango observa sua chegada.
Ele retorna à estância, depois de muito atraso.
Na cena anterior, Jango percebe o cerco dos castelhanos.
Diante do perigo iminente, parte em disparada com os amigos.
Aí há um corte.
E vemos a família de Jango Jorge olhando para o horizonte.
Feliz com a chegada do homem.
A câmera acompanha os olhares daquela gente.
Eles se desesperam com o prenúncio da tragédia.
À medida que veem o cavalo vindo com Jango caído sobre ele.

Tal inversão de foco narrativo dá um grau de sutileza ao filme.
Pois transforma o clímax não no tiro levado pelo herói.
Mas no desespero causado na família.

Até porque as histórias de Simões não são de guerras e tiros.
São histórias de amor, ciúme, medo e desespero.
Como os clássicos de todos os tempos e gentes.
Como Shakespeare, Goethe, Machado.

Além disso, o narrador conduz os contos com seu linguajar peculiar.
Por vezes, surge em background no meio da história.

Mas é preciso observar a ausência de contos significativos do livro.
Como “Trezentas Onças” e “O Boi Velho”.
Não que as histórias escolhidas não sejam importantes.
Mas as quatro têm em comum a tristeza, a morte, o desfecho trágico.
Dá a impressão de que essa é a tônica dos contos.
Para quem tem ali o primeiro contato com Simões Lopes Neto.
“Trezentas Onças” inicia o livro e apresenta o perfil e o caráter de Blau.
Culmina num final feliz que abre caminho para as tragédias seguintes.

É evidente, porém, que era preciso fazer escolhas.
Para levar a cabo um projeto como a filmagem de “Contos Gauchescos”.
E o saldo é largamente positivo.
Verdade que agora muitos jovens conhecerão Simões pelas telas.
E alguns talvez o conheçam apenas pelas telas.
Mas isso é apenas sintoma de nossa cultura contemporânea.
Em que o “desafeto pela leitura é um fenômeno reconhecido”.
Conforme palavras de Perrone e Moisés.

Adaptado da Resenha de Marcelo Spalding.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Contos Gauchescos” no Cinema +++

A maioria dos 600 integrantes do elenco são moradores locais.
E atores amadores de grupos de teatro.
Os apostadores coadjuvantes em “Jogo do Osso” são jogadores.
Todos fizeram laboratório com especialistas.
E uma imersão prolongada no universo campeiro.

No elenco principal, destaca-se Pedro Machado.
Ele interpreta Blau Nunes, o narrador de Simões Lopes Neto.
E conduz os espectadores pelas histórias.
Há também nomes conhecidos, como:
+ Leonardo Machado e Roberto Birindelli, em “Os Cabelos da China”;
+ Tiago Real e Evandro Soldatelli, em “Jogo do Osso”;
+ Nelson Diniz e Ingra Liberato, em “Contrabandista”;
+ Sissi Venturin e Rafael Tombini, em “No Manantial”.

Adaptado de Marcelo Perrone, Zero Hora.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Os Cabelos da China” (São João Batista do Erval) +++

Os contos de Simões Lopes Neto ocorrem em cidades gaúchas.
São João Batista do Erval é o cenário de “Os Cabelos da China”.
Segue um trecho deste conto:

Vancê sabe que eu tive e me servi muito tempo,
Dum buçalete e cabresto feitos de cabelo de mulher?

Verdade que fui inocente no caso.

Leonardo Brocker disse...

“Os Cabelos da China – TV Brasil”

Blau Nunes e Juca Picumã integram um piquete farroupilha.
E desenvolvem uma camaradagem de companheiros de armas.
O velho Juca Picumã entra com a experiência.
E o Blau Nunes com o ardor juvenil.
Nas conversas na beira do fogo, o velho introduz a figura da filha.
Ele envia a ela tudo o que guarda desta vida ingrata.
Uma missão de batalha vai permitir o encontro deles com Rosa.
Ela se amigou com um oficial legalista.
E tem uma trança de cabelos negros que lhe chega aos joelhos.
Mas o feitiço da Rosa se vira contra a feiticeira.
Em uma história de amores brutos e amizade entre guerreiros.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Os Cabelos da China” +++

Blau Nunes joga na cova o cabresto.
E conta a história deste cabresto.
Para isso, precisa falar de Juca Picumã...

Juca vivia de forma precária.
Pobre como um rato de igreja.
Dormia como um lagarto.
Sempre despilchado.
Pois todo o dinheiro que ganhava, mandava para Rosa.
Rosa era a bela filha de Juca Picumã...

Blau Nunes conheceu Juca na Guerra dos Farrapos...

Certo dia, o capitão farrapo convocou Juca Picumã.
Queria que ele e Blau fossem até o acampamento legalista.
E dissessem que eram desertores das tropas farrapas.
Os farrapos já andavam há dois dias no mata.
Estavam no encalço do comandante legalista.
Ele seduziu a china do capitão farrapo.
Assim, Juca e Blau deveriam distrair os legalistas.
E prender o comandante e a china...

A caminho do acampamento, um soldado os parou.
Juca disse que ele e Blau queriam lutar contra os farrapos.
O soldado deixou-os passar.
E disse para falarem que o Marcos deixou-os passar.
O mesmo aconteceu com João Antônio, o segundo sentinela.

No acampamento, indicou a carroça do comandante.
Logo, a china saiu.
Juca cobriu o rosto.
E Blau comentou sobre a beleza da moça.

Um soldado anunciou que os farrapos mataram João Antônio.
Ao ouvir, Ruivo, o comandante fugiu.
A china, também, tentou fugir.
Mas Juca a segurou.
O capitão farrapo, então, pegou a moça.
Preparava-se para passar a faca no pescoço da china.
Mas Juca enfiou o facão no peito do capitão e disse:
"Isso não! É minha filha!"

O capitão segurava a china pela trança.
Juca cortou-a, libertando a filha.
E perguntou a Blau se iria dar parte dele.

Blau Nunes não contou nada sobre o episódio.
E três meses depois, Juca deu a ele o cabresto de presente.
Tempos depois, Picumã estava no leito de morte.
E pediu para ver Blau.
Juca disse que fez o cabresto com a trança do cabelo de Rosa.
Blau prometeu que devolveria o cabresto a Juca.
Antes disso, Juca morreu.
E Blau não soube onde ocorreu o enterro.
Ao saber da morte de Rosa, foi ao cemitério.
E jogou o cabresto na cova china...

Resumo de “Os Cabelos da China”.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Jogo do Osso” – TV Brasil +++

Os jogadores lançam o osso da canela do boi.
Alternam os lances em uma cancha parelha.
Tem-se a “suerte” e o “culo”.
Dependendo da posição em que o osso cai.

Os gaudérios Chico Ruivo e Osoro lançam-se na timba.
Até as últimas consequências...
E a coisa fica perigosa quando a Lalica vira aposta.
Lalica era a china de Chico Ruivo.

A gauchada fica surpresa com os rumos da jogatina.
E acompanha a entrega da prenda como dívida de jogo.
Segue-se o fandango e a canha solta.
Eles serão os responsáveis pela tragédia que passa a espreitar a farra.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Jogo do Osso” Filmow +++

O destino de um homem que não desiste da sorte.
Mesmo que o azar insista em prevalecer.
As mulheres se distraem com as novidades de roupas.
E com os adornos que chegaram.
E os homens se divertem com o jogo do osso.
Um deles aposta tudo o que tem.
Inclusive a própria mulher.
À noite, em um baile, tem o orgulho ferido.
E um acesso de loucura que pode acabar em tragédia.

Elenco
+ Evandro Soldatelli;
+ Lurdes Eloy;
+ Miguel Ramos;
+ Renata de Lelis;
+ Tiago Real.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Jogo do Osso” +++

A vendola do Arranhão ficava pouco para fora da vila.
Arranhão era meio espanhol, meio gringo.
E sempre se enganava para menos no troco.
Arrumava jogos e dançarolas para atrair gente.
E vender bebida, comida e doces.
Esse era o gavião...

Osoro era um moreno milongueiro.
Contava histórias e tomava mate com as mulheres.

Chico Ruivo era um domador e morava com Lalica.
Era agregado num rincão da Estância da Palma.

No dia do jogo, o Chico perdia uma em cima da outra.
Depois de perder tudo, Osoro fez uma proposta.
Sugeriu a Chico Ruivo que apostasse a Lalica.
Chico aceitou.
E perdeu...

À noite, no bolicho do Arranhão, Chico contou à Lalica.
Osoro tirou-a para dançar.
E Chico Ruivo atacou-os com um facão.
Matou Osoro e Lalica com um golpe só.
Deu ordem para seguirem o baile.
E fugiu no cavalo ruano de Osoro.

O Arranhão comentou que eles jogaram o osso o dia inteiro.
E ninguém o pagou...

Resumo do conto “Jogo do Osso”.

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