sábado, 29 de abril de 2017

Locações de Filmes em Bagé

A cidade de Bagé, na região dos Pampas Gaúchos, serviu de locação a, pelo menos, dois filmes. “Glauco do Brasil” é um longa-metragem de 2015. Já “Mulher do Pai” tem locações na fronteira com o Uruguai.

Glauco do Brasil (2015), de Zeca Brito
Glauco do Brasil (2015), de Zeca Brito

Também tem locações em Porto Alegre, Paris (França) e Roma (Itália).

Mulher do Pai (2016) - A Menina na Bicicleta
Mulher do Pai (2016), de Cristiane Oliveira


Mulher do Pai (2016) 94 minutos
Tem locações em Aceguá, Dom Pedrito e Lavras do Sul.
E na cidade fronteiriça uruguaia de Acegua.
Recebeu prêmios no Festival Internacional do Rio de Janeiro:
+ Melhor Diretor: Cristiane Oliveira;
+ Melhor Atriz Coadjuvante: Verónica Perrotta;
+ Melhor Fotografia: Heloísa Passos.

44 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ "Glauco do Brasil" - Ficha Técnica +++

Direção: Zeca Brito
Roteirista: Zeca Brito

Participações
+ Camila Amado;
+ Cecil Thiré;
+ Ferreira Gullar;
+ João Bosco;
+ Luís Fernando Veríssimo;
+ Ricardo Cravo Albin;
+ Stepan Nercessian.

Adaptado de Adoro Cinema

Leonardo Brocker disse...

+++ "Glauco do Brasil" - Sinopse +++

A trajetória de vida, a obra e a carreira de Glauco Rodrigues.
O gaúcho é um dos principais pintores do pop art latino.
De acordo com críticos, artistas e teóricos.
O documentário funciona como um retrato intimista.
De um dos maiores artistas gráficos da história brasileira.
A partir de entrevistas, arquivos.
E imagens vivenciadas e inspiradas por Rodrigues.

Adaptado de Adoro Cinema

Leonardo Brocker disse...

+++ "Glauco do Brasil" - Documentário Convencional +++

À primeira vista, pode despertar apreensão quanto ao formato convencional.
O diretor Zeca Brito ressalta sua ligação pessoal com o pintor Glauco Rodrigues.
Para descrever em seguida a trajetória do artista desde o início.
De modo cronológico e linear.
Baseando-se em depoimentos e imagens das obras de Glauco.
Ou seja, um conceito cinematográfico sem grande novidade.

Adaptado de Bruno Carmelo (Adoro Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ "Glauco do Brasil" - Questionamentos +++

O filme começa a surpreender quando elabora seus questionamentos:
O que leva um homem a querer produzir arte?
Como ele fabrica e amadurece seu estilo autoral?
De que maneira o meio onde vive influencia suas obras?
Qual é a obrigação de produzir uma obra nova?
Ou obra melhor que outras existentes na época?
Ou mesmo “tipicamente brasileira”?

O ponto de vista cativa mais pelo viés teórico do que historiográfico.
O que distingue este documentário da média dos filmes do gênero.

As respostas oferecidas são múltiplas.
O diretor busca depoimentos de pessoas próximas.
De admiradores, teóricos franceses, alunos de belas artes.
Cada um fornece uma leitura pessoal e apaixonante do estilo de Glauco.
E ressalta a evolução de seus traços e seus temas ao longo das décadas.
Aos poucos, o longa-metragem efetua um caminho do particular ao universal.
No caso, saindo da história pessoal de Glauco em Bagé.
Para percorrer outras cidades do mundo.
E pergunta sobre a pertinência dessa obra não apenas para o país.
Mas para a história das artes plásticas.

Adaptado de Bruno Carmelo (Adoro Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ "Glauco do Brasil" - Aspectos Negativos +++

Glauco do Brasil não consegue fugir do tom elogioso.
Inclui depoimentos um tanto exacerbados sobre o talento do pintor.
Com citações do tipo “Tudo que ele toca vira beleza”.
É óbvio que Brito possui grande apreço pelo biografado.
Mas o risco de cair na elegia nunca está muito distante.
O deslumbramento com as obras e a figura de Glauco é evidenciado pela montagem.
E este é o aspecto mais frágil do filme.
É uma pena!
Glauco possui uma obra radical e inventiva.
E esta é agenciada em imagens por uma montagem convencional.
Ela apresenta cidades, como Rio de Janeiro, Roma, Paris.
São pobres vinhetas turísticas ao som de canções famosas.
Um homem e um filme tão interessados no retrato múltiplo da cultura nacional.
Mereciam mais do que uma coletânea de clichês.

Adaptado de Bruno Carmelo (Adoro Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ "Glauco do Brasil" - Aspectos Positivos +++

Mas os méritos são evidentes.
Incluindo o belo trabalho de som e fotografia.
Com iluminação cuidadosa durante os depoimentos.
Também é preciso aplaudir o fato de a vida pessoal de Glauco ficar em segundo plano.
Interessa ao diretor sobretudo seu trabalho artístico.
Brito ainda encontra espaço para criticar a herança tropicalista.
E o monopólio da música neste cenário cultural que raramente confere espaço ao pintor.
Glauco do Brasil funciona como um belo estudo da trajetória do artista.
Por enxergar seu tema como um pesquisador ao invés de um fã.

Adaptado de Bruno Carmelo (Adoro Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ Glauco e o Grupo de Bagé +++

Henrique de Freitas Lima registrou em "Danúbio" a trajetória de Danúbio Gonçalves.
O primeiro episódio de uma série que o diretor batizou de Grandes Mestres.
Agora, outro dos integrantes do chamado Grupo de Bagé chega às telas.
Glauco Rodrigues (1929 – 2004).

O filme "Glauco do Brasil" (2015) é um documentário.
Sobre a vida e a obra de um dos maiores artistas plásticos do país.
A direção é de Zeca Brito, realizador gaúcho.
Que estreou no longa-metragem com o drama "O Guri" (2011).
E que atualmente finaliza a ficção "Em 97 Era Assim".

Adaptado de Zero Hora (19/03/2016)

Leonardo Brocker disse...

+++ Um dos Maiores Artistas Plásticos do País +++

"Glauco do Brasil" ressalta a importância do artista.
Pintor, desenhista e gravador gaúcho.
No panorama da arte brasileira do final do século 20.
Por meio de filmes e imagens de arquivo.
E de depoimentos de especialistas e amigos célebres.
Como Ferreira Gullar, Gilberto Chateaubriand, João Bosco.
Luis Fernando Verissimo e Frederico Morais.
A produção advoga uma posição de centralidade no movimento tropicalista.
E até mesmo um pioneirismo na arte pop brasileira para Glauco.
Um dos fundadores dos clubes da gravura de Bagé e de Porto Alegre.
Esse reconhecimento póstumo teria ganho força com a exposição O Anjo da História.
Individual do artista realizada na Escola de Belas Artes de Paris em 2013.
Com curadoria do teórico francês Nicolas Bourriaud – um dos entrevistados do filme.

Adaptado de Zero Hora (19/03/2016)

Leonardo Brocker disse...

+++ O Diretor Zeca Brito e Glauco +++

Zeca Brito é diretor artístico do Festival Internacional de Cinema da Fronteira.
E revela no começo de "Glauco do Brasil" ligação precoce com o sujeito de sua obra.
Uma das entrevistas que costuram todo o filme.
O realizador gravou com uma câmera amadora em 1998.
Com apenas 12 anos de idade.
Durante o aniversário do pintor, em Bagé – cidade natal de ambos.
O diretor, porém, logo deixa esse viés personalista em segundo plano.
E privilegia a ênfase à relevância do trabalho de Glauco Rodrigues.
Artista que se destacou primeiro como cronista visual da lida do homem do campo gaúcho.
E que mais tarde, já morando no Rio, traduziu em imagens e metáforas vigorosas.
A contraditória geleia geral da cultura nacional.

Adaptado de Zero Hora (19/03/2016)

Leonardo Brocker disse...

+++ "Glauco do Brasil" – Temática do Pintor +++

O artista plástico Glauco Rodrigues (1929-2004).
É autor de uma obra única.
Que teve início com gravuras próximas ao realismo socialista.
E culminou com uma espécie de pop art tropicalista.
Ainda é menos (re)conhecido no Brasil do que deveria ser.
Para aqueles que pouco sabem sobre sua obra, eis a oportunidade.
O documentário "Glauco do Brasil", de Zeca Brito.

Gaúcho de Bagé, Glauco começou a desenhar e pintar na cidade natal.
Inspirado pelos ideais socialistas e pela estética soviética.
Passeou por diversos estilos.
Nos anos 60, passou uma temporada na Europa.
Teve contato com o que surgia de pop art americana.
E sua obra tomou a face pela qual ficaria mais conhecida.

A pintura de Glauco inspira-se no movimento americano.
No entanto, é tanto temática quanto esteticamente única.
A pop art se traduziu com uma mistura insólita de elementos da brasilidade.
Aguçados por um grande senso crítico e político.
Recriações de trechos de pinturas brasileiras clássicas.
Misturam-se a pássaros e vegetação exuberantes.
Garotas na praia de Ipanema e soldados da Polícia do Exército.
Fazem o contraponto que resume os dilemas brasileiros das décadas de 60 e 70.

Adaptado de Marcelo Bauer (BlogDoc)

Leonardo Brocker disse...

+++ Andy Warhol e Glauco Rodrigues +++

Dos anos 50 à redemocratização, as pinturas de Glauco traçam um quadro.
Ao mesmo tempo alegre e inquietante da nossa realidade.
Triste às vezes, debochado e ácido quase sempre.
Andy Warhol eternizou as sopas Campbell.
E Glauco Rodrigues retratou os militares durante a ditadura.
É… Cada cultura tem seu ícone...

Adaptado de Marcelo Bauer (BlogDoc)

Leonardo Brocker disse...

+++ Glauco - Reconhecimento no Exterior +++

Em 2013, Glauco acabou recebendo reconhecimento no exterior.
Com a exposição "O Anjo da História".
Na Escola de Belas Artes de Paris,
Reconhecimento maior e melhor do que que costuma ter no Brasil.
Quer coisa mais brasileira do que isso?

Adaptado de Marcelo Bauer (BlogDoc)

Leonardo Brocker disse...

+++ Glauco do Brasil - O Documentário +++

Para realizar o filme, Zeca Brito partiu de uma gravação da infância.
Em 1998, aos 12 anos de idade, era um estudante, também de Bagé.
E entrevistou Glauco com uma câmera amadora.
Esse primeiro registro é retomado.
E acrescido de outras entrevistas de arquivo do próprio pintor.
E de conversas com amigos, personagens retratados, colecionadores e críticos.

Adaptado de Marcelo Bauer (BlogDoc)

Leonardo Brocker disse...

+++ Aniversário de 70 Anos de Glauco Rodrigues +++

O jovem Zeca Brito tinha apenas 12 anos de idade.
E foi com a família ao aniversário de um vizinho, em Bagé.
O aniversariante era o pintor Glauco Rodrigues.
Ele comemorava 70 anos.
Aproveitando a ocasião, Zeca levou sua câmera amadora.
E registrou uma rápida conversa com Glauco.
Questionou-o sobre o trabalho, a dimensão da obra.
E coletou conselhos para um artista em formação.
Tanto o próprio realizador-mirim.
Quanto qualquer outro que tivesse acesso a essas imagens.

Pois bem, nascia ali o documentário "Glauco do Brasil".
Dezoito anos depois, ganha enfim às telas de cinema.
E pelo resultado, percebe-se que toda essa espera valeu à pena...

Adaptado de Robledo Milani (Papo de Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ O Cineasta Zeca Brito +++

Mais do que um cineasta, Zeca Brito é um agitador cultural.
Envolveu-se com cinema desde muito cedo.
É responsável pelo Festival Internacional de Cinema da Fronteira.
Esta acontece há quase uma década em sua cidade natal, Bagé.
Muito próxima das divisas com o Uruguai e com a Argentina.

Zeca também é responsável por uma série de curtas.
Alguns deles premiados no Brasil e no exterior.
E pelo longa de ficção "O Guri" (2011).
A história de um menino que vira lobisomem na Campanha gaúcha.

Como se percebe, ele está atento às diversas manifestações artísticas.
Sem preconceito de gênero ou estilo.
Seguindo essa linha, ele se aventura no registro documental.
"Glauco do Brasil" cumpre bem sua missão.
De resgatar a vida e a obra do biografado (1929-2004).
E também se revela inquieto o suficiente para ir além do esperado.
Demonstra paixão sobre a personalidade pela qual decidiu debruçar sua atenção.

Adaptado de Robledo Milani (Papo de Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ Glauco: De Bagé para O Mundo +++

"Glauco do Brasil" é tudo menos um filme bairrista.
Ainda que fortemente identificado com as cores do Rio Grande do Sul.
Assim como seu personagem fez quando vivo.
O longa parte do sul do Brasil para conquistar todo o país.
E ir além, estendendo-se pelo mundo.

Do Clube de Bagé, do qual fez parte.
Ao lado de outros expoentes como Danúbio Gonçalves e Vasco Prado.
Até sua decisão de morar no Rio de Janeiro.
E o quanto sua obra foi se adaptando a cada um dos cenários.
Passa-se também por suas experiências europeias.
Como as passagens pela Bienal de Paris (1961), de Veneza (1964).
E a influência da Pop Art norte-americana.

Adaptado de Robledo Milani (Papo de Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ Trabalhos de Glauco e Depoimentos +++

O documentário não foge do registro mais tradicional.
Apresenta-se como um mosaico.
Composto por depoimentos alternados por imagens dos trabalhos do artista.
E o material coletado é bastante rico.
Tanto visualmente quanto de informações.
O que estimula o espectador a se aprofundar nesse universo.

Glauco foi praticamente relegado em seu país.
Para se tornar um ícone internacional.
Há relatos captados durante a exposição "O Anjo da História".
Esta ocorreu na Escola de Belas Artes de Paris em 2013.
Tais relatos ajudam a ilustrar essa condição.

Há tantos entrevistados.
Desde críticos e teóricos como Ferreira Gullar e Affonso Romano de Sant’Anna.
Até atores como Stepan Nercessian e Camila Amado.
E a conversa informal com o gigante colecionador Gilberto Chateaubriand.
Filho do próprio Chatô.
E dono da maior coleção de arte brasileira do país, com mais de 7 mil obras.

Ë o testemunho original de um profundo conhecedor sobre a grandeza do artista.
Feito determinante para revelar nossa própria ignorância.

Adaptado de Robledo Milani (Papo de Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ Porta de Entrada a Um Grande Talento +++

Zeca Brito é inteligente também em não tornar seu trabalho cansativo.
Deixa o espectador com gostinho de quero mais.
E há muito ainda a ser descoberto sobre a obra de Glauco Rodrigues.
"Glauco do Brasil" é feliz inclusive em seu título.
Pois indica de partida a importância de sua arte.
Para a construção de nossa identidade nacional.
Revela ainda os momentos conturbados do último século.
Didático quando precisa, dinâmico na medida certa em sua construção.
Tem-se um filme iluminado, colorido e alegre.
Que reflete de forma eficiente as imagens perseguidas por Glauco.
E de produção detalhada.
É um longa que cumpre bem seu objetivo.
Não apenas de servir como resgate.
Mas também como porta de entrada a um dos grandes talentos brasileiros do século XX.

Adaptado de Robledo Milani (Papo de Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ Glauco do Brasil - Depoimentos do Documentário +++

O documentário “Glauco do Brasil” resgata a trajetória de vida.
Além da obra e da carreira do gaúcho Glauco Rodrigues.
O diretor Zeca Brito concebeu e realizou o filme.
Este traz uma narrativa costurada por entrevistas.
Com intelectuais, artistas e críticos de arte.
Como Frederico Moraes, Luis Fernando Verissimo, Ferreira Gullar.
Affonso Romano, Sant'Anna, Nicolas Bourbiaud.
E o colecionador Gilberto Chateaubriand.

Adaptado de Correio do Povo (20/03/2016).

Leonardo Brocker disse...

+++ Um dos maiores nomes do Pop Art da América Latina +++

O fio condutor do documentário são os depoimentos de Glauco Rodrigues.
Um dos principais pintores do Pop Art da América Latina.
Depois de sua morte, em 2004, a obra permaneceu obscura até 2013.
Ocasião da exposição “O Anjo da História”.
Na Escola de Belas Artes de Paris.
Esta apresentou um novo olhar sobre o artista brasileiro.
O teórico francês Nicolas Bourriaud foi curador da exposição.
E descreveu Glauco como um artista esquecido em seu próprio país.

Adaptado de Correio do Povo (20/03/2016).

Leonardo Brocker disse...

+++ Um Filme Essencialmente Gaúcho? +++

Confesso.
Pensei que assistiria a um filme, digamos, essencialmente gaúcho.
Quando vi que um cineasta gaúcho realizou um documentário.
Sobre o artista plástico igualmente gaúcho Glauco Rodrigues,
Nada contra, mesmo porque somos todos sabedores.
Que os gaúchos se constituem no povo que mais preza suas tradições.
E seus valores regionais.

Enganei-me redondamente.
“Glauco do Brasil” é, sim, um documentário.
Sobre um artista plástico gaúcho.
Realizado por um cineasta gaúcho.
Mas com pegada nacional.

Adaptado de Celso Sabadin (Planeta Tela)

Leonardo Brocker disse...

+++ O Vídeo Amador e A Exposição em Paris +++

Zeca Brito é roteirista e diretor.
Neste seu longa de estreia.
E nos prepara, no início do filme, uma simpática surpresa.

Brito muniu-se de uma câmera amadora.
E entrevistou Glauco pela primeira vez em 1998.
Na festa dos 70 anos do artista.
Ou seja, quando tinha somente 12 anos de idade.
E sem ainda ter ideia que um dia seria cineasta.

E não foi uma entrevista qualquer.
O material coletado na ocasião tem qualidades.
E está bem aproveitado no longa.
As antigas fitas ficaram “adormecidas” em alguma gaveta.
Até 2013, nove anos após a morte de Glauco.
Quando o artista passou por uma espécie de “redescobrimento”.
Com parte de sua obra ganhando uma exposição.
Na Escola de Belas Artes de Paris.

Brito percebeu então que era o momento de resgatar.
Não apenas o antigo material.
Como também a importância do artista plástico.

Adaptado de Celso Sabadin (Planeta Tela)

Leonardo Brocker disse...

+++ Glauco, O Tropicalista Renegado +++

Glauco foi também diretor de arte e ilustrador.
E o documentário “Glauco do Brasil” tem o mérito de permitir.
Que a obra do biografado seja de fato o grande objeto do filme.
Suas telas, suas artes gráficas e principalmente suas cores.
Elas explodem na tela do cinema com destaque e vigor.
E permitem que o espectador trave um conhecimento mais próximo de Glauco.
Afinal, este é efetivamente um dos objetivos do filme.
Tentar posicionar o artista no panteão dos grandes Tropicalistas.
Mérito que – segundo os depoentes do documentário – lhe foi negado em vida.
Há até o ensaio de uma espécie de “teoria da conspiração”.
Na qual o gaúcho Glauco permaneceu à margem das badalações da época.
Pelo suposto fato que o Tropicalismo ficou restrito a um grupo.
De artistas e críticos baianos e paulistas.
Talvez a teoria não resista a uma análise histórica mais aprofundada.
Mas esta pequena mágoa é corroborada por alguns depoentes.
Entre eles Luís Fernando Veríssimo.
De qualquer maneira, ficam claras as influências modernistas de Glauco.
Ele incorporou fortemente os elementos antropofágicos.
Criou uma obra claramente Pop.
Misturou santos cristãos com celebridades televisivas.
Cores em profusão.
Textos políticos a siluetas urbanas.
Pitadas de surrealismo.
E uma boa dose de inconformismo.

Adaptado de Celso Sabadin (Planeta Tela)

Leonardo Brocker disse...

+++ Um Documentário que Efetivamente Documenta +++

A trajetória de Glauco pode ser claramente acompanhada no filme.
Através da evolução de sua arte.
E delineada didaticamente com depoimentos.
Que reúnem de Cecil Thiré e Ferreira Gullar.
De Stepan Nercessian ao já citado Veríssimo.
Além de entrevistas com Glauco em diferentes momentos de sua carreira.
Tudo regado a canções pontualmente escolhidas de João Bosco e Aldir Blanc.
Trata-se de um documentário que efetivamente documenta.
Como digo algumas vezes, brincando, mas nem tanto...

Adaptado de Celso Sabadin (Planeta Tela)

Leonardo Brocker disse...

+++ "Mulher do Pai" (2016) +++

Diretora: Cristiane Oliveira
Roteiro: Cristiane Oliveira e Michele Frantz

Elenco
+ Maria Galant - Nalu
+ Marat Descartes - Ruben
+ Verónica Perrotta - Rosario
+ Áurea Baptista - Vera
+ Amélia Bittencourt - Olga
+ Jorge Esmoris - Antonio
+ Fabiana Amorim - Elisa
+ Liane Venturella - Carmen
+ Diego Trinidad - Juan
+ Renan Goulart - Fabio

Adaptado de IMDB.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cristiane Oliveira é premiada no Festival do Rio +++

A cineasta porto-alegrense ganhou o prêmio de melhor direção de ficção.
Do 18º Festival do Rio com seu primeiro longa-metragem.
"Mulher do Pai" conquistou ainda outros dois troféus na Première Brasil.
Melhor atriz coadjuvante, para a uruguaia Verónica Perrota.
E melhor direção de fotografia, para Heloísa Passos.

A produção gaúcha foi destaque na cerimônia de encerramento.
Ela é ambientada na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai.
Com locações principais em Dom Pedrito.

"Mulher do Pai" acompanha o relacionamento.
De uma menina de 16 anos (Maria Galant) e o pai cego (Marat Descartes).
Por quem a garota fica responsável após a morte da avó.
A distante convivência do homem com a jovem será conturbada.
Pela presença de uma professora uruguaia (Verónica).

Adaptado de Zero Hora (17/10/2016 - 11h12min).

Leonardo Brocker disse...

+++ A Mulher no Cinema Brasileiro +++

A representação da mulher é uma das tendências mais perceptíveis.
No cinema brasileiro recente.
As mulheres estão construindo um discurso e uma visibilidade.
Que já não passam mais despercebidos.
A adolescência tem sido um ponto visitado com frequência.
Em filmes como "Que Horas Ela Volta?", de Anna Muylaert.
"Califórnia", de Marina Person.
E "Mate-me Por Favor", de Anita Rocha da Silveira.
Nessa mesma pegada, chega "Mulher do Pai", de Cristiane Oliveira.

Adaptado de Ernesto Barros (Cine HQ).

Leonardo Brocker disse...

+++ Cristiane Oliveira e O Florescer de Nalu +++

É o primeiro longa-metragem da cineasta.
Que representou o Brasil na Mostra Generation.
No último Festival de Berlim.

O filme é um estudo áspero e doce.
Sobre o florescer de uma adolescente dos pampas.
Cristiane segue o cotidiano de Nalu (Maria Galant).
Uma menina de 16 anos.
Que não consegue ver muito futuro na vida que leva.
E no quase fim de mundo em que vive.
Ao lado da avó (Amélia Bittencourt) e do pai cego (Marat Descartes).
Com o último, mantém pouco contato.
Nalu vai despertar para a sexualidade.
E para o que está além da casinha onde mora.
Numa vila a um passo da fronteira do Brasil com o Uruguai.

Adaptado de Ernesto Barros (Cine HQ).

Leonardo Brocker disse...

+++ Impressões a Partir do Cenário de "Mulher do Pai" +++

O clima e a imagem dos pampas são tão fortes.
Quanto as imagens da caatinga nordestina.
E conferem ao filme um olhar frio e árido.
Este parece fazer eco na situação de Nalu.
Quando a avó morre e ela precisa cuidar do pai.
Apesar disso, eles vencem a distância.
Acentuada pelas exigências de Ruben.
Ao mesmo tempo em que Nalu tem as primeiras experiências sexuais.

Com rara sutileza, Cristiane Oliveira mostra a corrente de desejo proibido.
Que vai levar Nalu a tomar o rumo em sua vida.

Cristiane cria o retrato dessa menina.
Que terá que correr o mundo por conta própria.
A partir da forte impressão deixada pelo cenário do filme.
O vento ensurdecedor e a densa cerração que pairam na região.
Eles traduzem o sentimento de solidão e desnorteamento de Nalu.
Maria Galant e Marat Descartes trocam poucos diálogos.
Mas atuam como envoltos nas sombras.
Entre o que pode ser visto e a completa escuridão

Adaptado de Ernesto Barros (Cine HQ).

Leonardo Brocker disse...

+++ Comentários da Diretora “Mulher do Pai” +++

"É um filme sobre a construção da intimidade".
“É um filme que fala de fronteiras”.
“Sobre encontrar o teu espaço, o espaço do outro".
"O toque está muito relacionado à construção de intimidade”.

Adaptado de Reinaldo Glioche (Ig São Paulo)

Leonardo Brocker disse...

+++ "Mulher do Pai" - Relação entre Pai e Filha +++

Intimidade é uma palavra-chave em “Mulher do Pai”.
O filme acompanha a relação entremeada por tensões.
Entre Ruben (Marat Descartes) e a filha, Nalu (Maria Galant).
Ele é um homem cego.
E vive da parca aposentadoria e do trabalho de tecelagem.
Ela, uma adolescente de 16 anos.
E sonha em sair daquela vila afastada e dependente da atividade pecuária.
A relação dos dois passa por profundas transformações.
Após a morte súbita da mãe de Ruben.

Nalu precisa assumir certas responsabilidades na casa e no cuidado do pai.
Isso gera estranhamentos jamais verbalizados.

Adaptado de Reinaldo Glioche (Ig São Paulo)

Leonardo Brocker disse...

+++ Experiência da Diretora com a Cegueira +++

Cristiane conta que o filme surgiu da vontade dela.
De “trabalhar a relação pai e filha”.
E admite que há muito de pessoal na história de Ruben e Nalu.
“Eu também vivenciei uma reaproximação do meu pai quando tinha 16 anos”.
Mas ela adicionou elementos a este conflito.
A deficiência visual de Ruben veio da experiência como curta-metragista.
Nela, Cristiane deparou-se com a história de uma jovem cega.
“Eu me perguntei: e se fosse uma filha tendo que descrever o mundo para o pai?”

Adaptado de Reinaldo Glioche (Ig São Paulo)

Leonardo Brocker disse...

+++ O Ator Marat Descartes e A Cegueira +++

Marat Descartes já conhecia Cristiane de outros projetos.
Nos quais ela atuara como produtora ou roteirista.
E disse que foi essa vulnerabilidade do personagem que o atraiu.
“Primeiro a coisa dele ser cego.
De cara, um desafio enorme pela frente.
Já que, eu não tendo a enveredar muito pela composição física”.
“Segundo por esse processo pelo qual atravessa o personagem.
Ele começa o filme muito amargurado e vai ficando mais leve”.
“A curva que o personagem passa”.

Adaptado de Reinaldo Glioche (Ig São Paulo)

Leonardo Brocker disse...

+++ O Ambiente de Cultura da Pecuária +++

As gravações foram realizadas na vila de São Sebastião.
No distrito de Torquato Severo, município de Dom Pedrito, RS.
“Sempre imaginei, no roteiro, que tornaria a relação deles mais forte”.
Advoga a cineasta a respeito da escolha de um lugar afastado.
Para melhor ambientar a história e fazer as gravações.
“Aquela região foi escolhida pela cultura da pecuária, da criação de gado.
É folclórica da cultura gaúcha”, observa Cristiane.
“É uma cultura que tem o homem como Ögura central”.

Adaptado de Reinaldo Glioche (Ig São Paulo)

Leonardo Brocker disse...

+++ O Ambiente de Cultura da Pecuária +++

As gravações foram realizadas na vila de São Sebastião.
No distrito de Torquato Severo, município de Dom Pedrito, RS.
“Sempre imaginei, no roteiro, que tornaria a relação deles mais forte”.
Advoga a cineasta a respeito da escolha de um lugar afastado.
Para melhor ambientar a história e fazer as gravações.
“Aquela região foi escolhida pela cultura da pecuária, da criação de gado.
É folclórica da cultura gaúcha”, observa Cristiane.
“É uma cultura que tem o homem como Ögura central”.

Adaptado de Reinaldo Glioche (Ig São Paulo)

Leonardo Brocker disse...

+++ Processo de Imersão dos Protagonistas de "Mulher do Pai" +++

O processo de imersão foi diferente para Maria e Marat.
Ela já tinha experiência no teatro.
E desenvolveu um laboratório de mais de um ano com Cristiane.
Já Marat chegou com as filmagens por começar.
Mas antes fez um laboratório no Instituto Laramara.
Este presta assistência às pessoas com deficiência visual.

Adaptado de Reinaldo Glioche (Ig São Paulo)

Leonardo Brocker disse...

+++ Histórico da Produção de "Mulher do Pai"

Filmado em 2015, no interior do Rio Grande do Sul.
A obra traz para as telas o trabalho de Marat Descartes e Maria Galant.
Os protagonistas da trama que conta a história de Ruben e Nalu.
Pai e filha que precisam reaprender a se relacionar após a morte da avó protetora.
Teve destacada trajetória em sua fase de desenvolvimento.
Obteve prêmios nacionais e internacionais.
Tem seu lançamento previsto para o primeiro semestre de 2017.

Adaptado de Okna Produções

Leonardo Brocker disse...

+++ Desenvolvimento do Filme "Mulher do Pai"

O projeto teve destacada trajetória em sua fase de desenvolvimento.
Foi selecionado para o Talent Project Market.
Ali, ganhou o VFF Talent Highlight Pitch Award.
E foi apresentado no concorrido Coproduction Market do Festival de Berlim.
Foi selecionado para o workshop Produire au Sud.
Do Festival 3 Continentes, em Nantes, em França.
E ganhou o Prêmio Santander Cultural para Desenvolvimento.
Com esse histórico, o projeto teve seu financiamento completo através dos editais.
De Coprodução Brasil/Uruguai - Ancine/Icau, Ibermedia.
E na primeira linha voltada à renovação de linguagem.
Lançada pelo Fundo Setorial do Audiovisual.

Adaptado de Okna Produções

Leonardo Brocker disse...

+++ Prêmios na Estreia de a "Mulher do Pai"

O filme estreou no Festival do Rio 2016, no qual ganhou os prêmios de:
+ Melhor Direção (para Cristiane Oliveira);
+ Melhor Fotografia (para Heloísa Passos) e
+ Melhor Atriz Coadjuvante (para a uruguaia Verónica Perrotta).

No mesmo ano, foi exibido na Mostra Internacional de São Paulo.
E lá recebeu o Prêmio da Abraccine para Melhor Filme de Diretor Estreante.

Adaptado de Okna Produções

Leonardo Brocker disse...

+++ Os Dilemas de Nalu em “Mulher do Pai” +++

“Mulher do Pai” é o longa de estreia Cristiane Oliveira.
E, segundo a diretora, é uma história de duas solidões.
O filme tem Maria Galant e Marat Descartes como protagonistas.
E conta a trajetória da adolescente Nalu.
Ela após a morte da avó, precisa cuidar de Ruben, o pai cego.
Mas, ao mesmo tempo, vive o dilema.
Entre ser tecelã como a avó.
Ou buscar uma nova vida longe da comunidade.

Adaptado de Rota Cult.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Fronteiras de “Mulher do Pai” +++

“Duas pessoas que vivem na mesma casa.
Mas que vive cada uma a sua solidão.
É um filme que, de alguma forma, fala sobre todas essas fronteiras.
As emocionais, e a fronteira geográfica, que está de pano de fundo.
E também na cultura dos personagens do filme”.
Define a diretora em vídeo inédito.

Adaptado de Rota Cult.

Leonardo Brocker disse...

+++ Os Protagonistas de “Mulher do Pai” +++

O trabalho do elenco é ainda mais desafiador.
Em uma história com personagens tão intensos.

A estreante Maria Galant chegou a ter dúvidas.
Se conseguiria dar vida a Nalu.
“Eu achei que não ia ter como fazer a Nalu.
Não ia ter carga emocional para viver uma menina.
Com uma história tão pesada”, conta.

“É um desafio muito grande para um ator. Um prato cheio.
Tem uma coisa peculiar nesse filme.
E eu fiquei realmente imerso nessa vila.
Isso me permitiu um mergulho, completa Marat.

Adaptado de Rota Cult.

Leonardo Brocker disse...

+++ Alguns Prêmios de “Mulher do Pai” +++

O filme já arrebatou oito prêmios em festivais.
Entre eles o de melhor Direção e Melhor Fotografia, no Festival do Rio.
E o Prêmio ABRACCINE na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo.
Ambos em 2016.
Também foi selecionado para importantes festivais internacionais.
Como os de Berlim, Guadalajara e o do Uruguai.
No último, ganhou o prêmio da FIPRESCI na competição Ibero-americana.

Adaptado de Rota Cult.

Leonardo Brocker disse...

+++ Uma Novata e Dois Conhecidos, em “Mulher do Pai” +++

O longa conta com a participação do ator paulista Marat Descartes.
Ele é conhecido por sua participação em filmes como "Trabalhar Cansa".
E em novelas da Globo, como "Totalmente Demais".
Também conta com a atriz uruguaia Verónica Perrotta.
Ela ganhou o prêmio de Melhor atriz pelo filme no Festival do Rio.
Por fim, o filme apresenta a jovem gaúcha Maria Galant.

Adaptado de Rota Cult.

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