quarta-feira, 26 de abril de 2017

Locações do Filme "Ainda Orangotangos" em Porto Alegre

Este filme de Gustavo Spolidoro desenrola-se no Centro de Porto Alegre e no Bom Fim. As personagens transitam por algumas das principais ruas destes bairros. Em locais bem familiares à maior parte dos porto-alegrenses...

Assista ao filme "Ainda Orangotangos" completo no YouTube.

Avenida José Bonifácio, Porto Alegre
Avenida José Bonifácio

A sequência inicial ocorre em um vagão do Trensurb, o trem que circula pela Região Metropolitana de Porto Alegre. Ali, um jovem asiático chama pela companheira, que não responde. Ao fundo, um trio musical.

Estação Mercado do Trensurb, Porto Alegre
Estação Mercado do Trensurb

A sequência dura quase sete minutos. Até que o asiático desce na Estação Mercado. E atravessa a Avenida Júlio de Castilhos, em direção ao Mercado Público. Ali, parece andar sem rumo. Até que um menino o interpela...

Avenida Júlio de Castilhos, Porto Alegre
Avenida Júlio de Castilhos


As Amigas no Ônibus
Segue-se uma cena com duas amigas em um ônibus. A sequência cômica do filme. Com teorias sobre a origem a expressão “tri”. E sobre a má fase do Inter, nas décadas de 1980 e 1990. Então, surge um Papai Noel bêbado...

Mercado Público de Porto Alegre
Mercado Público de Porto Alegre

O ônibus parte do Mercado Público. Segue pelo Túnel da Conceição. Pega a Avenida Osvaldo Aranha. Contorna a Redenção, pela Avenida José Bonifácio. Passa na frente do Colégio Militar. E segue pela Avenida Venâncio Aires.

Túnel da Conceição, Porto Alegre
Túnel da Conceição


O Edifício Ada
Uma das amigas, a loira, apresenta-se no Edifício Ada, na Avenida Venâncio Aires, 449, para trabalhar. A loira cumprimenta o porteiro. E conversa com um menino no elevador. Então, segue-se uma sequência perturbadora...

Avenida Osvaldo Aranha, Porto Alegre
Avenida Osvaldo Aranha

Uma mulher rola nua pelo chão, alucinada. E um casal embriagado chega a outro apartamento. Bebem perfumes e preparam-se para transar. Porém, a mulher desfalece. E ao fundo, ouve-se a música “Morte por Tesão”.

Edifício Ada, Avenida Venâncio Aires, Porto Alegre
Edifício Ada, Avenida Venâncio Aires


O Aniversário de Quinze Anos
Seguem-se, as sequências finais. Na primeira, um menino – o mesmo da cena com o asiático – deseja comprar fiado no armazém. O caixa recusa-se. O menino, então, jura de morte o caixa do armazém.

NEEJACP Darcy Vargas, Porto Alegre
NEEJACP Darcy Vargas
  
Depois, um homem aborda um idoso na rua. Confunde-o com um editor. E entrega-lhe um manuscrito. Outro homem, por fim, convida-o a uma festa de quinze anos. Esta ocorre no Núcleo Educativo Darcy Vargas.

14 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parque da Redenção +++

É o mais antigo parque de Porto Alegre.
E também um dos maiores do Brasil.

Em 1997, o Município tombou o parque.

A Redenção, hoje, abriga inúmeros monumentos.
Um orquidário e o lago com pedalinhos.
Parque de diversões e quadras esportivas.
E o Auditório Araújo Vianna.

Leonardo Brocker disse...

+++ História do Parque Farroupilha +++

O local servia para guardar o gado que vinha do interior.
E que se venderia, posteriormente, na cidade.

O primeiro ajardinamento da área ocorreu em 1901.
Para a Grande Exposição daquele ano.
Na ocasião, construíram também os locais para touradas.
E para as corridas de cavalos e de bicicletas.

Em 1914, surgiram os novos jardins.
Em 1930, saneou-se a área, antes pantanosa.
Construiu-se, então, o grande lago.

Em 1935, recebeu a Exposição Comemorativa.
Ao Centenário da Revolução Farroupilha.
Na ocasião, recebeu a denominação atual.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Brique da Redenção +++

Em 1982, começou a funcionar o “Brique da Redenção”.
Uma feira que se tornou tradional.
E acontece aos domingos na Avenida José Bonifácio.
Junto ao Parque Farroupilha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Túnel da Conceição +++

Em 1972, colocaram-se três painéis em ferro no respiradouro.
As esculturas regionalistas são de autoria de Francisco Stockinger.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ "Ainda Orangotangos" (2007) +++

É a história de 16 pessoas no dia mais quente do ano em Porto Alegre.
Uma adaptação do livro de Paulo Scott.

Diretor: Gustavo Spolidoro
Roteiro: Gibran Dipp e Gustavo Spolidoro

Elenco
Karina Kazue - Garota Japonesa
Lindon Satoru Shimizu - Rapaz Japonês
Artur Pinto - Papail Noel
Kayodê Silva - Menino com Camisa do Inter
Janaína Kremer Motta - Garota Morena
Renata de Lélis - Garota Loira
Nilsson Asp - Seu Pedro
Arlete Cunha - Ginger
Roberto Oliveira - Brasa
Marcelo de Paula - Balconista do Armazém
Girley Paes - Idoso
Heinz Limaverde - Jovem Escritor
Rafael Sieg - Professor de Música
Juliana Spolidoro - Menina de Aniversário

Adaptado de IMDB.

Leonardo Brocker disse...

+++ "Ainda Orangotangos" - Sinopse +++

Porto Alegre, no dia mais quente do verão.
Um casal de chineses cruza a cidade num vagão de metrô.
Doentes e cansados, eles tentam ajudar um ao outro.
Ao mesmo tempo, enfrentam a desconfiança dos passageiros.
E a incompreensão de sua língua.
O chinês vagueia pelos corredores da estação de metrô.
E pelo mercado público da cidade, em busca de ajuda.
É o início de uma série de situações-limite.
Que vivem diversos habitantes da cidade.

Adaptado de Adoro Cinema

Leonardo Brocker disse...

+++ "Ainda Orangotangos" - Crítica Omelete +++

Gustavo Spolidoro desafia a lógica do plano-sequência


Não tem muito como inventar em filmes compostos por planos-seqüência.
É tudo um grande teatro linear cuidadosamente ensaiado.
Com as mudanças de cenas ou narrativas limitadas por obstáculos físicos.
Abra uma porta e você estará em outro lugar.

Felizmente, Gustavo Spolidoro manda às favas tais pré-concepções da técnica.
Ainda que tenha, sim, ensaiado e passado por meses de pré-produção.
"Ainda Orangotangos" é seu longa-metragem de estréia na ficção.
Ao longo de 80 minutos desafia o espaço, o tempo e até as dimensões.
Numa jornada pelo consciente e o inconsciente urbano.

São histórias sem qualquer relação a não ser a proximidade física.
Adaptadas de seis contos do livro homônimo do escritor gaúcho Paulo Scott.
Todas absolutamente insanas, ainda assim possíveis.

O filme é como um trem desgovernado.
Que serpenteia pela cidade de Porto Alegre.
E não por acaso começa dentro de um...
Conforme encontra personagens interessantes, sai dos trilhos.
Em busca de uma história melhor.
Com câmeras digitais de alta resolução perseguindo a novidade.

Cada trama é assim um vagão.
Unido por alguns inteligentíssimos e inventivos truques.
Dignos de um prestidigitador.
Spolidoro salta das ruas.
Para dentro e fora dos sonhos de uma mulher aterrorizada.
Acompanha doze horas de um perfumado desmaio alucinógeno em poucos segundos.
E até acelera o tempo no processo...

De qualquer maneira, vale a visita à Porto Alegre desenfreada de Spolidoro.
seja você adepto da escola de Sergei Eisenstein.
Este culminou na crença de que o cinema é definido pela montagem.
Ou apreciador de outro soviétivo, Aleksandr Sokurov e seu Arca Russa.

Adaptado de Érico Borgo (Omelete).

Leonardo Brocker disse...

+++ "Ainda Orangotangos" +++

Livro de contos de Paulo Scott, poeta e romancista porto-alegrense.
A primeira edição é de 2003.
Uma publicação da editora Livros do Mal, de Porto Alegre.
Em 2007, a editora Bertrand Brasil reeditou o livro.

O livro possui vinte e dois contos.
Todos caracterizados pela brevidade de palavras.
Isso poderia melhor definí-los como mini-contos.
Os personagens são em sua maioria inominados.
Como se estivessem a representar toda a humanidade.
Além do mais são cruéis, grotescos, perversos.
Ou seja, nada agradáveis.

A estranheza também é uma outra tônica do livro.
Como por exemplo no conto que dá título ao livro.
Ele inicia com a seguinte frase:
"Trinta e quatro de agosto".

Vingança, racismo, degradação e doenças, solidão, neuroses.
Todos esses temas permeiam as rápidas histórias do livro.

Gustavo Spolidoro adaptou o livro para o cinema, em 2007.

Adaptado de Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro +++

"Ainda Orangotangos" aposta em um projeto.
Fazer um filme todo em plano-seqüência.
O ponto de partida não é original.
Ainda assim, demanda uma capacidade de realizar algo.
Além de voltar a atenção ao dispositivo.

O filme teria grande oportunidade de ser irregular.
E naturalmente imperfeito.
E "Ainda Orangotangos" é exatamente isso.
O cineasta optou pela possibilidade da experiência.
Em detrimento do rigor do resultado.

A história dura quinze horas.
O filme, uma hora e meia.
Spolidoro parte de um trem com dois japoneses.
Depois segue um garoto torcedor colorado até um ônibus.
De lá nos vinculamos a outra personagem.
Vamos para um prédio, e a história se segue.

São várias histórias que se cruzam.
A partir do cruzamento entre personagens em trânsito.
Algo como Wong Kar-wai fez nas duas partes de "Amores Expressos".
As histórias não se fecham.
E esses filmes (o de Kar-wai e Spolidoro) terminam em andamento.
Só que tudo isso é feito em plano-seqüência em "Ainda Orangotangos".

Existe um gosto pelo dispositivo do plano-seqüência.
Uma relação com a cidade, seus elementos, personagens e referências.
Culturais em um aspecto mais amplo.
Pessoais de uma maneira mais específica.
Isso resulta em um filme orgânico.

Pode-se comparar "Ainda Orangotangos" a "5 Frações de uma Quase História".
Ambos buscam fazer um inventário pop e uma geografia da cidade.
Em "5 Frações", Belo Horizonte.
Em "Ainda Orangotangos", Porto Alegre.
Com seus referenciais, voluntária ou involuntariamente, nos anos noventa.

Há uma adiferença.
Gustavo Spolidoro sabe exatamente o que quer do seu dispositivo.
Pensa intrinsecamente o que quer contar e como quer contar.
Mmesmo que o resultado, seja muitas vezes, insatisfatório.
"5 Frações" vive uma esquizofrenia.
E um entupimento de informações visuais e sonoras.

Spolidoro está interessado no que está fazendo.
E os eventuais erros derivam de sua opção.
Há problema de ritmo, desarmonia entre registros etc.
Mas existe um gosto pela experiência.
Isso faz com que o filme tenha grandes momentos ao longo de sua projeção.

Adaptado de Francis Vogner dos Reis (Revista Cinética).

Leonardo Brocker disse...

+++ "Ainda Orangotangos" - Papo de Cinema +++

Gustavo Spolidoro é um pioneiro.
É um cara boa praça.
Um ótimo profissional.
E também um artista inovador e criativo.
Tais qualidades estão no seu longa-metragem de estréia.
O curioso "Ainda Orangotangos"...
O primeiro filme feito no Brasil em plano-sequência.
Ou seja, sem um único corte.
São cerca de 80 minutos de ação ininterrupta.
Numa série de eventos encadeados.
Eles compõem um interessante painel sobre sociedade atual.
Não que ele tenha esta pretensão.
É mais como um efeito colateral.
E mais um ponto a seu favor.
Talvez o maior mérito do filme seja justamente a experimentação.

Filmes em plano-sequência não chegam a ser nenhuma novidade.
Alfred Hitchcock fez isso, em 1948, em "Festim Diabólico".
Com séries de planos de aproximadamente 10 minutos.
Eles ligavam-se um ao outro de modo quase imperceptível.
Nas últimas décadas, houve tentativas de repetir Hitchcock.
O próprio Spolidoro já havia se aventurara no estilo.
Nos curtas "Velhinhas" e "Outros".
E agora ele chega ao ápice.
Num projeto que combina técnica, competência.
E, por que não dizer, originalidade.

"Ainda Orangotangos" é a adaptação de seis contos.
Do livro homônimo do escritor gaúcho Paulo Scott.
E trata de diferentes situações limites.
Que personagens aparentemente escolhidos ao léu vivenciam.
Primeiro acompanhamos um casal de imigrantes chineses.
Eles chegam à cidade de metrô.
Deixamos os dois e entramos no Mercado Público Municipal.
Seguimos com um passeio de ônibus.
Um Papai Noel bêbado.
Um casal de namoradas bem abusadas.
Um encontro sexual num apartamento qualquer.
E até uma festa de noivado.
Tudo sem muita explicação nem conseqüência.
Bem como é a vida.
É como se estivéssemos na janela, no trânsito.
Só acompanhando o que acontece no lado de fora.
Ou como se estivéssemos diante de orangotangos.
Ou qualquer outro primata.
Que até tenta racionalizar o que acontece.
Mas termina reagindo de acordo com seus instintos mais básicos.

O trabalho de Spolidoro é moderno sem ser efêmero.
É pertinente sem cair da vala fácil do didatismo.
Consegue se comunicar sem recorrer à clichês óbvios.
Ou recursos já consagrados.
O filme poderia até prescindir do plano-seqüência.
Caso essa não fosse a necessidade estilística do diretor.
Infelizmente, o filme será mais lembrado pelo seu uso.
Do que pelo conteúdo e objetivos.
Mas este, talvez, seja o preço a ser pago pela ousadia.

Adaptado de Robledo Milani (Papo de Cinema)

Leonardo Brocker disse...

+++ Ainda Orangotangos - Estadão +++

O filme "Ainda Orangotangos" passou à meia-noite no Odeon.
É o primeiro filme brasileiro feito num único plano-seqüência.
E isso exigiu grande preparação.
Foram gravados seis takes.
Spolidoro escolheu o segundo.
Sei porque o próprio Gustavo me passou um folder.
Nele, há informações sobre a produção.

O filme é bastante ousado.
E não apenas do ponto de vista técnico.
Os personagens são figuras que vivem no limite.
Não sei se foi, pelo adiantado do horário.
Mas não consegui entrar no clima...
Vi o filme muito mais pelo ponto de vista da técnica.
Pensava mais na câmera, no espaço e nos atores.
Do que propriamente nos personagens.
Tive um pouco essa sensação.

Mas o filme é mais interessante que "Nome Próprio", de Murilo Salles.
Disseram que "Ainda Orangotangos" é muito gaúcho.
E por isso gostei mais do que de "Nome Próprio".

Prometo rever o filme do Gustavo.
Mas não me empolgou muito, não...

Adaptado de Luiz Carlos Merten (Estadão)

Leonardo Brocker disse...

+++ Livro "Ainda Orangotangos" - Saraiva +++

"Ainda Orangotangos" é um livro de contos.
Do escritor gaúcho Paulo Scott.
Autor dos volumes de poemas "Senhor Escuridão".

São narrativas curtas, cruéis e verdadeiras.
Que agem como disparos velozes e certeiros.
Relatos nos quais a realidade se rende à estranheza.
E se abre numa mistura do bem com o mal.

José Castello assina o prefácio.
Castello é escritor e crítico literário.
E afirma que 'os contos de Scott perseguem o ser humano.
Ali onde ele é mais humano, e mais desumano também.
Ali onde tudo fracassa e, em meio à derrota,
Num sopro de coragem,
O homem, apesar de tudo, vence.'

Temas desagradáveis são recorrentes na prosa de Scott.
Como epidemias, torturas, obsessões e perversões.
A obra é repleta de uma poesia antilírica.
Tirada do feio e do lúgubre.

'Ainda Orangotangos', prossegue Castello, 'sempre orangotangos:
Homens da floresta virgem, lançados no abismo da origem.
Homens do início, precursores.
Mas também estigmas, fardos a carregar.
Um passado que pesa.'

Os textos de Paulo Scott relatam um mundo observado.
Com as únicas lentes capazes de encarar a realidade.
Os olhos da loucura...

Adaptado de Saraiva.

Leonardo Brocker disse...

+++ "Morte Por Tesão" (Os Cascavelletes) +++

Eu queria ser um vampiro, pra chupar o sangue da gata
Eu queria fazer vodu, pra conquistar tu
Eu queria ser um demônio e te derreter no meu inferno
Eu queria que ela morresse de tanta satisfação
Eu queria que ela morresse, morte por tesão
Repete

Eu queria ser um selvagem, pra ser o rei da sacanagem
Eu queria fazer vodu, pra conquistar tu
Eu queria ser um demônio e te derreter no meu inferno
Eu queria que ela morresse de tanta satisfação
Eu queria que ela morresse, morte por tesão

Refrão: 6x

Morte por tesão...

Solo:

Eu queria ser um vampiro, pra chupar o sangue da gata
Eu queria fazer vodu, pra conquistar tu
Eu queria ser um demônio e te derreter no meu inferno
Eu queria que ela morresse de tanta satisfação
Eu queria que ela morresse, morte por tesão

Postar um comentário

 
Free Host | new york lasik surgery | cpa website design