quinta-feira, 16 de março de 2017

Escadaria Rua João Manoel, Porto Alegre

Christian de La Paix Gilbert projetou a escadaria. E a empresa de Theodor Wiederspahn construiu-a em 1928. Em alvenaria de tijolos e pedra. Com simetria, em degraus e patamares. E balaústres em ferro trabalhado.

Escadaria João Manoel, Porto Alegre
Escadaria da Rua João Manoel, Porto Alegre

Localização: Rua Coronel Fernando Machado, s/n, Porto Alegre.
Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Relatos de Porto Alegre

7 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ A Escadaria: “Uma Gentileza Urbana” +++

É muito mais que uma solução técnica para um desnível.
Uma gentileza é a melhor definição para essa escada.
Ela criou um recanto especial na cidade.
Composto por um mirante e uma escada cenográfica.

Ela fica entre duas ruas históricas de Porto Alegre.
A Rua Coronel Fernando Machado.
E a Rua Duque de Caxias.
Em 1883, o município decidiu urbanizar a quadra.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Escadaria: O Fruto de Uma Parceria +++

A construção ocorreu em 1928.
E foi uma parceria da Intendência.
Com a família Chaves Barcellos, proprietária da área.
Ainda hoje, fica ali o antigo casarão da família.
Na esquina das ruas João Manoel e Duque de Caxias.

A Intendência entrou com o projeto.
Este ficou ao cargo de Christian de La Paix Gilbert.
O arquiteto também projetou o Hospital de Pronto Socorro.
E o Centro Saúde Modelo de Porto Alegre.

A família Chaves Barcellos custeou um terço da obra.
E contratou a empresa de Theodor Wiederspahn.
O arquiteto alemão tradicionalmente trabalhava com a família.
O interesse dos Chaves Barcellos era o belvedere.
E a construção de nove casas de aluguel.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Estilo Arquitetônico da Escadaria +++

Transição entre a linguagem historicista e moderna.
A primeira vinculava-se à Escola Beaux Arts.
E imperou no Rio Grande do Sul até a década de 1930.
A partir de então, a linguagem moderna se impôs.

A composição da escadaria é firmemente clássica.
E a simetria rigorosa é o indício mais evidente disso.
Porém, ela faz uso de concreto armado.
Sem ornamentações do típico clássico ou floral.

A influência foi a matriz barroca italiana.
Em especial, a escadaria da Piazza di Spagna, em Roma.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Desenho da Escadaria da Rua João Manoel +++

O conjunto estende-se por 52 metros.
E organiza-se em sete trechos.
A parte alta fica no final da Rua João Manoel.
Ali, encontra-se o mirante principal.
Um balaústre de alvenaria e granito.
Que oferecia vista para a Praia de Belas e a Zona Sul.
Hoje, os prédios bloquearam a vista do belvedere.

Uma escada central leva ao espaço principal do conjunto.
Um estar alargado com duas escadas curvas nas laterais.
Ornadas por gradis, estas escadas se bifurcam.
E dali, a escada projeta-se até a Rua Fernando Machado.

Pilastras marcam o ritmo e a simetria da obra.
Nos espaços laterais, havia jardins e canteiros.
Eles funcionavam como moldura verde ao monumento.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Becos e Ruas da Antiga Porto Alegre +++

Inicialmente, os becos tinham o nome dos moradores.
De peculiaridades do terreno.
Ou das atividades que ali se realizavam:
+ Beco da Ópera (atual Rua Uruguai);
+ Beco do Barbosa (Rua Barros Cassal);
+ Beco do Oitavo (Rua André da Rocha);
+ Beco do Bota Bica (Rua General Portinho);
+ Beco do Poço (Avenida Borges de Medeiros);
+ Beco dos Guaranis (Rua General Vasco Alves);
+ Caminho da Azenha (Avenida João Pessoa);
+ Caminho Novo (Rua Voluntários da Pátria);
+ Rua Clara (Rua João Manoel);
+ Rua da Figueira (Rua Coronel Genuíno);
+ Rua da Ladeira (Rua General Câmara);
+ Rua da Margem do Riacho (Rua João Alfredo);
+ Rua da Olaria (Rua General Lima e Silva);
+ Rua da Passagem (Rua General Salustiano);
+ Rua da Varzinha (Rua Demétrio Ribeiro);
+ Rua de Bragança (Rua Marechal Floriano);
+ Rua do Arvoredo (Rua Fernando Machado).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ricos e Pobres no Centro do Século XIX +++

A Rua João Manoel era uma divisora de territórios.
Dali até a Volta do Gasômetro ficava a população mais pobre.
Da Rua João Manoel até a Santa Casa, os mais ricos.

Apolinário Porto Alegre ilustra isso no conto “Mandinga” (1867).
Os bagadus representavam os desvalidos de sorte.
E os tinteiros, as crianças que sabiam ler e escrever.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Porto Alegre na Virada do Século XX +++

Um bonde puxado a burro ia do Centro para o Menino Deus.
No caminho, este bonde passava pela Ponta da Cadeia.
No local, hoje fica o Centro Cultural Usina do Gasômetro.
Dali, ele seguia pelo Caminho de Belas (Praia de Belas).
Até o Asilo da Mendicidade, que ainda hoje existe.
Ele fica quase em frente ao Estádio Beira-Rio.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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