quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Praça Solumá, Porto Alegre

O nome da praça tem origem tupi-guarani. Assim como diversos espaços públicos e ruas da Vila Assunção. E a palavra “Solumá” é uma referência aos indígenas que habitaram a região do atual bairro.

Praça Solumá - Vila Assunção, Porto Alegre
Praça Solumá - Vila Assunção

Acesso: Rua Pareci, Vila Assunção, Porto Alegre.
Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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3 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Origens da Região +++

Dionísio Rodrigues Mendes veio de Laguna, em 1732.
Recebeu uma sesmaria que ocupou a partir de 1735.
Esta sesmaria foi a que mais lentamente de desenvolveu.
E conservou-se por mais tempo nas mães de herdeiros.

A sesmaria tinha os seguintes limites territoriais:
+ Norte: Arroio Cavalhada;
+ Sul: Arroio do Salso;
+ Oeste: Lago Guaíba;
+ Leste: Viamão.

Acredita-se que houvesse um porto à margem do Lago Guaíba.
O local ainda mantém a denominação de Ponta do Dionísio.
E fica em uma área do atual bairro Vila Assunção.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ferrovia até a Ponta do Dionísio +++

José J. Assumpção era natural de São Borja.
E casou com Felisbina Amelia de Resende Maciel.
Filha de militar de família tradicional de Pelotas.

José J. Assumpção era federalista declarado.
E durante a revolução de 1893, exilou-se no Uruguai.
Ao retornar, encontrou uma ferrovia em suas terras.
Ferrovia que seus adversários políticos construíram.
Para lançar o esgoto da cidade em seu litoral.
A construção da ferrovia ocorreu entre 1894 e 1896.

Não houve acordo.
E a Prefeitura teve de retirar os trilhos e o trapiche.
Este foi para a Ponta do Melo, hoje Ponta do Estaleiro Só.
Ali, a Prefeitura despejou o esgoto por vinte anos.
Os trilhos passaram a ir até a Tristeza.
E o transporte de passageiros gerava renda extra à ferrovia.
A Ferrovia do Riacho urbanizou o litoral sul de Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Desenvolvimento da Zona Sul +++

A Tristeza e arredores tiveram um acelerado crescimento.
Principalmente, pelo acesso de passageiros da Ferrovia do Riacho.
Surgiram hotéis, restaurantes, posto de polícia.
Isso tudo ocorreu ainda na primeira década do século XX.
Na época, as chácaras desdobravam-se em lotes.
Na segunda década, surgiram cinemas.
Agremiações culturais e esportivas.
Desfiles de carnaval e concursos de beleza.

Em 1919, a Prefeitura abriu uma avenida à margem do Guaíba.
Ela ligava Menino Deus e Tristeza, passando pelo Cristal.
Em 1926, surgiram as linhas de ônibus no trajeto.
E a partir de 1930, novos loteamentos originaram balneários:
+ 1930: Vila Conceição;
+ 1931: Ipanema;
+ 1932: Guaíba;
+ 1934: Espírito Santo;
+ 1935: Juca Batista.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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