sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Centro Baixo de Porto Alegre

A parte baixa do Centro de Porto Alegre envolve a área do Cais do Porto até a Rua da Praia. Ali, desenvolveu-se o comércio nos primórdios da cidade. A região reúne antigos prédios comerciais e financeiros.

Banco Safra, Porto Alegre
Banco Safra


Divisões do Centro de Porto Alegre
O projeto Viva o Centro a Pé surgiu em um contexto de revitalização do Centro de Porto Alegre. A organização dividiu a região em quatro roteiros. Preferi organizar as ideias de forma um pouco diferente...

Inicialmente, dividi o Centro Histórico em cinco áreas: Avenida Borges de Medeiros, Praça da Alfândega, Praça da Matriz, Prefeitura Municipal e Rua da Praia. Desta vez, dividi, simplesmente, em Centro Baixo e Centro Alto.

Busto na Fachada da Livraria do Globo, Porto Alegre
Busto na Livraria do Globo

O Centro Baixo envolve a área do Cais do Porto até a Rua da Praia. O Centro Alto, a Rua Duque de Caxias e a Praça da Matriz. E entre as partes alta e baixa, fica a Rua Riachuelo, com características mistas.


Da Rua da Praia ao Cais do Porto...
Um ponto bacana para iniciar a caminhada é a Esquina Democrática. A poucos metros dali fica a Livraria do Globo. Na verdade, o antigo prédio. Afinal, atualmente, as Lojas Renner ocupam a construção histórica.

Vitral na Galeria Chaves, Porto Alegre
Vitral na Galeria Chaves

Cheguei a frequentar a antiga livraria em meados da década de 1990. Na época, eu fazia o cursinho pré-vestibular ali perto. Daquela época, restou apenas o esqueleto do prédio. Segui, então, até a Galeria Chaves.

Detalhe do Antigo Cinema Imperial, Porto Alegre
Antigo Cinema Imperial

Cruzei a galeria, em direção à Praça XV de Novembro. E conferi o recente processo de restauro daquele tradicional centro comercial. Saí em frente ao antigo Abrigo de Bondes. E cruzei, depois, o Largo Glênio Peres.

Antiga Alfândega, Porto Alegre
Antiga Alfândega


Do Cais do Porto à Rua da Praia...
Costeei o Mercado Público até o Palácio do Comércio. Primeiro prédio com ar-condicionado central no Estado. Passei pelos fundos do Mercado e da Prefeitura. E tomei a Rua Siqueira Campos até a Avenida Sepúlveda.

Fundos da Secretaria Fazenda, Porto Alegre
Fundos da Secretaria Fazenda

Na esquina, ficam os fundos da Secretaria da Fazenda. Segui pela avenida rumo ao Pórtico do Cais do Porto. No trajeto, você verá a fachada da Antiga Alfândega. E na Avenida Mauá, a fachada da Secretaria Fazenda do RS.

Retornei pela avenida e cruzei a Praça da Alfândega até a Rua da Praia. E ali, ficam os prédios do Clube do Comércio, o antigo Cinema Imperial e o Banco Safra. Estava perto de concluir o roteiro pelo Centro Baixo.

Parede Lateral da Igreja das Dores, Porto Alegre
Parede Lateral da Igreja das Dores


Pela Rua da Praia até o Gasômetro
Segui em direção ao início da Rua da Praia, junto à Usina do Gasômetro. Primeiro, atravessei e Rua Caldas Jr. E reencontrei o Museu da Comunicação fechado. A mesma sorte tive com a Catedral Anglicana, à frente.

A seguir, a Casa de Cultura Mario Quintana, que sempre me traz lembranças boas. Passei em frente à Igreja das Dores, a qual visitaria minutos depois. Pois meu objetivo era chegar, antes, à Praça Brigadeiro Sampaio.

Detalhe de Monumento na Praça Brigadeiro Sampaio, Porto Alegre
Monumento na Praça Brigadeiro Sampaio

O trajeto entre a igreja e a praça reúne vários prédios militares. Ali, fica o Comando Militar do Sul e o Comando da Brigada Militar. Quanto à praça, chamou a atenção mais pelo monumento em alusão à capoeira...

44 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Abrigo dos Bondes de Porto Alegre +++

Construção em estilo art-déco, característico da época.
Permitiu a implantação de novas linhas de bonde.
Provenientes de diversos bairros da cidade.
Além dos bairros da Zona Norte de Porto Alegre.

Em 1970, desativou-se o antigo Abrigo dos Bondes.
E bares passaram a ocupar o espaço.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Banco Safra +++

O Banco Safra anexou, também, o prédio vizinho.
Ali, funcionava a antiga Farmácia Carvalho.
Francesco Tomatis projetou este prédio.
Um dos poucos com traços art-nouveau, em Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura Chalé da Praça XV +++

A inauguração ocorreu no fim do século XIX.
E em 1911, substituiu-se o chalé original.
O antigo prédio deu lugar a um de estilo eclético.
Com traços da arquitetura pitoresca.
Em telhados recortados com amplos beirais.
E proteção por lambrequins de madeira.

As estruturas inglesas são de ferro fundido.
E os gradis com motivos florais.
Típicos do estilo art-nouveau.
Os vidros vieram da Argentina.

O chalé ainda mantém o uso original.
Em 1998, o patrimônio cultural de Porto Alegre tombou o prédio.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Fonte do Chalé da Praça XV +++

Ainda no século XIX, instalou-se uma fonte.
A estrutura em ferro fundido veio da França.
E ficava junto ao Chalé da Praça XV.
Em 1942, deslocou-se a fonte para a Redenção.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Prédio do Antigo Cinema Imperial +++

O antigo prédio destaca-se no centro de Porto Alegre.
Como marco da verticalização em prédios residenciais.
Usualmente, esta aparecia somente em prédios comerciais.

Em 2003, tombou-se o prédio patrimônio cultural da cidade.
Em virtude das requintadas características arquitetônicas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura do Clube do Comércio +++

Comerciantes e feirantes fundaram-no em 1896.
E logo se tornou um dos clubes mais tradicionais da cidade.
A empresa Dahne, Conceição e Cia construiu a sede.
A inauguração ocorreu em 1939.

É um dos ricos exemplares do ecletismo em Porto Alegre.
O revestimento original era em cirex rosa.
Com inúmeros detalhes art déco e art nouveau.
Tanto externa como internamente.

O prédio destaca-se pelo requinte.
Com espelhos de cristal rosado.
E vidros de cristal negro europeu.
Colunas de granito e pisos em mármore.
Com desenhos no parquê.
Além de portas em ferro trabalhado e lustres.

Em 1995, tombou-se o prédio patrimônio cultural da cidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Esquina Democrática +++

A Rua da Praia era o núcleo principal dos cafés.
Das confeitarias e dos cinemas de Porto Alegre.
Nos anos 1970, tornou-se espaço de passeatas políticas.
No contexto de abertura no final década 70.
E no início dos anos 1980.
Em especial na Esquina Democrática.
O cruzamento da Rua da Praia com a Av. Borges de Medeiros.
Ele tornou-se patrimônio da cidade, em 1997.
O tombamento destacou o passado político da área.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura e Recuperação da Galeria Chaves +++

A imponente fachada faz referência aos palácios renascentistas.
Especialmente, na ornamentação e no grande portal de entrada.
Colunas de granito com características jônicas a ladeiam.

A recuperação da Galeria Chaves ocorreu em 2011.
Ela ampliou e modernizou a área de lojas.
Assim como os bares e os restaurantes.
Também incluiu duas escadas rolantes e um elevador.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Homenagem a Glênio Peres +++

A inauguração ocorreu em 1992.
O espaço público homenageia Glênio Peres.
Ele foi jornalista, compositor, poeta e político.
E faleceu em 1988.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Pavimentação do Largo Glênio Peres +++

Com lajotas em basalto cinza e pedras portuguesas.
Em preto, branco e rosa.
Parece um tapete persa, tal qual existia na década de 1930.

Fonte: Brasil Channel.

Leonardo Brocker disse...

+++ Livraria do Globo +++

A empresa surgiu em 1883 e logo cresceu.
Dedicou-se à encadernação, impressão tipográfica e linotipia.
Henrique Bertaso era o proprietário da empresa.
E em 1929, criou a Revista do Globo.
Outro importante passo para a história da livraria.
E da literatura do Rio Grande do Sul.
As obras e traduções projetaram nacionalmente a livraria.
Em especial nas décadas de 1930 e 1940.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Roda dos Intelectuais da Livraria +++

A Livraria do Globo transformou-se um ponto de encontro.
De intelectuais, poetas, políticos e profissionais liberais.
A roda de intelectuais reunia-se aos sábados de manhã.
Uma geração que se destacou, nacionalmente.
Em especial, nas décadas de 1930 e 1940.
Nomes como Érico Veríssimo, Mário Quintana, Augusto Meyer.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mercado Público: O Prédio Original +++

O arquiteto Friedrich Heydtmann projetou o prédio.
A inauguração ocorreu em 1869.
Junto às docas das embarcações que abasteciam Porto Alegre.
Na época, era a maior obra arquitetônica da cidade.

Originalmente, ele tinha apenas um pavimento.
Um prédio térreo plano, com planta em forma de quadrado.
Uma torre em cada vértice uma das quatro esquinas.
E um portão de ferro em cada lado.

Possuía 72 bancas internas e 80 externas.
Para o comércio de todo o tipo de gêneros.
Que chegavam à doca ao do Mercado, na atual Praça Parobé.
Ali, atracavam vários tipos de embarcações à vela.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mercado Público: Modificações no Prédio +++

A ampliação do Mercado Público ocorreu em 1912 e 1913.
Com a construção do segundo pavimento.
A ideia era a harmonia com o prédio da Intendência, ao lado.

O prédio sofreu quatro incêndios: 1912, 1973, 1979 e 2013.
E passou por várias intervenções após a construção do segundo piso.
Em 1979, o patrimônio cultural da cidade tombou o prédio.

Em 1997, concluiu-se um amplo processo de recuperação.
Com transformações físicas significativas no prédio.
Isso conferiu a feição atual, com nos espaços de covivência.
Escadas rolantes e cobertura com estrutura metálica e vidros.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Paço dos Açorianos +++

A construção da sede do poder executivo municipal iniciou em 1898.
Sobre a área de aterro da antiga Doca do Carvão.
O arquiteto italiano João Antônio Carrara Colfosco projetou o prédio.
Com características estilo ecléticas e influência positivista.

Foi a primeira edificação positivista de Porto Alegre.
E inaugurou um período de construções monumentais na cidade.
Elas aconteceram nas duas primeiras décadas do século XX.

José Montaury inaugurou a nova Intendência Municipal, em 1901.
No interior, destacam-se os vitrais de Joseph Wollmann.
Eles se encontram nas janelas que abrem para a escadaria principal.
Há ainda as pinturas de Carlos Scliar no Salão Nobre.

Em 1973, o prédio recebeu o nome de Paço dos Açorianos.
Uma homenagem aos imigrantes que fundaram a cidade.
Em 1979, é tombado como patrimônio cultural de Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Esculturas Originais da Prefeitura +++

Destacam-se as alegorias da Justiça e da República.
Estão na parte central da platibanda, em torno da torre.
Nesta, há um relógio central ladeado por dois bustos.
José Bonifácio, à esquerda, e Deodoro da Fonseca, à direita.

A alegoria da República possui um detalhe quase imperceptível.
O vestido dela esconde um misterioso gato.
É uma derivação da alegoria da Liberdade.
Esta aparece acompanhada de um gato.
Um animal doméstico que não suporta viver preso.

Ainda na fachada, há outros grupos de esculturas.
Eles se encontram em cada extremidade da platibanda.
Junto à Rua Uruguai: Agricultura, Comércio e Indústria.
Junto à Avenida Borges de Medeiros: Ciência e História.
Além de Democracia e Liberdade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Esculturas Acrescidas à Prefeitura +++

Algumas esculturas são posteriores à inauguração do prédio.
É o caso dos quatro leões que guarnecem as escadarias laterais.
As esculturas, em mármore de Carrara, vieram da Itália.
A instalação dos quatro leões ocorreu em 1911.
São joias da arte industrial dos canteiros de Toscana.

Em 1909, o prefeito José Montaury fez uma encomenda.
As efígies de Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros.
A elaboração ficou a cargo do Instituto Técnico-Profissional.
Na Seção de Modelagem.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio do Comércio +++

A entrada principal, na fachada sul, tem um pórtico.
Colunas de pedra rústica sustentam a marquise.
Esta corre em todo o entorno do edifício.
Em cada face, há uma faixa vertical de janelas.
Assinalam o centro da fachada.
Com decoração diferenciada.
No bloco superior, acima da cornija, um grande caduceu.
Insígnia do deus Mercúrio, protetor do Comércio.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cais do Porto de Porto Alegre +++

As primeiras obras iniciaram 1850.
A conclusão do conjunto ocorreu, porém, só em 1962.
O pórtico central é patrimônio cultural nacional, desde 1983.
O edifício sede do DEPREC é patrimônio do município, desde 1996.
Assim como os armazéns A1, A2, A3, B, B1, B2 e B3.

O edifício em concreto armado tem características art-déco.
Os armazéns são estruturas metálicas de origem francesa.

A construção da entrada principal ocorreu entre 1919 e 1922.
O portão central deu ao porto sentido de monumentalidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Surgiu com o núcleo inicial da cidade.
Ficava junto ao Lago Guaíba.
Até que se construiu um cais de pedra com ancoradouro.
Isso facilitou o trânsito de pessoas e de mercadorias.
Era o núcleo da parte nobre do velho Centro.
Em torno dela, observava-se a vida social da cidade.
E ali, surgiram imponentes prédios no início do século XX.
Como os Correios e Telégrafos e a Delegacia Fiscal.
E a partir 1954, ali se instalou a Feira do Livro.

Em 2003, foi tombada como patrimônio nacional.
E passou por recente restauração.
Parte do Programa Monumento.
Hoje, PAC das Cidades Históricas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumentos da Praça da Alfândega +++

+ Monumento do Barão do Rio Branco (A. Adloff, 1916);
+ Monumento ao Marechal Osório (Leão Velloso, 1933);
+ Estátua-chafariz da Samaritana (A. Adloff, 1925-36).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Calçamento da Rua da Praia +++

Ele fica entre as ruas Marechal Floriano e Dr. Flores.
E inicialmente, tinha uma calha central.
Para ela, inclinavam-se as calçadas laterais.
Em 1860, introduziu-se o sistema de pista abaulada.
Com as sarjetas junto ao meio-fio.
E o calçamento com pedras irregulares.

Em 1923, José Montaury modificou a pavimentação.
Ele implantou o granito regular de duas cores.

Em 1989, o município tombou o calçamento.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Saint-Hilaire e o Anfiteatro +++

Auguste de Saint-Hilaire usou uma curiosa metáfora.
O cronista passou por Porto Alegre em 1820 e disse:
“A cidade se eleva em anfitetro, sobre um dos lados da colina”.

Podemos ver Porto Alegre como um anfiteatro natural.
O palco seria o Lago Guaíba.
E ao fundo, o horizonte. O norte geográfico.
A Rua da Praia seria a primeira fila da plateia.
E a última, a Rua da Igreja, atual Duque de Caxias.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua da Praia no Fim do Século XIX +++

Em 1897, publicou-se a novela “Estrychnina”.
Texto de Souza Lobo, Mário Totta e Pauulino Azurenha.
A novela descrevia a Rua da Praia na virada do século.
Na época, um cenário de novidades.
Uma marca da cidade grande que Porto Alegre queria ser.
Da vida social, em torno da Praça da Alfândega.
E da democrática convivência entre pessoas de distintas classes.

Nesta rua, localizava-se, também, o comércio mais sofisticado.
Joalherias, lojas de tecidos finos, luvas, chapéus, porcelanas.
Assim como as livrarias e as papelarias.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua da Praia e a Cultura Pública +++

A Rua da Praia sempre foi a rua comercial por excelência.
Por décadas, foi passarela social, política e cultural da cidade.
Era estreita a ligação com o jornalismo e a boêmia.
Ali, situava-se o espaço de experiências urbanas.
E de atuação profissional de um grupo de letrados.
Uma região que reunia bares, cafés, restaurantes.
Cinemas, clubes, hotéis e casas comerciais.
Além de repartições públicas, redações de jornais, livrarias.
Onde trabalhavam artistas, escritores, músicos e jornalistas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Becos e Ruas da Antiga Porto Alegre +++

Inicialmente, os becos tinham o nome dos moradores.
De peculiaridades do terreno.
Ou das atividades que ali se realizavam:
+ Beco da Ópera (atual Rua Uruguai);
+ Beco do Barbosa (Rua Barros Cassal);
+ Beco do Oitavo (Rua André da Rocha);
+ Beco do Bota Bica (Rua General Portinho);
+ Beco do Poço (Avenida Borges de Medeiros);
+ Beco dos Guaranis (Rua General Vasco Alves);
+ Caminho da Azenha (Avenida João Pessoa);
+ Caminho Novo (Rua Voluntários da Pátria);
+ Rua Clara (Rua João Manoel);
+ Rua da Figueira (Rua Coronel Genuíno);
+ Rua da Ladeira (Rua General Câmara);
+ Rua da Margem do Riacho (Rua João Alfredo);
+ Rua da Olaria (Rua General Lima e Silva);
+ Rua da Passagem (Rua General Salustiano);
+ Rua da Varzinha (Rua Demétrio Ribeiro);
+ Rua de Bragança (Rua Marechal Floriano);
+ Rua do Arvoredo (Rua Fernando Machado).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ruas de Porto Alegre com Mais de Um Nome +++
+ 24 de Outubro: Caminho dos Anjos;
+ 24 de Outubro: Estrada da Aldeia;
+ 24 de Outubro: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Andradas: Rua da Graça ou Rua da Praia;
+ Caldas Jr: Beco do Inácio, Beco do Quebra Costas ou Beco do Fanha;
+ Duque de Caxias: Rua Formosa, Rua da Igreja ou Rua do Hospital;
+ General Bento Martins: Beco do Jogo de Bola;
+ General Bento Martins: Beco dos Nabos a Doze;
+ General Bento Martins: Beco dos Pecados Mortais;
+ General Canabarro: Beco do Pedro Mandinga ou Rua Direita;
+ Independência: Caminho dos Anjos;
+ Independência: Estrada da Aldeia;
+ Independência: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Riachuelo: Rua da Ponte ou Rua do Cotovelo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça Marechal Deodoro +++

Centro cívico de Porto Alegre, desde os primórdios.
Inicialmente, a área era conhecida como Praça da Igreja.
Em 1865, tornou-se Praça Dom Pedro II.
E com a Proclamação da República recebeu o nome atual.
Embora, popularmente, siga como Praça da Matriz.

No entorno da praça, encontram-se prédios importantes.
As sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os memoriais do Ministério Público e da Assembleia.
O Solar dos Câmara e o Theatro São Pedro.
A Catedral Metropolitana e o Museu Júlio de Castilhos.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 2003.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lenda do Escravo Josino +++

A Igreja das Dores é o mais antigo templo católico de Porto Alegre.
A construção iniciou em 1807, durante a escravatura.
A conclusão da igreja ocorreu em 1901.
Ou seja, quase um século depois do início das obras.

Uma lenda busca explicar a demora na construção.
Acusaram Josino de roubar materiais da construção.
O escravo alegou que as acusações eram injustiças.
Mesmo assim, ele recebeu a condenação à forca.

Para provar sua inocência, Josino rogou uma praga.
Contra Domingos José Lopes, seu acusador.
Disse que ele jamais veria a conclusão das torres da Igreja.
Esse seria o castigo por sua crueldade e injustiça.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja das Dores: Um Conjunto Notável +++

Julius Weise elaborou o projeto.
A construção durou quase um século.
Diferentes profissionais participaram do projeto.
Apesar disso, o conjunto é notável.

A fachada eclética confere monumentalidade ao templo.
Ainda hoje, a Igreja das Dores destaca-se à distância.
Seja a partir da Rua da Praia. Seja do Lago Guaíba.
As duas altas torres contrastam com a tradição colonial.

A Igreja possui um aspecto cenográfico singular.
Pela verticalidade da fachada.
E pelo posicionamento ao fim de uma grande escadaria.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mistura de Estilos na Igreja das Dores +++

A fachada de Wiese diferencia-se do corpo da igreja barroca.
Mas não introduz desarmonia.
Pois não se vê a parte mais antiga a partir da Rua da Praia.
As três portas originais inserem-se na trama de pilastras clássicas.
Esta respeita as duas subdivisões horizontais da fachada antiga.
Que correspondem às portas e às janelas do coro.
A segunda faixa tem altura pequena.
E gera uma ordem coríntia diminuta.
Acima destas duas faixas, há uma terceira.
Nela, há separação entre o corpo central e as torres.
Isso evidencia o caráter de acabamento mural, que oculta o oitão.
As torres ainda apresentam um quarto nível de pilastras.
E seguem de uma terminação aguda em pirâmide de base octogonal.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Ordens Clássicas na Igreja das Dores +++

Quanto às ordens clássicas, notamos algo curioso.
O arquiteto usou ordens diferentes.
As torres alcançam 35 metros de altura.
E nelas, evidenciam-se as características jônicas.
No corpo central, percebem-se os traços coríntios.
Essa é uma liberdade típica do ecletismo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Nave da Igreja das Dores +++

A nave tem cerca de 30 metros de comprimento.
Esta é também a dimensão da escadaria de acesso.
E mostra a intenção de ordenar os espaços interno e externo.

A ampla nave única é coberta por uma abóboda de madeira.
Com foco na capela-mor emoldurada por arco cruzeiro.
Este arco apoia-se em pilastras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Altares Laterais da Igreja das Dores +++

Nas laterais, há seis altares.
Eles possuem talhas de pouca profundidade.
São similares no desenho.
E criam uma ideia rítmica.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Composição Interior da Igreja das Dores +++

O português João Couto e Silva projetou o espaço interno.
Tanto na organização geral como nos detalhes decorativos.
Ele combina a tipologia das igrejas coloniais portuguesas.
Com a simplificação do neoclassicismo imperial brasileiro.
Também incorpora a ordenação do neoclassicismo local.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Comando Militar do Sul +++

O complexo reúne algumas edificações históricas:

1 – Sede da 8ª Circunscrição do Serviço Militar
Edificação em estilo neoclássico austero.
A construção do prédio iniciou em 1828.
Antes, a área abrigava os galpões dos Armazéns Reais.
A Corte Portuguesa instalou os galpões em 1776.

2 – Quartel General Auxiliar
Abrigava o antigo Quartel General do Exército.
No local, ficava também a residência do comandante.
O engenheiro militar Alfredo Layraud projetou o prédio.
A construção do Quartel General iniciou em 1906.
E substituiu uma antiga edificação de 1775.

O prédio tem estilo eclético, com referências mouriscas.
A fachada caracteriza-se pela ornamentação requintada.
Com ameias que lembram a função militar do prédio.

3 – Museu Militar
Construção de 1867, em estilo eclético.
Com reminiscências do estilo colonial.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça Brigadeiro Sampaio: História da Área +++

Ao longo dos anos, o espaço teve vários nomes.
E também várias e diversificadas ocupações.
O primeiro uso veio no início da colonização.
A área era conhecida como Largo da Forca.
E caracterizava-se como um local ermo.
Ali, ocorriam as execuções de condenados à morte.
O espaço também fez parte da Praia do Arsenal.
Com estaleiros para a construção naval.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Usina do Gasômetro +++

A usina termelétrica ficava na Volta do Gasômetro.
A construção iniciou em 1926 e se prolongou até 1928.
Um prédio com características da arquitetura industrial.
E que teve grande papel no fornecimento de energia elétrica.
Até 1974, quando a usina deixou de operar.

Uma mobilização popular evitou a demolição, em 1987.
Apesar do tombamento como bem cultural, em 1982.
E como patrimônio do Rio Grande do Sul, no ano seguinte.
A Prefeitura Municipal, enfim, revitalizou o prédio.
E este passou a abrigar o Centro Cultural Usina do Gasômetro.

O complexo cultural possui:
+ Salas de exposição: Iberê Camargo, Lunara e dos Arcos;
+ Cinema: Sala P. F. Gastal;
+ Teatro: Sala Elis Regina;
+ Espaço para eventos, oficinas e palestras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ricos e Pobres no Centro do Século XIX +++

A Rua João Manoel era uma divisora de territórios.
Dali até a Volta do Gasômetro ficava a população mais pobre.
Da Rua João Manoel até a Santa Casa, os mais ricos.

Apolinário Porto Alegre ilustra isso no conto “Mandinga” (1867).
Os bagadus representavam os desvalidos de sorte.
E os tinteiros, as crianças que sabiam ler e escrever.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Porto Alegre na Virada do Século XX +++

Um bonde puxado a burro ia do Centro para o Menino Deus.
No caminho, este bonde passava pela Ponta da Cadeia.
No local, hoje fica o Centro Cultural Usina do Gasômetro.
Dali, ele seguia pelo Caminho de Belas (Praia de Belas).
Até o Asilo da Mendicidade, que ainda hoje existe.
Ele fica quase em frente ao Estádio Beira-Rio.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Deslocamento das Elites de Porto Alegre +++

No início da década de 1920, as elites deixam o Centro.
As residências deslocam-se gradualmente.
Deixam as áreas mais altas e sãs da Rua Duque de Caxias.
E seguem em direção à Avenida Independência.
E ao futuro bairro Moinhos de Vento.
Ali, surgiam a Hidráulica e a Praça Júlio de Castilhos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estátuas da Praça da Matriz +++

Em 1910, instalaram-se quatro estátuas na Praça Dom Sebastião.
Eram remanescentes de um conjunto de cinco da Praça da Matriz.
Elas adornavam o Chafariz do Imperador, em mármore de Carrara.
E faziam parte do primeiro monumento ao ar livre do Estado.

Esta magnífica obra ficou na Praça da Matriz de 1866 a 1910.
E personificava os grandes rios da bacia do Lago Guaíba.
A inscrição na base das estátuas registrava:
Cahy, Gravatahy, Jacuhy e Sinos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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