segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Vila Assunção, Porto Alegre

José Assumpção produzia em sua gleba, na zona sul de Porto Alegre. Teve olaria, charqueada, pedreira, criação de gado e plantação. Faleceu em 1918, aos 74 anos. E deixou dez filhos. A viúva permaneceu com a gleba.

Casa da Rua Carajá - Vila Assunção, Porto Alegre
Casa da Rua Carajá - Vila Assunção

Em 1936, dona Felisbina negociou a gleba. Fez sociedade com Ernesto e Annibal Di Primio Beck. Entrou com a gleba e recebeu lotes urbanizados. A empresa chamava-se Immobiliária Villa Assumpção Ltda.

O engenheiro Ruy Viveiros Leiria criou o projeto. E respeitou a topografia da região. Cuidou, também, da circulação de pedestres. Em meio às grandes quadras, havia passagens. Elas interligavam-se entre si e com as praças.

Escadaria na Praia da Vila Assunção, Porto Alegre
Escadaria na Praia da Vila Assunção

Leiria projetou esgoto pluvial e abastecimento de água. E até uma estação de tratamento de água. Em 04 de abril 1939, o primeiro morador instalou-se na Vila Assunção. Vários herdeiros de Assumpção residiram na Vila.



Atrativos da Vila Assunção

Padre Joseph Kentenich, Santuário de Schoenstatt - Vila Assunção, Porto Alegre
Padre Joseph Kentenich,
Santuário de Schoenstatt

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

4 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Origens da Região +++

Dionísio Rodrigues Mendes veio de Laguna, em 1732.
Recebeu uma sesmaria que ocupou a partir de 1735.
Esta sesmaria foi a que mais lentamente de desenvolveu.
E conservou-se por mais tempo nas mães de herdeiros.

A sesmaria tinha os seguintes limites territoriais:
+ Norte: Arroio Cavalhada;
+ Sul: Arroio do Salso;
+ Oeste: Lago Guaíba;
+ Leste: Viamão.

Acredita-se que houvesse um porto à margem do Lago Guaíba.
O local ainda mantém a denominação de Ponta do Dionísio.
E fica em uma área do atual bairro Vila Assunção.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ferrovia até a Ponta do Dionísio +++

José J. Assumpção era natural de São Borja.
E casou com Felisbina Amelia de Resende Maciel.
Filha de militar de família tradicional de Pelotas.

José J. Assumpção era federalista declarado.
E durante a revolução de 1893, exilou-se no Uruguai.
Ao retornar, encontrou uma ferrovia em suas terras.
Ferrovia que seus adversários políticos construíram.
Para lançar o esgoto da cidade em seu litoral.
A construção da ferrovia ocorreu entre 1894 e 1896.

Não houve acordo.
E a Prefeitura teve de retirar os trilhos e o trapiche.
Este foi para a Ponta do Melo, hoje Ponta do Estaleiro Só.
Ali, a Prefeitura despejou o esgoto por vinte anos.
Os trilhos passaram a ir até a Tristeza.
E o transporte de passageiros gerava renda extra à ferrovia.
A Ferrovia do Riacho urbanizou o litoral sul de Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Desenvolvimento da Zona Sul +++

A Tristeza e arredores tiveram um acelerado crescimento.
Principalmente, pelo acesso de passageiros da Ferrovia do Riacho.
Surgiram hotéis, restaurantes, posto de polícia.
Isso tudo ocorreu ainda na primeira década do século XX.
Na época, as chácaras desdobravam-se em lotes.
Na segunda década, surgiram cinemas.
Agremiações culturais e esportivas.
Desfiles de carnaval e concursos de beleza.

Em 1919, a Prefeitura abriu uma avenida à margem do Guaíba.
Ela ligava Menino Deus e Tristeza, passando pelo Cristal.
Em 1926, surgiram as linhas de ônibus no trajeto.
E a partir de 1930, novos loteamentos originaram balneários:
+ 1930: Vila Conceição;
+ 1931: Ipanema;
+ 1932: Guaíba;
+ 1934: Espírito Santo;
+ 1935: Juca Batista.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Os Prédios em Estilo Californiano +++

O estilo também é chamado de missões.
Caracteriza-se pela varanda na frente.
Com um ou dois arcos.
Coberturas com telhas cerâmicas coloniais.
Paredes texturadas.
E geralmente, apresentam algumas pedras aparentes.
Nos arcos, nos cantos ou nas chaminés das lareiras.
Junto ao oitão do telhado, é usual um quadro de azulejos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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