domingo, 15 de janeiro de 2017

Astor Piazzolla - "Invierno Porteño", de Las Cuatro Estaciones Portenas

Astor Piazzolla compôs “Invierno Porteño” em 1970. O concerto é conhecido também como “Invierno em Buenos Aires”. Apesar da execução da obra em violino, Piazzolla, originalmente, escreveu-a para viola.

Emerson Kretschmer toca 'Invierno Porteño', Astor Piazzolla
Emerson Kretschmer toca 'Invierno Porteño'

“Invierno Porteño”, o último movimento de Las Cuatro Estaciones Porteñas, é uma espécie de ponto de chegada. Piazzolla concretiza isso ao apresentar o movimento através de ideias musicais representativas.

Em “Invierno Porteño”, aparecem a solidão, o frio e o cotidiano. No entanto, fortes impulsos rítmicos interrompem essa sensação melancólica. O inverno é dia e noite, quando o tango se faz na Avenida Corrientes.


O violino e o bandoneon são os solistas de “Invierno Porteño”. E alternam-se nos diferentes temas. Em várias partes, o violino assume tom mais grave do que o habitual. Afinal, Piazzola compôs a obra, originalmente, para viola.

A duração aproximada de “Invierno Porteño” é de 7min28seg.

Veja também...
Otoño Porteño
Primavera Porteña
Verano Porteño


Adaptado de...
+ Naxos Records – Classical Music Home. Vivaldi, A.: 4 Seasons (The) / Piazzolla, A.: Las 4 Estaciones Portenas (8 Seasons) (Tianwa Yang, Ensemble Tianwa Yang, Klein).
+ Topos & Tropos – Astor Piazzolla y "Las Cuatro Estaciones Porteñas", Maximilano Ribichini
+ University of Hartford – “The Structural and Cyclical Organization of Astor Piazzolla's Las Cuatro Estaciones Portenas”, Peter Arthur Clemente, 2012.
+ Wikipedia – Estaciones Porteñas

12 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ “Cuatro Estaciones Porteñas” +++

Astor Piazzolla compôs os concertos entre 1965 e 1970.
O conjunto também é conhecido como “Estaciones Porteñas”.
Ou como “As Quatro Estações de Buenos Aires”.

São quatro composições de tango.
Originalmente, Piazzolla tratou-as como independentes.
Posteriormente, ele as executou em conjunto.

Piazzolla compôs os concertos para um quinteto.
Fazem parte deste quinteto, os seguintes instrumentos:
Bandoneon, contrabaixo, guitarra, piano e violino (viola).

Adaptado de Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Quatro Estações: Vivaldi e Piazzolla +++

Entre 1996 e 1998, Leonid Desyatnikov criou um novo arranjo.
O russo combinou as peças de Piazzolla com as de Vivaldi.
Cada concerto passou a ter três sessões.
Para violino solo e orquestra de cordas.
Em cada peça ele incluiu cotações do trabalho original de Vivaldi.
Mas considerou que as estações ocorrem em período invertidos.
Quando é inverno no hemisfério norte, é verão no sul.
Assim, inseriu elementos do inverno de Vivaldi no verão de Piazzolla.

Adaptado de Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estrutura e Organização Cíclica +++

Astor Piazzolla compôs “Las Cuatro Estaciones Porteñas”.
Uma suíte de quatro composições.
A instrumentação é eclética.
Com guitarra, violino, piano, baixo e bandoneon.

O trabalho combina elementos de várias tradições:
+ Jazz (instrumentação e improvisação);
+ Música clássica (voz líder, harmonia, estrutura cíclica);
+ Cultura afro-hispânica (tango).

Inicialmente, Piazzolla compôs “Verano Porteño”.
Ao compor os outros movimentos, precisou de um programa.
Baseou-se em uma harmonia cíclica.

O ouvinte primeiro precisa ser capaz de discernir.
A linguagem comum entre os quatro movimentos.
E depois interpretar as várias tradições expressivas.
Da música clássica, do tango e do jazz.

Adaptado de: University of Hartford, “The Structural and Cyclical Organization of Astor Piazzolla's Las Cuatro Estaciones Portenas”, Peter Arthur Clemente, 2012.

Leonardo Brocker disse...

+++ Astor Piazzolla e Antonio Vivaldi +++

Astor Piazzolla revolucionou as tendências por completo.
E converteu-se em um inimigo dos músicos tradicionais.
Inicialmente, os compositores de tango o rechaçaram.

Até o momento, o tango era um simples costume nacional.
Astor Piazzolla elevou, porém, o tango.
A uma expressão artística de alto alcance internacional.
Que passou a integrar o repertório de grandes salas de concerto.

Ao evocar Vivaldi, Piazzolla demonstrou ser um gigante.
“As Quatro Estações”, de Vivaldi, fazem parte de uma coleção.
De doces concertos com caráter programático.
Que incluem efeitos sonoros que descrevem a natureza.

Os concertos de Antonio Vivaldi possuem três movimentos.
Todos seguem a sequência “rápido – lento – rápido”.
E o compositor argentino recorda esta sequência.

Piazzolla inspira-se na estrutura e no virtuosismo de Vivaldi.
Mas compõe as peças de maneira individual, em cinco anos.
Posteriormente, reúne estas peças em uma suíte.
A música, porém, é completamente distinta da de Vivaldi.

Adaptado de Santiago Piñeirúa (Eudoxa)

Leonardo Brocker disse...

+++ “Las Cuatro Estaciones Porteñas” +++

Astor Piazzolla concebeu-as para a execução de um quinteto.
Este famoso grupo foi presença seminal no tango novo:
+ Astor Piazzolla (bandoneon);
+ Pablo Zingler (piano);
+ Fernando Suárez Paz (violino);
+ Óscar López Ruiz (guitarra);
+ Héctor Console (contrabaixo).

Há versões dos concertos para orquestra de cordas.
Ou para violino, violoncelo e piano.

Piazzolla tinha consciência do trabalho revolucionário que fazia:
“Eu fiz uma revolução no tango.
Rompi com velhos moldes e por isso me atacaram.
Eu tive que me defender.
Mas nada pode negar as minhas origens.
Tenho o tango marcado em....”

Astor Piazzolla é o grande profeta do tango novo.
Ele mudou a cara do tango por dentro.
E este é o maior mérito do compositor argentino.
Anos antes de morrer, Piazzola disse:
“Tenho uma ilusão: que se escute minha obra em 2020.
E em 3000 também...”.

“Las Cuatro Estaciones Porteñas” é a percepção de Piazzolla.
Sobre as mudanças climáticas que enfrenta em Buenos Aires.
Antonio Vivaldi compôs “As Quatro Estações”, em Veneza.
Ou seja, também em uma cidade portuária.

Juan Arturo Brennan para la Orquesta Sinfónica de Minería

Leonardo Brocker disse...

+++ O Bandoneon +++

Heinrich Bach criou o instrumento na Alemanha, em 1854.
O bandoneon é um parente do acordeão e da concertina.
E buscava substituir o órgão e o harmônio.
Em pequenas igrejas pobres que precisavam destes instrumentos.
Meio século depois, o bandoneon já era popular em Buenos Aires.
E em pouco tempo era o instrumento pivô de orquestras de tango.

A linhagem de grandes bandeneonistas surgiu ao acaso.
Com intérpretes como Juan Maglio e Vicente Greco.
Piazzolla foi o expoente mais radical e renovador.
Ele compôs algumas peças diretamente para o bandoneon.
É o caso de “Tristezas de um Doble A”.

Juan Arturo Brennan para la Orquesta Sinfónica de Minería

Leonardo Brocker disse...

+++ Topos & Tropos: "Las Cuatro Estaciones Porteñas" +++

Em “Las Cuatro Estaciones Porteñas”, Piazzolla alcança um estilo próprio.
Nelas, o compositor combina um pulso rítmico decididamente tangueiro.
Com técnicas harmônicas e contrapontísticas que aprendeu na Europa.

Nestas obras, há uma alternância entre “Solos e Tuttis”.
Sem respeitar os critérios formais da sonata ou do concerto barroco.

Há um aspecto muito particular das quatro composições.
A singular qualidade das passagens contrapontísticas.
Piazzolla também usa em diferentes partes melodias em uníssono.
Ou seja, os cinco instrumentos desempenham o mesmo tema.
E isto dá ao grupo uma grande potência sonora.
Consegue extrair dos instrumentos sons muito percussivos.
E diferentes efeitos sonoros.

Fonte: Astor Piazzolla y "Las Cuatro Estaciones Porteñas", Maximilano Ribichini – Topos & Tropos

Leonardo Brocker disse...

+++ Astor Piazzolla, O Compositor Revolucionário +++

O compositor argentino Astor Piazzolla nasceu em 1921.
E revolucionou o gênero tango.
Ele introduziu elementos da música clássica e do jazz.
Como o contraponto e a guitarra elétrica
E foi pioneira no estilo tango novo.

Além disso, Piazzolla reduziu a orquesta típica.
Ou seja, a grande orquestra de tango.
E introduziu conjuntos de câmara menores.
Ampliou a paleta harmônica do tango.
E mudou o gênero do salão de baile para a sala de concertos.

Adaptado de: Musical Borrowing in Las Cuatro Estaciones Porteñas: Piazzolla, Desyatnikov, Vivaldi – WayAnne Watson, Andrews University (2015)

Leonardo Brocker disse...

+++ As Quatro Estações de Piazzolla +++

Em agosto de 1965, Piazzolla compôs Verano Porteño.
Mais tarde, ele compôs as outras três peças.
Baseou-se nas estações restantes.
E combinou as quatro peças em uma suíte.

Piazzolla escreveu o ciclo para seu quinteto de tango:
Bandoneón, contrabaixo, guitarra elétrica, piano e violino.
O compositor combina características do tango tradicional:
Ritmos tresillo e bordoneo, modo menor, notas repetidas em melodias.
Há influências do songbook americano:
Formas de canções estróficas, texturas de cordas, sonoridades do jazz.
Assim como influências da música clássica barroca:
Texturas contrapontais, cadências, passagens de pedais estendidas.

Adaptado de: Musical Borrowing in Las Cuatro Estaciones Porteñas: Piazzolla, Desyatnikov, Vivaldi – WayAnne Watson, Andrews University (2015)

Leonardo Brocker disse...

+++ Avenida Corrientes: História +++

As origens desta via remontam a 1580.
Ocasião da Segunda Fundação de Buenos Aires.
E já fazia parte do desenho original.
Desde a expedição de Juan de Garay.
Como hoje, corria no sentido Oeste-Leste.

O atual nome da avenida data de 1822.
E na ocasião da instalação do Obelisco, definiu-se sua extensão.
Ao longo da Corrientes, há esculturas que recordam artistas populares.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Avenida Corrientes: O Ponto de Encontros +++

A Costanera Sur era o ponto de encontros sociais dos portenhos.
Com o tempo, ela perdeu o brilho.
E a Corrientes passou a ocupar seu lugar.
Através de uma incipiente oferta de espetáculos teatrais.
Hoje, a oferta é constante, da Avenida Callao a peatonal Florida.
Cafés, livrarias e restaurantes dão a Corrientes um caráter único.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Avenida 9 de Julio e Corrientes +++

Buenos Aires encontra em suas ruas ícones históricos.
Isso acaba por dotar de caráter a cidade.
É o caso destas duas tradicionais avenidas.
Uma é motivo de orgulho pela sua amplitude.
A outro ostenta a maior oferta teatral de Buenos Aires.
E no encontro das duas artérias ergue-se o Obelisco.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

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