quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Fotos da Peça "Negrinho do Pastoreio" do Grupo Oigalê Teatro de Rua

Negrinho do Pastoreio é a mais conhecida lenda gaúcha. Faz parte do livro “Lendas do Sul”, de Simões Lopes Neto. No centenário da morte do escritor, o grupo Oigalê, de teatro de rua, recontou a lenda...

Grupo Oigalê Teatro de Rua - Negrinho do Pastoreio
Grupo Oigalê Teatro de Rua

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Música percussiva marca início da peça
Música percussiva marca início da peça

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Mãe do Negrinho
Mãe do Negrinho

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - O Estancieiro
O Estancieiro

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Vizinho desafia o Filho do Estancieiro
Vizinho desafia o Filho do Estancieiro

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Vizinho comemora vitória na corrida
Vizinho comemora vitória na corrida

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Filho do Estancieiro não aceita a derrota
Filho do Estancieiro não aceita a derrota

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Negrinho após perder a Corrida de Cavalos
Negrinho após perder a Corrida de Cavalos

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Negrinho no chão após o primeiro castigo
Negrinho no chão após o primeiro castigo

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Imagem de Virgem Nossa Senhora
Imagem de Virgem Nossa Senhora

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Negrinho procura o cavalo baio com vela
Negrinho procura o cavalo baio com vela

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Negrinho encontra o cavalo baio
Negrinho encontra o cavalo baio

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Negrinho defende-se do filho do Estancieiro
Negrinho defende-se do filho do Estancieiro

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Estancieiro e filho carregam corpo do Negrinho
Estancieiro e filho carregam corpo do Negrinho

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Estancieiro assustado quando corpo do Negrinho some
Estancieiro assustado quando corpo do Negrinho some

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Aparece a Virgem Nossa Senhora
Aparece a Virgem Nossa Senhora

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Nossa Senhora, o Negrinho e o Baio
Nossa Senhora, o Negrinho e o Baio

Grupo Oigalê - Fim da Peça Negrinho do Pastoreio
Fim da Peça Negrinho do Pastoreio

13 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ João Simões Lopes Neto +++

Nasceu em Pelotas, em 09 de março de 1865.
Na época, ocorria a Guerra do Paraguai.
Aquele foi o maior conflito armado da América do Sul.

Na adolescência, foi para o Rio de Janeiro.
Lá, chegou a estudar Medicina.
Mas retornou a Pelotas, sem concluir o curso.

Atuou em diversas atividades comerciais.
Também atuou como jornalista.
Mas foi como escritor que conquistou um lugar na história.

As narrativas mais conhecidas: “Contos Gauchescos” (1912),
“Lendas do Sul” (1913) e “Casos do Romualdo” (1914).
Também compilou “O Cancioneiro Guasca” (1910).

Simões Lopes Neto redigiu, ainda, um livro de história local.
Mas “Terra Gaúcha” foi uma publicação póstuma.
Em vida, o escritor não teve qualquer reconhecimento.

Faleceu em Pelotas, em 14 de junho de 1916.
Pobre, doente e desacreditado.
Era um exemplo de azarento e fracassado.

Adaptado do Memorial do Rio Grande do Sul.

Leonardo Brocker disse...

+++ Nascimento e Infância do Escritor +++

João Simões Lopes Neto nasceu em 09 de março de 1865.
A Estância da Garça ficava a 29 km do centro de Pelotas.
E pertencia ao avô, João Simões Lopes Filho, o Visconde da Garça.
O escritor era filho de Catão Bonifácio Lopes, segundo filho de João.
E de Teresa Freitas Lopes, filha de estancieiros da região.

O primeiro neto homem do Visconde viveu até 1876 na Estância.
Aos onze anos, o escritor perdeu a mãe e mudou-se para Pelotas.
E jamais retornou à Estância da Garça de forma permanente.

Adaptado de Carlos Reverbel, “Um Capitão da Guarda Nacional”.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Origem Nobre de João Simões Lopes Neto +++

João Simões Lopes Neto era neto de um visconde.
E pertencia às camadas mais influentes da sociedade pelotense.
Esta elite vinculava-se a três vias de mobilidade social:
+ Proteção política;
+ Êxito nos negócios e
+ Instrução superior.

A aristocracia do charque estabeleceu-se em Pelotas com ostentação.
Impôs estilos e padrões residenciais característicos.
E exerceu formas de consumo correspondentes.
Isso desenvolveu a atividade de diversos setores da economia.
Como manufatura, prestação de serviços e comércio varejista.
A população da cidade cresceu e desenvolveu-se o setor urbano.

Aldyr Garcia Schlee, “Lembrança de João Simões Lopes Neto”.

Leonardo Brocker disse...

+++ João Simões Lopes Filho, o Visconde da Garça +++

O avô de João Simões Lopes Filho nasceu em 01/08/1817.
Empreendedor, gozava de enorme prestígio e influência política.
Chegou a ser vice-governador da província.
E assumiu o governo pelo impedimento do titular.
Em 1835, militou na frente farroupilha e foi preso.
Na ocasião, deportaram-no para Pernambuco.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Obra de Simões Lopes Neto +++

A fonte de inspiração dos relatos era o folclore gaúcho.
Simões Lopes Neto recriou-o com riqueza poética.
Com uma linguagem revolucionária para os padrões da época.

Pelo legado literário, é o maior escritor regionalista gaúcho.
Simões Lopes Neto levou a mitologia gaúcha ao apogeu.
E depois, a dessacralização.

Mas suas obras têm um valor que ultrapassa o pitoresco.
E transcende a categoria que a literatura costuma fixá-lo.
Afinal, o artista tem algo a transmitir.

As obras impõem-se pela verdade social e psicológica das personagens.
Mesmo ao parecerem só o registro de uma situação cultural específica.

Vemos a singeleza de narradores como Blau Nunes e Romualdo.
Ela atesta a força pessoal de um estilo que domina a própria matéria.
Imprime densidade humana aos tipos regionais.
E inscreve-os no plano universal.

Por tudo isso, Simões Lopes Neto é o patriarca das letras gaúchas.

Adaptado do Memorial do Rio Grande do Sul.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Contexto Histórico de Simões Lopes Neto +++

Simões Lopes Neto foi a expressão de seu tempo e lugar.
Na época, a atividade pecuária estava em decadência.
E a vivência campeira do escritor limitou-se a onze anos.
Neste período, ele viveu na estância do avô, o Visconde da Graça.
No fim do século XIX, Simões passou a viver em Pelotas.
O núcleo urbano ainda dependia da indústria do charque.
Depois, morou um tempo no Rio de Janeiro, ainda imperial.

Simões Lopes Neto fracassou em tudo em que empreendeu.
Seja nas áreas comercial e industrial.
Seja na prestação de serviços.
Mas a produção literária teve reconhecimento póstumo.
Tanto no caráter inventivo, como no criador.

Adaptado do texto de Ceres Storchi, a curadora da exposição “Simões Lopes Neto - Onde não chega o olhar, prossegue o pensamento” no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Contos Gauchescos” +++

O regionalismo de Simões celebra a ancestralidade em Blau Nunes.
E trata das complexidades humanas num mundo de fronteira.
“Contos Gauchescos” emergem de uma realidade nostálgica.
De um mundo em transformação.
Blau, o narrador, é o guasca sadio, a um tempo real e ingênuo.
Impulsivo na alegria e na temeridade.
Sua narrativa revela a rudeza das relações humanas de seu tempo.
Seus temores e suas imposições na vida no campo.

Adaptado do texto de Ceres Storchi, a curadora da exposição “Simões Lopes Neto - Onde não chega o olhar, prossegue o pensamento” no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Lendas do Sul” +++

“Lendas do Sul” conduzem o leitor a um mundo fantástico.
Da solidez terrena, parte-se às cenas de transformação.
Na paisagem, no corpo e no espírito do personagem.

Adaptado do texto de Ceres Storchi, a curadora da exposição “Simões Lopes Neto - Onde não chega o olhar, prossegue o pensamento” no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Teatro de Simões Lopes Neto +++

João Simões Lopes Neto também foi autor teatro.
Usava o pseudônimo de Serafim Bemol.
E escrevia as peças com parceiros.
Como o cunhado Mouta Rara e o maestro Acosta y Oliveira.
Os textos tratavam de temas urbanos.
Mas em vários momentos, destacava os tipos interioranos.

A maioria da obra situa-se no gênero “teatro ligeiro”.
E tratava de temas leves e atuais.
O objetivo era a diversão pura e simples.
As peças de maior sucesso foram as comédias e as operetas.
Ao todo, João Simões Lopes Neto escreveu 14 peças:

+ “Os Bacharéis” (comédia-opereta, 1894);
+ “O Boato” (revista, 1896);
+ “Mixórdia” (revista, 1896);
+ “A Viúva Pitorra” (comédia, 1896);
+ “Coió Júnior” (cena breve, 1896);
+ “O Bicho” (comédia, 1898);
+ “A Fifina” (comédia, 1900);
+ “O Palhaço” (cena breve, 1900);
+ “Jojô e Jajá e Não Ioiô e Iaiá” (cena breve, 1901);
+ “Amores e Facadas ou Querubim Trovão” (comédia, 1901);
+ “O Maior Credor ou Por Causa das Bichas” (burleta, 1903);
+ “Valsa Branca” (cena breve, 1914);
+ “Sapatos de Bebê” (cena breve, paráfrase, 1915);
+ “Nossos Filhos” (drama, sem data).

Leonardo Brocker disse...

+++ Comentário de Sérgio Rial +++

João Simões Lopes Neto ultrapassa as tradições gaúchas.
Mas é fiel a uma cultura sólida, enraizada no povo do RS.
Retrata personagens densos, completos em suas peculiaridades.
E que são facilmente identificáveis nas pessoas do nosso cotidiano.

A mostra propõe uma visão ampla da trajetória do escritor.
Registra os legados cívico, jornalístico, dramatúrgico e literário.
Este compreende a família e o universo mítico das “Lendas do Sul”.
Além do regionalismo dos “Contos Gauchescos”.
Nesta, obra o escritor dá voz ao gaúcho.
Valoriza a história e a tradição do homem do campo.
E a própria formação do território do Rio Grande do Sul.

Adaptado do comentário de Sérgio Rial sobre a exposição.
Sérgio Rial é presidente do Santander Brasil.
A exposição sobre Simões Lopes Neto ocorreu no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ Comentário de Walter Lídio Nunes +++

Simões Lopes Neto não conheceu a fama em vida.
E morreu em situação de quase miséria.
Mas deixou o legado para as gerações que o sucederam.
E suas palavras tornaram-se a verdadeira fortuna do povo gaúcho.
Sentimo-nos compromissados de disseminar esta herança.
Que nossos pensamentos ultrapassem as fronteiras do infinito.
Assim como Simões Lopes Neto fez e nos inspira a fazer.

Adaptado do comentário de Walter Lídio Nunes sobre a exposição.
Walter Lídio Nunes é presidente da Celulose Riograndense.
A exposição sobre Simões Lopes Neto ocorreu no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ Comentário de Antônio Carlos Mazza Leite +++

João Simões Lopes Neto é o maior regionalista brasileiro.
Assim, defende Mário Barbosa Mattos, decano dos simoneanos.
Há um motivo: a publicação dos livros do escritor pelotense.
Isto o consagrou como um dos fundadores da literatura gaúcha.
E levou à edição de livros e ao reconhecimento no exterior.

A Livraria Universal (1887) editou os primeiros três livros.
E a exposição exibe as centenárias primeiras edições:
+ “Cancioneiro Guasca” (1910);
+ “Contos Gauchescos” (1911);
+ “Lendas do Sul” (1912).

Adaptado do texto de Antônio Carlos Mazza Leite sobre a exposição.
Mazza Leite é presidente do Instituto João Simões Lopes Neto.
A exposição sobre Simões Lopes Neto ocorreu no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ Comentário de Ceres Storchi +++

A exposição mostra Simões Lopes Neto a uma diversidade de pessoas.
Em especial, a quem talvez nunca buscasse ler o escritor.
Essa é a missão de “Onde não chega o olhar, prossegue o pensamento”.
Levar o visitante a ver e exercitar o mundo de Simões.
Perceber o tempo da sua existência e o seu legado como escritor.

A exposição mostra as visões de Simões em relação ao seu tempo.
E de estudiosos que o pesquisam e pressupõem seu processo criativo.
Os documentos testemunham as diversas atividades do escritor.
A sociabilidade, a visão cívica e o conhecimento da ciência.

Adaptado do comentário de Ceres Storchi, curadora da exposição.
A exposição sobre Simões Lopes Neto ocorreu no Santander Cultural.

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