segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Feira do Livro de Porto Alegre

Ela dura três semanas. E é a maior feira do livro a céu aberto da América Latina. É, também, um tributo à arte e à educação. A 62ª edição, em 2016, ofereceu cultura e entretenimento a um público de todas as idades...

Bancas da Feira do Livro de Porto Alegre entre MARGS e Memorial do RS
Bancas entre MARGS e Memorial do RS
  

Simões Lopes Neto e A Feira do Livro
Fazia anos que não ia à Feira do Livro de Porto Alegre. A motivação para ir à edição de 2016 foi Simões Lopes Neto. A exposição sobre o escritor no Santander Cultural incluía atividades durante a Feira do Livro.

Grupo Oigalê - Teatro de Rua - Negrinho do Pastoreio
Grupo Oigalê - Teatro de Rua

A exposição “Onde não chega o olhar, prossegue o pensamento” ocorreu no centro cultural. Em frente a ele, ocorreram espetáculos dos grupos Oigalê e Toll. O cinema do centro exibiu o filme “Contos Gauchescos”.

Banca da Feira do Livro de Porto Alegre e Torre do MARGS, ao Fundo
Banca da Feira do Livro e Torre do MARGS


As Artes Sete na Feira do Livro
Dia 03 de novembro, ocorreria a apresentação do “Negrinho do Pastoreio”. Depois, a sessão de cinema. Cheguei duas horas antes. E deparei-me com um cenário bem diferente do que lembrava..

"Lendas" - Apresentação do Grupo Toll - O Negrinho do Pastoreio, Santander Cultural, Porto Alegre
"Lendas" - Apresentação do Grupo Toll

A feira gira em torno da literatura. Há palestras e sessões de autógrafos. O que chamou a atenção foi a presença das outras artes: música, teatro, cinema. E arquitetura, escultura e pintura, nos prédios ao redor.

Grupo Oigalê - Negrinho do Pastoreio - Toque de Sanfona
Grupo Oigalê - Toque de Sanfona
  

O Movimento na Feira do Livro
Para quem procura circular entre as bancas com mais calma, o ideal é ir à Feira do Livro durante a semana. O movimento é intenso. Mas nada que se compare ao dos finais de semana, quando é difícil transitar...

Trânsito nas Bancas da Feira do Livro de Porto Alegre
Bancas da Feira do Livro de Porto Alegre

Isso também vale a quem procura contemplar a arquitetura, as esculturas e as pinturas do Trio Cultural. Mas independente do dia a rotina de atividades é intensa. As inúmeras palestras ocorreram nos seguintes locais:

Grupo Toll - Lendas, Santander Cultural - Porto Alegre
Grupo Toll, no Santander Cultural

+ Armazém Literário da Corag;
+ Biblioteca Moacyr Scliar (*);
+ Câmara Municipal de Porto Alegre;

Grupo Oigalê - Final da Peça 'Negrinho do Pastoreio'
Final da Peça 'Negrinho do Pastoreio'

+ CODA – Espaço Cultura, Música e Arte;
+ Santander Cultural;
+ Teatro Carlos Urbim (*);
+ Tenda de Pasárgada (*).

(*) Estruturas provisórias que funcionaram durante a Feira do Livro.

Bancas da Feira do Livro na Praça da Alfândega (Porto Alegre) - Clube do Comércio, à esquerda
Praça da Alfândega e Clube do Comércio


Música na Feira do Livro
Caminhava pela Feira do Livro, quando ouvi uma banda. A banda de sopros do Exército tocava músicas do Abba. Ouvi “Fernando” e “The Winner Takes it All”. Alguns clássicos dos Beatles. E “Sweet Child o’ Mine”.

Orquestra do Exército - Feira do Livro de Porto Alegre
Orquestra do Exército

No fim da tarde, o quarteto de cordas da Unisinos tocou alguns clássicos. De eruditos a populares: “Ode à Alegria”, “Primavera” e “Jesus Alegria dos Homens”. “Por Una Cabeza”, “Carinhoso”, “Stairway to Heaven”...

Orquestra Unisinos - Quarteto de Cordas na Feira do Livro de Porto Alegre 2016
Orquestra Unisinos - Quarteto de Cordas


Um Pouco de Literatura
O primeiro concerto iniciou às 15h. O segundo, às 18h. Entre eles, circulei pela feira. Folhei vários livros. Comprei dois. Um sobre grupos gaúchos de rock dos anos 70 e 80. Outro com a história das músicas dos Beatles.

Biografias de Ramones, Metallica e Foo Fighters na Feira do Livro de Porto Alegre
Biografias na Feira do Livro de Porto Alegre

Às 17h, assisti à peça “Negrinho do Pastoreio”. Depois, comprei um livro de bolso com “Contos Gauchescos” e “Lendas do Sul”. Ouvi o segundo concerto. O desfecho da maratona da tarde ocorreu no cinema.

Curta-metragem - Jogo do Osso [Contos Gauchescos, 2012]
Curta-metragem "Jogo do Osso"

12 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Força e Luz e CEEE +++

O engenheiro Adolph Alfred Stern foi o responsável pela obra.
E em 1928, concluiu-se a construção do prédio.
A partir de então, a Foreign Light and Power ocupou o local.
Motivo pelo qual o prédio ficou conhecido como Força e Luz.
Em 1959, estatizou-se a companhia.
E o prédio tornou-se propriedade da CEEE.
A Companhia Estadual de Energia Elétrica.

Desde 1977, o prédio abriga o Museu da Eletricidade.
Interativo e o primeiro sobre o tema no país.
Uma das joias dos centro de Porto Alegre que poucos conhecem.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura do Centro Cultural CEEE +++

O prédio tem características ecléticas.
Com profusa ornamentação na fachada principal.
E detalhes decorativos.
Como arcos, colunas, esculturas e sacadas.

Em 1984, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
Em 2002, ocorreu a restauração da construção.
Com adaptação para o no uso como centro cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura do Clube do Comércio +++

Comerciantes e feirantes fundaram-no em 1896.
E logo se tornou um dos clubes mais tradicionais da cidade.
A empresa Dahne, Conceição e Cia construiu a sede.
A inauguração ocorreu em 1939.

É um dos ricos exemplares do ecletismo em Porto Alegre.
O revestimento original era em cirex rosa.
Com inúmeros detalhes art déco e art nouveau.
Tanto externa como internamente.

O prédio destaca-se pelo requinte.
Com espelhos de cristal rosado.
E vidros de cristal negro europeu.
Colunas de granito e pisos em mármore.
Com desenhos no parquê.
Além de portas em ferro trabalhado e lustres.

Em 1995, tombou-se o prédio patrimônio cultural da cidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Correios e Telégrafos +++

O Governo Federal encomendou o prédio.
Theodor Wiederspahn projetou-o junto com o prédio ao lado.
Aquele abrigava a Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional.

O prédio dos Correios tem qualidades excepcionais.
Foi uma construção do período positivista, em Porto Alegre.
Com influência da arquitetura alemã da virada do século.

Rodolfo Ahrons foi o responsável pela construção do prédio.
A oficina de João Vicente Friederichs criou as esculturas.
A ornamentação destacava os serviços da instituição.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Memorial do Rio Grande do Sul +++

Em 1998, tombou-se o prédio como patrimônio nacional.
Após restauração que valorizou as características originais.
E o prédio passou a abrigar o Memorial do Rio Grande do Sul.
Espaço de difusão cultural e preservação da memória do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Origem do Rio Grande do Sul +++

O Memorial do Rio Grande do Sul fala sobre a origem do RS.
Ou seja: as Missões Jesuíticas.
Historiadores comentam sobre a Guerra Guaranítica.
E o massacre dos índios.
Um dado reafirma este episódio como marco fundador.
Porto Alegre surge da espera dos açorianos pelo fim da guerra.
Afinal, os imigrantes povoariam a região missioneira.
Após a expulsão dos índios.
Enfim: a Guerra Guaranítica gerou Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O MARGS +++

Em 1954, Ado Malagoli criou o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
O MARGS é o principal museu de arte do Estado.
E um dos mais importantes do Brasil.
Reúne um acervo com mais de três mil obras.
De artistas locais, nacionais e internacionais.

Desde os anos 70, o MARGS funciona no prédio da Delegacia Fiscal.
Em 1984, ocorreu o tombamento da antiga construção.
Como patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Surgiu com o núcleo inicial da cidade.
Ficava junto ao Lago Guaíba.
Até que se construiu um cais de pedra com ancoradouro.
Isso facilitou o trânsito de pessoas e de mercadorias.
Era o núcleo da parte nobre do velho Centro.
Em torno dela, observava-se a vida social da cidade.
E ali, surgiram imponentes prédios no início do século XX.
Como os Correios e Telégrafos e a Delegacia Fiscal.
E a partir 1954, ali se instalou a Feira do Livro.

Em 2003, foi tombada como patrimônio nacional.
E passou por recente restauração.
Parte do Programa Monumento.
Hoje, PAC das Cidades Históricas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumentos da Praça da Alfândega +++

+ Monumento do Barão do Rio Branco (A. Adloff, 1916);
+ Monumento ao Marechal Osório (Leão Velloso, 1933);
+ Estátua-chafariz da Samaritana (A. Adloff, 1925-36).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Santander Cultural +++

O Banco da Província, o primeiro do RS, surgiu em 1858.
O Banco Nacional do Comércio o sucedeu.
Theodor Wiederspahn projetou a sede, na Praça da Alfândega.
A ornamentação ficou a cargo de Fernando Corona.
E a construção se estendeu de 1927 a 1931.

Destacam-se os ricos detalhes artísticos.
Em uma linguagem arquitetônica eclética.
Com elementos neoclássicos.
No interior, sobressaem-se os vitrais franceses.

Em 1987, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
A construção passou por restauro e adaptações.
E, hoje, sedia o Santander Cultural.
Com cinema, sala de exposições e palestras.
Além de bar e restaurante.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Biblioteca Pública do Estado +++

A história inicia durante o reinado de Dom Pedro II.
Em 1871, aprovou-se o projeto de Alphonse Hebert.
A construção iniciou em 1912.
Com forte influência da doutrina de Auguste Comte.
Tanto na fachada como no interior do prédio.

A fachada neoclássica ostenta colunas da ordem jônica.
E tem revestimento que imita pedra romana.
Além disso, dez bustos de mármore contornam o prédio.
São os patronos do calendário positivista.

Os espaços internos possuem sofisticada decoração.
Nas pinturas das paredes, nas luminárias, nos pisos.
Nas esquadrias, nas escadas, nas colunas.

Em 1986, ocorreu o tombamento como patrimônio estadual.
Em 2000, como patrimônio nacional.
E em 2013, adotou o nome de Biblioteca Pública Moacyr Scliar.
Uma homenagem ao escritor gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Calendário Positivista +++

Na fachada da Biblioteca Pública do Estado há dez bustos.
Eles representam os patronos do Calendário Positivista.
Acredita-se que esses bustos vieram da França.

Auguste Comte criou o calendário com 13 meses de 28 dias.
Há um dia completar, no caso, 31 de dezembro.
Ele corresponde à festa universal dos mortes.
E o dia bissexto de 29 de fevereiro.
Esta data se reserva à festa geral das mulheres santas.

Na fachada da Biblioteca Pública, estão os seguintes meses:

3º mês (26/02 a 25/03) – Aristóteles;
5º mês (23/04 a 20/05) – Júlio César;
6º mês (21/05 a 17/06) – São Paulo;
7º mês (18/06 a 15/07) – Carlos Magno;
8º mês (16/07 a 12/08) – Dante;
9º mês (13/08 a 09/09) – Gutenberg;
10º mês (10/09 a 07/10) – Shakespeare;
11º mês (08/10 a 04/11) – Descartes;
12o mês (05/11 a 02/12) – Frederico II;
13º mês (03/12 a 30/12) – Bichat.

Faltam os bustos correspondentes aos seguintes meses:
1º mês (01/01 a 28/01) – Moisés;
2º mês (29/01 a 25/02) – Homero;
4º mês (26/03 a 26/04) – Arquimedes.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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