segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Nelson Boeira Faedrich Ilustra a Obra de Simões Lopes Neto

Em setembro, conferi a exposição na Pinacoteca Aldo Locatelli com desenhos de Nelson Boeira Faedrich. Eram para duas obras de Simões Lopes Neto: “Contos Gauchescos” e “Lendas do Sul”. 

Em outubro, visitei a mostra “Simões Lopes Neto - Onde não chega o olhar, prossegue o pensamento”. Ela reunia os estudos em grafite sobre papel para as duas obras do escritor. E ocorreu no Santander Cultural.

Ilustrações de Nelson Boeira Faedrich para Contos Gauchescos - Santander Cultural
Ilustrações de Nelson Boeira Faedrich
para os "Contos Gauchescos"

Correr Eguada (1979), Nelson Boeira Faedrich
"Correr Eguada" (1979)

Estudo para Contos Gauchescos, Nelson Boeira Faedrich
Estudo para Contos Gauchescos

Melancia Coco Verde (1979), Nelson Boeira Faedrich
"Melancia Coco Verde" (1979)

Estudo de 'Os Cabelos da China' - Nelson Boeira Faedrich
Estudo de "Os Cabelos da China"

O Anjo da Vitória (1979), Nelson Boeira Faedrich
"O Anjo da Vitória" (1979)

22 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ João Simões Lopes Neto +++

Nasceu em Pelotas, em 09 de março de 1865.
Na época, ocorria a Guerra do Paraguai.
Aquele foi o maior conflito armado da América do Sul.

Na adolescência, foi para o Rio de Janeiro.
Lá, chegou a estudar Medicina.
Mas retornou a Pelotas, sem concluir o curso.

Atuou em diversas atividades comerciais.
Também atuou como jornalista.
Mas foi como escritor que conquistou um lugar na história.

As narrativas mais conhecidas: “Contos Gauchescos” (1912),
“Lendas do Sul” (1913) e “Casos do Romualdo” (1914).
Também compilou “O Cancioneiro Guasca” (1910).

Simões Lopes Neto redigiu, ainda, um livro de história local.
Mas “Terra Gaúcha” foi uma publicação póstuma.
Em vida, o escritor não teve qualquer reconhecimento.

Faleceu em Pelotas, em 14 de junho de 1916.
Pobre, doente e desacreditado.
Era um exemplo de azarento e fracassado.

Adaptado do Memorial do Rio Grande do Sul.

Leonardo Brocker disse...

+++ Nascimento e Infância do Escritor +++

João Simões Lopes Neto nasceu em 09 de março de 1865.
A Estância da Garça ficava a 29 km do centro de Pelotas.
E pertencia ao avô, João Simões Lopes Filho, o Visconde da Garça.
O escritor era filho de Catão Bonifácio Lopes, segundo filho de João.
E de Teresa Freitas Lopes, filha de estancieiros da região.

O primeiro neto homem do Visconde viveu até 1876 na Estância.
Aos onze anos, o escritor perdeu a mãe e mudou-se para Pelotas.
E jamais retornou à Estância da Garça de forma permanente.

Adaptado de Carlos Reverbel, “Um Capitão da Guarda Nacional”.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Origem Nobre de João Simões Lopes Neto +++

João Simões Lopes Neto era neto de um visconde.
E pertencia às camadas mais influentes da sociedade pelotense.
Esta elite vinculava-se a três vias de mobilidade social:
+ Proteção política;
+ Êxito nos negócios e
+ Instrução superior.

A aristocracia do charque estabeleceu-se em Pelotas com ostentação.
Impôs estilos e padrões residenciais característicos.
E exerceu formas de consumo correspondentes.
Isso desenvolveu a atividade de diversos setores da economia.
Como manufatura, prestação de serviços e comércio varejista.
A população da cidade cresceu e desenvolveu-se o setor urbano.

Aldyr Garcia Schlee, “Lembrança de João Simões Lopes Neto”.

Leonardo Brocker disse...

+++ João Simões Lopes Filho, o Visconde da Garça +++

O avô de João Simões Lopes Filho nasceu em 01/08/1817.
Empreendedor, gozava de enorme prestígio e influência política.
Chegou a ser vice-governador da província.
E assumiu o governo pelo impedimento do titular.
Em 1835, militou na frente farroupilha e foi preso.
Na ocasião, deportaram-no para Pernambuco.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Obra de Simões Lopes Neto +++

A fonte de inspiração dos relatos era o folclore gaúcho.
Simões Lopes Neto recriou-o com riqueza poética.
Com uma linguagem revolucionária para os padrões da época.

Pelo legado literário, é o maior escritor regionalista gaúcho.
Simões Lopes Neto levou a mitologia gaúcha ao apogeu.
E depois, a dessacralização.

Mas suas obras têm um valor que ultrapassa o pitoresco.
E transcende a categoria que a literatura costuma fixá-lo.
Afinal, o artista tem algo a transmitir.

As obras impõem-se pela verdade social e psicológica das personagens.
Mesmo ao parecerem só o registro de uma situação cultural específica.

Vemos a singeleza de narradores como Blau Nunes e Romualdo.
Ela atesta a força pessoal de um estilo que domina a própria matéria.
Imprime densidade humana aos tipos regionais.
E inscreve-os no plano universal.

Por tudo isso, Simões Lopes Neto é o patriarca das letras gaúchas.

Adaptado do Memorial do Rio Grande do Sul.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Contexto Histórico de Simões Lopes Neto +++

Simões Lopes Neto foi a expressão de seu tempo e lugar.
Na época, a atividade pecuária estava em decadência.
E a vivência campeira do escritor limitou-se a onze anos.
Neste período, ele viveu na estância do avô, o Visconde da Graça.
No fim do século XIX, Simões passou a viver em Pelotas.
O núcleo urbano ainda dependia da indústria do charque.
Depois, morou um tempo no Rio de Janeiro, ainda imperial.

Simões Lopes Neto fracassou em tudo em que empreendeu.
Seja nas áreas comercial e industrial.
Seja na prestação de serviços.
Mas a produção literária teve reconhecimento póstumo.
Tanto no caráter inventivo, como no criador.

Adaptado do texto de Ceres Storchi, a curadora da exposição “Simões Lopes Neto - Onde não chega o olhar, prossegue o pensamento” no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Contos Gauchescos” +++

O regionalismo de Simões celebra a ancestralidade em Blau Nunes.
E trata das complexidades humanas num mundo de fronteira.
“Contos Gauchescos” emergem de uma realidade nostálgica.
De um mundo em transformação.
Blau, o narrador, é o guasca sadio, a um tempo real e ingênuo.
Impulsivo na alegria e na temeridade.
Sua narrativa revela a rudeza das relações humanas de seu tempo.
Seus temores e suas imposições na vida no campo.

Adaptado do texto de Ceres Storchi, a curadora da exposição “Simões Lopes Neto - Onde não chega o olhar, prossegue o pensamento” no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Lendas do Sul” +++

“Lendas do Sul” conduzem o leitor a um mundo fantástico.
Da solidez terrena, parte-se às cenas de transformação.
Na paisagem, no corpo e no espírito do personagem.

Adaptado do texto de Ceres Storchi, a curadora da exposição “Simões Lopes Neto - Onde não chega o olhar, prossegue o pensamento” no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Teatro de Simões Lopes Neto +++

João Simões Lopes Neto também foi autor teatro.
Usava o pseudônimo de Serafim Bemol.
E escrevia as peças com parceiros.
Como o cunhado Mouta Rara e o maestro Acosta y Oliveira.
Os textos tratavam de temas urbanos.
Mas em vários momentos, destacava os tipos interioranos.

A maioria da obra situa-se no gênero “teatro ligeiro”.
E tratava de temas leves e atuais.
O objetivo era a diversão pura e simples.
As peças de maior sucesso foram as comédias e as operetas.
Ao todo, João Simões Lopes Neto escreveu 14 peças:

+ “Os Bacharéis” (comédia-opereta, 1894);
+ “O Boato” (revista, 1896);
+ “Mixórdia” (revista, 1896);
+ “A Viúva Pitorra” (comédia, 1896);
+ “Coió Júnior” (cena breve, 1896);
+ “O Bicho” (comédia, 1898);
+ “A Fifina” (comédia, 1900);
+ “O Palhaço” (cena breve, 1900);
+ “Jojô e Jajá e Não Ioiô e Iaiá” (cena breve, 1901);
+ “Amores e Facadas ou Querubim Trovão” (comédia, 1901);
+ “O Maior Credor ou Por Causa das Bichas” (burleta, 1903);
+ “Valsa Branca” (cena breve, 1914);
+ “Sapatos de Bebê” (cena breve, paráfrase, 1915);
+ “Nossos Filhos” (drama, sem data).

Leonardo Brocker disse...

+++ Comentário de Sérgio Rial +++

João Simões Lopes Neto ultrapassa as tradições gaúchas.
Mas é fiel a uma cultura sólida, enraizada no povo do RS.
Retrata personagens densos, completos em suas peculiaridades.
E que são facilmente identificáveis nas pessoas do nosso cotidiano.

A mostra propõe uma visão ampla da trajetória do escritor.
Registra os legados cívico, jornalístico, dramatúrgico e literário.
Este compreende a família e o universo mítico das “Lendas do Sul”.
Além do regionalismo dos “Contos Gauchescos”.
Nesta, obra o escritor dá voz ao gaúcho.
Valoriza a história e a tradição do homem do campo.
E a própria formação do território do Rio Grande do Sul.

Adaptado do comentário de Sérgio Rial sobre a exposição.
Sérgio Rial é presidente do Santander Brasil.
A exposição sobre Simões Lopes Neto ocorreu no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ Comentário de Walter Lídio Nunes +++

Simões Lopes Neto não conheceu a fama em vida.
E morreu em situação de quase miséria.
Mas deixou o legado para as gerações que o sucederam.
E suas palavras tornaram-se a verdadeira fortuna do povo gaúcho.
Sentimo-nos compromissados de disseminar esta herança.
Que nossos pensamentos ultrapassem as fronteiras do infinito.
Assim como Simões Lopes Neto fez e nos inspira a fazer.

Adaptado do comentário de Walter Lídio Nunes sobre a exposição.
Walter Lídio Nunes é presidente da Celulose Riograndense.
A exposição sobre Simões Lopes Neto ocorreu no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ Comentário de Antônio Carlos Mazza Leite +++

João Simões Lopes Neto é o maior regionalista brasileiro.
Assim, defende Mário Barbosa Mattos, decano dos simoneanos.
Há um motivo: a publicação dos livros do escritor pelotense.
Isto o consagrou como um dos fundadores da literatura gaúcha.
E levou à edição de livros e ao reconhecimento no exterior.

A Livraria Universal (1887) editou os primeiros três livros.
E a exposição exibe as centenárias primeiras edições:
+ “Cancioneiro Guasca” (1910);
+ “Contos Gauchescos” (1911);
+ “Lendas do Sul” (1912).

Adaptado do texto de Antônio Carlos Mazza Leite sobre a exposição.
Mazza Leite é presidente do Instituto João Simões Lopes Neto.
A exposição sobre Simões Lopes Neto ocorreu no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ Comentário de Ceres Storchi +++

A exposição mostra Simões Lopes Neto a uma diversidade de pessoas.
Em especial, a quem talvez nunca buscasse ler o escritor.
Essa é a missão de “Onde não chega o olhar, prossegue o pensamento”.
Levar o visitante a ver e exercitar o mundo de Simões.
Perceber o tempo da sua existência e o seu legado como escritor.

A exposição mostra as visões de Simões em relação ao seu tempo.
E de estudiosos que o pesquisam e pressupõem seu processo criativo.
Os documentos testemunham as diversas atividades do escritor.
A sociabilidade, a visão cívica e o conhecimento da ciência.

Adaptado do comentário de Ceres Storchi, curadora da exposição.
A exposição sobre Simões Lopes Neto ocorreu no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Correr Eguada” (Quaraí) +++

Os contos de Simões Lopes Neto ocorrem em cidades gaúchas.
Quaraí é o cenário de “Correr Eguada”.
Segue um trecho deste conto:

Hoje, onde é que se faz disso?
É verdade que há muita cousa boa, isso é verdade...
Mas ainda não há nada, como antigamente.
Tomar mate e correr eguada.

Xô-mico!
Vancê veja...
Eu até choro!
Ah! Tempo!

Leonardo Brocker disse...

+++ “Melancia, Coco Verde” (Rio Pardo) +++

Os contos de Simões Lopes Neto ocorrem em cidades gaúchas.
Rio Pardo é o cenário de “Melancia, Coco Verde”.
Segue um trecho deste conto:

Eu venho de lá bem longe.
Da banda do Pau Fincado:
Melancia, coco verde
Te manda muito recado.

Na palvadeira da estrada.
O teu amor vem da guerra:
Melancia desbotada!
Coco verde está na terra.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Melancia, Coco Verde” +++

O índio Reduzo criou-se na casa dos Costas.
E Costinha, filho do patrão, gostava de Talapa.
Talapa era filha de Severo.
Mas este queria que ela casasse com o primo.
Assim, Costinha e Talapa fizeram um trato.
Ao trocarem cartas, ela seria melancia.
E ele, coco verde.
Após o trato, Costinha parte para a guerra...

Severo organizou, então, o casamento da filha.
Um colega comentou com Costinha, no acampamento.
Disse que Talapa casaria com o primo.
Costinha resolveu desertar.
Mas o comandante pediu que ele coordenasse um ataque.
Costinha solicitou ao índio Reduzo que partisse.
E desse um recado para Talapa (melancia).

O índio chegou à casa de Severo no dia do casamento.
E deu o recado à Talapa através de versos que declamou.
Neles, Reduzo usou as palavras "melancia" e "coco verde".
Talapa compreendeu a mensagem do índio.

Ocorreu a maior quebradeira no casamento.
Dois dias depois, chegou Costinha e pediu a mão de Talapa.

Resumo do conto “Melancia, Coco Verde”.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Os Cabelos da China” (São João Batista do Erval) +++

Os contos de Simões Lopes Neto ocorrem em cidades gaúchas.
São João Batista do Erval é o cenário de “Os Cabelos da China”.
Segue um trecho deste conto:

Vancê sabe que eu tive e me servi muito tempo,
Dum buçalete e cabresto feitos de cabelo de mulher?

Verdade que fui inocente no caso.

Leonardo Brocker disse...

“Os Cabelos da China – TV Brasil”

Blau Nunes e Juca Picumã integram um piquete farroupilha.
E desenvolvem uma camaradagem de companheiros de armas.
O velho Juca Picumã entra com a experiência.
E o Blau Nunes com o ardor juvenil.
Nas conversas na beira do fogo, o velho introduz a figura da filha.
Ele envia a ela tudo o que guarda desta vida ingrata.
Uma missão de batalha vai permitir o encontro deles com Rosa.
Ela se amigou com um oficial legalista.
E tem uma trança de cabelos negros que lhe chega aos joelhos.
Mas o feitiço da Rosa se vira contra a feiticeira.
Em uma história de amores brutos e amizade entre guerreiros.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Os Cabelos da China” +++

Blau Nunes joga na cova o cabresto.
E conta a história deste cabresto.
Para isso, precisa falar de Juca Picumã...

Juca vivia de forma precária.
Pobre como um rato de igreja.
Dormia como um lagarto.
Sempre despilchado.
Pois todo o dinheiro que ganhava, mandava para Rosa.
Rosa era a bela filha de Juca Picumã...

Blau Nunes conheceu Juca na Guerra dos Farrapos...

Certo dia, o capitão farrapo convocou Juca Picumã.
Queria que ele e Blau fossem até o acampamento legalista.
E dissessem que eram desertores das tropas farrapas.
Os farrapos já andavam há dois dias no mata.
Estavam no encalço do comandante legalista.
Ele seduziu a china do capitão farrapo.
Assim, Juca e Blau deveriam distrair os legalistas.
E prender o comandante e a china...

A caminho do acampamento, um soldado os parou.
Juca disse que ele e Blau queriam lutar contra os farrapos.
O soldado deixou-os passar.
E disse para falarem que o Marcos deixou-os passar.
O mesmo aconteceu com João Antônio, o segundo sentinela.

No acampamento, indicou a carroça do comandante.
Logo, a china saiu.
Juca cobriu o rosto.
E Blau comentou sobre a beleza da moça.

Um soldado anunciou que os farrapos mataram João Antônio.
Ao ouvir, Ruivo, o comandante fugiu.
A china, também, tentou fugir.
Mas Juca a segurou.
O capitão farrapo, então, pegou a moça.
Preparava-se para passar a faca no pescoço da china.
Mas Juca enfiou o facão no peito do capitão e disse:
"Isso não! É minha filha!"

O capitão segurava a china pela trança.
Juca cortou-a, libertando a filha.
E perguntou a Blau se iria dar parte dele.

Blau Nunes não contou nada sobre o episódio.
E três meses depois, Juca deu a ele o cabresto de presente.
Tempos depois, Picumã estava no leito de morte.
E pediu para ver Blau.
Juca disse que fez o cabresto com a trança do cabelo de Rosa.
Blau prometeu que devolveria o cabresto a Juca.
Antes disso, Juca morreu.
E Blau não soube onde ocorreu o enterro.
Ao saber da morte de Rosa, foi ao cemitério.
E jogou o cabresto na cova china...

Resumo do conto “Os Cabelos da China”.

Leonardo Brocker disse...

+++ “O Anjo da Vitória” (Rosário do Sul) +++

Os contos de Simões Lopes Neto ocorrem em cidades gaúchas.
Rosário do Sul é o cenário de “O Anjo da Vitória”.
Segue um trecho deste conto:

Banhado de Inhatium...
Virge’ Nossa Senhora!
Mosquito, aí, fumaceira, no ar!

Leonardo Brocker disse...

+++ “O Anjo da Vitória” +++

Conta a história do General José de Abreu.
“O Anjo da Vitória” lutou contra os castelhanos.

Resumo do conto “O Anjo da Vitória”.

Leonardo Brocker disse...

+++ Santander Cultural +++

O Banco da Província, o primeiro do RS, surgiu em 1858.
O Banco Nacional do Comércio o sucedeu.
Theodor Wiederspahn projetou a sede, na Praça da Alfândega.
A ornamentação ficou a cargo de Fernando Corona.
E a construção se estendeu de 1927 a 1931.

Destacam-se os ricos detalhes artísticos.
Em uma linguagem arquitetônica eclética.
Com elementos neoclássicos.
No interior, sobressaem-se os vitrais franceses.

Em 1987, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
A construção passou por restauro e adaptações.
E, hoje, sedia o Santander Cultural.
Com cinema, sala de exposições e palestras.
Além de bar e restaurante.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Postar um comentário

 
Free Host | new york lasik surgery | cpa website design