quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Solar Palmeiro, Porto Alegre

A família Carneiro da Fontoura construiu, em 1790, o solar em estilo colonial português. O casarão histórico fica ao redor da Praça da Matriz. E abriga o Espaço Cultural Nova Acrópole, desde novembro de 2011.

Solar Palmeiro, Porto Alegre
Solar Palmeiro, Porto Alegre

Durante dois séculos, o Solar Palmeiro serviu como residência. E no período, passou por reformas. Em 1850, Bibiano da Fontoura, o herdeiro do prédio, acrescentou traços neoclássicos. Mas manteve o estilo português.

Em 1920, o Solar Palmeiro passa por nova reforma. Com projeto de Ricardo Wirth e decoração de Alfredo Staege e de Fernando Corona. O estilo eclético representava a arquitetura aristocrática neoclássica da época.

O Dr. Hélio de Sá Palmeiro da Fontoura (1906-1981) foi o último morador. O solar permaneceu da família. Abrigou um restaurante. Foi sede de partidos políticos. Em 1995, passou por reformas e recebeu o evento Casa Cor.

10 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Fernando Corona, o Arquiteto +++

Fernando Corona nasceu em Santander, em 26/11/1895.
Faleceu em Porto Alegre, em 1979.
Foi escultor, arquiteto, ensaísta, crítico e professor de arte.
E era filho de Jesús Maria Corona, escultor e arquiteto espanhol.

Diplomou-se na Escola de Belas Artes de Vitória, na Espanha.
Chegou a Porto Alegre em 04/03/1912.
Para auxiliar o pai na oficina de João Vicente Friedrichs.
Ali, Fernando Corona foi aprendiz de decoração predial.

Corona ornamentou alguns prédios históricos da capital gaúcha.
Um exemplo é o antigo prédio de Correios e Telégrafos.
E trabalhou na decoração da ala residencial do Palácio Piratini.

Mais tarde, desenvolveu uma carreira individual como arquiteto.
E desenhou o exterior do prédio do Banco Nacional do Comércio.
Uma adaptação de projeto anterior, de Theo Wiederspahn.
No local, funciona hoje o Santander Cultural.

Fernando Corona projetou a Galeria Chaves.
E o Instituto de Educação General Flores da Cunha.
Foi um dos precursores da arquitetura moderna na cidade.
Com destaque para o Edifício Guaspari e o Edifício Jaguaribe.

Corona projetou o Edificio Colonial, na Rua 24 de Outubro 820.
E Tasso Corrêa construiu este tradicional prédio residencial.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Fernando Corona, o Professor e Escultor +++

Em 1938, Tasso Correa convidou-o para lecionar no IA.
Corona defendeu a tese Fídias Miguel Ângelo Rodin.
E venceu concurso para a cátedra de Escultura e Modelagem.
Assim, ingressou no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre.
Corona inaugurou o curso de Escultura na instituição.
E ali, Fernando Corona lecionou até 1965.
Também foi um dos fundadores do curso de Arquitetura.
Influenciou, assim, gerações de artistas locais.
E granjeou estima e respeito de colegas e alunos.

A dedicação de Corona ao IA foi ilimitada.
O professor chegou a hipotecar a própria casa.
Para auxiliar a construção de outro edifício.

Corona exerceu significativa atividade como escultor.
Esculpiu a imagem de Nossa Senhora do Líbano.
Ela fica na fachada da igreja de mesmo nome.
Criou a máscara de Beethoven, no Parque Farroupilha.
E o grupo escultórico do frontispício do Santander Cultural.
Também projetou a Fonte Talavera, em frente à Prefeitura.

Corona tem peças em coleções particulares e no MARGS.
Recebeu medalha de ouro no IV Salão Gaúcho de Belas Artes.
E realizou duas exposições individuais na cidade nos anos 50.

Ao longo da carreira, recebeu inúmeros prêmios em salões.
Como no 7º Salão de Belas Artes do RS.
Naquela ocasião, Corona obteve a Medalha de Ouro.
Em 1940, participou do Salão Nacional de Belas Artes no RJ.
E recebeu Medalha de Bronze em Arquitetura.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Fernando Corona, o Escritor +++

Como ensaísta, Corona deixou uma obra fundamental.
Seus ensaios integram a historiografia da crítica de arte no RS.
"Caminhada das Artes", de 1977, reuniu crônicas e críticas.

Escreveu "Cinquenta Anos de Formas Plásticas e Seus Autores".
Esta monografia fala das transformações urbanísticas no RS.
Fernando também colaborou assiduamente em páginas de arte.
Em periódicos como o Correio do Povo e a Revista do Globo.

Corona escreveu, ainda, o livro “Caminhada das Artes”.
Ele reúne crônicas, ensaios e impressões pessoais.
Sobre o ambiente artístico gaúcho e brasileiro da época.
Assim como sobre as personalidades mais marcantes.

Fernando Corona também deixou outros registros.
Sobre o início do ensino da escultura e da arquitetura no RS.
Este material conste em artigos da Enciclopédia Riograndense.
Mas pesquisas recentes contestam algumas declarações.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Bibiano José Carneiro da Fontoura +++

Foi coronel da Guarda Nacional.
E provedor da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre
De 1841 a 1842. E de 1843 a 1845.
Casou com Bibiana Francisca da Fontoura Palmeiro.
Ela pertencia à tradicional família Palmeiro.
A união das famílias gera o nome Palmeiro da Fontoura.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Reforma de 1920 do Solar Palmeiro +++

Constroem-se os três pavimentos.
E a fachada rica em ornamentos e volumes diferenciados.
Destaque à sacada com balaustrada no piso superior.
Um arco abriga a grande sacada.
Dois pequenos volumes projetam-se nas laterais.
E há coberturas em meia-cúpula metálica.
Na lateral esquerda do prédio, fica a entrada principal.
Um lance de escadas leva ao pórtico.
O Solar Palmeiro ainda preserva o antigo jardim.
E nele, encontra-se uma edícula.
Esta servia como local de recreio e descanso dos moradores.

Leonardo Brocker disse...

+++ Espaço Cultural Nova Acrópole +++

Voluntários conduzem o trabalho especializado da associação.
Esta se encontra em Porto Alegre há mais de 25 anos.
As três sedes originais uniram-se e mudaram-se para o Solar.
Assim surgiu o Centro Cultural Nova Acrópole no Solar Palmeiro.
O espaço promove cursos de Filosofia para crianças e adultos.
Oferece aulas e oficinas de música, ciências, artes cênicas e visuais.
E palestras semanais com temas de relevância para a comunidade.
Dentre eles, ecologia, filosofia, educação, sustentabilidade, saúde.
O ambiente possui livraria, biblioteca, atelier, brinquedoteca.
E a associação atua em parceria com o Instituto Bodhidharma.
Lá, ocorrem aulas de arte marcial filosófica Nei Kung.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça Marechal Deodoro +++

Centro cívico de Porto Alegre, desde os primórdios.
Inicialmente, a área era conhecida como Praça da Igreja.
Em 1865, tornou-se Praça Dom Pedro II.
E com a Proclamação da República recebeu o nome atual.
Embora, popularmente, siga como Praça da Matriz.

No entorno da praça, encontram-se prédios importantes.
As sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os memoriais do Ministério Público e da Assembleia.
O Solar dos Câmara e o Theatro São Pedro.
A Catedral Metropolitana e o Museu Júlio de Castilhos.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 2003.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estátuas da Praça da Matriz +++

Em 1910, instalaram-se quatro estátuas na Praça Dom Sebastião.
Eram remanescentes de um conjunto de cinco da Praça da Matriz.
Elas adornavam o Chafariz do Imperador, em mármore de Carrara.
E faziam parte do primeiro monumento ao ar livre do Estado.

Esta magnífica obra ficou na Praça da Matriz de 1866 a 1910.
E personificava os grandes rios da bacia do Lago Guaíba.
A inscrição na base das estátuas registrava:
Cahy, Gravatahy, Jacuhy e Sinos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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