sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Roteiro Aldo Locatelli em Porto Alegre [Artigo 13]: Pinacoteca Barão do Santo Ângelo

A Reitoria da UFRGS expõe, continuamente, obras da Pinacoteca Barão do Santo Ângelo. A pinacoteca reúne trabalhos de ex-alunos e ex-professores do IA, o Instituto de Artes da UFRGS.

Exposição da Pinacoteca Barão do Santo Ângelo na Reitoria da UFRGS
Exposição da Pinacoteca Barão do Santo Ângelo

Este Artigo Faz Parte da Série...
Roteiro Aldo Locatelli em Porto Alegre

Francis Pelichek retratou Olinto de Oliveira, criador do instituto.

Francis Pelichek - Retrato de Olinto de Oliveira (1927)
"Retrato de Olinto de Oliveira" (1927)


Por Que Fui à Reitoria?
Cheguei à exposição por acaso! Procurei a Reitoria da universidade com dois objetivos. O mural “As Profissões”, do pintor Aldo Locatelli. E a edição de 1952 do livro “Noite na Taverna”, de Álvares de Azevedo.

Estudo de João Fahrion no Verso da Tela
"Retrato de Maria José Cardoso" (1956)

Não consegui fotografar o mural. Mas encontrei referências das ilustrações de João Fahrion, no livro. Elas apareciam mais claramente no catálogo da exposição “A Modernidade Impressa”, de Paula Ramos.

Dorothéa Vergara - Figura Feminina (1958)
Dorothéa Vergara, "Figura Feminina"

No catálogo, vi um vitral de João Fahrion que chamou a minha atenção. Nas referências, notei que ela ficava na pinacoteca. Deixei a biblioteca. E subi um lance de escadas. Dei de cara com a obra na entrada da exposição.

João Fahrion - Vitral (Exposição da Pinacoteca Barão do Santo Ângelo na Reitoria da UFRGS)
Vitral de João Fahrion

  
As Obras da Pinacoteca na Reitoria
A mostra resgatava obras de um período superior a cem anos. A distribuição em ordem cronológica iniciava com pinturas de Pedro Weingärtner, uma de 1896. A tela “Invídia”, de Eugênio Latour, representa a inveja.

Pedro Weingärtner - Bailarinas (1896)
Pedro Weingärtner - "Bailarinas" (1896)

A seguir, as pinturas de João Fahrion: “Retrato de Tenius e Joyce”, “Praça da Alfândega”, “Retrato de Maria José Cardoso”. E as esculturas de Fernando Corona: “São Francisco” e “Máscara Cubista de Borges de Medeiros”.

João Fahrion - Praça da Alfândega (1924)
João Fahrion - "Praça da Alfândega" (1924)

Duas pinturas de Aldo Locatelli ilustram fases distintas do pintor. De 1952, “Desventura” caracteriza-se pelos traços renascentistas. Já “Duas Figuras”, de 1961, insere-se melhor no contexto da arte moderna.

Aldo Locatelli - Duas Figuras (1961)
Aldo Locatelli - "Duas Figuras" (1961)


Vergara, Malagoli e Pop Art
A escultora Dorothéa Vergara aparece de três formas distintas. Nas obras “Medusa” e “Figura Feminina”. Na escultura “Cabeça de Dorothéa”, Christina Balbão. E na pintura “Corona e Suas Alunas”, de Alice Soares.

Christina Balbão - Cabeça de Dorothéa
Christina Balbão - "Cabeça de Dorothéa"

Ado Malagoli idealizou o MARGS. Na Reitoria, havia três obras do pintor que fazem parte do acervo da Pinacoteca Barão do Santo Ângelo: “Arlequim e Gato Preto”, “Composição com Figura” e “Retrato de Raul Deveza”.

Aldo Malagoli - Composição com Figura (1949)
"Composição com Figura" (1949)

A pintura “Batman, Madonna e Mulher Maravilha”, de Romanita Disconzi, se destaca em relação às demais obras da mostra. Inspirada pela Pop Art, de Andy Warhol, a tela mostra personagens da cultura popular.

Romanita Disconzi - Batman, Madonna e Mulher Maravilha (1993)
"Batman, Madonna e Mulher Maravilha" (1993)

40 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Ado Malagoli: Biografia +++

Nasceu em Araraquara, em 28 de abril de 1906.
Faleceu em Porto Alegre, em 04 de novembro de 1994.
Foi pintor, professor, restaurador e museólogo.

Malagoli estudou na Escola Profissional Masculina do Brás.
Ali, formou-se em Artes Decorativas, em 1922.
Até 1928, estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

Lá, foi aluno do siciliano Giuseppe Barchita.
Criou painéis decorativos com Francisco Rebolo Gonzáles.
E conheceu Alfredo Volpi e Mario Zanini.

Em 1928, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.
Em 1933, passou a integrar o Núcleo Bernardelli.
Este ajudou a consolidar o modernismo na cidade.

Em 1942, ganhou o "Prêmio Viagem", no Salão Nacional de Belas Artes.
A viagem seria para a Europa.
Em virtude da II Guerra Mundial, foi para os Estados Unidos.
Permaneceu de 1943 a 1946.

Estudou no Fine Arts Institute da Universidade de Columbia.
Ali, cursou História da Arte e Museologia
Depois, estudou Organização de Museus, no Brooklin Museum.
Em 1946, expôs na Careen Gems Gallery, em Nova York.

Ainda em 1946, Malagoli retornou ao Brasil.
E trabalhou como professor, em Juiz de Fora.
Mas logo retornou ao Rio de Janeiro.
E passou a lecionar na Associação Brasileira de Desenho.

Ado Malagoli aceitou um convite Angelo Guido.
E em 1952, o pintor transferiu-se para Porto Alegre.
Lecionou pintura no Instituto de Belas Artes, até 1976.
E foi um dos responsáveis pela revitalização do ensino no IBA.

Em 1954, criou o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
Além de idealizador, Malagoli foi o primeiro diretor do MARGS.
Em 1997, o museu passou a se chamar MARGS Ado Malagoli.
Uma homenagem póstuma ao fundador da instituição.

Adaptado de Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Prêmios de Ado Malagoli +++

1935 – Menção Honrosa no Salão Nacional de Belas Artes, RJ
1938 – Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes, RJ
1939 – Medalha de Prata no Salão Nacional de Belas Artes, RJ
1942 – Prêmio Viagem ao Exterior no Salão Nacional de Belas Artes, RJ
1948 – Prêmio Euclides da Cunha no Salão Fluminense de Belas Artes, RJ
1948 – Pequena Medalha de Prata no 14º Salão Paulista de Belas Artes, SP
1949 – Prêmio Arnaldo Guinle no Salão Municipal de Belas Artes, RJ
1949 – Prêmio Viagem no Salão Nacional de Belas Artes, RJ
1950 – Medalha de Prata no Salão Fluminense de Belas Artes, RJ
1950 – Prêmio Alto Mérito no Salão Municipal de Belas Artes, RJ
1951 – Prêmio Municipalidade no Salão Municipal de Belas Artes, RJ
1955 – Medalha de Prata no 6º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul
1956 – Prêmio Guggenheim, MAM/RJ
1957 – Prêmio Aquisição no 21º Salão Paulista de Belas Artes, SP
1960 – Primeiro Prêmio no 15º Salão de Belas Artes de Belo Horizonte
1962 – Primeiro Prêmio no 17º Salão de Belas Artes de Belo Horizonte

Adaptado de Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Catálogo da Pinacoteca Barão do Santo Ângelo II +++

Certa vez, Ado Malagoli afirmou, em entrevista a Jacob Klintowitz:
“A obra de arte surge da aptidão do artista na seleção de seus principais elementos expressivos. Isto é, na forma, cor, composição e matéria”.

Malagoli procurava ser contemporâneo.
Mas sempre permaneceu fiel ao rigor técnico da “tradição acadêmica”.
Os temas de Malagoli, às vezes, apontam para um caráter regional.
A obra do pintor, no entanto, é universal.

Para Walmir Ayala, Ado era “um observador do mundo em transformação”.
“Um guardião de uma memória afetiva da paisagem e do ser humano”.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Arlequim e Gato Preto” +++

Representação do personagem da “Commedia dell’Arte”.
Era um sedutor, amante e dançarino.
Bastante popular no início do século XX.
Paul Cézanne, Edgar Degas e Pablo Picasso representaram-no.
No Brasil, vemos em Di Cavalcanti e João Fahrion.
Mário de Andrade definia-o como uma “criatura arlequinesca”.
E Malagoli representou reiteradas vezes o personagem.

A obra “Arlequim e Gato Preto” surgiu nos ecos cubistas.
O personagem aparece sentado de modo desajeitado.
Encontra-se sobre uma mesa.
Nela, repousam uma garrafa, um copo e um manto branco.
Em um dos cantos, vemos um gato.

O trabalho do fundo é quase abstrato.
São planos de cor de paleta rebaixada.
O primeiro plano é luminoso, com densas pinceladas.
As camadas revelam-se umas sobre as outras.
E potencializam o aspecto melancólico da composição.

O arlequim surge sério, silencioso, de olhar distante.
Talvez, um pouco triste. Com a cabeça levemente inclinada.
E os braços cruzados, numa postura introspectiva.
Como que congelado em tempo e espaço indefinidos.
A bebida junto à mesa reforça o aspecto boêmio da figura.

Adaptado de “Catálogo da Pinacoteca Barão do Santo Ângelo II”.

Leonardo Brocker disse...

+++ Aldo Locatelli: “Desventura” (1952) +++

A obra representa uma figura masculina nua, sentada de lado.
O grande naturalismo marca o padrão renascentista.
Uma influência da tradição de Michelangelo (1475-1564).
A contração do espaço acrescenta potência às figuras.
Era a capacidade de Aldo Locatelli “esculpir com pinceis”.

Na obra, há uma orientação de profundidade.
A parte inferior é o primeiro plano.
A figura traz a cabeça baixa e o rosto escondido.
Observam-se, ainda, as mãos calejadas.
O conjunto sugere um momento de grande cansaço.
Há um contraponto da figura vigorosa, mas derrotada.
A força do corpo versus a fraqueza do ser.

Ao fundo, há figuras geométricas: o círculo e o quadrado.
Elas remetem ao “Homem Vitruviano”, de Leonardo da Vinci (1452-1519).
Mas na obra do mestre renascentista, o homem domina o espaço.
Na pintura de Locatelli, o homem encontra-se em espaço exíguo.
Este espaço parece sufocá-lo. Não há respiro.

Adaptado de “Catálogo da Pinacoteca Barão do Santo Ângelo II”.

Leonardo Brocker disse...

+++ Aldo Locatelli: “Duas Figuras” (1961) +++

Na pintura de cavalete, Aldo afasta-se das rígidas regras acadêmicas.
E mostra uma faceta mais arrojada.
Assim, ele inova esteticamente.
Sem deixar de lado a primorosa técnica que lhe era tão cara.

Em “Duas Figuras”, vemos dois corpos femininos deitados.
Em primeiro plano, uma mulher toma metade da tela, em diagonal.
A outra, logo atrás, surge em escorço.
As formas são estilizadas.
Um olhar menos atento poderia afirmar tratar-se de uma abstração.
Ao fundo, vê-se o mar e as rochas.
A sequência de planos dá profundidade à cena.

A pintura tem pinceladas soltas.
E grossas camadas de tinta aplicadas com espátula.
Elas criam texturas na tela.
As cores sobrepõem-se.
E quase não deixam identificar as imagens.

Os tons terrosos predominam.
E dialogam com o vermelho, o amarelo e o azul.
Esta harmonização de cores marca a fase final da obra de Locatelli.

Adaptado de “Catálogo da Pinacoteca Barão do Santo Ângelo II”.

Leonardo Brocker disse...

+++ Alice Soares: Biografia +++

Alice Soares nasceu em Uruguaiana, em 17/071917.
O contato com a arte começou na infância.
Para os pais, o papel e o caderno de desenho eram uma distração.
A pintora e desenhista faleceu em Porto Alegre, em 21/03/2005.

Alice Soares diplomou-se pelo Instituto de Artes da UFRGS.
Em pintura, em 1943. E em escultura, em 1947.
Começou a lecionar no IA, em 1945.
Em 1964, fundou a Escolinha de Arte da UFRGS.
Em abril de 1980, recebeu o título de "professor emérito" da UFRGS.

A busca pelo aprimoramento foi um objetivo constante.
Alice Soares fez curso de cerâmica com Wilbur Olmedo.
Gravura em metal com Iberê Camargo.
Também estudou com Horácio Juarez, em Buenos Aires.

Participou da 1ª Bienal de São Paulo, em 1951.
Realizou mostra individual de pinturas e desenhos no MARGS, em 1959.
Participou de salões e conquistou vários prêmios. A maioria, em desenho.
Como o Prêmio Líderes & Vencedores, da Assembleia Legislativa, em 2003.

Alice Soares dedicou mais de sessenta à arte.
E criou a maior parte do trabalho no mesmo ateliê.
Dividiu-o, por 40 anos, com a amiga e pintora Alice Brueggemann.
"As meninas" foram o tema constante da obra de Alice Soares.

A pintora pertenceu a uma geração pioneira.
A de mulheres que se dedicou profissionalmente à arte.

Adaptado de Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Carlos Gustavo Tenius: Biografia +++

Carlos Gustavo Tenius nasceu, em Porto Alegre, em 1939.
Desde 1961, participa de exposições coletivas e individuais.
Em 1962, recebeu medalha de ouro no 19º Salão Paranaense.
E o título de melhor escultor nacional no 3º Salão de Curitiba.

Também em 1962, formou-se em escultura, no IA da UFRGS.
Carlos Tenius recebeu, ali, a orientação de Fernando Corona.
E em 1965, tornou-se auxiliar de ensino daquela instituição.
Lecionou, no IA, nas cadeiras de escultura e modelagem.

Em 1977, Carlos Gustavo Tenius prestou concurso público.
E obteve a vaga de professor assistente no IA da UFRGS.
Foi professor do Instituto de Artes até a década de 1990.

Destaque em Exposições Coletivas:
+ VII Bienal de São Paulo;
+ XII Salão Paulista de Arte Moderna - 2º Prêmio Aquisição;
+ IV Salão Cidade de Porto Alegre, recebeu 1º Prêmio.

Em 2003, Carlos Tenius participou da coletiva "Humanidades".
A exposição ocorreu na Galeria Tina Zappoli, em Porto Alegre.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Carlos Gustavo Tenius: Monumentos +++

Carlos Tenius produziu muitos trabalhos públicos.
Dentre eles, destacam-se as esculturas e os monumentos.
Estas obras estão em Porto Alegre e no interior do Estado.

Entre 1972 e 1975, participou de vários concursos de arte.
Em 1974, Carlos Tenius criou o Monumento aos Açorianos.
A obra fica em frente ao Centro Administrativo do Estado.

O Monumento aos Açorianos é a sua obra mais conhecida.
E homenageia os primeiros casais que povoaram Porto Alegre.
Esta obra já faz parte da cultura do Rio Grande do Sul.

Em 1975, a cidade de Farroupilha propôs um monumento.
Ele homenagearia o centenário da Imigração Italiana no RS.
Tenius a conquistou a primeira colocação naquele concurso.

Em 1979, desenvolveu o monumento do Parcão, em Porto Alegre.
A obra de Carlos Tenius homenageia o Marechal Castelo Branco.

O Monumento à Integração fica na divisa de Canela e Gramado.
E marca a vinda dos presidentes dos países do Cone Sul.
O Cone Sul reúne Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.

No monumento, vemos duas figuras humanas em concreto.
De mãos dadas, seguram uma hortênsia (flor símbolo da região).
A obra reforça o sentimento de amizade e parceria de países vizinhos.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Dorothea Vergara Pinto da Silva +++

Dorothea Vergara nasceu em Porto Alegre, em 1923.
Em 1942, ingressou no Instituto de Belas Artes.
Ali, foi aluna de Fernando Corona e de João Fahrion.
Diplomou-se em Pintura, em 1944.
E em Escultura, em 1947.

A partir de 1938, participou de exposições coletivas e salões.
Nunca participou, porém, de exposições individuais.
Dorothea Vergara conquistou diversos prêmios na carreira.
Em alguns salões, a artista recebeu a medalha de ouro.
É o caso do Salão Nacional de Belas Artes, em 1945.
E do I Salão Panamericano de Arte, em 1958, em Porto Alegre.

Dorothea Vergara foi professora no IA de 1966 até 1991.
Em 1967, substituiu o antigo mestre Fernando Corona.
Em 1980, restaurou esculturas do acervo.
Aposentou-se no Instituto de Artes da UFRGS, em 1991.

Dorothea Vergara também lecionou no interior do Estado.
Atuou, na UFSM, de 1964 a 1975.
E fundou as disciplinas de Escultura e Teoria e Técnica dos Materiais.

De 1964 a 1966, a artista lecionou em Cachoeira do Sul.
Lá, atuou na Escola Superior de Belas Artes Santa Cecília.
E fundou as disciplinas de Escultura e Modelagem.

Participou do concurso do Atelier Livre da Prefeitura, em 1982.
Na ocasião, compôs a Comissão Julgadora dos trabalhos em escultura.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS.

Leonardo Brocker disse...

+++ Dorothea Vergara – Figura Feminina +++

“Figura Feminina” expressa imponência e serenidade.
E captura de modo indubitável a atenção do observador.
O nu da escultura em gesso remete à tradição clássica.
A alvura do material busca a aproximação com o mármore.
E o equilíbrio de proporções remete ao cânone de Policleto.
Mas a artista mantém o elo com a escultura moderna.
Graças às formas simples e despojadas, sem excessos.
É possível identificar a relação com a matriz realista.
Tendência da arte moderna da metade do século XX.

Apesar da solidez, a obra expressa forte feminilidade.
No rosto, há características indígenas e africanas.
E o olhar distante indica um momento de abstração ou devaneio.

Adaptado de “Catálogo da Pinacoteca Barão do Santo Ângelo II”.

Leonardo Brocker disse...

+++ Eugênio Latour – Prêmios em Vida +++

Eugênio Latour nasceu no Rio de Janeiro, em 1874.
Faleceu, também no Rio de Janeiro, em 02/10/1942.

Foi um pintor e gravador brasileiro.
Abordou temas cunho sociais e morais.
Além de paisagens e figuras femininas.
Também realizou gravuras em metal e madeira.

Ingressou aos 20 anos na Escola Nacional de Belas Artes.
Ali, estudou com Zeferino da Costa, Rodolfo Amoedo.

Participou várias vezes do Salão Nacional de Belas Artes.
Em 1900, conquistou uma menção honrosa.
Em 1901, medalha de prata, com “Depois da Colheita”.
Em 1902, ganhou a viagem à Itália, para se aperfeiçoar.
Um quadro de gênero, “Escolha Difícil”, levou ao prêmio.

No Salão de 1905, Latour apresentou 15 obras.
Foram figuras femininas, paisagens.
E uma grande composição, “Praga Social, O Álcool”.

Em 1907, enviou de Roma três óleos.
No Salão de 1908, foi Medalha de ouro em pintura.
E recebeu menção honrosa em aquarela.
Estudou na França e Itália, até 1908.
Ao retornar da Europa, iniciou a grande atividade.

Em 1911, regressou mais uma vez à Itália.
Participou de um trabalho com diversos outros artistas.
A decoração da cúpula do pavilhão brasileiro.
Da Feira Internacional de Turim de 1911.
Depois, instalou um ateliê em Florença.
Ali, permaneceu até 1941.
E tornou-se cidadão italiano.

Em 1919, foi membro do júri.
Do 23º Salão Nacional de Belas Artes de Porto Alegre.
Participou do 1º Salão Paulista de Belas Artes, em 1934.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Eugênio Latour – Exposições Póstumas +++

A obra de Eugênio Latour é pouco numerosa.
O artista também se destacava pela modéstia e discrição.
Assim, ao falecer, o público praticamente o esqueceu.

Em 1944, ocorreu uma retrospectiva dos trabalhos.
O Museu Nacional de Belas Artes expôs autorretratos.
Em 1948, houve a mostra “Retrospectiva da Pintura no Brasil”.
Em 1952, o mesmo museu, expôs obras do artista.
Elas participam da mostra “Um Século de Pintura Brasileira”.

Também há obras de Eugênio Latour em:
+ Acervo do Instituto de Artes da UFRGS;
+ Pinacoteca do Estado de São Paulo;
+ Museu Antônio Parreiras em Niterói.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Fernando Corona, o Arquiteto +++

Fernando Corona nasceu em Santander, em 26/11/1895.
Faleceu em Porto Alegre, em 1979.
Foi escultor, arquiteto, ensaísta, crítico e professor de arte.
E era filho de Jesús Maria Corona, escultor e arquiteto espanhol.

Diplomou-se na Escola de Belas Artes de Vitória, na Espanha.
Chegou a Porto Alegre em 04/03/1912.
Para auxiliar o pai na oficina de João Vicente Friedrichs.
Ali, Fernando Corona foi aprendiz de decoração predial.

Corona ornamentou alguns prédios históricos da capital gaúcha.
Um exemplo é o antigo prédio de Correios e Telégrafos.
E trabalhou na decoração da ala residencial do Palácio Piratini.

Mais tarde, desenvolveu uma carreira individual como arquiteto.
E desenhou o exterior do prédio do Banco Nacional do Comércio.
Uma adaptação de projeto anterior, de Theo Wiederspahn.
No local, funciona hoje o Santander Cultural.

Fernando Corona projetou a Galeria Chaves.
E o Instituto de Educação General Flores da Cunha.
Foi um dos precursores da arquitetura moderna na cidade.
Com destaque para o Edifício Guaspari e o Edifício Jaguaribe.

Corona projetou o Edificio Colonial, na Rua 24 de Outubro 820.
E Tasso Corrêa construiu este tradicional prédio residencial.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Fernando Corona, o Professor e Escultor +++

Em 1938, Tasso Correa convidou-o para lecionar no IA.
Corona defendeu a tese Fídias Miguel Ângelo Rodin.
E venceu concurso para a cátedra de Escultura e Modelagem.
Assim, ingressou no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre.
Corona inaugurou o curso de Escultura na instituição.
E ali, Fernando Corona lecionou até 1965.
Também foi um dos fundadores do curso de Arquitetura.
Influenciou, assim, gerações de artistas locais.
E granjeou estima e respeito de colegas e alunos.

A dedicação de Corona ao IA foi ilimitada.
O professor chegou a hipotecar a própria casa.
Para auxiliar a construção de outro edifício.

Corona exerceu significativa atividade como escultor.
Esculpiu a imagem de Nossa Senhora do Líbano.
Ela fica na fachada da igreja de mesmo nome.
Criou a máscara de Beethoven, no Parque Farroupilha.
E o grupo escultórico do frontispício do Santander Cultural.
Também projetou a Fonte Talavera, em frente à Prefeitura.

Corona tem peças em coleções particulares e no MARGS.
Recebeu medalha de ouro no IV Salão Gaúcho de Belas Artes.
E realizou duas exposições individuais na cidade nos anos 50.

Ao longo da carreira, recebeu inúmeros prêmios em salões.
Como no 7º Salão de Belas Artes do RS.
Naquela ocasião, Corona obteve a Medalha de Ouro.
Em 1940, participou do Salão Nacional de Belas Artes no RJ.
E recebeu Medalha de Bronze em Arquitetura.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Fernando Corona, o Escritor +++

Como ensaísta, Corona deixou uma obra fundamental.
Seus ensaios integram a historiografia da crítica de arte no RS.
"Caminhada das Artes", de 1977, reuniu crônicas e críticas.

Escreveu "Cinquenta Anos de Formas Plásticas e Seus Autores".
Esta monografia fala das transformações urbanísticas no RS.
Fernando também colaborou assiduamente em páginas de arte.
Em periódicos como o Correio do Povo e a Revista do Globo.

Corona escreveu, ainda, o livro “Caminhada das Artes”.
Ele reúne crônicas, ensaios e impressões pessoais.
Sobre o ambiente artístico gaúcho e brasileiro da época.
Assim como sobre as personalidades mais marcantes.

Fernando Corona também deixou outros registros.
Sobre o início do ensino da escultura e da arquitetura no RS.
Este material conste em artigos da Enciclopédia Riograndense.
Mas pesquisas recentes contestam algumas declarações.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ João Fahrion – Visão Geral +++

João Fahrion nasceu em Porto Alegre, em 04/10/1898.
E faleceu, também em Porto Alegre, em 11/08/1970.
Foi pintor, ilustrador, desenhista, gravador e professor.
Levou uma vida discreta.
Inteiramente dedicada à carreira.
Mas em certos períodos apreciou a boemia.
Passou anos atribulado por crises periódicas de depressão.
Isso, nos anos finais de vida, deixou Fahrion incapacitado.

João Fahrion recebeu uma sólida formação acadêmica.
De 1920 a 1922, estudou em Amsterdam, Berlim e Munique.
Com bolsa que o governo do Rio Grande do Sul concedeu.
Mas entrou em contato com as vanguardas modernistas.
E delas recebeu influência.

Nos anos 1930 e 1940, foi e ilustrador da Revista do Globo.
E de livros infantis que a Editora Globo publicou.
Fahrion criou imagens que se alinharam à estética modernista.
Essas imagens circularam por todo o Brasil.
E creditaram-no como um dos grandes ilustradores da geração.

Fahrion lecionou no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre.
De 1937 a 1966, formou gerações de alunos.
E destacou-se pela excelência acadêmica.

Na pintura deixou obra extensa.
Com destaque para os retratos e os autorretratos.
E para as cenas de bastidores do teatro e do circo.
Os retratos são tipicamente conservadores.
Uma produção que atendeu à elite gaúcha.
E trouxe uma apreciável fama neste círculo.
Os autorretratos e as cenas têm algo em comum.
A influência da Nova Objetividade e do Expressionismo alemães.
Neles, Fahrion deixou a contribuição mais original à arte gaúcha.

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Infância de João Fahrion +++

João Fahrion nasceu em Porto Alegre.
Filho de Johann Willelm Fahrion.
Dono de serraria em Novo Hamburgo.
E Lina Catarina Ganns.
De família abastada de São Leopoldo.
Teve um irmão cinco anos mais velho, Ricardo.
O pai suicidou-se quando João Fahrion tinha oito anos.
A mãe caiu na miséria e tirou Ricardo do colégio.
Lina aprendeu técnicas elementares de odontologia.
E percorreu o interior. Fazia obturações e extrações.

João tinha saúde frágil e temperamento instável.
No colégio, era encrenqueiro e isolado.
Não falava com ninguém.
Distraía-se nas aulas e passava o tempo desenhando.

O primeiro professor de desenho foi Giuseppe Gaudenzi.
Um decorador e escultor de formação acadêmica.
Ele lecionava na Escola Técnica Parobé.
Sob sua tutela, João expôs pela primeira vez em 1920.
Nos altos da loja Esteves Barbosa.
Os trabalhos tiveram boa receptividade.

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ João Fahrion: Estudos na Europa +++

Em 1920, recebeu bolsa de estudos do Governo do Estado.
Foi se aperfeiçoar na Alemanha, onde estudou gravura.
A mãe e o irmão acompanharam-no.
Primeiro, ficaram em Amsterdã.
João Fahrion seguiu para Munique e fixou-se em Berlim.

Em Berlim, ele ingressou na Academia de Belas Artes.
Dedicou-se à litografia e à pintura.
A cidade era um fervilhante centro cultural.
Embora decadente, na ocasião.
Multiplicavam-se cabarés de atmosfera sórdida.
A corrupção era comum.
E a pobreza, generalizada.

João Fahrion se associou a um grupo de judeus.
Eram afeitos ao teatro e à vida boêmia.

Fez contato com artistas das vanguardas modernistas.
Defensores do Expressionismo ou da Nova Objetividade.
Outros ligados à fundação da Bauhaus.
Estes pregavam a integração de arte, artesanato e indústria.
Bem como a reestruturação das academias.
No contexto de uma Alemanha que buscava se reerguer.
Após os desastres da I Guerra Mundial.

João Fahrion não chegou a concluir o curso regular.
A mãe se preocupava com as influências das "más companhias".

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ João Fahrion: Retorno ao Brasil +++

Em 1922, por pressão da família, Fahrion voltou a Porto Alegre.
E expôs no Salão Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
Recebeu a Medalha de Bronze, por “Velha Holandesa”.
Em 1924, recebeu a de prata.
E no ano seguinte, reapareceu na cena gaúcha.
Participou do localmente importante Salão de Outono.

Mas o ambiente artístico no estado ainda era modesto.
E João Fahrion teve de aceitar trabalhos "menores".
Atuou como ilustrador e decorador para o próprio sustento.
Ilustrou edições da revista Madrugada.
E seções do Diário de Notícias.
Entre 1927 e 1930, passou a dar aulas de desenho.
Em regime esporádico, na Escola Complementar de Pelotas.
Também decorava festas e outros eventos em Porto Alegre.

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Início de Carreira de João Fahrion +++

João Fahrion surgiu na cena artística gaúcha em 1925.
No famoso Salão de Outono de Porto Alegre.
A organização foi do Grupo dos Treze.
Ele foi uma das forças de renovação das artes sulinas.
E dele fazia parte Fernando Corona.
Na época, iniciou um debate entre os acadêmicos e os modernos.

O Salão de Outono representou um divisor de águas.
Ele abriu o debate em torno das novas correntes artísticas.
Os modernistas se agrupavam no Clube Jocotó.
E o Instituto de Artes permaneceu um bastião do tradicionalismo.
Ali, Angelo Guido pontificava na teoria e crítica.
E Libindo Ferrás chefiava as aulas práticas de pintura.
Ambos tinham inclinação acadêmica.

Apesar da resistência inicial, o Modernismo veio e venceu.
Na década seguinte era abraçado até pela oficialidade.
Em 1935, o Governo promoveu a Exposição do Centenário Farroupilha.
E os pavilhões temporários eram de estética modernista.

No Instituto, as gerações se sucediam.
E os novos traziam novas referências.
O professor Francis Pelichek morreu, em 1937.
E Fahrion foi convidado a lecionar Desenho do Modelo Vivo.
Na época, Fahrion firmara como um dos melhores em atividade no RS.

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Contexto Político da Época +++

Um novo modelo de civilização estava aparecendo.
E lutava para se impor.
Sobre um contexto dominado por convenções tradicionalistas.
Estas eram consagradas no ideal da arte acadêmica.

Uma oligarquia autoritária, mas progressista, governava o RS.
Ela se pautava na doutrina do Castilhismo.
A versão local do Positivismo.
Isto explica a reurbanização da capital no início do século XX.
Ela mudou radicalmente a face da cidade.
Substituiu o casario colonial por construções de vários pisos.
Com fachadas ornamentadas.
E suntuosos edifícios públicos de dimensões palacianas.
As ruas estreitas originaram amplos bulevares e avenidas.
A renovação urbana foi bem acolhida pela população.

Até na arte da ilustração as novidades tiveram êxito imediato.
Mas nas artes "eruditas" os cânones antigos ainda tinha muito peso.
Somente quem podia consumir esta arte era a elite endinheirada.
Para eles o Academismo ainda tinha um forte apelo.
Era símbolo de status, riqueza, poder e tradição.

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ João Fahrion: Editora Globo +++

Em 1929, ingressou na importante Editora Globo.
Conseguiu uma colocação fixa no atelier de ilustração.
O comandado era de Ernest Zeuner.
Logo, Fahrion destacou-se na equipe.
A Editora usou ilustrações de Fahrion em várias publicações.
Com destaque para livros infantis de grande circulação.
Como Alice na Terra das Maravilhas, Heidi e A Ilha do Tesouro.
Também criou dezenas de capas para a Revista do Globo.

O ambiente de trabalho era animado.
Com a participação de outros artistas e visitantes.
Mas o salário mal cobrisse o sustento básico do artista.

O grupo da Editora Globo costumava se reunir em bares.
Para discutir temas artísticos.
Como a carência de espaços de exposição na cidade.
Disso resultou a criação da Associação Francisco Lisboa.
Fahrion foi um dos fundadores, em 1938.
E participou salões.
Eles eram um fórum de discussão e divulgação das obras.
Muitos dos artistas que não encontravam espaço no IBA.
E sentiam-se excluídos do circuito oficial.
Ainda hoje, essa é uma das mais importantes associações no RS.

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Professor do Instituto de Belas Artes +++

Em 1937, Fahrion aceitou emprego de mais prestígio.
O de professor de desenho de modelo vivo e pintura.
No Instituto Livre de Belas Artes de Porto Alegre.
Na ocasião, deixou o posto na Editora Globo.
Mas a experiência como artista gráfico foi útil no IBA.

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ João Fahrion: O Ilustrador +++

Fahrion se notabilizou como ilustrador no surto editorial dos anos 30.
Na época, o mercado passou a investir em edições nacionais.
E não mais tanto na importação.

As ilustrações eram um dos pontos fortes dessas publicações.
Eram reproduzidas para impressão a partir de originais.
Em pintura a óleo, guache, gravura, aquarela, desenho.
E possuíam muitas vezes altas qualidades plásticas e estilo inovador.

Para os artistas plásticos, era um grande campo que se abria.
Embora a ocupação fosse vista como uma arte menor.
E desprezada pelos artistas com pretensões a erudição.

No caso de Fahrion, foi um ganha-pão.
E um trampolim para de o talento.
Dentro de linhas originais e arrojadas.

As primeiras experiências na área foram ao lado de Sotéro Cosme.
Como capista e editor de arte da revista Madrugada, de 1926.
Ligada ao Modernismo, ela se notabilizou pela ousadia gráfica.

Na Editora Globo, a reputação como ilustrador se consolidou.
Ernest Zeuner liderava a equipe de ilustradores da casa.
Fahrion destacou-se assim que se uniu à equipe.
Ela criava o que se referisse à ilustração e projeto gráfico.
Desde cenas figurativas complexas.
Até simples vinhetas, lettering e molduras para fotos.
Elas deviam virtualmente seduzir e divertir o público.

Fahrion ilustrou a capa e/ou o miolo de mais de cinquenta livros.
A maior parte deles para o público infantil.
As criações mais importantes neste campo são as ilustrações para:
+ “A Ilha do Tesouro”, de Robert Louis Stevenson;
+ “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carrol;
+ “As Aventuras do Avião Vermelho”, de Érico Veríssimo;
+ “David Copperfield”, de Charles Dickens;
+ “Heidi”, de Johanna Spyri.

Na literatura adulta, destacam-se “Noite na Taverna” e “Macário”.
As obras Álvares de Azevedo forma publicados, em 1952.
Em um mesmo volume.

Fahrion lia atentamente todos os livros que ilustrava.
Buscava penetrar no espírito da narrativa.
Preferia histórias que se passassem em tempos remotos
E países distantes.

Entre as capas, o artista tinha uma favorita.
A do romance “A Boa Terra”, de Pearl S. Buck.

Quase todos os originais dessas ilustrações se perdeu.
Uma vez que permaneciam em posse da editora.
Com a exceção notável da série para “Noite na Taverna”.
O próprio artista salvou-a.
Indignado com o tratamento que seus trabalhos recebiam.
Após a reprodução impressa.

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ João Fahrion: O Pintor +++

A obra se divide basicamente em dois grandes grupos.
As obras encomendadas e as criadas de motu proprio.

No primeiro grupo, estão os retratos.
Em geral, de membros da alta sociedade porto-alegrense.
Muitas vezes não era um trabalho que lhe agradasse.
Era preciso que o pintor sentisse uma empatia pelo modelo.
O que nem sempre ocorria.
Mas os retratos proporcionaram o reconhecimento público.

Fahrion produziu dezenas de retratos entre os anos 40 e 60.
Várias pinturas acabaram nas capas da Revista do Globo.
Ela era uma das passarelas da moda e da sociedade de então.

Nestas obras, Fahrion é, em geral, mais conservador.
Até porque precisava agradar seus patronos conservadores.
Mas pode introduzir inovações de maneira sutil.
Na composição dos fundos e dos planos.
Nas padronagens decorativas e grafismos.
Que traem sua especialização nas artes gráficas.
E revelam a importância do desenho em sua obra pictórica.

A formação acadêmica se revela na sólida estrutura compositiva.
Na felicidade da construção anatômica.
No eficiente modelado dos volumes.
No sugestivo manejo da luz.
Na fluência da pincelada.

As mulheres são muitas vezes transfiguradas em divas.
De uma beleza estatuesca e um tanto fria.
Mas ao mesmo tempo trazendo à tona sua sensualidade.
Seja pelos cenários luxuosos.
Seja pela própria beleza física dessas mulheres.
Com ombros e braços desnudos e silhuetas de sereia.

Destes podem ser destacados os retratos de:
+ Helga Marsiaj;
+ Luísa di Primio Conceição;
+ Maria José Cardoso.

Por vezes, o clima é de maior informalidade.
Como nos retratos de Inge Gerdau e Roseli Becker


A produção mais pessoal são os autorretratos.
E as cenas de bastidores de teatro e de circo
Neles a influência do Expressionismo se faz mais clara.
São todas composições de atelier.
Especialmente interessantes pelo caráter quase de abstração.
As figuras humanas não evidenciam maior relação entre si.
Parecem alheias a tudo o que se passa à volta.

Palhaços e pierrôs. Dançarinas e mágicos.
Eles vivem para dar alegria aos outros.
E aparecem pensativos, cabisbaixos, melancólicos, inquisitivos.
Há ainda as cores incomuns e a iluminação teatral.
Isso empresta a essas obras uma atmosfera quase de sonho.
E dá um sentimento de solidão, mal-estar e perturbação.

Entre esse grupo podem ser citados como exemplo:
+ Camarim (1942);
+ Bastidores (1951);
+ Duas mulheres com figuras (1959);
+ Bailarina com espelho (1961) e
+ Cena de circo (sem data).

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Autorretratos de João Fahrion +++

Fahrion retratou a si mesmo de vários modos.
Em dezenas de obras criadas ao longo da sua carreira.
Em várias, dá vazão a um elemento brejeiro, jocoso.
E se retrata fantasiado.
Como na mais antiga delas, de 1925.
Esta obra mostra o pintor vestido de arlequim.
Sentado como um modelo a posar.
Com expressão compenetrada.
O olhar é, via de regra, penetrante.
Quase desafiador.

Em termos técnicos, são muitas vezes obras arrojadas.
Com enorme liberdade e violência na pincelada.
Desestrutura a continuidade dos planos do espaço.
Rarefaz a matéria pictórica.
E formando a figura apenas com traços toscos.
Mas precisos, seguros e essenciais.
Eles tornam muitas delas desenhos a pincel.

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Opinião da Crítica sobre Fahrion +++

Desde cedo, João Fahrion recebeu críticas positivas.
A primeira exposição pública ocorreu em 1920.
E rendeu elogios de Fernando Corona e José Rasgado Filho.
No ano seguinte, Fahrion partiu para estudar na Europa.
E família recebeu uma carta de um dos seus professores.
Scerk atestou "o zelo e o talento extraordinário”.

Participou do Salão Nacional, no Rio de Janeiro, em 1922 e 1925.
E recebeu medalhas.
Ao retornar a Porto Alegre, recebeu atenção do público e da crítica.

Nos anos 30 e 40, dedicou-se à carreira de ilustrador.
E seu nome tornou-se conhecido e prestigiado em todo o Brasil.
Os retratos da elite confirmaram sua fama no RS.
Na época, recebeu vários outros prêmios nacionais e estaduais.

O nome “João Fahrion” batiza espaços institucionais:
+ na Casa de Cultura Mário Quintana;
+ no Centro Cultural APLUB;
+ no Instituto de Artes da UFRGS;
+ no MARGS;
+ na Reitoria da UFRGS.

As obras públicas de João Fahrion encontram-se:
+ no Instituto Cultural Brasileiro Norte-americano;
+ no Museu da UFRGS;
+ no Museu de Arte do Rio Grande do Sul;
+ no Museu Nacional de Belas Artes;
+ na Pinacoteca Aldo Locatelli;
+ na Pinacoteca APLUB;
+ na Pinacoteca Barão de Santo Ângelo;

Leonardo Brocker disse...

+++ Premiações Mais Significativas +++

1922 – Medalha de bronze no Salão Nacional de Belas Artes;
1924 – Medalha de prata no Salão Nacional de Belas Artes;
1939 – Prêmio Hemisfério Ocidental no Salão Nacional de Belas Artes;
1940 – Medalha de Ouro no II Salão de Belas Artes do RS;
1940 – Prêmio Aquisição no Salão Nacional de Belas Artes;
1944 – Medalha de prata no Salão Nacional de Belas Artes;
1953 – Prêmio Aquisição no Salão Nacional de Belas Artes;
1955 – Prêmio Caixa Econômica do RS no Salão de Belas Artes do Estado.

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ João Fahrion e A Depressão +++

João Fahrion era assombrada pelo fantasma da depressão.
A doença vitimou o pai e, antes, o avô, também um suicida.

O problema de depressão de Fahrion era recorrente.
Mas o diretor da escola, Tasso Corrêa, decidiu apoiá-lo.
E contou com a ajuda de Angelo Guido.
Este, um professor de história da arte.
E influente crítico de arte na imprensa.
Outro professor, Benito Castañeda, também auxiliou.

Tasso ignorava as frequentes ausências de Fahrion.
A depressão deixava-o incapacitado para tudo por semanas.
João Fahrion passava os dias trancado em casa chorando.

O humor continuava oscilante.
Carlos Raul Fahrion, sobrinho de João Fahrion disse:
"Quando entrava em euforia, pintava e farreava sem parar”.
“Aí ele achava tudo muito bom e bacana”.
“E dava obras de presente para o primeiro que aparecesse".

A família tinha dificuldades para lidar com a situação.
Sabia que os ciclos se repetiam.
E depois da euforia, ele mergulharia de novo na doença.
Então, João destruía em fúria muito do que fizera antes.

Fahrion internou-se várias vezes em clínicas.
Para tentar controlar os sintomas, recebeu eletrochoques.
Saía mais calmo das aplicações.
Mas cada vez mais introspectivo e taciturno.

O artista, porém, disse que não abriria mão da doença.
Pois ela tinha importante participação no estímulo de seu talento.

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Vida após a Morte da Mãe +++

Em 1945, a mãe de João Fahrion faleceu.
E isso deu a ele certa liberdade.
Liberdade que ele só conhecera durante os estudos na Alemanha.
Afinal, a mãe sempre exerceu um estrito controle sobre o filho.

A partir de então viveu com o irmão, a cunhada e o sobrinho.
Junto com seus vários gatos.

João Fahrion passou a frequentar novamente a boemia.
Muitos outros artistas e intelectuais eram também assíduos.
Fahrion registrou o ambiente noturno de Porto alegre.
Fez várias caricaturas e pinturas.
E cenas dos bastidores do teatro, um dos temas preferidos.

O prestígio como ilustrador e retratista se firmava solidamente.
A partir da década de 1940, era cada vez mais requisitado.
E fazia retratos de personagens da elite gaúcha.
Principalmente de mulheres.
Também recebeu vários prêmios em salões de arte.

Mas no fim da vida sofreu um completo bloqueio criativo.
Por causa do avanço da esclerose.
Já não se sentia capaz de desenhar nem objetos simples.
E isso o entristeceu profundamente.
Mesmo assim não abandonou de todo a pintura.
Mas disse que essa produção tardia e emergencial não valia nada.
Em comparação com o que fizera antes.

Em 1966, foi aposentado compulsoriamente pelo Instituto de Artes.
Mas ainda frequentou por algum tempo a academia.

João Fahrion permaneu solteiro por toda a vida.
Em 1970, no leito de morte, casou com sua cunhada, já viúva.
Para que a pensão que recebia da UFRGS passasse para ela.
Uma recompensa aos anos que recebeu cuidados em sua casa.

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ João Fahrion: Impressões sobre o Homem +++

Justino Martins chamou-o de "caramujo de cultura invejável".
E formou-se uma imagem de arredio e taciturno.
Se isso em parte é correto, não lhe faz, porém, toda justiça.

José Bertaso, da Editora Globo, registrou que ele fora:
"Uma das pessoas mais interessantes que conheci.”
“Apesar de ser homem de poucas falas".

Waldeny Elias, um de seus alunos, disse que:
"Fahrion foi uma das criaturas mais puras que conheci”.
“Apesar de caladão, para quem convivia com ele era espirituoso”.
“Tinha saídas muito 'voltaireanas'”.
“E numa roda de amigos ele gostava da glosa...”.
“Tinha uma capacidade humanística muito grande".

Alice Soares e Alice Brueggemann lembraram:
“Às vezes, ele contava histórias que faziam todos rebentar de rir".

Fahrion era um professor muito organizado e metódico.
Dava a todos uma atenção cuidadosa.
Embora fosse muito tímido.
Seu olhar, entretanto, parecia atravessar as pessoas.

Alice Loforte, arquiteta, foi aluna na década de 50. E disse:
"Seus olhos não fixavam o mundo, mas distâncias infinitas".

Adaptado do Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Christina Hellfensteller Balbão +++

Nasceu em Porto Alegre, em 1917.
Faleceu, também na capital gaúcha, em 2007.
Foi pintora, desenhista, escultora e professora.

Ingressou em 1933 no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre.
Ali, estudou pintura, escultura e piano.
Em 1938, iniciou viagens pelo Brasil, América Latina e Europa.
Conhecendo a arte e as instituições destes lugares.

Começou a dar aulas de desenho em 1939.
E, no ano seguinte, estagiou no ateliê de Leopoldo Gotuzzo.
Em 1943, foi assistente do professor Fernando Corona, no IBA.
Auxiliou na disciplina de escultura.
Em 1952, estudou em Buenos Aires, com o escultor Horácio Juarez.

Expôs, poucas vezes, em coletivas. E nunca individualmente.
Participou de muitos grupos relacionados à arte. Entre eles:
+ Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa;
+ Associação Araújo Porto Alegre;
+ Associação Brasileira de Desenho.

Tornou-se professora do IBA em 1954.
E formou muitos artistas de projeção internacional.
No mesmo ano, tornou-se assistente técnica do MARGS.
Ado Malagoli, então diretor do museu, contratou-a.
Christina preparava exposições e fazia trabalhos administrativos.
Contribuiu para o crescimento da instituição.

Aposentou-se, em 1987, no IA e no MARGS.
Mas se manteve sempre atenta aos eventos de arte.
E incentivou jovens artistas.

Adaptado do Acervo de Artes da UFRGS.

Leonardo Brocker disse...

+++ Pedro Weingärtner +++

Nasceu em Porto Alegre, em 26/07/1853.
Faleceu em Porto Alegre, em 26/12/1929.
Foi pintor, desenhista e gravurista.

Iniciou os estudos em arte com Araújo Guerra.
Com o irmão Jacob e o tio Miguel Weingärtner.

Em 1878, passou a viver na Alemanha.
Estudou em Hamburgo, Munique e Carlsruhe.
Frequentou a Nova Escola de Belas Artes de Baden.
Ali, estudou com Ferdinand Keller, Theodor Poeckh e Hildebrand.
Datam desta época os primeiros trabalhos a óleo.

Estudou na Real Academia de Belas Artes de Berlim.
Em período de pesquisa e produção intensa.

Em 1884, partiu para a capital francesa.
Lá, estudou com Robert Fleury e Adolphe Bouguereau.
No mesmo ano, recebeu pensão de D. Pedro II.
E viajou para Roma.

Em 1888, realizou a primeira mostra individual no Rio de Janeiro.
Obteve grande sucesso.
Três anos depois, integrou o Salão de Paris.
E recebeu comentários elogiosos da crítica francesa.

Lecionou desenho na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.
De 1891 a 1895.
Manteve sempre contato com os grandes centros culturais europeus.

Em 1893, retornou ao Rio Grande do Sul.
E realizou estudos na zona da colônia local e de Santa Catarina.
Dividiu-se entre o Brasil e a Europa.
Expôs em Porto Alegre, Rio de Janeiro, São Paulo e no exterior.

Em 2009 e 2010, ocorreram retrospectivas do trabalho do artista.
Na Pinacoteca do Estado de São Paulo.
E no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, respectivamente.

Adaptado do Acervo de Artes da UFRGS.

Leonardo Brocker disse...

+++ Romanita Disconzi: Biografia +++

Pintora, professora e gravurista gaúcha.
Nasceu em Santiago, RS, em 1940.

Formou-se em Pintura no IA da UFRGS, em 1960.
Fez cursos com Ado Malagoli, Luiz Solari e Julio Plaza.
Na segunda metade dos anos 60, dedicou-se à gravura.
Com ênfase em serigrafia.

Residiu nos EUA. Lá, recebeu o título de Master in Fine Arts.
Pela School of the Art Institute of Chicago.
E iniciou pesquisa sobre linguagem televisiva.
Transpôs esta para a pintura.

No final dos anos 70 integrou o grupo Nervo Óptico.
Desse grupo faziam parte:
+ Ana Alegria;
+ Carlos Asp;
+ Carlos Athanázio;
+ Carlos Pasquetti;
+ Clóvis Dariano;
+ Elton Manganelli;
+ Jesus Escobar;
+ Romanita Disconzi;
+ Telmo Lanes;
+ Vera Chaves Barcellos.

Passou a compor o corpo docente do IA da UFRGS em 1977.
A partir de 1979 trabalha também com vídeo e performance.
Em 1991, realizou doutorado na Escola de Comunicação e Artes da USP.
Em 1995, participou da coletiva homenagem ao cinema gaúcho.
A mostra “Espaço I” ocorreu na Usina do Gasômetro, Porto Alegre.
E de 1995 a 1997, foi diretora do MARGS.

Leonardo Brocker disse...

+++ Romanita Disconzi: Exposições +++

Participou de exposições individuais e coletivas.
A primeira individual foi na Galeria Leopoldina, em 1967.
Destaque à Bienal Internacional de Arte de São Paulo em 1973.

Foi uma das primeiras artistas gaúchas com preocupação ecológica.
Realizou projeto de interferência em parques.

Tem obras no MACUSP, no MARGS e no MAM.
No MARGS peças gráficas, totens e sólidos geométricos.

Em 2008, realizou a mostra individual:
“A Natureza e a Sombra Sintética – Vídeos & Fractals”.
Esta ocorreu no Paço Municipal de Porto Alegre.
E expôs o resultado das pesquisas de Romanita em videoarte.
Foi indicada para ao prêmio Açorianos de Artes Plásticas.
Na categoria artetecnologia.

Adaptado do Acervo de Artes da UFRGS e de Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ O MARGS +++

Em 1954, Ado Malagoli criou o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
O MARGS é o principal museu de arte do Estado.
E um dos mais importantes do Brasil.
Reúne um acervo com mais de três mil obras.
De artistas locais, nacionais e internacionais.

Desde os anos 70, o MARGS funciona no prédio da Delegacia Fiscal.
Em 1984, ocorreu o tombamento da antiga construção.
Como patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Surgiu com o núcleo inicial da cidade.
Ficava junto ao Lago Guaíba.
Até que se construiu um cais de pedra com ancoradouro.
Isso facilitou o trânsito de pessoas e de mercadorias.
Era o núcleo da parte nobre do velho Centro.
Em torno dela, observava-se a vida social da cidade.
E ali, surgiram imponentes prédios no início do século XX.
Como os Correios e Telégrafos e a Delegacia Fiscal.
E a partir 1954, ali se instalou a Feira do Livro.

Em 2003, foi tombada como patrimônio nacional.
E passou por recente restauração.
Parte do Programa Monumento.
Hoje, PAC das Cidades Históricas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumentos da Praça da Alfândega +++

+ Monumento do Barão do Rio Branco (A. Adloff, 1916);
+ Monumento ao Marechal Osório (Leão Velloso, 1933);
+ Estátua-chafariz da Samaritana (A. Adloff, 1925-36).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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