quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Ilustrações de Nelson Boeira Faedrich para Obra de Simões Lopes Neto

O ilustrador Nelson Boeira Faedrich criou os desenhos para duas obras de Simões Lopes Neto. Primeiro, para “Contos Gauchescos”. E depois, para “Lendas do Sul”. Abaixo, parte da mostra da Pinacoteca Aldo Locatelli.

Nelson Boeira Faedrich, Contos Gauchescos - Os Cabelos da China
Contos Gauchescos:
"Os Cabelos da China"

Nelson Boeira Faedrich, Contos Gauchescos - No Manantial
Contos Gauchescos: "No Manantial"

Nelson Boeira Faedrich, Lendas do Sul - A Mboitatá
Lendas do Sul: "A Mboitatá"

Nelson Boeira Faedrich, Contos Gauchescos - "O Negro Bonifácio"
Contos Gauchescos:
"O Negro Bonifácio"

Nelson Boeira Faedrich, Lendas do Sul - "A Salamanca do Jarau"
Lendas do Sul:
"A Salamanca do Jarau"

Nelson Boeira Faedrich, Contos Gauchescos - Blau, O Vaqueano
Contos Gauchescos:
Blau Nunes, O Vaqueano

Nelson Boeira Faedrich, Lendas do Sul - "O Lunar de Sepé"
Lendas do Sul: "O Lunar de Sepé"

Nelson Boeira Faedrich, Contos Gauchescos: "Os Cabelos da China"
Contos Gauchescos:
"Os Cabelos da China"

13 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ João Simões Lopes Neto +++

Nasceu em Pelotas, em 09 de março de 1865.
Na época, ocorria a Guerra do Paraguai.
Aquele foi o maior conflito armado da América do Sul.

Na adolescência, foi para o Rio de Janeiro.
Lá, chegou a estudar Medicina.
Mas retornou a Pelotas, sem concluir o curso.

Atuou em diversas atividades comerciais.
Também atuou como jornalista.
Mas foi como escritor que conquistou um lugar na história.

As narrativas mais conhecidas: “Contos Gauchescos” (1912),
“Lendas do Sul” (1913) e “Casos do Romualdo” (1914).
Também compilou “O Cancioneiro Guasca” (1910).

Simões Lopes Neto redigiu, ainda, um livro de história local.
Mas “Terra Gaúcha” foi uma publicação póstuma.
Em vida, o escritor não teve qualquer reconhecimento.

Faleceu em Pelotas, em 14 de junho de 1916.
Pobre, doente e desacreditado.
Era um exemplo de azarento e fracassado.

Adaptado do Memorial do Rio Grande do Sul.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Os Cabelos da China” (São João Batista do Erval) +++

Os contos de Simões Lopes Neto ocorrem em cidades gaúchas.
São João Batista do Erval é o cenário de “Os Cabelos da China”.
Segue um trecho deste conto:

Vancê sabe que eu tive e me servi muito tempo,
Dum buçalete e cabresto feitos de cabelo de mulher?

Verdade que fui inocente no caso.

Leonardo Brocker disse...

+++ “No Manantial” (Lagoa Vermelha) +++

Os contos de Simões Lopes Neto ocorrem em cidades gaúchas.
Lagoa Vermelha é o cenário de “No Manantial”.
Segue um trecho deste conto:

Eu, desde guri, conheci o lagoão.
Já tapado pelos capins.
Mas o lugar sempre respeitado,
Como um tremedal perigoso:
Até contavam de um mascate.
Que aí se atolou e sumiu-se.
Com duas mulas cargueiras.
E canastras e tudo.

Leonardo Brocker disse...

+++ “A Salamanca do Jarau” (Quaraí) +++

Os contos de Simões Lopes Neto ocorrem em cidades gaúchas.
Quaraí é o cenário de “A Salamanca do Jarau”.
Segue um trecho deste conto:

... eu sou a rosa dos tesouros escondidos dentro da casca do mundo...

Leonardo Brocker disse...

+++ Sepé Tiaraju e O Arroio São Sepé +++

O Arroio São Sepé fica em Caçapava do Sul.
Nasce na coxilha de Babiroquá.
E deságua no Rio Vacacaí.

Os jesuítas deram o nome ao arroio.
Uma homenagem a José Tiaraju.
O chefe indígena era conhecido com Sepé.

Sepé morreu na batalha de 07/02/1756.
No sopé da Coxilha de Santa Tecla.
Perto da cidade de Bagé.

À margem do arroio, ficava a sepultura do índio.
Uma cruz de madeira indicava o local.
E trazia uma inscrição, meio em latim, meio em guarani:

“Em nome de todos os santos
No ano de Cristo Jesus de 1756
A 7 de fevereiro
Morreu combatendo
O grande chefe guarani Tiaraju
Em um sábado santo.
Subiu ao céu dias antes do que
O grande chefe da Taba do Uruguai
Que morreu a 10 de fevereiro, em quarta-feira
Combatendo contra um exército de 15.000 homens.
Aqui enterrado
A 4 de março
Mandou levantar-lhe esta cruz
O Padre Dom Miguel
Descansa em paz.”

Adaptado de “Cancioneiro Guasca”, João Simões Lopes Neto.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Contos Gauchescos” +++

O regionalismo de Simões celebra a ancestralidade em Blau Nunes.
E trata das complexidades humanas num mundo de fronteira.
“Contos Gauchescos” emergem de uma realidade nostálgica.
De um mundo em transformação.
Blau, o narrador, é o guasca sadio, a um tempo real e ingênuo.
Impulsivo na alegria e na temeridade.
Sua narrativa revela a rudeza das relações humanas de seu tempo.
Seus temores e suas imposições na vida no campo.

Adaptado do texto de Ceres Storchi, a curadora da exposição “Simões Lopes Neto - Onde não chega o olhar, prossegue o pensamento” no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Lendas do Sul” +++

“Lendas do Sul” conduzem o leitor a um mundo fantástico.
Da solidez terrena, parte-se às cenas de transformação.
Na paisagem, no corpo e no espírito do personagem.

Adaptado do texto de Ceres Storchi, a curadora da exposição “Simões Lopes Neto - Onde não chega o olhar, prossegue o pensamento” no Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

“Os Cabelos da China – TV Brasil”

Blau Nunes e Juca Picumã integram um piquete farroupilha.
E desenvolvem uma camaradagem de companheiros de armas.
O velho Juca Picumã entra com a experiência.
E o Blau Nunes com o ardor juvenil.
Nas conversas na beira do fogo, o velho introduz a figura da filha.
Ele envia a ela tudo o que guarda desta vida ingrata.
Uma missão de batalha vai permitir o encontro deles com Rosa.
Ela se amigou com um oficial legalista.
E tem uma trança de cabelos negros que lhe chega aos joelhos.
Mas o feitiço da Rosa se vira contra a feiticeira.
Em uma história de amores brutos e amizade entre guerreiros.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Os Cabelos da China” +++

Blau Nunes joga na cova o cabresto.
E conta a história deste cabresto.
Para isso, precisa falar de Juca Picumã...

Juca vivia de forma precária.
Pobre como um rato de igreja.
Dormia como um lagarto.
Sempre despilchado.
Pois todo o dinheiro que ganhava, mandava para Rosa.
Rosa era a bela filha de Juca Picumã...

Blau Nunes conheceu Juca na Guerra dos Farrapos...

Certo dia, o capitão farrapo convocou Juca Picumã.
Queria que ele e Blau fossem até o acampamento legalista.
E dissessem que eram desertores das tropas farrapas.
Os farrapos já andavam há dois dias no mata.
Estavam no encalço do comandante legalista.
Ele seduziu a china do capitão farrapo.
Assim, Juca e Blau deveriam distrair os legalistas.
E prender o comandante e a china...

A caminho do acampamento, um soldado os parou.
Juca disse que ele e Blau queriam lutar contra os farrapos.
O soldado deixou-os passar.
E disse para falarem que o Marcos deixou-os passar.
O mesmo aconteceu com João Antônio, o segundo sentinela.

No acampamento, indicou a carroça do comandante.
Logo, a china saiu.
Juca cobriu o rosto.
E Blau comentou sobre a beleza da moça.

Um soldado anunciou que os farrapos mataram João Antônio.
Ao ouvir, Ruivo, o comandante fugiu.
A china, também, tentou fugir.
Mas Juca a segurou.
O capitão farrapo, então, pegou a moça.
Preparava-se para passar a faca no pescoço da china.
Mas Juca enfiou o facão no peito do capitão e disse:
"Isso não! É minha filha!"

O capitão segurava a china pela trança.
Juca cortou-a, libertando a filha.
E perguntou a Blau se iria dar parte dele.

Blau Nunes não contou nada sobre o episódio.
E três meses depois, Juca deu a ele o cabresto de presente.
Tempos depois, Picumã estava no leito de morte.
E pediu para ver Blau.
Juca disse que fez o cabresto com a trança do cabelo de Rosa.
Blau prometeu que devolveria o cabresto a Juca.
Antes disso, Juca morreu.
E Blau não soube onde ocorreu o enterro.
Ao saber da morte de Rosa, foi ao cemitério.
E jogou o cabresto na cova china...

Resumo do conto “Os Cabelos da China”.

Leonardo Brocker disse...

+++ No Manantial – TV Brasil +++

Para muitos é a obra-prima de Simões Lopes Neto como contista.
Narra episódios que ocorreram na tapera do Mariano.
Lá, até hoje, uma voluptuosa roseira adorna o perigoso lagoão.
Este oculta um sumidouro que até os animais evitam.
Ali, ocorreu a trágica fuga da jovem Maria Altina.
O cargoso Chicão a perseguia.
Enquanto todos se divertiam num casamento na estância vizinha.
O que era uma morada ajeitada e promissora hoje virou tapera.
Com direito a assombrações para os tropeiros que pousam por ali.

Leonardo Brocker disse...

+++ “No Manantial” Filmow +++

O curta se baseia na obra de Simões Lopes Neto.
E mostra a obsessão de um homem por uma mulher.
"Manantial" é uma palavra de origem castelhana.
E significa atoleiro, pântano, sumidouro.
Mas o manantial dessa história não é um lugar qualquer.
Um mistério ronda o banhado.
E a causa é uma emocionante história de amor.
Chicão ama Maria Altina.
Mas ela se apaixonou por André.
Este deu a ela uma rosa vermelha.
E esse simples gesto mudará a vida de todos.

Elenco
+ Ida Celina;
+ João França;
+ Pedro Camargo;
+ Rafael Tombini;
+ Sissi Venturin;
+ Zeca Brito.

Leonardo Brocker disse...

+++ "No Manantial" +++

Mariano veio de Cima da Serra.
Trouxe a filha, a sogra, a irmã da sogre e alguns negros.
Quando Maria Altina tinha 16 anos, o rancho era o paraíso!
Era uma fartura: árvores, lavoura, criação.

Certa vez, eles foram ao povoado rezar o terço.
A reza foi na casa do Brigadeiro Machado.
Lá, Maria Altina conheceu André.
E este deu a ela uma rosa vermelha.
Maria Altina levou a rosa e plantou-a no rancho.
E a roseira pegou.

Outra vez, André hospedou-se no rancho de Mariano.
Foi um arranjo do Brigadeiro.
A alegria foi geral.
E firmou-se o trato de casamento.

A um quarto de légua do rancho, vivia Chico Triste.
E Chicão, o filho mais velho, enrabichava-se por Altina.
Ela, porém, tinha medo e raiva dele.
Chicão pediu à Maria Altina uma muda da roseira.
Ela disse a ele que pegasse.
Chicão trazia bichos de presente para ela.
E Maria Altina soltava-os no campo.

Quando soube do casamento, Chicão espumou de raiva.

Na véspera do caso, houve um batizado na casa de Chico Triste.
A festa seria no dia seguinte.
Na ocasião, só Maria Altina e a avó estavam no rancho.
Da varanda, Maria Altina ouviu um baque na cozinha.
Foi olhar e encontrou a avó no chão.
Chicão acabara de matar a senhora.
Ele agarra Maria Altina, que morde o braço de Chicão.

Maria Altina foge a cavalo.
Mas Chicão a persegue.
Ela corre para o manantial e ali eles afundam.
Só se consegue ver a rosa que Altina carrega.
E da flor, surge uma roseira, que cresce no meio do pântano.

Resumo do conto "No Manantial".

Leonardo Brocker disse...

+++ "O Negro Bonifácio" +++

Bonifácio encontra Tudinha numa carreira de cavalos.
E oferece à moça uma caixa de doces.
Tudinha recusa o agrado.
Negro Bonifácio insiste.
E isso leva a uma briga de facão e pistola.

Fermina, mãe de Tudinha, joga água fervente no negro.
E Bonifácio atravessa o facão em Fermina.
Um homem joga, então, uma boleadeira no pescoço do negro.
Bonifácio cai.
Tudinha tira-lhe o facão e retalhe a cara de Bonifácio.

O Negro Bonifácio foi o primeiro amor de Tudinha.
Mas ele trouxe outra mulher no dia da carreira.
Tudinha ficou com ciúmes e recusou a caixa de doces...

Resumo do conto "O Negro Bonifácio".

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