terça-feira, 6 de setembro de 2016

Casa de Cultura Mário Quintana: De Alto a Baixo

A Casa de Cultura Mário Quintana é o espaço cultural mais tradicional da cidade de Porto Alegre. O antigo Hotel Magestic, local onde o poeta morou os últimos anos de vida, reúne bibliotecas, cinemas, museus e teatros.

Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre - Vista Rua 7 de Setembro
Casa de Cultura Mário Quintana:
Vista a partir da Rua Sete de Setembro.

Continuação de...
Pinturas de João Fahrion e de Maria Di Gesu no MARGS


Algum Tempo sem Visitar...
Estava na Praça da Alfândega, numa peregrinação pelos museus do centro. Aproveitei para passar na Casa de Cultura. Na ocasião, havia uma feira na Travessa dos Cataventos, entre as duas entradas do prédio.

Fazia algum tempo que não visitava a Casa de Cultura. As últimas vezes que passei por ali, encontrei-a fechada. Uma vez por reformas estruturais. E a outra, por ser em dia sem expediente externo.

Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre - Feira na Travessa dos Cataventos
Feira na Travessa dos Cataventos

Já a última vez que percorri o prédio inteiro, de alto a baixo, fazia vários anos. E foi justamente esta empreitada que encarei. Subi até o último andar de elevador. Para depois descer todos os andares de escada...


Jardim Lutzenberger
No último andar, fica o Café Santo de Casa. Dele, temos uma vista parcial do Lago Guaíba. Os prédios ao redor encobrem a paisagem. Contudo, não comprometem a contemplação do por do sol.

Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre - Jardim de Lutzenberger
Jardim Lutzenberger

Pois bem: como eram 14h30 e faltava muito para o sol se por, comecei a descer as escadarias. A primeira parada foi no Jardim Lutzenberger. Este jardim homenageia o ambientalista gaúcho José Antônio Lutzenberger.

O bosque de árvores nativas abriga, em vasos, espécies das matas gaúchas. É um local agradável para relaxar, conversar com amigos, tomar chimarrão. Do jardim, é possível avistar a Igreja Nossa Senhora das Dores.

Igreja Nossa Senhora das Dores - Vista da Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre
Igreja Nossa Senhora das Dores


Bibliotecas da Casa de Cultura
Na passada, percebi que o Museu de Arte Contemporânea estava fechado. O museu preparava-se para receber uma nova mostra. Segui a odisseia e parei por instantes na Biblioteca Infanto-Juvenil Lucília Minssen.

A parada seguinte foi mais longa. Precisava recarregar a bateria da câmera. Passei, assim, mais de hora na Biblioteca Érico Veríssimo. A parada serviu também para descansar um pouco e fazer uma rápida pesquisa.

Biblioteca Lucília Minssen - Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre
Biblioteca Lucília Minssen

Na Biblioteca Érico Veríssimo, encontrei um livro sobre Aldo Locatelli. Na época, eu visitava as obras do pintor, em Porto Alegre. Com essa pesquisa, reuni um volume razoável de informações sobre o artista e as obras.


Sala sobre Grupos Gaúchos
Uma sala da Casa de Cultura Mário Quintana homenageia alguns grupos gaúchos. A maior parte é de grupos de rock. Há até uma matéria da revista Aplauso, com “Os 10 Melhores Discos do Rock Gaúcho”.

Capa de Disco dos Almôndegas
Capa de Disco dos Almôndegas

Outro destaque é o disco “Rock Grande do Sul”. A coletânea é um divisor de águas. Em 1985, ajudou a projetar cinco bandas de Porto Alegre: DeFalla, Garotos da Rua, Os Engenheiros do Hawaii, Os Replicantes e TNT.

Por fim, há cartões que dividem os grupos por ordem alfabética. Há bandas desde a década de 1960. O predomínio é dos anos 1980, um período que conferiu a Porto Alegre o título de cidade mais roqueira do país.

O relato segue com...
Salão Mourisco e Obras Raras e Biblioteca Pública do Estado

Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre - Travessa dos Cataventos
Travessa dos Cataventos

27 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ José Antônio Lutzenberger +++

Engenheiro ambiental gaúcho.
Nasceu em 19/12/1926. E faleceu em 14/05/2002.
Destacou-se pelo engajamento na luta ambiental.
Conciliava conhecimento técnico com linguagem acessível.
E mostrou atitude pragmática diante de desafios ambientais.
Em 1979, criou a empresa Vida Desenvolvimento Ecológico.
Pioneira, ela atuava na reciclagem de resíduos industriais.
Em 1987, instituiu a Fundação Gaia.
A proposta era a conscientização ecológica da sociedade.
Recebeu, em 1988, o Right Livelihood Award.
E de 1990 a 1992, foi Secretário Especial do Meio Ambiente.

Leonardo Brocker disse...

+++ Jardim Lutzenberger: Casa de Cultura Mario Quintana +++

Busca contribuir na educação.
E na construção de uma sociedade mais consciente.
E responsável pelo desdobramento da vida.
Em suas múltiplas manifestações.
E mostra que pequenas áreas podem abrigar uma gama de espécies.
O Jardim Lutzenberger alia biodiversidade, produção e prazer estético.

Leonardo Brocker disse...

+++ Bosque das Árvores Nativas +++

Coleção de árvores nativas plantadas em vasos.
Simboliza as matas gaúchas.
E remete aos bonsais, a milenar arte oriental.
Uma das atividades que Lutzenberger prezava na jardinagem.
Predominam as espécies das famílias das mirtáceas.
Como goiabeiras, pitangueiras, cerejeiras e guabirobas.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lucília Minssen +++

Nasceu em 15/05/1920, em Cachoeira do Sul.
Formou-se na Escola Normal João Neves da Fontoura.
E em Biblioteconomia na Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
Cursou Artes Biblioteconômicas no Wintrop College, Carolina do Sul.
Mais tarde, diplomou-se Mestra em Artes Biblioteconômicas.
Isso no George Peabody College, em Nashville.
Faleceu em 18/11/1968.
Os restos mortais estão na cidade natal.

Leonardo Brocker disse...

+++ Almôndegas +++

A banda Almôndegas surgiu em 1972, em Pelotas.
A partir da amizade dos irmãos Kleiton e Kledir Ramil.
Juntaram-se Pery Souza, Quico Castro Alves e Gilnei da Silva.
Eles criaram uma linguagem particular para a música pop gaúcha.
Em 1975, a banda gravou o primeiro LP, “Almôndegas”.
No mesmo ano, lançou “Aqui.”
Em agosto de 1977, chegou o LP “Alhos com Bugalhos”.
E, em 1979, pela gravadora Music Master, “Almôndegas”.

Leonardo Brocker disse...

+++ DeFalla – A Banda de Rock +++

Surgiu em Porto Alegre, em 1985.
Carlos Pianta, o primeiro baixista, batizou a banda.
Uma homenagem ao compositor espanhol Manuel De Falla.
Em 1985, participou de uma coletânea gaúcha.
“Rock Grande do Sul” contava mais quatro grupos.

A banda destacou-se pelo estilo musical irreverente.
Pelas constantes mudanças na formação.
E pelas apresentações estéticas.
Inseriu-se no circuito do rock alternativo de Porto Alegre.
E depois, em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Leonardo Brocker disse...

+++ “DeFalla – Papaparty” (1987) +++

O primeiro disco do DeFalla.
Lançado em plena efervescência do rock nacional.
É o típico caso que se passa com promessas locais.
A banda é agraciada pela crítica.
Mas não chega a lograr reconhecimento do público fora do RS.
Surgiu em meio ao oba-oba do rock brasileiro dos anos 80.
O título foi uma das apostas do selo Plug, da gravadora RCA.
Junto com as bandas cariocas Picassos Falsos e Hojerizah.
Fez a cabaça dos jovens que fuçavam as lojas em busca de novidades.
E a crítica especializada rendeu-se ao álbum. E ao DeFalla.
Elegeu-o como uma das propostas mais criativas do rock nacional.
O repertório do disco reunia canções como:
+ “Não me Mande Flores”, uma declaração de desamor;
+ “Sodomia”, uma declaração à perversão;
+ “Sobre Amanhã” é a desilusão gótica.
A última antecipa a sonoridade caótica dos trabalhos posteriores.
Um flerte desvairado entre pós-punk, microfonias, colagens, ruídos.
O jornalista Marcelo Ferla aponta o disco como um retrato da época:
“É a pós-modernidade do Bom Fim transposta para o disco. O bairro era ‘o lugar’ de Porto Alegre, naquele momento”.

Fonte: Aplauso: Cultura em Revista, Ano 9, No 83 (2007)
“Os 10 Melhores Discos do Rock Gaúcho” (pág. 26-34)

Leonardo Brocker disse...

+++ “DeFalla – It’s Fuckin’ Borin’ to Death” (1988) +++

É o segundo disco da banda. O último pelo selo Plug.
A crítica aguardava da banda um novo sopro de criatividade.
E o DeFalla não frustrou as expectativas.
Partiu do pós-punk do primogênito LP.
E criou um crossover maluco de rap, funk e heavy metal.
Isso prova que estavam atentos às últimas tendências estrangeiras.
São notáveis as influências de Run-DMC, Beastie Boys.
Além de Red Hot Chili Peppers, que saí do berço.
Mas a banda não perdeu de vista microfonias e vinhetas absurdas.
E as letras fundindo português e inglês.
É o caso de “I Have Sing a Song”.
Também não fizeram concessões à obcessão por sexo e violência.

O disco é um dos pioneiros no uso de sampler, no Brasil.
Há uma fala do ator Dennis Hopper, no filme “Veludo Azul”.
E na abertura, “Como Vovó Já Dizia”, de Raul Seixas.
Uma versão rap, com muitos escratch.
E batidona arrasa quarteirão.
Gustavo Bittencourt, da banda Walverdes, opina:
“Nesse disco, a mistura de pop, hip-hop, rock, pós-punk e funk soa incrivelmente chinela e sofisticada, ao mesmo tempo”.

A insanidade prossegue faixa após faixa.
Como na versão desconstruída de “Revolution”.
Inicialmente, era para ser uma versão dos Beatles.
Mas não ficou nada semelhante à original.
E virou música do DeFalla mesmo.
“Repelente” tornou-se um hit absoluto da banda.

O lado B inicia com a clássica “It’s Fuckin’ Borin’ to Death”.
A balada cita o filme “Nascido para Matar”, de Stanley Kubrick.
E prossegue com o groove demoníaco “Satã (É Coisa do Diabo)”.

Fonte: Aplauso: Cultura em Revista, Ano 9, No 83 (2007)
“Os 10 Melhores Discos do Rock Gaúcho” (pág. 26-34)

Leonardo Brocker disse...

+++ TNT (1987) +++

Tornou-se conhecida a comparação do cantor Júlio Reny.
Segundo ele, os garotos do TNT seriam os Beatles do RS.
E os Cascavelettes seriam a versão local dos Rolling Stones.
O segundo LP do TNT ganha por pontos, pela maturidade.
O primeiro registro ganha por nocaute.
Destaque para a faixa “Cachorro Loco”
Ela virou o hino de iniciação de qualquer roqueiro local.
O músico Mutuca testemunha:
“Se havia um grupo reunido em volta de um tocador de violão, ele não estaria tocando samba nem pop, mas sim TNT”.

O disco apresentava outras pérolas: “Ana Banana”, “Oh! Deby”.
E “Entra Nessa”, que figurou na coletânea “Rock Grande do Sul”.
Elas entraram rapidamente no repertório de bandas cover.
Nas letras, os problemas dos rapazes urbanos com as mulheres.
E a angústia com as próprias identidades.
Quanto ao som, puro rock’ n’ roll.
Com algumas particularidades, é claro.
Guitarras distorcidas sem exagero. Base bateria-baixo afiada.
E um vocal que deixa transparecer um inegável timbre juvenil.
No caso deles, a primeira impressão foi a que ficou.

Fonte: Aplauso: Cultura em Revista, Ano 9, No 83 (2007)
“Os 10 Melhores Discos do Rock Gaúcho” (pág. 26-34)

Leonardo Brocker disse...

+++ Cinema em Porto Alegre +++

São mais de 60 salas de cinema.
Nelas, sempre estão em cartaz os últimos lançamentos.
O diferencial é o circuito de mostras temáticas e eventos específicos.
Há produções locais e mostras internacionais de filmes independentes.

Destaques:
+ Sala P. F. Gastal, na Usina do Gasômetro;
+ Salas da Casa de Cultura Mário Quintana;
+ Cine Santander, no Santander Cultural;
+ Guion Center no Shopping Nova Olaria.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua da Praia +++

A Rua da Praia é o berço de Porto Alegre.
Por ela desfilaram as tropas que participaram das maiores revoluções do país.
Hoje, abriga desde instalações comerciais a patrimônios arquitetônicos e culturais.
Caminhando por essa rua histórica, encontramos:
+ o Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo;
+ a Praça da Alfândega;
+ o Museu da Comunicação Social Hipólito José da Costa;
+ a Casa de Cultura Mario Quintana, com mais de 14 espaços dedicados às artes;
+ a Igreja Nossa Senhora das Dores, uma das mais antigas da cidade e
+ o Museu da Brigada Militar.

Imperdível: A Casa de Cultura Mário Quintana.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja Nossa Senhora das Dores +++

É a igreja mais antiga de Porto Alegre ainda existente.
A pedra fundamental foi lançada em 1807.
A conclusão da obra, porém, demorou 97 anos.
O prédio possui linhas do barroco português e estilo alemão na fachada.
E mostra a evolução das diferentes tendências arquitetônicas na cidade.
As estátuas da fachada representam a fé, a esperança e a caridade.

A história da construção é marcada pela lenda do escravo injustiçado.
Segundo ela, uma escravo foi enforcado no pelourinho em frente à igreja.
E afirmou que, como prova de sua inocência, as torres jamais seriam construídas.
De fato, as torres não foram erguidas.
Ao menos, de acordo com o projeto original.

Dica: perca o fôlego subindo as escadarias, para ser recompensado com visita ao interior da igreja.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lago Guaíba +++

Para ele convergem os rios da metade norte do RS.
E através dele, as águas destes rios chegam à Lagoa dos Patos.
Esta, enfim, conduz as águas ao Oceano Atlântico.
O Lago Guaíba teve importância fundamental.
Quando a maior parte do transporte era por rotas fluviais.
Importações e exportações da metade norte passavam por ele.
Em virtude disso, Porto Alegre tornou-se capital da província.
Dali controlava-se o tráfego do interior e da Lagoa dos Patos.
A península também oferecia um porto natural no lado norte.
Este era razoavelmente fundo.
E protegido dos ventos dominantes que vêm do sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Casa de Cultura Mario Quintana +++

Em 1982, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
E decidiu transformá-lo em um espaço cultural.
Dedicado ao cinema, ao teatro e à dança.
Às artes visuais, à literatura e à música.
O complexo cultural conta com salas de cinema, teatro.
Salas de exposições, discoteca, bibliotecas, restaurante.

O espaço recebeu o nome de Casa de Cultura Mario Quintana.
Uma homenagem ao poeta e ilustre hóspede do Majestic.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lenda do Escravo Josino +++

A Igreja das Dores é o mais antigo templo católico de Porto Alegre.
A construção iniciou em 1807, durante a escravatura.
A conclusão da igreja ocorreu em 1901.
Ou seja, quase um século depois do início das obras.

Uma lenda busca explicar a demora na construção.
Acusaram Josino de roubar materiais da construção.
O escravo alegou que as acusações eram injustiças.
Mesmo assim, ele recebeu a condenação à forca.

Para provar sua inocência, Josino rogou uma praga.
Contra Domingos José Lopes, seu acusador.
Disse que ele jamais veria a conclusão das torres da Igreja.
Esse seria o castigo por sua crueldade e injustiça.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja das Dores: Um Conjunto Notável +++

Julius Weise elaborou o projeto.
A construção durou quase um século.
Diferentes profissionais participaram do projeto.
Apesar disso, o conjunto é notável.

A fachada eclética confere monumentalidade ao templo.
Ainda hoje, a Igreja das Dores destaca-se à distância.
Seja a partir da Rua da Praia. Seja do Lago Guaíba.
As duas altas torres contrastam com a tradição colonial.

A Igreja possui um aspecto cenográfico singular.
Pela verticalidade da fachada.
E pelo posicionamento ao fim de uma grande escadaria.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mistura de Estilos na Igreja das Dores +++

A fachada de Wiese diferencia-se do corpo da igreja barroca.
Mas não introduz desarmonia.
Pois não se vê a parte mais antiga a partir da Rua da Praia.
As três portas originais inserem-se na trama de pilastras clássicas.
Esta respeita as duas subdivisões horizontais da fachada antiga.
Que correspondem às portas e às janelas do coro.
A segunda faixa tem altura pequena.
E gera uma ordem coríntia diminuta.
Acima destas duas faixas, há uma terceira.
Nela, há separação entre o corpo central e as torres.
Isso evidencia o caráter de acabamento mural, que oculta o oitão.
As torres ainda apresentam um quarto nível de pilastras.
E seguem de uma terminação aguda em pirâmide de base octogonal.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Ordens Clássicas na Igreja das Dores +++

Quanto às ordens clássicas, notamos algo curioso.
O arquiteto usou ordens diferentes.
As torres alcançam 35 metros de altura.
E nelas, evidenciam-se as características jônicas.
No corpo central, percebem-se os traços coríntios.
Essa é uma liberdade típica do ecletismo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Nave da Igreja das Dores +++

A nave tem cerca de 30 metros de comprimento.
Esta é também a dimensão da escadaria de acesso.
E mostra a intenção de ordenar os espaços interno e externo.

A ampla nave única é coberta por uma abóboda de madeira.
Com foco na capela-mor emoldurada por arco cruzeiro.
Este arco apoia-se em pilastras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Altares Laterais da Igreja das Dores +++

Nas laterais, há seis altares.
Eles possuem talhas de pouca profundidade.
São similares no desenho.
E criam uma ideia rítmica.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Composição Interior da Igreja das Dores +++

O português João Couto e Silva projetou o espaço interno.
Tanto na organização geral como nos detalhes decorativos.
Ele combina a tipologia das igrejas coloniais portuguesas.
Com a simplificação do neoclassicismo imperial brasileiro.
Também incorpora a ordenação do neoclassicismo local.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja de Nossa Senhora das Dores +++

Ferdinand Schlatter confeccionou os murais da Igreja, em 1927.

Fonte: "A Morte e O Além", Altamir Moreira (2006)

Leonardo Brocker disse...

+++ O MARGS +++

Em 1954, Ado Malagoli criou o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
O MARGS é o principal museu de arte do Estado.
E um dos mais importantes do Brasil.
Reúne um acervo com mais de três mil obras.
De artistas locais, nacionais e internacionais.

Desde os anos 70, o MARGS funciona no prédio da Delegacia Fiscal.
Em 1984, ocorreu o tombamento da antiga construção.
Como patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Surgiu com o núcleo inicial da cidade.
Ficava junto ao Lago Guaíba.
Até que se construiu um cais de pedra com ancoradouro.
Isso facilitou o trânsito de pessoas e de mercadorias.
Era o núcleo da parte nobre do velho Centro.
Em torno dela, observava-se a vida social da cidade.
E ali, surgiram imponentes prédios no início do século XX.
Como os Correios e Telégrafos e a Delegacia Fiscal.
E a partir 1954, ali se instalou a Feira do Livro.

Em 2003, foi tombada como patrimônio nacional.
E passou por recente restauração.
Parte do Programa Monumento.
Hoje, PAC das Cidades Históricas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumentos da Praça da Alfândega +++

+ Monumento do Barão do Rio Branco (A. Adloff, 1916);
+ Monumento ao Marechal Osório (Leão Velloso, 1933);
+ Estátua-chafariz da Samaritana (A. Adloff, 1925-36).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Biblioteca Pública do Estado +++

A história inicia durante o reinado de Dom Pedro II.
Em 1871, aprovou-se o projeto de Alphonse Hebert.
A construção iniciou em 1912.
Com forte influência da doutrina de Auguste Comte.
Tanto na fachada como no interior do prédio.

A fachada neoclássica ostenta colunas da ordem jônica.
E tem revestimento que imita pedra romana.
Além disso, dez bustos de mármore contornam o prédio.
São os patronos do calendário positivista.

Os espaços internos possuem sofisticada decoração.
Nas pinturas das paredes, nas luminárias, nos pisos.
Nas esquadrias, nas escadas, nas colunas.

Em 1986, ocorreu o tombamento como patrimônio estadual.
Em 2000, como patrimônio nacional.
E em 2013, adotou o nome de Biblioteca Pública Moacyr Scliar.
Uma homenagem ao escritor gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Calendário Positivista +++

Na fachada da Biblioteca Pública do Estado há dez bustos.
Eles representam os patronos do Calendário Positivista.
Acredita-se que esses bustos vieram da França.

Auguste Comte criou o calendário com 13 meses de 28 dias.
Há um dia completar, no caso, 31 de dezembro.
Ele corresponde à festa universal dos mortes.
E o dia bissexto de 29 de fevereiro.
Esta data se reserva à festa geral das mulheres santas.

Na fachada da Biblioteca Pública, estão os seguintes meses:

3º mês (26/02 a 25/03) – Aristóteles;
5º mês (23/04 a 20/05) – Júlio César;
6º mês (21/05 a 17/06) – São Paulo;
7º mês (18/06 a 15/07) – Carlos Magno;
8º mês (16/07 a 12/08) – Dante;
9º mês (13/08 a 09/09) – Gutenberg;
10º mês (10/09 a 07/10) – Shakespeare;
11º mês (08/10 a 04/11) – Descartes;
12o mês (05/11 a 02/12) – Frederico II;
13º mês (03/12 a 30/12) – Bichat.

Faltam os bustos correspondentes aos seguintes meses:
1º mês (01/01 a 28/01) – Moisés;
2º mês (29/01 a 25/02) – Homero;
4º mês (26/03 a 26/04) – Arquimedes.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Postar um comentário

 
Free Host | new york lasik surgery | cpa website design