sábado, 27 de agosto de 2016

A História de Porto Alegre em Fotos do Museu Joaquim Felizardo [Solar Lopo Gonçalves]

O Museu Joaquim Felizardo registra a história de Porto Alegre. Além de fotos antigas da cidade, a instituição tem um banco de imagens. Para conseguir as imagens, basta agendar e levar um pen drive.

Assembleia Provincial - Acervo Fotográfico do Museu de Porto Alegre
Assembleia Provincial

Continuação de...
História do Solar Lopo Gonçalves


O Museu Júlio de Castilhos
Visitei, na semana anterior, o Museu Júlio de Castilhos. Ali, ocorria a mostra “Paisagens Culturais do Centro de Porto Alegre”. Ela mostrava aspectos da vida social da capital na virada do século XIX para o XX.

Maquete de Porto Alegre antes dos Aterros - Acervo Fotográfico do Museu de Porto Alegre
Maquete de Porto Alegre antes dos Aterros

A mostra do Museu Júlio de Castilhos reunia fotografias do acervo próprio. Era uma exposição temporária. Como o Museu Joaquim Felizardo dedica-se só à história de Porto Alegre, o acervo de imagens da cidade é maior.

Fortificações de Porto Alegre - Acervo Fotográfico do Museu de Porto Alegre
Fortificações de Porto Alegre

Uma maquete mostra a área original da cidade de Porto Alegre. Ou seja, a área que a cidade tinha antes dos aterros. Uma fortificação delimitava esta área. A maquete identifica nove pontos através de luzes e fotografias.

Tesoura e Agulhas - Acervo Fotográfico do Museu de Porto Alegre
Tesoura e Agulhas


A Praça da Matriz
O primeiro ponto é a Igreja Matriz. Ela deu lugar à Catedral Metropolitana de Porto Alegre. E continua na memória dos porto-alegrenses: a Praça Marechal Deodoro é conhecida por todos como Praça da Matriz.

Palácio do Governo - Acervo Fotográfico do Museu de Porto Alegre
Palácio do Governo

Ao lado da Igreja Matriz ficava o Palácio do Governo. A precária estrutura do prédio motivou a destruição do mesmo. Júlio de Castilhos idealizou a nova sede do Poder Executivo. Mas não chegou a conhecer o Palácio Piratini...

Linha do Tempo de Porto Alegre - Acervo Fotográfico do Museu de Porto Alegre
Linha do Tempo de Porto Alegre

Outro prédio em torno da Praça da Matriz é o da Assembleia Provincial. A foto é de 1885. O local, hoje, sedia o Memorial da Assembleia Legislativa. O último prédio da região é o Solar dos Câmara.

Doca do Carvão (1890) - Área da Intendência Municipal - Acervo Fotográfico do Museu de Porto Alegre
Doca do Carvão (1890)


Outros Pontos de Porto Alegre
Os demais pontos da maquete são de outras áreas de Porto Alegre. Ainda no centro, há a Igreja Nossa Senhora das Dores. A foto mostra o templo ainda sem as duas torres, cuja construção ocorreu entre 1900 e 1901.

Igreja Nossa Senhora do Rosário - Acervo Fotográfico do Museu de Porto Alegre
Igreja Nossa Senhora do Rosário

Outra foto mostra a antiga Igreja Nossa Senhora do Rosário. Ela foi destruída para que se construísse o templo atual. E a maquete ainda mostra um desenho de como seria, originalmente, a Santa Casa de Misericórdia.

Hospital Santa Casa de Misericórdia - Acervo Fotográfico do Museu de Porto Alegre
Hospital Santa Casa de Misericórdia

Perto, ficava a Várzea, uma grande área alagadiça. Ali, encontra-se, hoje, o Parque Farroupilha. Por fim, há uma fotografia do Solar Lopo Gonçalves. O prédio abriga o Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo.

Fábrica de Chapéus Oscar Teichmann e Companhia - Acervo Fotográfico do Museu de Porto Alegre
Fábrica de Chapéus Oscar Teichmann e Companhia


Antigas Fábricas de Porto Alegre
Após a maquete, há o painel com uma linha do tempo. Ele relaciona eventos do Brasil e do mundo, com os governantes de Porto Alegre na época. Há também fotos da Doca do Carvão e das esculturas da Prefeitura.

Fábrica Emerich Berta e Wallig - Acervo Fotográfico do Museu de Porto Alegre
Fábrica Emerich Berta e Wallig

Dois desenhos mostram antigas fábricas da capital gaúcha. Um representa a Fábrica de Chapéus Oscar Teichmann e Companhia. A outra ilustração mostra a marca original da fábrica Emmerich Berta & Wallig.

Fábrica de Pregos Pontas de Paris - Acervo Fotográfico do Museu de Porto Alegre
Fábrica de Pregos Pontas de Paris

Em 1901, o imigrante alemão João Gerdau fundou a Fábrica de pregos Pontas de Paris. Ali, surgia o Grupo Gerdau. E no período entre guerras, surgiu a Fábrica A. J. Renner e Companhia, de fiação e tecidos.

Fábrica A. J. Renner & Companhia - Acervo Fotográfico do Museu de Porto Alegre
Fábrica A. J. Renner e Companhia

54 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Assembleia Provincial +++

A construção ocorreu entre 1857 e 1871.
O prédio abrigaria a Assembleia Legislativa Provincial.
Foi sede do Governo do RS de 1896 a 1921.
O tombamento do prédio ocorreu em 1982.
Em 2002, o local passou por restauração.

Leonardo Brocker disse...

+++ Antônio Jacó Renner +++

Neto de imigrantes alemães, A. J. Renner nasceu em Feliz.
E começou suas atividades em São Sebastião do Caí.
Investiu 100 contos de réis na fabricação de capas de chuva.
E, em 1912, fundou as Casas Renner.
A maior rede varejista gaúcha do vestuário.
Em 1914, mudou-se para Porto Alegre.
E, em 1920, lançou o traje esporte.
Três anos depois passou a confeccionar tecidos.
Morreu em 27 de dezembro de 1966.

Adaptado de “Os 20 Gaúchos do Século XX”.

Leonardo Brocker disse...

+++ Antônio Jacob Renner +++

É um dos maiores nomes do empresariado gaúcho.
A. J. Renner nasceu em Alto Feliz, em 1884.
E usou o tecido para construir um verdadeiro império.
Durante a primeira metade do século XX.

Em 1912, ele instalou uma modesta tecelagem em São Leopoldo.
Na década seguinte, ela já era a principal indústria de fiação do RS.
E em 1922, ela criou um varejo na Rua Dr. Flores, em Porto Alegre.
Este buscava disponibilizar a produção diretamente ao consumidor.

Em 1965, o grupo A. J. Renner era um gigante.
E atuava em diversas frentes de negócios.
Como fábricas de tecidos, calçados, tintas, porcelanas.

Naquele ano, a gestão decidiu desvincular os núcleos.
Nascia, assim, a Companhia Lojas Renner S/A.
Dois anos depois, em 1967, ela abriria o capital.

Adaptado de “100 Marcas do Rio Grande: a história e os valores das marcas consagradas como ícones da identificação e da cultural empresarial gaúcha” –
Jorge Polydoro – Porto Alegre: Plural com Inteligência Corporativa, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Novo Prédio da Assembleia Provincial +++

O engenheiro Francisco Nunes de Miranda projetou o prédio.
A construção em forma de “L” tinha dois pavimentos e dois torreões.
Ficava na esquina da Praça da Matriz com a Rua de São Jerônimo.
A antiga “Rua do Poço” hoje se chama Jerônimo Coelho.
A conclusão da obra ocorreu apenas em 1871.
Mas a Assembleia Provincial manteve-se na velha sede.
No novo prédio, instalou-se a Estação Telegráfica.
Instalou-se, ali, também, a Repartição das Obras Públicas.
E entre 1890 e 1896, o pavimento térreo abrigou:
+ o Comando das Armas da Província;
+ o Quartel do Comando da Polícia Provincial (Brigada Militar).

Leonardo Brocker disse...

+++ Construção do Observatório Meteorológico +++

O torreão norte recebeu um Observatório Meteorológico.
O primeiro do Estado.
Affonso Herbert, diretor de Obras Públicas, instalou-o, em 1892.
Dois anos mais tarde, construiu-se a ala sul do edifício.
Assim, a planta baixa passou a ter a forma de “U”.

Leonardo Brocker disse...

+++ Sede do Poder Executivo no Palácio +++

Em 1896, Júlio de Castilhos decidiu demolir o Palácio do Governo.
No local, construiu-se o atual Palácio Piratini.
E o governo passou para o prédio inaugurado em 1871.
A Secretaria de Interior ocupou o primeiro pavimento.
Instalou-se onde ficava a Diretoria de Obras.
E o segundo pavimento abrigou a residência oficial.
Então, o prédio ficou conhecido como Palácio Provisório.
Júlio de Castilhos e Carlos Barbosa residiram no local.
Borges de Medeiros morou na própria casa.
Esta ficava na Rua Duque de Caxias.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Reformas e O Observatório Meteorológico +++

Em 1899, o palácio passou por novas reformas.
Recebeu um piso adicional.
Ele fechou o vão entre os dois torreões.
Construiu-se uma nova torre sobre o canto norte.
Onde ficava o Observatório Meteorológico.
Esta configuração persiste até hoje.
Porém, desativou-se o Observatório, em 1913.

Leonardo Brocker disse...

+++ Presidente Hospeda-se no Palácio +++

Em 1906, Affonso Pena hospedou-se no Palácio Provisório.
O presidente do Brasil visitava o Estado, na ocasião.
Getúlio Vargas era, então, acadêmico de Direito.
E discursou em nome dos universitários gaúchos.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Poder Executivo Deixa o Palácio Provincial +++

Em 1921, Borges de Medeiros mudou-se para o Piratini.
Durante 25 anos, o Palácio Provisório sediou o Executivo.
Com a saída do Governo, o prédio abriga a Diretoria de Higiene.
A Secretaria de Saúde permaneceu ali até 1963.
Desde então, até 1998, o Judiciário ocupou o prédio.
Em 1982, o IPHAE tombou o antigo Palácio Provisório.
Em 1998, o governo do Estado recebeu o prédio de volta.
E repassou ao Ministério Público, para restauração.
Na ocasião, as condições do prédio eram precárias.

Leonardo Brocker disse...

+++ Restauração do Antigo Palácio Provisório +++

Em 1999, a arquiteta Ediolanda Liedke fez o projeto.
Em 2000, iniciaram as obras de preparo à restauração.
Elas identificaram as partes originais do antigo prédio.
E as modificações que ocorreram ao longo dos séculos.
Com isso, constataram-se diferentes técnicas de construção.
A restauração buscou assim manter um equilíbrio.
Entre a restauração e a recuperação para um novo uso.
Enfim, a restauração iniciou em janeiro de 2001.
E a conclusão do processo ocorreu em dezembro de 2002.
Em 2003, criou-se o Memorial do Ministério Público do RS.
E o prédio recebeu o gabinete do Procurador Geral de Justiça.

Leonardo Brocker disse...

+++ Memorial do Ministério Público do RS +++

# Mantém centro de documentação e memória oral.
# Realiza pesquisas históricas e publicações.
# Promove exposições, debates e seminários.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lenda do Escravo Josino +++

A Igreja das Dores é o mais antigo templo católico de Porto Alegre.
A construção iniciou em 1807, durante a escravatura.
A conclusão da igreja ocorreu em 1901.
Ou seja, quase um século depois do início das obras.

Uma lenda busca explicar a demora na construção.
Acusaram Josino de roubar materiais da construção.
O escravo alegou que as acusações eram injustiças.
Mesmo assim, ele recebeu a condenação à forca.

Para provar sua inocência, Josino rogou uma praga.
Contra Domingos José Lopes, seu acusador.
Disse que ele jamais veria a conclusão das torres da Igreja.
Esse seria o castigo por sua crueldade e injustiça.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja das Dores: Um Conjunto Notável +++

Julius Weise elaborou o projeto.
A construção durou quase um século.
Diferentes profissionais participaram do projeto.
Apesar disso, o conjunto é notável.

A fachada eclética confere monumentalidade ao templo.
Ainda hoje, a Igreja das Dores destaca-se à distância.
Seja a partir da Rua da Praia. Seja do Lago Guaíba.
As duas altas torres contrastam com a tradição colonial.

A Igreja possui um aspecto cenográfico singular.
Pela verticalidade da fachada.
E pelo posicionamento ao fim de uma grande escadaria.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mistura de Estilos na Igreja das Dores +++

A fachada de Wiese diferencia-se do corpo da igreja barroca.
Mas não introduz desarmonia.
Pois não se vê a parte mais antiga a partir da Rua da Praia.
As três portas originais inserem-se na trama de pilastras clássicas.
Esta respeita as duas subdivisões horizontais da fachada antiga.
Que correspondem às portas e às janelas do coro.
A segunda faixa tem altura pequena.
E gera uma ordem coríntia diminuta.
Acima destas duas faixas, há uma terceira.
Nela, há separação entre o corpo central e as torres.
Isso evidencia o caráter de acabamento mural, que oculta o oitão.
As torres ainda apresentam um quarto nível de pilastras.
E seguem de uma terminação aguda em pirâmide de base octogonal.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Ordens Clássicas na Igreja das Dores +++

Quanto às ordens clássicas, notamos algo curioso.
O arquiteto usou ordens diferentes.
As torres alcançam 35 metros de altura.
E nelas, evidenciam-se as características jônicas.
No corpo central, percebem-se os traços coríntios.
Essa é uma liberdade típica do ecletismo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Nave da Igreja das Dores +++

A nave tem cerca de 30 metros de comprimento.
Esta é também a dimensão da escadaria de acesso.
E mostra a intenção de ordenar os espaços interno e externo.

A ampla nave única é coberta por uma abóboda de madeira.
Com foco na capela-mor emoldurada por arco cruzeiro.
Este arco apoia-se em pilastras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Altares Laterais da Igreja das Dores +++

Nas laterais, há seis altares.
Eles possuem talhas de pouca profundidade.
São similares no desenho.
E criam uma ideia rítmica.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Composição Interior da Igreja das Dores +++

O português João Couto e Silva projetou o espaço interno.
Tanto na organização geral como nos detalhes decorativos.
Ele combina a tipologia das igrejas coloniais portuguesas.
Com a simplificação do neoclassicismo imperial brasileiro.
Também incorpora a ordenação do neoclassicismo local.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ricos e Pobres no Centro do Século XIX +++

A Rua João Manoel era uma divisora de territórios.
Dali até a Volta do Gasômetro ficava a população mais pobre.
Da Rua João Manoel até a Santa Casa, os mais ricos.

Apolinário Porto Alegre ilustra isso no conto “Mandinga” (1867).
Os bagadus representavam os desvalidos de sorte.
E os tinteiros, as crianças que sabiam ler e escrever.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja de Nossa Senhora das Dores +++

Ferdinand Schlatter confeccionou os murais da Igreja, em 1927.

Fonte: "A Morte e O Além", Altamir Moreira (2006)

Leonardo Brocker disse...

+++ Paço dos Açorianos +++

A construção da sede do poder executivo municipal iniciou em 1898.
Sobre a área de aterro da antiga Doca do Carvão.
O arquiteto italiano João Antônio Carrara Colfosco projetou o prédio.
Com características estilo ecléticas e influência positivista.

Foi a primeira edificação positivista de Porto Alegre.
E inaugurou um período de construções monumentais na cidade.
Elas aconteceram nas duas primeiras décadas do século XX.

José Montaury inaugurou a nova Intendência Municipal, em 1901.
No interior, destacam-se os vitrais de Joseph Wollmann.
Eles se encontram nas janelas que abrem para a escadaria principal.
Há ainda as pinturas de Carlos Scliar no Salão Nobre.

Em 1973, o prédio recebeu o nome de Paço dos Açorianos.
Uma homenagem aos imigrantes que fundaram a cidade.
Em 1979, é tombado como patrimônio cultural de Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Esculturas Originais da Prefeitura +++

Destacam-se as alegorias da Justiça e da República.
Estão na parte central da platibanda, em torno da torre.
Nesta, há um relógio central ladeado por dois bustos.
José Bonifácio, à esquerda, e Deodoro da Fonseca, à direita.

A alegoria da República possui um detalhe quase imperceptível.
O vestido dela esconde um misterioso gato.
É uma derivação da alegoria da Liberdade.
Esta aparece acompanhada de um gato.
Um animal doméstico que não suporta viver preso.

Ainda na fachada, há outros grupos de esculturas.
Eles se encontram em cada extremidade da platibanda.
Junto à Rua Uruguai: Agricultura, Comércio e Indústria.
Junto à Avenida Borges de Medeiros: Ciência e História.
Além de Democracia e Liberdade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Esculturas Acrescidas à Prefeitura +++

Algumas esculturas são posteriores à inauguração do prédio.
É o caso dos quatro leões que guarnecem as escadarias laterais.
As esculturas, em mármore de Carrara, vieram da Itália.
A instalação dos quatro leões ocorreu em 1911.
São joias da arte industrial dos canteiros de Toscana.

Em 1909, o prefeito José Montaury fez uma encomenda.
As efígies de Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros.
A elaboração ficou a cargo do Instituto Técnico-Profissional.
Na Seção de Modelagem.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ampliação da Santa Casa de Porto Alegre +++

As obras iniciaram em 1835, ao fim da Guerra dos Farrapos.
Na ampliação, o hospital ganhou traços neoclássicos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura da Catedral Metropolitana +++

Em 1915, organizou-se um concurso público.
O vencedor foi o espanhol Jesús María Corona.
Tratava-se de um projeto neogótico de grande porte.
Com arcos ogivais e pináculos.
E uma cúpula de base octogonal apoiada em contrafortes.

Porém, a Cúria, em 1921, optou por outro projeto.
O do arquiteto italiano Giovani Battista Giovenale.
Responsável pela conservação da Basílica de São Pedro, em Roma.
O projeto do italiano tinha uma linguagem neorrenscentista.
Mas a conclusão da construção ocorreu apenas em 1970.

A Academia de Mosaicos do Vaticano ornamentou a fachada.
Mário Arjonas esculpiu as estátuas em granito de apóstolos e santos.
E o italiano Aldo Locatelli pintou o mural no altar principal.

A catedral destaca-se pelo cuidado da articulação clássica.
Visível na fachada principal, na cúpula e na nave.
Nas partes ao redor da cúpula, essa articulação se perde.
E surgem soluções mistas.
A presença de vitrais e mosaicos causa surpresa.
Quando se considera um templo em estilo clássico.

É peculiar a solução que se empregou no exterior da cripta.
Ela funciona como base do templo na declividade do terreno.

A inauguração só ocorreu em 1986.
O que revela as dificuldades na execução da obra.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Inspiração na Basílica de São Pedro +++

A Catedral Metropolitana lembra a Basílica de São Pedro, em Roma.
Em alguns aspectos, como na planta em cruz latina.
E na cúpula assentada sobre um tambor.
Colunas aos pares guarnecem este tambor.
No interior, a cúpula apoia-se em pendentes.
Estes se ligam a quatro pilares chanfrados.

Outra semelhança é a nave com abóboda de berço.
Arcadas subdivididas por pilastras apoiam esta abóboda.
O átrio transversal ao eixo também remete à Basílica de São Pedro.

Em outros aspectos, porém, as semelhanças não se repetem.
É o caso da fachada principal e do esquema decorativo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Fachada da Catedral Metropolitana +++

Há duas torres afastadas do corpo central.
E uma galeria aberta no térreo.
Porém, o monocromatismo do granito dá unidade ao prédio.
O corpo central corresponde à nave principal.
E as ligações com as torres correspondem às naves laterais.

A parte inferior tem cinco subdivisões.
Ela corresponde à primeira ordem de pilastras (coríntia).
Nas extremidades estão as bases compactas das torres.
E no centro há aberturas definidas por um entablamento secundário.
Nele, apoiam-se duas colunas jônicas, menores que as pilastras.

No centro da fachada, a abertura adquire a forma de uma serliana.
Com um arco demarcando o acesso central do templo.
O tema das duas colunas volta a comparecer no topo das torres.
Enquanto a serliana reaparece no trecho intermediário.

A parte central da fachada projeta-se num segundo nível.
Nele, as pilastras são jônicas.
Tal qual no segundo nível das torres.
Mas a parte central avança em relação às outras partes.
Tanto em altura, como em projeção frontal.
Além disso, as pilastras são duplas.
E acentuam o movimento da fachada.

O coroamento possui frontão triangular.
Replicado por frontões curvos no topo das torres.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Histórico do Museu de Porto Alegre +++

A construção do solar ocorreu de 1845 a 1853.
Lopo Gonçalves viveu com a família na sede da chácara.
Foi vereador, comerciante e filantropo.
E nasceu em Braga, Portugal.

A chácara ficava na Rua da Margem, hoje, João Alfredo.
Na época, isso era fora dos limites da cidade.
Com o passar do tempo, integrou o bairro Cidade Baixa.
E abrigou diferentes tipos de moradores.

Em 1946, o prédio passou a abrigar uma fábrica de velas.
Em 1979, a Prefeitura adquiriu e tombou o prédio.
No mesmo ano, criou o Museu de Porto Alegre.
Uma iniciativa dos historiadores Nilo Ruschel e Walter Spalding.

Em 1982, a Prefeitura transferiu o museu para o antigo solar.
Na ocasião, já com o nome Joaquim José Felizardo.
Uma homenagem ao historiador.
Joaquim Felizardo criou a Secretaria Municipal de Cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Acervo do Museu Joaquim José Felizardo +++

Três importantes acervos estão sob a guarda do museu.

1 – Acervo Tridimensional
Mais de 1.300 peças compõem o acervo histórico.
São itens do final século XIX e do século XX.
Como indumentárias e acessórios de uso pessoal.
Mobiliário, objetos de decoração, instrumentos musicais.
A maioria chegou ao museu por doações particulares.

2 – Acervo Fotográfico
Há também o acervo da Fototeca Sioma Breitman.
São cerca de nove mil fotografias da cidade, dos séculos XIX e XX.
De profissionais renomados como Virgílio Calegari.
Lunara, Barbeitos & Irmãos, Sioma Breitman e Irmãos Ferrari.
Também faz parte do acervo uma coleção de mais de 400 postais.
São cartões das primeiras décadas do século XX.

3 – Acervo Arqueológico
Já o acervo arqueológico possui 200 mil peças.
Estas provem de sítios de ocupação pré-histórica e histórica.
São coleções de material cerâmico, lítico, ósseo.
Provenientes de áreas de ocupação indígena.
Anteriores à chegada dos colonizadores.
E de sítios com ocupações entre os séculos XVIII e XX.
Neste caso, são peças em louça, vidro, metal, couro.
Pedra, cerâmica e restos de ossos humanos e alimentos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu Júlio de Castilhos +++

Em 1903, Borges de Medeiros criou o museu.
O mais antigo do Rio Grande do Sul.
O objetivo era organizar e guardar objetos.
Da 1ª Exposição Agropecuária e Industrial do Estado.
A exposição ocorreu em 1901.

Hoje, o acervo conta com mais de dez mil peças.
O museu também promove exposições temporárias.
Que se relacionam à história do Estado e do país.
E promovem a cultura do povo gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Casarão do Museu +++

Augusto Santos Roxo construiu o casarão em 1887.
O Coronel, veterano da Guerra do Paraguai, residiu no local.
Mais tarde, o Partido Republicano Riograndense adquiriu-o.
E doou a residência para Júlio de Castilhos.
O líder positivista viveu, ali, com a família.

Júlio de Castilhos nasceu em 1860 e morreu em 1903.
Após a morte do político, o Estado adquiriu o casarão.
E instalou, no local, o Museu Júlio de Castilhos.
Em 1982, ocorreu o tombamento com patrimônio do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Mortes no Casarão +++

Júlio de Castilhos vivia no casarão com a esposa e os seis filhos.
Duas tragédias abalaram a família.
Primeiro a morte de Júlio de Castilhos, aos 43 anos de idade.
O político tratava um tumor.
E morreu após a cirurgia, que ocorreu no quarto do casal.

Depois, em 1905, Honorina, suicidou-se em um dos cômodos da casa.

Paira sobre os telhados do Museu a fama de assombrações.
Lendas urbanas dizem que os dois fantasmas assombram o local.
Mas segundo o positivismo, não devemos crer em fantasmas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Divino Versus o Humano +++

Numa sala, estão objetos e móveis de Júlio de Castilhos.
E a máscara mortuária do político, em gesso.
A sala é contígua à outra que exibe arte sacra missioneira.
De um lado, a experiência humana regida pelo anseio divino.
De outro, relíquias de modelo político.
Que potencializou a soberania humana ao negar o divino.
Nosso mito fundador mostra suas relações...

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio Piratini +++

Substituiu o Palácio de Barro, de 1772.
Aquela foi a primeira sede do Executivo Estadual.
E atendeu às funções por mais de um século.

O francês Maurice Gras projetou o novo palácio.
A construção prolongou-se de 1909 a 1921.
Ano em que o governo Borges de Medeiros instalou-se, ali.

Em 1955, o prédio recebeu o nome de Palácio Piratini.
Uma homenagem à primeira capital Farroupilha.

A entrada principal fica junto à Praça da Matriz.
Ali, há duas esculturas do francês Paul Landowski.
Elas representam a agricultura e a indústria.

Em 1986, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
O Palácio Piratini também é patrimônio federal.
E integra o sítio histórico da Praça da Matriz.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça Marechal Deodoro +++

Centro cívico de Porto Alegre, desde os primórdios.
Inicialmente, a área era conhecida como Praça da Igreja.
Em 1865, tornou-se Praça Dom Pedro II.
E com a Proclamação da República recebeu o nome atual.
Embora, popularmente, siga como Praça da Matriz.

No entorno da praça, encontram-se prédios importantes.
As sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os memoriais do Ministério Público e da Assembleia.
O Solar dos Câmara e o Theatro São Pedro.
A Catedral Metropolitana e o Museu Júlio de Castilhos.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 2003.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Solar dos Câmara +++

A construção do solar iniciou em 1818.
Com características da arquitetura luso-brasileira colonial.
E serviu de moradia ao Visconde de São Leopoldo.

A reforma do prédio veio ao estilo neoclássico.
Com colunas, gradis e uma platibanda ornamentada.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 1963.
E a Assembleia Legislativa adquiriu o prédio em 1981.
Hoje, abriga setores culturais da Assembleia Legislativa.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parte da História do Rio Grande do Sul +++

O Solar dos Câmara transitou na história do Estado.
De propriedade particular a espaço público cultura.

A construção data do início do século XIX.
E é o prédio residencial mais antigo de Porto Alegre.

Foi moradia de notáveis e palco de grandes decisões políticas.
O local também recebeu e hospedou pessoas ilustres.

Após a restauração, o solar mantém a aura aristocrática.
E sobrevive às grandes transformações locais e nacionais.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ História do Solar dos Câmara +++

A construção iniciou em 1818.
Dez anos após o desembarque da Corte Portuguesa no país.
Na época, o Brasil ainda era colônia de Portugal.
Embora, em pleno processo de independência.

O solar serviu de moradia a José Feliciano Fernandes Pinheiro.
O nobre recebeu o título de Visconde de São Leopoldo.
E alcançou grande projeção intelectual e política local.
Na então Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura Original do Solar +++

É um exemplar raro do estilo colonial português.
Com elementos como eira e beira na borda do telhado.
Arquitetura típica das residências da nobreza.

No interior, apresentava pinturas murais.
E amplos espaços como a alcova, um quarto sem janelas.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Reforma em Estilo Neoclássico +++

Uma grande reforma, em 1874, ampliou o casarão.
E incorporou elementos do estilo neoclássico.
Na época, moda arquitetônica incipiente no Estado.

Assim, a casa avançou na ala norte.
Estabeleceu um pátio interno e um terraço.
A eira e a beira deram lugar a platinadas decoradas.

As saliências verticais nas paredes imitavam pilastras.
Encimadas por capitéis esculturados.
Típica estrutura das construções clássicas.

Surgem as estátuas de divindades Greco-romanas.
Elas passaram a compor a ornamentação externa.
E estabeleceram um sincretismo religioso na residência.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ O Solar e O Regime Escravocrata no Brasil +++

A escravidão manteve-se após a Independência, em 1822.
Estendeu-se até 1888, às vésperas do fim da Monarquia.
Que encerrou com a Proclamação da República, em 1889.

O solar era, assim, uma expressão de seu tempo.
A casa senhorial acomodava escravos na senzala.
Esta ficava no piso inferior do prédio.

Cerca de uma dezena de escravos trabalhavam ali.
Nas tarefas domésticas, como cozinhar e limpar.
Os escravos também cuidavam dos cavalos.

E mantinham certas responsabilidades sociais.
Como conduzir a viscondessa Maria Elisa Júlia de Lima.
Eles transportavam-na com a cadeirinha de arruar.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Restauração do Solar dos Câmara +++

O último morador morreu em 1975.
E o solar entrou em rápido processo de degradação.
Em 1987, aprovou-se a restauração do prédio.
As obras duraram de 1988 a 1993.
Então, reabriu-se o solar como espaço público cultural.

A restauração contou com participação efetiva do IPHAN.
O processou ocorreu em cinco etapas.
Com obras para recuperação de várias áreas.
E a reconstituição de diversas estruturas do prédio.

Destaque para o procedimento com as pinturas murais.
Sobretudo nas salas de jantar e de recepções.
Ele constituiu em um paradigma de restauro no Brasil.
Com técnicas semelhantes às do restauro da Capela Sistina.

Resgataram-se elementos originais do casarão.
Em detrimento de estruturas de instalação mais recente.
É o caso de aberturas, passagens e até do telhado.
Restauraram-se, também, objetos como estátuas e vasos.
Assim como os jardins internos do antigo solar.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ José Feliciano Fernandes Pinheiro (1774-1847) +++

Homem de confiança do Imperador Dom Pedro I.
Ele nomeou-o o primeiro Presidente da Província, em 1824.
Na época, Capitania de São Pedro do Rio Grande.

Em 1826, recebeu o título de Visconde de São Leopoldo.
Por conduzir os primeiros imigrantes alemães, em 1824.
Aqueles imigrantes fundaram o povoado de São Leopoldo.

Foi um dos primeiros a historiar sobre a província sulista.
Em 1839, fundou e foi presidente do IHGB.
O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ José Antônio Corrêa da Câmara (1824-1893) +++

Casou com uma das filhas do Visconde de São Leopoldo.
Em 1851, tornou-se o principal herdeiro do solar.
Que passou a ser identificado com o sobrenome Câmara.

O Segundo Visconde de Pelotas notabilizou-se como militar.
Participou da Guerra dos Farrapos, ao lado do Império.
E foi comandante na Guerra do Paraguai, em 1870.

No mesmo ano, a Rua da Ladeira recebeu o atual nome.
Um reconhecimento aos feitos militares do General Câmara.
Em 1890, o Exército condecorou-o com a patente de Marechal.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Armando Pereira da Câmara (1898-1975) +++

Foi o terceiro morador do Solar dos Câmara.
Era bisneto do Visconde de São Leopoldo.
E neto de José Antônio Corrêa da Câmara.

Formou-se em Direito e foi professor secundarista.
O catedrático tornou-se reitor da UFRGS, em 1945.
Fundou a Faculdade Católica de Direito.
E foi o primeiro reitor da PUCRS, em 1948.

Elegeu-se Senador, em 1954.
E exerceu o cargo durante dois anos.

Faleceu sem deixar descendentes.
Após sua morte, ninguém mais habitou o Solar.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Espaço Cultural Solar dos Câmara +++

O Solar dos Câmara consolidou-se com centro cultural.
E abriga manifestações artísticas e projetos culturais.
Todos com entrada franca.

Ali, fica o Departamento de Cultura da Assembleia Legislativa.
Símbolo do envolvimento do Parlamento com a cultura.
Além da Escola do Legislativo e da Biblioteca Borges de Medeiros.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Visitação ao Solar dos Câmara +++

De segunda-feira a sexta-feira, das 08h30 às 18h30.
O Solar dos Câmara só não recebe visitas em feriados.

A visita guiada da Assembleia requer agendamento.
O telefone para agendamentos é: (51) 3210-1672.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Sala João Batista Scalco +++

Local da antiga cavalariça.
Apresenta exposições fotográficas mensais.
Com imagens de equipamentos analógicos ou digitais.
De profissionais da área e de amantes da fotografia.

O espaço homenageia ao gaúcho João Batista Scalco.
Um dos melhores fotojornalistas do Brasil.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Sarau do Solar +++

Ocorre onde os antigos moradores recebiam os convidados.
O Parlamento passou a organizá-los a partir de 1993.
Logo após a inauguração do Espaço Cultural.

O local recebe atividades artísticas e culturais.
No caso do sarau, são apresentações musicais.
Um projeto que busca alternar vertentes e tendências.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Biblioteca Borges de Medeiros +++

A inauguração ocorreu em fevereiro 1992.
Ela funciona no antigo alojamento para os escravos.
No térreo do Solar dos Câmara.

A Biblioteca Borges de Medeiros é aberta ao público.
Possui acervo de mais de 20 mil obras.
Dentre edições históricas e contemporâneas.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Solar Lopo Gonçalves +++

Exemplar da arquitetura luso-brasileira.
O solar possui torreão e porão alto.
Antigamente, este porão acomodava escravos.
Os cômodos do pavimento principal destinavam-se à família.
Assim como, à vida social dos residentes.

O solar fica em meio a um lote de grandes dimensões.
Remanescente das chácaras que dominaram a Cidade Baixa.

Por se beneficiar da luz do sol, recebe a denominação de solar.
Ela entra por aberturas em todos os planos externos do prédio.

O acesso ao pavimento nobre cumpria certo ritual.
A assimilação gradual da transição do âmbito público ao privado.
Passava-se pelo portão artisticamente trabalhado em ferro.
E depois, por um florido jardim.
Então, chegava-se a uma escada lateral.
E esta levava até a porta principal.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estátuas da Praça da Matriz +++

Em 1910, instalaram-se quatro estátuas na Praça Dom Sebastião.
Eram remanescentes de um conjunto de cinco da Praça da Matriz.
Elas adornavam o Chafariz do Imperador, em mármore de Carrara.
E faziam parte do primeiro monumento ao ar livre do Estado.

Esta magnífica obra ficou na Praça da Matriz de 1866 a 1910.
E personificava os grandes rios da bacia do Lago Guaíba.
A inscrição na base das estátuas registrava:
Cahy, Gravatahy, Jacuhy e Sinos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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