quarta-feira, 24 de agosto de 2016

"Paisagens Culturais do Centro de Porto Alegre" no Museu Júlio de Castilhos

O Museu Júlio de Castilhos abriga mostras temporárias. Em julho de 2016, “Paisagens Culturais do Centro de Porto Alegre” registrava alguns aspectos da vida social da capital. Na virada do século XIX para o XX.

Igreja Matriz de Porto Alegre e Palácio do Governo, Museu Júlio de Castilhos
Igreja Matriz e Palácio do Governo

Continuação de...
Revolução Farroupilha no Museu Júlio de Castilhos

A exposição iniciou em 18 de maio, Dia Internacional dos Museus. E contava com fotos, ilustrações e objetos do acervo do museu. Frases de escritores da época e da atualidade complementavam a mostra.


Cinco Áreas do Centro de Porto Alegre
Confesso que as fotos antigas chamaram mais a minha atenção. Em 2014, circulei pelo Centro Histórico de Porto Alegre. Na época, dividi a região em cinco áreas para facilitar o encontro dos pontos de interesse.

Casa de Júlio de Castilhos, Porto Alegre, Museu Júlio de Castilhos
Casa de Júlio de Castilhos

É claro: tudo pertence ao Centro Histórico. A divisão mais comum é em parte alta e parte baixa. Neste artigo, usarei, porém, a divisão em cinco áreas. Na verdade, há dois itens que não são exatamente do centro...


Avenida Borges de Medeiros
Borges de Medeiros foi o político que governou o Estado por mais anos. E a avenida ocupa, hoje, o local da estrada que ligava a área urbana à rural. Isto no período de colonização da atual capital gaúcha.

Viaduto Otávio Rocha, Porto Alegre, Museu Júlio de Castilhos
Viaduto Otávio Rocha

Uma foto da exposição remetia à região da Avenida Borges de Medeiros. O Viaduto Otávio Rocha é o ponto onde a Rua Duque de Caxias passa sobre a avenida. Trata-se de uma obra que levou, ao todo, 18 anos.


Praça da Alfândega
Uma imagem mostrava a própria Praça da Alfândega. Na antiga Praça da Quitanda, os quiosques vendiam “um mundo de quinquilharias”. Ali, havia de charutos e cigarros a colares de vidro e pregadores.

Praça da Matriz de Porto Alegre, Museu Júlio de Castilhos
Praça da Matriz de Porto Alegre

A atual Praça da Alfândega era conhecida, ainda, como Praça dos Jornais. Ao redor dela, ficava a sede dos jornais: “A Federação”, “Correio do Povo”, “O Anunciante”, “O Exemplo”, “O Imparcial”, “O Sentinela do Sul”.


Praça da Matriz
Esta área é a que reúne o maior número de fotos na exposição “Paisagens Culturais do Centro de Porto Alegre”. Um desenho, em bico de pena, mostra a praça. Uma imagem mostra a Igreja Matriz e o Palácio.

Casarão dos Câmara, Porto Alegre, Museu Júlio de Castilhos
Casarão dos Câmara

Duas fotos mostram casas da época. A Casa de Júlio de Castilhos abriga o Museu Júlio de Castilhos. O Casarão dos Câmara serviu como moradia ao Visconde de São Leopoldo, primeiro Presidente da Província.


Prefeitura Municipal
Duas imagens registram pontos desta região. Uma mostra a Intendência Municipal, atual Prefeitura Municipal. A foto mostra-a prédio a partir do Chalé da Praça XV. Ali, intelectuais conversavam e tomavam café.

Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Museu Júlio de Castilhos
Prefeitura Municipal de Porto Alegre

A outra foto mostra a Doca das Frutas. Ali, ficavam as embarcações que abasteciam o Mercado Público Municipal. Elas permaneciam dias. E enchiam o Lago Guaíba de “detritos de toda a natureza”.


Rua dos Andradas
Popularmente, persiste o nome histórico de Rua da Praia. E duas imagens mostram pontos próximos à Rua dos Andradas. No antigo Beco do Rosário, hoje, fica a Praça Otávio Rocha. A foto do museu é de 1920.

Praça Otávio Rocha (Antigo Beco do Rosário), Porto Alegre, Museu Júlio de Castilhos
Antigo Beco do Rosário

A outra imagem mostra a Igreja do Rosário, na Rua Vigário José Inácio. A Irmandade de Nossa Senhora do Rosário ficava junto à Irmandade da Matriz. O vigário José Inácio dos Santos Pereira afastou-a dali.


Outros Pontos de Porto Alegre
O prédio da Escola de Engenharia, uma construção de 1900, hoje, fica no Campus Central da UFRGS. A Escola contava com subsídios do Governo Estadual, em decorrência da formação positivista de seus professores.

Escola de Engenharia de Porto Alegre, Museu Júlio de Castilhos
Escola de Engenharia de Porto Alegre

Uma foto mostra as lavadeiras no Velho Riacho Ipiranga (Arroio Dilúvio). Com cerca de 20 km, ele nasce no Morro Santana. A foz era próxima à Usina do Gasômetro. E próximo à Ponte de Pedra, havia um mercado.

34 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu Júlio de Castilhos +++

Prédio, em estilo neoclássico, na Rua Duque de Caxias.
Entre 1898 e 1905, foi residência da família do importante político gaúcho.
Foi também o local da morte de Júlio de Castilhos, em 1903.
E do suicídio de Honorina, esposa do político, em janeiro de 1905.
Comenta-se que, à noite, o espírito dela assombra os aposentos da casa.
E que passa pela rua pode ouvir o choro de Honorina.

Dez mil peças e documentos compõem o acervo do Museu Júlio de Castilhos.
Estes itens contam a história do Rio Grande do Sul.

Dica: visita a sala com memórias da guerra mais cultuada do Estado, a Revolução Farroupilha.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lago Guaíba +++

Para ele convergem os rios da metade norte do RS.
E através dele, as águas destes rios chegam à Lagoa dos Patos.
Esta, enfim, conduz as águas ao Oceano Atlântico.
O Lago Guaíba teve importância fundamental.
Quando a maior parte do transporte era por rotas fluviais.
Importações e exportações da metade norte passavam por ele.
Em virtude disso, Porto Alegre tornou-se capital da província.
Dali controlava-se o tráfego do interior e da Lagoa dos Patos.
A península também oferecia um porto natural no lado norte.
Este era razoavelmente fundo.
E protegido dos ventos dominantes que vêm do sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Campus da UFRGS +++

Em 1947, a instituição passou a se denominar UFRGS.
A saber: Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
E incorporou o importante patrimônio de antigas faculdades:
+ Escolas de Farmácia e Química (1895);
+ Escola de Engenharia (1896);
+ Faculdade de Medicina (1898);
+ Faculdade de Direito (1900).

Igualmente significativo é o conjunto de edificações.
São construções do fim do século XIX e início do sáculo XX.
E representam os estilos eclético e art-nouveau.
Eles compõem o Campus do Centro da UFRGS:
+ Antigo Parobé;
+ Castelinho e Chateau;
+ Faculdade de Direito e Faculdade de Medicina;
+ Instituto Eletrotécnico e Instituto de Química;
+ Museu da UFRGS (antigos curtumes e tanantes);
+ Observatório Astronômico;
+ Rádio da Universidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Sede do Jornal “A Federação” +++

Em 1884, o Partido Republicano Riograndense criou seu jornal.
A inauguração da sede própria de “A Federação” ocorreu em 1922.
Nos festejos do centenário da Independência do Brasil.

O engenheiro Teophilo Borges de Barros projetou prédio.
Uma construção em estilo eclético.
No alto do prédio, destaca-se a escultura da imprensa.
A alegoria é uma obra do artista veneziano Luiz Sanguin.

O jornal encerrou as atividades, em 1937, no Estado Novo.
Em 1938, o prédio passou à propriedade do Estado.
E por muitos anos atendeu ao órgão de imprensa oficial.
Em 1982, ocorreu o tombamento como patrimônio do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Usina do Gasômetro +++

A usina termelétrica ficava na Volta do Gasômetro.
A construção iniciou em 1926 e se prolongou até 1928.
Um prédio com características da arquitetura industrial.
E que teve grande papel no fornecimento de energia elétrica.
Até 1974, quando a usina deixou de operar.

Uma mobilização popular evitou a demolição, em 1987.
Apesar do tombamento como bem cultural, em 1982.
E como patrimônio do Rio Grande do Sul, no ano seguinte.
A Prefeitura Municipal, enfim, revitalizou o prédio.
E este passou a abrigar o Centro Cultural Usina do Gasômetro.

O complexo cultural possui:
+ Salas de exposição: Iberê Camargo, Lunara e dos Arcos;
+ Cinema: Sala P. F. Gastal;
+ Teatro: Sala Elis Regina;
+ Espaço para eventos, oficinas e palestras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Porto Alegre na Virada do Século XX +++

Um bonde puxado a burro ia do Centro para o Menino Deus.
No caminho, este bonde passava pela Ponta da Cadeia.
No local, hoje fica o Centro Cultural Usina do Gasômetro.
Dali, ele seguia pelo Caminho de Belas (Praia de Belas).
Até o Asilo da Mendicidade, que ainda hoje existe.
Ele fica quase em frente ao Estádio Beira-Rio.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura Chalé da Praça XV +++

A inauguração ocorreu no fim do século XIX.
E em 1911, substituiu-se o chalé original.
O antigo prédio deu lugar a um de estilo eclético.
Com traços da arquitetura pitoresca.
Em telhados recortados com amplos beirais.
E proteção por lambrequins de madeira.

As estruturas inglesas são de ferro fundido.
E os gradis com motivos florais.
Típicos do estilo art-nouveau.
Os vidros vieram da Argentina.

O chalé ainda mantém o uso original.
Em 1998, o patrimônio cultural de Porto Alegre tombou o prédio.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Fonte do Chalé da Praça XV +++

Ainda no século XIX, instalou-se uma fonte.
A estrutura em ferro fundido veio da França.
E ficava junto ao Chalé da Praça XV.
Em 1942, deslocou-se a fonte para a Redenção.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mercado Público: O Prédio Original +++

O arquiteto Friedrich Heydtmann projetou o prédio.
A inauguração ocorreu em 1869.
Junto às docas das embarcações que abasteciam Porto Alegre.
Na época, era a maior obra arquitetônica da cidade.

Originalmente, ele tinha apenas um pavimento.
Um prédio térreo plano, com planta em forma de quadrado.
Uma torre em cada vértice uma das quatro esquinas.
E um portão de ferro em cada lado.

Possuía 72 bancas internas e 80 externas.
Para o comércio de todo o tipo de gêneros.
Que chegavam à doca ao do Mercado, na atual Praça Parobé.
Ali, atracavam vários tipos de embarcações à vela.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mercado Público: Modificações no Prédio +++

A ampliação do Mercado Público ocorreu em 1912 e 1913.
Com a construção do segundo pavimento.
A ideia era a harmonia com o prédio da Intendência, ao lado.

O prédio sofreu quatro incêndios: 1912, 1973, 1979 e 2013.
E passou por várias intervenções após a construção do segundo piso.
Em 1979, o patrimônio cultural da cidade tombou o prédio.

Em 1997, concluiu-se um amplo processo de recuperação.
Com transformações físicas significativas no prédio.
Isso conferiu a feição atual, com nos espaços de covivência.
Escadas rolantes e cobertura com estrutura metálica e vidros.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Paço dos Açorianos +++

A construção da sede do poder executivo municipal iniciou em 1898.
Sobre a área de aterro da antiga Doca do Carvão.
O arquiteto italiano João Antônio Carrara Colfosco projetou o prédio.
Com características estilo ecléticas e influência positivista.

Foi a primeira edificação positivista de Porto Alegre.
E inaugurou um período de construções monumentais na cidade.
Elas aconteceram nas duas primeiras décadas do século XX.

José Montaury inaugurou a nova Intendência Municipal, em 1901.
No interior, destacam-se os vitrais de Joseph Wollmann.
Eles se encontram nas janelas que abrem para a escadaria principal.
Há ainda as pinturas de Carlos Scliar no Salão Nobre.

Em 1973, o prédio recebeu o nome de Paço dos Açorianos.
Uma homenagem aos imigrantes que fundaram a cidade.
Em 1979, é tombado como patrimônio cultural de Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Esculturas Originais da Prefeitura +++

Destacam-se as alegorias da Justiça e da República.
Estão na parte central da platibanda, em torno da torre.
Nesta, há um relógio central ladeado por dois bustos.
José Bonifácio, à esquerda, e Deodoro da Fonseca, à direita.

A alegoria da República possui um detalhe quase imperceptível.
O vestido dela esconde um misterioso gato.
É uma derivação da alegoria da Liberdade.
Esta aparece acompanhada de um gato.
Um animal doméstico que não suporta viver preso.

Ainda na fachada, há outros grupos de esculturas.
Eles se encontram em cada extremidade da platibanda.
Junto à Rua Uruguai: Agricultura, Comércio e Indústria.
Junto à Avenida Borges de Medeiros: Ciência e História.
Além de Democracia e Liberdade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Esculturas Acrescidas à Prefeitura +++

Algumas esculturas são posteriores à inauguração do prédio.
É o caso dos quatro leões que guarnecem as escadarias laterais.
As esculturas, em mármore de Carrara, vieram da Itália.
A instalação dos quatro leões ocorreu em 1911.
São joias da arte industrial dos canteiros de Toscana.

Em 1909, o prefeito José Montaury fez uma encomenda.
As efígies de Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros.
A elaboração ficou a cargo do Instituto Técnico-Profissional.
Na Seção de Modelagem.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Surgiu com o núcleo inicial da cidade.
Ficava junto ao Lago Guaíba.
Até que se construiu um cais de pedra com ancoradouro.
Isso facilitou o trânsito de pessoas e de mercadorias.
Era o núcleo da parte nobre do velho Centro.
Em torno dela, observava-se a vida social da cidade.
E ali, surgiram imponentes prédios no início do século XX.
Como os Correios e Telégrafos e a Delegacia Fiscal.
E a partir 1954, ali se instalou a Feira do Livro.

Em 2003, foi tombada como patrimônio nacional.
E passou por recente restauração.
Parte do Programa Monumento.
Hoje, PAC das Cidades Históricas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumentos da Praça da Alfândega +++

+ Monumento do Barão do Rio Branco (A. Adloff, 1916);
+ Monumento ao Marechal Osório (Leão Velloso, 1933);
+ Estátua-chafariz da Samaritana (A. Adloff, 1925-36).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Calçamento da Rua da Praia +++

Ele fica entre as ruas Marechal Floriano e Dr. Flores.
E inicialmente, tinha uma calha central.
Para ela, inclinavam-se as calçadas laterais.
Em 1860, introduziu-se o sistema de pista abaulada.
Com as sarjetas junto ao meio-fio.
E o calçamento com pedras irregulares.

Em 1923, José Montaury modificou a pavimentação.
Ele implantou o granito regular de duas cores.

Em 1989, o município tombou o calçamento.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Saint-Hilaire e o Anfiteatro +++

Auguste de Saint-Hilaire usou uma curiosa metáfora.
O cronista passou por Porto Alegre em 1820 e disse:
“A cidade se eleva em anfitetro, sobre um dos lados da colina”.

Podemos ver Porto Alegre como um anfiteatro natural.
O palco seria o Lago Guaíba.
E ao fundo, o horizonte. O norte geográfico.
A Rua da Praia seria a primeira fila da plateia.
E a última, a Rua da Igreja, atual Duque de Caxias.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua da Praia no Fim do Século XIX +++

Em 1897, publicou-se a novela “Estrychnina”.
Texto de Souza Lobo, Mário Totta e Pauulino Azurenha.
A novela descrevia a Rua da Praia na virada do século.
Na época, um cenário de novidades.
Uma marca da cidade grande que Porto Alegre queria ser.
Da vida social, em torno da Praça da Alfândega.
E da democrática convivência entre pessoas de distintas classes.

Nesta rua, localizava-se, também, o comércio mais sofisticado.
Joalherias, lojas de tecidos finos, luvas, chapéus, porcelanas.
Assim como as livrarias e as papelarias.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua da Praia e a Cultura Pública +++

A Rua da Praia sempre foi a rua comercial por excelência.
Por décadas, foi passarela social, política e cultural da cidade.
Era estreita a ligação com o jornalismo e a boêmia.
Ali, situava-se o espaço de experiências urbanas.
E de atuação profissional de um grupo de letrados.
Uma região que reunia bares, cafés, restaurantes.
Cinemas, clubes, hotéis e casas comerciais.
Além de repartições públicas, redações de jornais, livrarias.
Onde trabalhavam artistas, escritores, músicos e jornalistas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Becos e Ruas da Antiga Porto Alegre +++

Inicialmente, os becos tinham o nome dos moradores.
De peculiaridades do terreno.
Ou das atividades que ali se realizavam:
+ Beco da Ópera (atual Rua Uruguai);
+ Beco do Barbosa (Rua Barros Cassal);
+ Beco do Oitavo (Rua André da Rocha);
+ Beco do Bota Bica (Rua General Portinho);
+ Beco do Poço (Avenida Borges de Medeiros);
+ Beco dos Guaranis (Rua General Vasco Alves);
+ Caminho da Azenha (Avenida João Pessoa);
+ Caminho Novo (Rua Voluntários da Pátria);
+ Rua Clara (Rua João Manoel);
+ Rua da Figueira (Rua Coronel Genuíno);
+ Rua da Ladeira (Rua General Câmara);
+ Rua da Margem do Riacho (Rua João Alfredo);
+ Rua da Olaria (Rua General Lima e Silva);
+ Rua da Passagem (Rua General Salustiano);
+ Rua da Varzinha (Rua Demétrio Ribeiro);
+ Rua de Bragança (Rua Marechal Floriano);
+ Rua do Arvoredo (Rua Fernando Machado).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ruas de Porto Alegre com Mais de Um Nome +++
+ 24 de Outubro: Caminho dos Anjos;
+ 24 de Outubro: Estrada da Aldeia;
+ 24 de Outubro: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Andradas: Rua da Graça ou Rua da Praia;
+ Caldas Jr: Beco do Inácio, Beco do Quebra Costas ou Beco do Fanha;
+ Duque de Caxias: Rua Formosa, Rua da Igreja ou Rua do Hospital;
+ General Bento Martins: Beco do Jogo de Bola;
+ General Bento Martins: Beco dos Nabos a Doze;
+ General Bento Martins: Beco dos Pecados Mortais;
+ General Canabarro: Beco do Pedro Mandinga ou Rua Direita;
+ Independência: Caminho dos Anjos;
+ Independência: Estrada da Aldeia;
+ Independência: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Riachuelo: Rua da Ponte ou Rua do Cotovelo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Histórico do Museu de Porto Alegre +++

A construção do solar ocorreu de 1845 a 1853.
Lopo Gonçalves viveu com a família na sede da chácara.
Foi vereador, comerciante e filantropo.
E nasceu em Braga, Portugal.

A chácara ficava na Rua da Margem, hoje, João Alfredo.
Na época, isso era fora dos limites da cidade.
Com o passar do tempo, integrou o bairro Cidade Baixa.
E abrigou diferentes tipos de moradores.

Em 1946, o prédio passou a abrigar uma fábrica de velas.
Em 1979, a Prefeitura adquiriu e tombou o prédio.
No mesmo ano, criou o Museu de Porto Alegre.
Uma iniciativa dos historiadores Nilo Ruschel e Walter Spalding.

Em 1982, a Prefeitura transferiu o museu para o antigo solar.
Na ocasião, já com o nome Joaquim José Felizardo.
Uma homenagem ao historiador.
Joaquim Felizardo criou a Secretaria Municipal de Cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Acervo do Museu Joaquim José Felizardo +++

Três importantes acervos estão sob a guarda do museu.

1 – Acervo Tridimensional
Mais de 1.300 peças compõem o acervo histórico.
São itens do final século XIX e do século XX.
Como indumentárias e acessórios de uso pessoal.
Mobiliário, objetos de decoração, instrumentos musicais.
A maioria chegou ao museu por doações particulares.

2 – Acervo Fotográfico
Há também o acervo da Fototeca Sioma Breitman.
São cerca de nove mil fotografias da cidade, dos séculos XIX e XX.
De profissionais renomados como Virgílio Calegari.
Lunara, Barbeitos & Irmãos, Sioma Breitman e Irmãos Ferrari.
Também faz parte do acervo uma coleção de mais de 400 postais.
São cartões das primeiras décadas do século XX.

3 – Acervo Arqueológico
Já o acervo arqueológico possui 200 mil peças.
Estas provem de sítios de ocupação pré-histórica e histórica.
São coleções de material cerâmico, lítico, ósseo.
Provenientes de áreas de ocupação indígena.
Anteriores à chegada dos colonizadores.
E de sítios com ocupações entre os séculos XVIII e XX.
Neste caso, são peças em louça, vidro, metal, couro.
Pedra, cerâmica e restos de ossos humanos e alimentos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu Júlio de Castilhos +++

Em 1903, Borges de Medeiros criou o museu.
O mais antigo do Rio Grande do Sul.
O objetivo era organizar e guardar objetos.
Da 1ª Exposição Agropecuária e Industrial do Estado.
A exposição ocorreu em 1901.

Hoje, o acervo conta com mais de dez mil peças.
O museu também promove exposições temporárias.
Que se relacionam à história do Estado e do país.
E promovem a cultura do povo gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Casarão do Museu +++

Augusto Santos Roxo construiu o casarão em 1887.
O Coronel, veterano da Guerra do Paraguai, residiu no local.
Mais tarde, o Partido Republicano Riograndense adquiriu-o.
E doou a residência para Júlio de Castilhos.
O líder positivista viveu, ali, com a família.

Júlio de Castilhos nasceu em 1860 e morreu em 1903.
Após a morte do político, o Estado adquiriu o casarão.
E instalou, no local, o Museu Júlio de Castilhos.
Em 1982, ocorreu o tombamento com patrimônio do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Mortes no Casarão +++

Júlio de Castilhos vivia no casarão com a esposa e os seis filhos.
Duas tragédias abalaram a família.
Primeiro a morte de Júlio de Castilhos, aos 43 anos de idade.
O político tratava um tumor.
E morreu após a cirurgia, que ocorreu no quarto do casal.

Depois, em 1905, Honorina, suicidou-se em um dos cômodos da casa.

Paira sobre os telhados do Museu a fama de assombrações.
Lendas urbanas dizem que os dois fantasmas assombram o local.
Mas segundo o positivismo, não devemos crer em fantasmas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Divino Versus o Humano +++

Numa sala, estão objetos e móveis de Júlio de Castilhos.
E a máscara mortuária do político, em gesso.
A sala é contígua à outra que exibe arte sacra missioneira.
De um lado, a experiência humana regida pelo anseio divino.
De outro, relíquias de modelo político.
Que potencializou a soberania humana ao negar o divino.
Nosso mito fundador mostra suas relações...

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ponte de Pedra +++

Visconde de São Leopoldo construiu a ponte, em 1825.
E contou com o apoio de moradores.
Na época, a ponte era de madeira.
E atravessava o Arroio Dilúvio, na foz, junto ao Guaíba.
A população tratava-a como a ponte do Chico da Azenha.

Em 1846, iniciou a construção da ponte de pedra.
Logo após o término da Revolução Farroupilha.
Na época, retomou-se o desenvolvimento da Rua da Margem.
Que não ultrapassava os limites das fortificações.
Nas imediações do cruzamento da República com João Alfredo.

Em 1848, entregou-se à população a ponte de pedra.
A necessidade veio dos repetidos danos à ponte de madeira.
E às reconstruções que marcaram a curta história da ponte inicial.
A ponte de pedra facilitou a expansão da cidade para a zona sul.

Em 1979, a Prefeitura tombou-a patrimônio de Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça Marechal Deodoro +++

Centro cívico de Porto Alegre, desde os primórdios.
Inicialmente, a área era conhecida como Praça da Igreja.
Em 1865, tornou-se Praça Dom Pedro II.
E com a Proclamação da República recebeu o nome atual.
Embora, popularmente, siga como Praça da Matriz.

No entorno da praça, encontram-se prédios importantes.
As sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os memoriais do Ministério Público e da Assembleia.
O Solar dos Câmara e o Theatro São Pedro.
A Catedral Metropolitana e o Museu Júlio de Castilhos.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 2003.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Viaduto Otávio Rocha +++

Primeiro viaduto de Porto Alegre, em concreto armado.
Restabeleceu a continuidade da Rua Duque de Caxias.
Em passagem de nível sobre a Avenida Borges de Medeiros.

O Viaduto Otávio Rocha é um monumento ao urbanismo.
E integrou processo de modernização da cidade.
Que o intendente Otávio Rocha promoveu na época.

O engenheiro Manuel Barbosa Itaqui elaborou o projeto.
E Alfred Adloff, os elementos ornamentais.
A inauguração ocorreu em 1932.

A Avenida Borges de Medeiros surgiu na mesma época.
Para comunicar a zona sul ao centro da cidade.

Em 1988, o município tombou o viaduto patrimônio cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Deslocamento das Elites de Porto Alegre +++

No início da década de 1920, as elites deixam o Centro.
As residências deslocam-se gradualmente.
Deixam as áreas mais altas e sãs da Rua Duque de Caxias.
E seguem em direção à Avenida Independência.
E ao futuro bairro Moinhos de Vento.
Ali, surgiam a Hidráulica e a Praça Júlio de Castilhos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estátuas da Praça da Matriz +++

Em 1910, instalaram-se quatro estátuas na Praça Dom Sebastião.
Eram remanescentes de um conjunto de cinco da Praça da Matriz.
Elas adornavam o Chafariz do Imperador, em mármore de Carrara.
E faziam parte do primeiro monumento ao ar livre do Estado.

Esta magnífica obra ficou na Praça da Matriz de 1866 a 1910.
E personificava os grandes rios da bacia do Lago Guaíba.
A inscrição na base das estátuas registrava:
Cahy, Gravatahy, Jacuhy e Sinos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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