quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Pinturas de Francisco Brennand no Santander Cultural

A exposição “Francisco Brennand – Senhor da Várzea, da Argila e do Fogo” trouxe a Porto Alegre o universo mágico da artista pernambucano. A mostra reuniu pinturas em óleo sobre tela das décadas de 1960 a 1980.

Segue com...
Cerâmicas de Francisco Brennand no Santander Cultural

Lacrau [Francisco Brennand] (1980) Óleo sobre Tela
Lacrau (1980)

A Grande Estrela [Francisco Brennand] (1980) Óleo sobre Tela
A Grande Estrela (1980)

A Grande Tartaruga [Francisco Brennand] (1981) Óleo sobre Tela
A Grande Tartaruga (1981)

Árvore da Vida [Francisco Brennand] (1980) Óleo sobre Tela
Árvore da Vida (1980)

Construção Floral [Francisco Brennand] (1980) Óleo sobre Tela
Construção Floral (1980)

Construção Floral II [Francisco Brennand] (1981) Óleo sobre Tela
Construção Floral II (1981)

Frutos de Prata [Francisco Brennand] (1981) Óleo sobre Tela
Frutos de Prata (1981)

Jogadora de Castanha [Francisco Brennand] (1977) - Óleo sobre Tela
Jogadora de Castanha (1977)

O Monstro Marinho [Francisco Brennand] (1981) Óleo sobre Tela
O Monstro Marinho (1981)

O Olho de Deus [Francisco Brennand] Óleo sobre Tela
O Olho de Deus

Série Amazônica (O Rio) [Francisco Brennand] (1966) Óleo sobre Tela
Série Amazônica (O Rio)

Viva [Francisco Brennand] (1977) Óleo sobre Tela
Viva (1977)

8 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Santander Cultural +++

O Banco Santander adquiriu o prédio do início do século XX.
E transformou o espaço em um centro cultural.
O Santander Cultural recebe exposições nacionais e internacionais.
E oferece filmes e mostras de arte à população porto-alegrense.
A programação alia-se e belíssima arquitetura do prédio.
E transformou o espaço em referência cultural no país.
No interior de antigos cofres, há um café e um cinema.
Os cofres do antigo banco ficam no subsolo do antigo prédio.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Francisco Brennand – Início da Carreira +++

Francisco de Paula Coimbra de Almeida Brennand.
O artista nasceu em 11/06/1927, em Recife, Pernambuco.
Filho de Ricardo Lacerda Almeida Brennand.
E de Olímpia Coimbra de Almeida Brennand.

Em 1942, interessou pelo trabalha na fábrica do pai.
A Cerâmica São João da Várzea produzia telhas.
Acompanha o trabalho do escultor Abelardo da Hora.
Mas o interesse maior de Francisco é pintura.

Em 1945, conhece o pintor e restaurador Álvaro Amorim.
Em 1946, cria a primeira escultura, uma cabeça em barro.
A inspiração foi Deborah, namorada do artista na época.
Os dois viriam a se casar em 1948.

Leonardo Brocker disse...

+++ Francisco Brennand – Os Primeiros Trabalhos +++

Em 1947, envia cinco quadros ao Salão de Arte do Museu.
Recebe o primeiro prêmio por “Segunda Visão da Terra Santa”.
Em 1948, envia outros cinco quadros ao salão de Pernambuco.
Obtém o primeiro prêmio e uma menção honrosa.

Entre 1948 e 1952, viaja para Paris onde estuda pintura.
Em 1952, inicia os estudos de cerâmica na Itália.
Francisco Brennand retorna para Recife, em 1959.
E participa da V Bienal de São Paulo, no MAM.

Antes, em 1958, criou o primeiro mural para espaço público.
“Pastoral”, em cerâmica, fica no Aeroporto dos Guararapes.
Em 1961, inicia o mural da “Batalha dos Guararapes”.
Esta é uma das obras mais importantes de Brennand.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Oficina Cerâmica Francisco Brennand +++

A ideia surge em 11 de novembro de 1971.
Nasce a partir das ruínas da olaria que o pai fundou em 1917.
A reforma do espaço se transforma num processo obsessivo.
É o início de um projeto que continua até hoje.
Em 1974, Brennand adquire definitivamente a propriedade.
E transformou-a em um espaço próprio, a futura Oficina.

Na Oficina, inicia a criação dos murais de cerâmica.
E a aceitação das obras ocorre em maior escala.
As encomendas vêm de bancos, hotéis e residências.
Logo, participa da Bienal de Artes Aplicadas de Punta Del Este.
E hoje, possui cerca de oitenta obras públicas pelo mundo.

Brennand participou de 115 exposições e recebeu 40 prêmios.
Destaque para a medalha do Ministério da Cultura da França.

A produção da Oficina Cerâmica ultrapassou duas mil obras.
E nesse grande universo de obras, duas se destacam.
A da indústria de bebidas Bicardi Export, em Miami, de 1963.
E a do projeto “Eu vi o mundo... Ele começa em Recife”.
Esta fica no Molhe do Cais do Porto de Recife.

Leonardo Brocker disse...

+++ Comentário de Sérgio Rial +++

Os visitantes poderão viver o universo mágico de Francisco Brennand.
Em 1971, ele transformou as ruínas da Cerâmica São João em ateliê.
A antiga cerâmica ficava em uma propriedade do pai de Brennand.
O terreno de 14 mil metros quadrados reúne duas mil esculturas.
Elas distribuem-se nos jardins, pátios e lagos.

A exposição divide-se em quatro vertentes:
+ o teatro das representações mitológicas;
+ o corpo em transmutação interior;
+ os frutos da terra;
+ as vítimas históricas.

Esculturas, pinturas e vídeos distribuem-se pelo Santander Cultural.
Na sala de cinema, quatro filmes têm o artista com tema central.

Adaptado do comentário de Sérgio Rial.
Sérgio Rial é Presidente do Santander Cultural.

Leonardo Brocker disse...

+++ Senhor da Várzea, da Argila e do Fogo +++

Francisco Coimbra Brennand nasceu e cresceu na Várzea do Recife.
Permanece inabalável em terras pernambucanas.
Ali, a família dedicou-se à fabricação de cerâmica e porcelana.
Daí veio naturalmente o ofício e, em seguida, a arte de Brennand.
Na antiga fábrica do pai, estão os grandes murais do artista.
Numa instalação que cobre os muros e as colunas.
Entre jardins, lagos e paredes escritas com sua filosofia de vida.

Brennand cria e queima as obras num forno de alta temperatura.
O Apolo transforma a argila em matéria rígida como o bronze.
E cria uma camada vidrada que reveste as obras.
No ateliê, o artista projeta, desenha e pinta as obras.

A exposição busca transpor o universo de Brennand para o Santander.
E mostrar as esculturas dele em outro espaço é sempre um desafio.
Em Pernambuco, elas criam um complexo diálogo com o ambiente.
E incorporam-se às ruínas da antiga fábrica de cerâmica.
Quem chega ali se depara com uma atmosfera profana.
Mas que ao mesmo tempo é quase sagrada.
E exerce um poder mágico e simbólico de templo arcaizante.

Adaptado do comentário de Emanoel Araujo.
Emanoel Araujo foi o curador da exposição.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Brasil de Francisco Brennand +++

Os Frutos, Os Bichos, Os Pássaros e Os Seres

As pinturas da exposição no Santander Cultural são figurativas.
Acentuam-se por um grafismo como um halo em torno da figura.
Uma linha contínua e sinuosa.
Um arabesco barroco e sensual.
Elegante como fundo da representação do tema.

Brennand inspirou-se na pintura plana de Matisse.
Na acentuação gráfica e na modulação da cor em Leger.
E na fase antropomórfica de Tarsila do Amaral.
Mesmo assim, a pintura de Brennand não deixa de ser original.
Traz algo de monumental e desafiante.
Uma espécie de gigantismo de seres em metamorfose.

Adaptado do comentário de Emanoel Araujo.
Emanoel Araujo foi o curador da exposição.

Leonardo Brocker disse...

+++ Santander Cultural +++

O Banco da Província, o primeiro do RS, surgiu em 1858.
O Banco Nacional do Comércio o sucedeu.
Theodor Wiederspahn projetou a sede, na Praça da Alfândega.
A ornamentação ficou a cargo de Fernando Corona.
E a construção se estendeu de 1927 a 1931.

Destacam-se os ricos detalhes artísticos.
Em uma linguagem arquitetônica eclética.
Com elementos neoclássicos.
No interior, sobressaem-se os vitrais franceses.

Em 1987, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
A construção passou por restauro e adaptações.
E, hoje, sedia o Santander Cultural.
Com cinema, sala de exposições e palestras.
Além de bar e restaurante.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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