domingo, 21 de agosto de 2016

Os Índios e As Missões Jesuítas no Museu Júlio de Castilhos

Duas salas do Museu Júlio de Castilhos reúnem peças indígenas. Uma delas dedica-se ao período anterior à chegada dos europeus. A outra sala resgata a história das Missões Jesuítas, nos séculos XVII e XVIII.

Sinos - São Borja, São Vicente e São Miguel, Museu Júlio de Castilhos
Sinos: São Borja, São Vicente e São Miguel
  
Continuação de...
Quando espanhóis e portugueses chegaram à América, depararam-se com nativos indígenas. As peças indígenas anteriores ao contato com os europeus encontram-se na Sala Indígena do Museu Júlio de Castilhos.

A maior parte do acervo é de peças vistas, com frequência, noutros museus. São ferramentas, pontas de flecha e urnas funerárias. Destacam-se as casas subterrâneas e o crânio mumificado, encontrado em Torres.

Crânio Indígena Mumificado, Museu Júlio de Castilhos
Crânio Indígena Mumificado


Má Iluminação do Museu
Visitei o museu em dois momentos. Primeiro às 15h. Como fiz a visita guiada no Palácio Piratini, às 16h, deixei o Museu Júlio de Castilhos, minutos antes. E retornei às 17h30min para completar a visita.

Algumas salas, nas duas ocasiões, estavam com as luzes apagadas. Foi o caso da Sala Indígena e da dedicada à arte missioneira. E a baixa iluminação destas salas prejudicava até a leitura de painéis.

Urna Funerária Indígena, Museu Júlio de Castilhos
Urna Funerária Indígena


As Missões Jesuítas
A sala dedicada à estatutária missioneira reúne obras em madeira da época jesuíta. São imagens de anjos e de santos. Há poucas peças. A relevância histórica delas, porém, é inquestionável.

A sala registra, também, em painéis, os dois momentos das Missões Jesuítas na América do Sul. A história envolve outros países, além do Brasil. Como a Argentina e o Paraguai. E em menor grau, o Uruguai.

Na mesma sala, há três sinos de bronze, das reduções jesuítas. O maior pertenceu à Igreja de São Borja (1797). Os dois menores vieram da cidade de São Vicente (1712) e da Catedral de São Miguel (1717).


A Estatutária Missioneira
A maior parte das esculturas missioneiras encontra-se nas missões. Quer dizer, a cerca de 500 km de Porto Alegre. Poucas pessoas deslocam-se para lá com o objetivo de apreciar a arte indígena-jesuíta.

O Museu Júlio de Castilhos seria a oportunidade de conferir as obras na capital gaúcha. A má iluminação da sala compromete a observação das peças. A seguir, listo locais onde se pode admirar a arte missioneira...


Museus para Conhecer a Arte Missioneira
No RS, encontram-se os remanescentes dos Sete Povos das Missões. Os dois museus que mais valem uma visita são o Museu de São Miguel das Missões e o Museu Missioneiro, de São Borja

Na Argentina, há 15 Reduções Jesuítas. O melhor museu é o de Concepción de la Sierra. No Paraguai, há 8 Reduções Jesuítas. Os melhores museus são os de San Ignacio Guazu e de Santa Maria de Fé. 

O relato segue com...
A Revolução Farroupilha no Museu Júlio de Castilhos

7 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu Júlio de Castilhos +++

Prédio, em estilo neoclássico, na Rua Duque de Caxias.
Entre 1898 e 1905, foi residência da família do importante político gaúcho.
Foi também o local da morte de Júlio de Castilhos, em 1903.
E do suicídio de Honorina, esposa do político, em janeiro de 1905.
Comenta-se que, à noite, o espírito dela assombra os aposentos da casa.
E que passa pela rua pode ouvir o choro de Honorina.

Dez mil peças e documentos compõem o acervo do Museu Júlio de Castilhos.
Estes itens contam a história do Rio Grande do Sul.

Dica: visita a sala com memórias da guerra mais cultuada do Estado, a Revolução Farroupilha.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu Júlio de Castilhos +++

Em 1903, Borges de Medeiros criou o museu.
O mais antigo do Rio Grande do Sul.
O objetivo era organizar e guardar objetos.
Da 1ª Exposição Agropecuária e Industrial do Estado.
A exposição ocorreu em 1901.

Hoje, o acervo conta com mais de dez mil peças.
O museu também promove exposições temporárias.
Que se relacionam à história do Estado e do país.
E promovem a cultura do povo gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Casarão do Museu +++

Augusto Santos Roxo construiu o casarão em 1887.
O Coronel, veterano da Guerra do Paraguai, residiu no local.
Mais tarde, o Partido Republicano Riograndense adquiriu-o.
E doou a residência para Júlio de Castilhos.
O líder positivista viveu, ali, com a família.

Júlio de Castilhos nasceu em 1860 e morreu em 1903.
Após a morte do político, o Estado adquiriu o casarão.
E instalou, no local, o Museu Júlio de Castilhos.
Em 1982, ocorreu o tombamento com patrimônio do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Mortes no Casarão +++

Júlio de Castilhos vivia no casarão com a esposa e os seis filhos.
Duas tragédias abalaram a família.
Primeiro a morte de Júlio de Castilhos, aos 43 anos de idade.
O político tratava um tumor.
E morreu após a cirurgia, que ocorreu no quarto do casal.

Depois, em 1905, Honorina, suicidou-se em um dos cômodos da casa.

Paira sobre os telhados do Museu a fama de assombrações.
Lendas urbanas dizem que os dois fantasmas assombram o local.
Mas segundo o positivismo, não devemos crer em fantasmas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Divino Versus o Humano +++

Numa sala, estão objetos e móveis de Júlio de Castilhos.
E a máscara mortuária do político, em gesso.
A sala é contígua à outra que exibe arte sacra missioneira.
De um lado, a experiência humana regida pelo anseio divino.
De outro, relíquias de modelo político.
Que potencializou a soberania humana ao negar o divino.
Nosso mito fundador mostra suas relações...

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio Piratini +++

Substituiu o Palácio de Barro, de 1772.
Aquela foi a primeira sede do Executivo Estadual.
E atendeu às funções por mais de um século.

O francês Maurice Gras projetou o novo palácio.
A construção prolongou-se de 1909 a 1921.
Ano em que o governo Borges de Medeiros instalou-se, ali.

Em 1955, o prédio recebeu o nome de Palácio Piratini.
Uma homenagem à primeira capital Farroupilha.

A entrada principal fica junto à Praça da Matriz.
Ali, há duas esculturas do francês Paul Landowski.
Elas representam a agricultura e a indústria.

Em 1986, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
O Palácio Piratini também é patrimônio federal.
E integra o sítio histórico da Praça da Matriz.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cidade Baixa +++

A região apresentava características de zona rural.
Sujeita às frequentes enchentes do Arroio Dilúvio.
E servia inclusive para refúgio de escravos.
Ao menos, até a metade do século XIX.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Postar um comentário

 
Free Host | new york lasik surgery | cpa website design