sexta-feira, 26 de agosto de 2016

História do Solar Lopo Gonçalves, Hoje Sede do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

O Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo ocupa o Solar Lopo Gonçalves. De 1845 a 1853, Lopo Gonçalves de Bastos construiu a casa. Esta casa serviu de chácara. E depois como residência para os herdeiros.

Solar Lopo Gonçalves - Museu de Porto Alegre
Solar Lopo Gonçalves, em Porto Alegre
  
A instituição registra o histórico da cidade de Porto Alegre. A primeira sala, porém, documenta a história do prédio que abriga, hoje, o museu. Mas antes de falar sobre a casa, falaremos sobre o proprietário...


Lopo Gonçalves de Bastos
Lopo Gonçalves de Bastos nasceu, em 1800, na freguesia de São Miguel de Gêmeos de Bastos, Portugal. Lopo casou-se com Francisca Benfica Rodrigues Teixeira, em 1828. O casal teve quatro filhos.

Foto de Lopo Gonçalves Bastos - Museu de Porto Alegre
O português Lopo Gonçalves Bastos

Ao chegar a Porto Alegre, estabeleceu um armazém de secos e molhados na Praça da Alfândega. Residia em um sobrado na Rua dos Andradas. No piso inferior, tinha uma loja de tecidos.


Vida Pública de Lopo Gonçalves
Lopo Gonçalves foi vereador por dois mandatos. De 1833 a 1837 e de 1845 a 1849. Foi provedor da Santa Casa de Misericórdia (1851). E fundou o Banco da Província do Rio Grande do Sul (1858).

Entre Dois Captivos (Escravos) - Museu de Porto Alegre
Entre Dois Cativos (Escravos)

O comerciante acumulou um dos maiores patrimônios da cidade na época. Possuía 27 propriedades. Também foi proprietário de vários escravos. No museu, há a lista de propriedades e a relação de escravos.


O Solar Lopo Gonçalves
O solar era a sede da chácara. Ficava nos fundos da propriedade do sogro. E em frente à Rua da Margem, que margeava o Arroio Dilúvio. Os aposentos íntimos e a área social ficavam no andar superior do prédio.

Antiga Escova de Dente no Museu de Porto Alegre
Antiga escova de dente: sinal de riqueza 

Lopo Gonçalves faleceu em 1872. A esposa, em 1876. A filha Maria Luísa Gonçalves Bastos herdou o solar. A herdeira reformou o prédio. Fechou o pátio interno, incluiu um novo cômodo e construiu o torreão.


A Venda do Solar
Em 1946, Maria Amália Bastos de Vasconcellos Hasse, herdeira na época, vendeu o solar para o empresário Albano José Volkmer. O novo proprietário dividiu o espaço em três unidades habitacionais.

Torreão do Solar Lopo Gonçalves - Museu de Porto Alegre
Torreão do Solar Lopo Gonçalves

Em 1962, Albano, a esposa e uma filha passaram a residir num apartamento do solar. E os funcionários da fábrica de velas de Albano ocuparam os outros. Nesta época, o solar ficou conhecido como Casa da Magnólia.



Museu de Porto Alegre
O SASSE adquire o solar, em 1966. O prédio vira um cortiço. A Prefeitura Municipal recebe o solar, em 1979. A restauração ocorre de 1980 a 1982. Enfim, em 1982, o prédio passa a abrigar o Museu de Porto Alegre.

O relato segue com...
A História de Porto Alegre em Fotos do Museu Joaquim Felizardo

Museu de Porto Alegre - Solar Lopo Gonçalves
Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

9 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Paço dos Açorianos +++

A construção da sede do poder executivo municipal iniciou em 1898.
Sobre a área de aterro da antiga Doca do Carvão.
O arquiteto italiano João Antônio Carrara Colfosco projetou o prédio.
Com características estilo ecléticas e influência positivista.

Foi a primeira edificação positivista de Porto Alegre.
E inaugurou um período de construções monumentais na cidade.
Elas aconteceram nas duas primeiras décadas do século XX.

José Montaury inaugurou a nova Intendência Municipal, em 1901.
No interior, destacam-se os vitrais de Joseph Wollmann.
Eles se encontram nas janelas que abrem para a escadaria principal.
Há ainda as pinturas de Carlos Scliar no Salão Nobre.

Em 1973, o prédio recebeu o nome de Paço dos Açorianos.
Uma homenagem aos imigrantes que fundaram a cidade.
Em 1979, é tombado como patrimônio cultural de Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Esculturas Originais da Prefeitura +++

Destacam-se as alegorias da Justiça e da República.
Estão na parte central da platibanda, em torno da torre.
Nesta, há um relógio central ladeado por dois bustos.
José Bonifácio, à esquerda, e Deodoro da Fonseca, à direita.

A alegoria da República possui um detalhe quase imperceptível.
O vestido dela esconde um misterioso gato.
É uma derivação da alegoria da Liberdade.
Esta aparece acompanhada de um gato.
Um animal doméstico que não suporta viver preso.

Ainda na fachada, há outros grupos de esculturas.
Eles se encontram em cada extremidade da platibanda.
Junto à Rua Uruguai: Agricultura, Comércio e Indústria.
Junto à Avenida Borges de Medeiros: Ciência e História.
Além de Democracia e Liberdade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Esculturas Acrescidas à Prefeitura +++

Algumas esculturas são posteriores à inauguração do prédio.
É o caso dos quatro leões que guarnecem as escadarias laterais.
As esculturas, em mármore de Carrara, vieram da Itália.
A instalação dos quatro leões ocorreu em 1911.
São joias da arte industrial dos canteiros de Toscana.

Em 1909, o prefeito José Montaury fez uma encomenda.
As efígies de Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros.
A elaboração ficou a cargo do Instituto Técnico-Profissional.
Na Seção de Modelagem.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Surgiu com o núcleo inicial da cidade.
Ficava junto ao Lago Guaíba.
Até que se construiu um cais de pedra com ancoradouro.
Isso facilitou o trânsito de pessoas e de mercadorias.
Era o núcleo da parte nobre do velho Centro.
Em torno dela, observava-se a vida social da cidade.
E ali, surgiram imponentes prédios no início do século XX.
Como os Correios e Telégrafos e a Delegacia Fiscal.
E a partir 1954, ali se instalou a Feira do Livro.

Em 2003, foi tombada como patrimônio nacional.
E passou por recente restauração.
Parte do Programa Monumento.
Hoje, PAC das Cidades Históricas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumentos da Praça da Alfândega +++

+ Monumento do Barão do Rio Branco (A. Adloff, 1916);
+ Monumento ao Marechal Osório (Leão Velloso, 1933);
+ Estátua-chafariz da Samaritana (A. Adloff, 1925-36).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ampliação da Santa Casa de Porto Alegre +++

As obras iniciaram em 1835, ao fim da Guerra dos Farrapos.
Na ampliação, o hospital ganhou traços neoclássicos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Histórico do Museu de Porto Alegre +++

A construção do solar ocorreu de 1845 a 1853.
Lopo Gonçalves viveu com a família na sede da chácara.
Foi vereador, comerciante e filantropo.
E nasceu em Braga, Portugal.

A chácara ficava na Rua da Margem, hoje, João Alfredo.
Na época, isso era fora dos limites da cidade.
Com o passar do tempo, integrou o bairro Cidade Baixa.
E abrigou diferentes tipos de moradores.

Em 1946, o prédio passou a abrigar uma fábrica de velas.
Em 1979, a Prefeitura adquiriu e tombou o prédio.
No mesmo ano, criou o Museu de Porto Alegre.
Uma iniciativa dos historiadores Nilo Ruschel e Walter Spalding.

Em 1982, a Prefeitura transferiu o museu para o antigo solar.
Na ocasião, já com o nome Joaquim José Felizardo.
Uma homenagem ao historiador.
Joaquim Felizardo criou a Secretaria Municipal de Cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Acervo do Museu Joaquim José Felizardo +++

Três importantes acervos estão sob a guarda do museu.

1 – Acervo Tridimensional
Mais de 1.300 peças compõem o acervo histórico.
São itens do final século XIX e do século XX.
Como indumentárias e acessórios de uso pessoal.
Mobiliário, objetos de decoração, instrumentos musicais.
A maioria chegou ao museu por doações particulares.

2 – Acervo Fotográfico
Há também o acervo da Fototeca Sioma Breitman.
São cerca de nove mil fotografias da cidade, dos séculos XIX e XX.
De profissionais renomados como Virgílio Calegari.
Lunara, Barbeitos & Irmãos, Sioma Breitman e Irmãos Ferrari.
Também faz parte do acervo uma coleção de mais de 400 postais.
São cartões das primeiras décadas do século XX.

3 – Acervo Arqueológico
Já o acervo arqueológico possui 200 mil peças.
Estas provem de sítios de ocupação pré-histórica e histórica.
São coleções de material cerâmico, lítico, ósseo.
Provenientes de áreas de ocupação indígena.
Anteriores à chegada dos colonizadores.
E de sítios com ocupações entre os séculos XVIII e XX.
Neste caso, são peças em louça, vidro, metal, couro.
Pedra, cerâmica e restos de ossos humanos e alimentos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Solar Lopo Gonçalves +++

Exemplar da arquitetura luso-brasileira.
O solar possui torreão e porão alto.
Antigamente, este porão acomodava escravos.
Os cômodos do pavimento principal destinavam-se à família.
Assim como, à vida social dos residentes.

O solar fica em meio a um lote de grandes dimensões.
Remanescente das chácaras que dominaram a Cidade Baixa.

Por se beneficiar da luz do sol, recebe a denominação de solar.
Ela entra por aberturas em todos os planos externos do prédio.

O acesso ao pavimento nobre cumpria certo ritual.
A assimilação gradual da transição do âmbito público ao privado.
Passava-se pelo portão artisticamente trabalhado em ferro.
E depois, por um florido jardim.
Então, chegava-se a uma escada lateral.
E esta levava até a porta principal.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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