terça-feira, 23 de agosto de 2016

A Revolução Farroupilha no Museu Júlio de Castilhos

A Revolução Farroupilha foi uma guerra contra o Império e pela República. Durou dez anos e é motivo de orgulho ao povo gaúcho. A principal sala do Museu Júlio de Castilhos registra a história deste conflito.

Canhão VI - Revolução Farroupilha, Camaquã, Museu Júlio de Castilhos
Canhão VI - Revolução Farroupilha:
pertenceu à frota da Lagoa dos Patos

Carga de Cavalaria - Guilherme Litran, Museu Júlio de Castilhos
"Carga de Cavalaria" (Guilherme Litran)
  
Canhão V - Praça Brigadeiro Sampaio, Porto Alegre, Museu Júlio de Castilhos
Canhão V - Praça Brigadeiro Sampaio

A sala destinada à Revolução Farroupilha reúne quadros, painéis e peças históricas. As pinturas a óleo mostram os principais líderes. Os painéis registram a história da guerra. As peças tornam esta história visível.

Canhão I do Forte Dom Pedro II - Caçapava do Sul, Museu Júlio de Castilhos
Canhão I do Forte Dom Pedro II (1814)

Canhão IV - Ilha do Chico Inglês, Museu Júlio de Castilhos
Canhão IV - Ilha do Chico Inglês


Quadros de Líderes Farroupilhas
O primeiro quadro representa José Gomes de Vasconcellos Jardim. Comentei sobre a participação dele na Guerra dos Farrapos, quando visitei a Casa Gomes Jardim. O médico era primo do General Bento Gonçalves.

José Gomes Vasconcellos Jardim - F Polrh, Museu Júlio de Castilhos
José Gomes Vasconcellos Jardim

Bento Gonçalves da Silva, Museu Júlio de Castilhos
Bento Gonçalves da Silva

O segundo quadro é, justamente, de Bento Gonçalves, principal líder farrapo. Outro quadro retrata a Casa de Bento Gonçalves, em Triunfo. A sala ainda abriga quadros de Giuseppe Garibaldi e Anita Garibaldi.

Giuseppe Garibaldi - Amélia Ricciardi, Museu Júlio de Castilhos
Giuseppe Garibaldi

Anita Garibaldi, Museu Júlio de Castilhos
Anita Garibaldi


O Conflito e o Jornal Farrapo
A principal tela sobre a guerra é “Carga de Cavalaria”, de Guilherme Litran. “Ponte da Azenha”, de Luiz Curia, representa o local da primeira batalha. Já “Casa Branca”, de Vicente Cervásio, mostra o quartel-general.

Casa Onde Nasceu Bento Gonçalves, em Triunfo, Museu Júlio de Castilhos
Casa Onde Nasceu Bento Gonçalves

Ponte da Azenha - Luiz Curia, Museu Júlio de Castilhos
"Ponte da Azenha" (Luiz Curia)

A sala abriga uma curiosidade: o jornal “O Povo”. O jornal circulou de 1838 a 1840. Primeiro, em Piratini. Depois, em Caçapava do Sul. Ele divulgava as ideias farrapas, em textos que exaltavam os heróis farroupilhas.

Casa Branca - Vicente Cervásio, Museu Júlio de Castilhos
"Casa Branca" (Vicente Cervásio)

Jornal Farrapo 'O Povo', Museu Júlio de Castilhos
Jornal Farrapo "O Povo"


Canhões da Revolução Farroupilha
A área externa do Museu Júlio de Castilhos abriga oito canhões. Três dos farrapos. Zeferino Dias, líder da frota da Lagoa dos Patos, abandonou-os na barra do Arroio Santa Isabel, na Vila de Camaquã.

Canhão VII - Revolução Farroupilha, Camaquã, Museu Júlio de Castilhos
Canhão VII - Revolução Farroupilha, Camaquã

Canhão II do Forte Dom Pedro II - Caçapava do Sul, Museu Júlio de Castilhos
Canhão II do Forte Dom Pedro II (1815)

Outros três canhões pertenceram ao Forte Dom Pedro II, em Caçapava do Sul. Um canhão veio da Ilha Chico Inglês, no Lago Guaíba. O último estava na atual Praça Brigadeiro Sampaio, em Porto Alegre.

O relato segue com...
A Cidade de Porto Alegre no Museu Júlio de Castilhos

Canhão VIII - Revolução Farroupilha, Camaquã, Museu Júlio de Castilhos
Canhão VIII - Revolução Farroupilha:
abandonado na barra do Arroio Santa Isabel

Canhão III do Forte Dom Pedro II - Caçapava do Sul, Museu Júlio de Castilhos
Canhão III do Forte Dom Pedro II (1850)

7 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu Júlio de Castilhos +++

Prédio, em estilo neoclássico, na Rua Duque de Caxias.
Entre 1898 e 1905, foi residência da família do importante político gaúcho.
Foi também o local da morte de Júlio de Castilhos, em 1903.
E do suicídio de Honorina, esposa do político, em janeiro de 1905.
Comenta-se que, à noite, o espírito dela assombra os aposentos da casa.
E que passa pela rua pode ouvir o choro de Honorina.

Dez mil peças e documentos compõem o acervo do Museu Júlio de Castilhos.
Estes itens contam a história do Rio Grande do Sul.

Dica: visita a sala com memórias da guerra mais cultuada do Estado, a Revolução Farroupilha.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lago Guaíba +++

Para ele convergem os rios da metade norte do RS.
E através dele, as águas destes rios chegam à Lagoa dos Patos.
Esta, enfim, conduz as águas ao Oceano Atlântico.
O Lago Guaíba teve importância fundamental.
Quando a maior parte do transporte era por rotas fluviais.
Importações e exportações da metade norte passavam por ele.
Em virtude disso, Porto Alegre tornou-se capital da província.
Dali controlava-se o tráfego do interior e da Lagoa dos Patos.
A península também oferecia um porto natural no lado norte.
Este era razoavelmente fundo.
E protegido dos ventos dominantes que vêm do sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu Júlio de Castilhos +++

Em 1903, Borges de Medeiros criou o museu.
O mais antigo do Rio Grande do Sul.
O objetivo era organizar e guardar objetos.
Da 1ª Exposição Agropecuária e Industrial do Estado.
A exposição ocorreu em 1901.

Hoje, o acervo conta com mais de dez mil peças.
O museu também promove exposições temporárias.
Que se relacionam à história do Estado e do país.
E promovem a cultura do povo gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Casarão do Museu +++

Augusto Santos Roxo construiu o casarão em 1887.
O Coronel, veterano da Guerra do Paraguai, residiu no local.
Mais tarde, o Partido Republicano Riograndense adquiriu-o.
E doou a residência para Júlio de Castilhos.
O líder positivista viveu, ali, com a família.

Júlio de Castilhos nasceu em 1860 e morreu em 1903.
Após a morte do político, o Estado adquiriu o casarão.
E instalou, no local, o Museu Júlio de Castilhos.
Em 1982, ocorreu o tombamento com patrimônio do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Mortes no Casarão +++

Júlio de Castilhos vivia no casarão com a esposa e os seis filhos.
Duas tragédias abalaram a família.
Primeiro a morte de Júlio de Castilhos, aos 43 anos de idade.
O político tratava um tumor.
E morreu após a cirurgia, que ocorreu no quarto do casal.

Depois, em 1905, Honorina, suicidou-se em um dos cômodos da casa.

Paira sobre os telhados do Museu a fama de assombrações.
Lendas urbanas dizem que os dois fantasmas assombram o local.
Mas segundo o positivismo, não devemos crer em fantasmas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Divino Versus o Humano +++

Numa sala, estão objetos e móveis de Júlio de Castilhos.
E a máscara mortuária do político, em gesso.
A sala é contígua à outra que exibe arte sacra missioneira.
De um lado, a experiência humana regida pelo anseio divino.
De outro, relíquias de modelo político.
Que potencializou a soberania humana ao negar o divino.
Nosso mito fundador mostra suas relações...

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça Brigadeiro Sampaio: História da Área +++

Ao longo dos anos, o espaço teve vários nomes.
E também várias e diversificadas ocupações.
O primeiro uso veio no início da colonização.
A área era conhecida como Largo da Forca.
E caracterizava-se como um local ermo.
Ali, ocorriam as execuções de condenados à morte.
O espaço também fez parte da Praia do Arsenal.
Com estaleiros para a construção naval.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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