sábado, 20 de agosto de 2016

O Acervo Permanente do Museu Júlio Castilhos

Júlio de Castilhos foi um dos principais líderes gaúchos no fim do século XIX. A casa onde o político viveu os últimos anos abriga o mais antigo museu do RS. O acervo conta diversos momentos da história do estado.

Canhão Krupp, Museu Júlio de Castilhos
Canhão Krupp
  

O Tema do Museu: A História do RS
Um tema une o acervo do museu: a história do Rio Grande do Sul. As salas, porém, abrigam peças de assuntos diversos, como os índios e a Revolução Farroupilha. Há um espaço, ainda, para exposições temporárias.

Quando visitei o Museu Júlio de Castilhos, em 20/07/2016, a exposição temporária reunia fotos antigas de Porto Alegre. Neste artigo, falarei sobre o acervo diverso. E em outros falarei sobre temas específicos.

O Gigante do Museu Júlio de Castilhos
O Gigante


Informações Gerais sobre o Museu
Antes, passarei as informações gerais. O Museu Júlio de Castilhos funciona de terça-feira a sábado, das 10h às 18h. A entrada é franca. Para visita guiada, deve-se agendar pelo telefone (51) 3221-5946.

O Museu Júlio de Castilhos fica no centro histórico de Porto Alegre. Próximo à Praça da Matriz. E quase ao lado da Catedral Metropolitana e do Palácio Piratini. O museu é um dos mais importantes do Rio Grande do Sul.

Landau, Museu Júlio de Castilhos
Landau, Museu Júlio de Castilhos


Júlio de Castilhos
Uma das salas do museu é dedicada a Júlio de Castilhos. E poucas peças compõem o acervo, algo difícil de entender. Tanto pela importância política do líder gaúcho. Como por o museu ficar na antiga casa do político.

O destaque é a pintura a óleo, sobre fotografia, de Vicente Cervásio. O trabalho, de 1913, é a imagem mais conhecida do político. Na mesma sala, está a Constituição de 1893, a primeira constituição republicana do RS.

Quadro de Júlio de Castilhos - Vicente Cervásio, Museu Júlio de Castilhos
Quadro de Júlio de Castilhos


O Aventureiro
No Museu Júlio de Castilhos, está a Lambreta de José Ferreira da Silva. O gaúcho de Caxias do Sul partiu, em 05/10/1968, para uma viagem de volta ao mundo. Tal aventura recebeu menção no Guinness Book.

O jornalista, então com 31 anos, viajou por 355 dias, percorrendo 85.146 km. Visitou 51 países e três ilhas, em todos os continentes. Registrou a viagem no livro “O Aventureiro – A Volta ao Mundo de Lambreta”.

A Volta ao Mundo de Lambreta, Museu Júlio de Castilhos
A Volta ao Mundo de Lambreta


As Botas do Gigante
Visitei o Museu Júlio de Castilhos, pela primeira vez, nos primeiros anos do colégio. E uma das peças impressionou-me: as botas do gigante. Para sempre, guardei na memória, que aquele era o museu do gigante...

E para minha surpresa, quase trinta anos depois, verifiquei que as botas continuavam lá. Na nova visita, observei melhor outros itens do acervo. Mas o Júlio de Castilhos continua sendo, para mim, o museu do gigante...

As Botas do Gigante, Museu Júlio de Castilhos
As Botas do Gigante

Francisco Ângelo Guerreiro (1900-1926), o "gigante", nasceu em Cruz Alta.


Cadeirinha de Arruar
Era uma forma de transporte sem rodas. Escravos carregavam, nelas, os senhores. A do Museu Júlio de Castilhos pertenceu à Viscondessa de Porto Alegre. Há outra no Museu Visconde de São Leopoldo, em São Leopoldo.

Cadeirinha de Arruar (Liteira), Museu Júlio de Castilhos
Cadeirinha de Arruar (Liteira)


Canhão Krupp
O Exército Brasileiro usou estes canhões durante a República Velha. No Rio Grande do Sul, os canhões Krupp tiveram importante papel na Revolução Federalista. O do museu pertenceu ao General Maneco Vargas.


Landau
O Landau era uma carruagem alemã de quatro rodas. O exemplar do Museu Júlio de Castilhos serviu ao governador Carlos Barbosa. E no Palácio Piratini, estão os dois primeiros carros oficiais do estado.

O relato segue com...
Os Índios e As Missões Jesuítas no Museu Júlio de Castilhos

13 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu Júlio de Castilhos +++

Prédio, em estilo neoclássico, na Rua Duque de Caxias.
Entre 1898 e 1905, foi residência da família do importante político gaúcho.
Foi também o local da morte de Júlio de Castilhos, em 1903.
E do suicídio de Honorina, esposa do político, em janeiro de 1905.
Comenta-se que, à noite, o espírito dela assombra os aposentos da casa.
E que passa pela rua pode ouvir o choro de Honorina.

Dez mil peças e documentos compõem o acervo do Museu Júlio de Castilhos.
Estes itens contam a história do Rio Grande do Sul.

Dica: visita a sala com memórias da guerra mais cultuada do Estado, a Revolução Farroupilha.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura da Catedral Metropolitana +++

Em 1915, organizou-se um concurso público.
O vencedor foi o espanhol Jesús María Corona.
Tratava-se de um projeto neogótico de grande porte.
Com arcos ogivais e pináculos.
E uma cúpula de base octogonal apoiada em contrafortes.

Porém, a Cúria, em 1921, optou por outro projeto.
O do arquiteto italiano Giovani Battista Giovenale.
Responsável pela conservação da Basílica de São Pedro, em Roma.
O projeto do italiano tinha uma linguagem neorrenscentista.
Mas a conclusão da construção ocorreu apenas em 1970.

A Academia de Mosaicos do Vaticano ornamentou a fachada.
Mário Arjonas esculpiu as estátuas em granito de apóstolos e santos.
E o italiano Aldo Locatelli pintou o mural no altar principal.

A catedral destaca-se pelo cuidado da articulação clássica.
Visível na fachada principal, na cúpula e na nave.
Nas partes ao redor da cúpula, essa articulação se perde.
E surgem soluções mistas.
A presença de vitrais e mosaicos causa surpresa.
Quando se considera um templo em estilo clássico.

É peculiar a solução que se empregou no exterior da cripta.
Ela funciona como base do templo na declividade do terreno.

A inauguração só ocorreu em 1986.
O que revela as dificuldades na execução da obra.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Inspiração na Basílica de São Pedro +++

A Catedral Metropolitana lembra a Basílica de São Pedro, em Roma.
Em alguns aspectos, como na planta em cruz latina.
E na cúpula assentada sobre um tambor.
Colunas aos pares guarnecem este tambor.
No interior, a cúpula apoia-se em pendentes.
Estes se ligam a quatro pilares chanfrados.

Outra semelhança é a nave com abóboda de berço.
Arcadas subdivididas por pilastras apoiam esta abóboda.
O átrio transversal ao eixo também remete à Basílica de São Pedro.

Em outros aspectos, porém, as semelhanças não se repetem.
É o caso da fachada principal e do esquema decorativo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Fachada da Catedral Metropolitana +++

Há duas torres afastadas do corpo central.
E uma galeria aberta no térreo.
Porém, o monocromatismo do granito dá unidade ao prédio.
O corpo central corresponde à nave principal.
E as ligações com as torres correspondem às naves laterais.

A parte inferior tem cinco subdivisões.
Ela corresponde à primeira ordem de pilastras (coríntia).
Nas extremidades estão as bases compactas das torres.
E no centro há aberturas definidas por um entablamento secundário.
Nele, apoiam-se duas colunas jônicas, menores que as pilastras.

No centro da fachada, a abertura adquire a forma de uma serliana.
Com um arco demarcando o acesso central do templo.
O tema das duas colunas volta a comparecer no topo das torres.
Enquanto a serliana reaparece no trecho intermediário.

A parte central da fachada projeta-se num segundo nível.
Nele, as pilastras são jônicas.
Tal qual no segundo nível das torres.
Mas a parte central avança em relação às outras partes.
Tanto em altura, como em projeção frontal.
Além disso, as pilastras são duplas.
E acentuam o movimento da fachada.

O coroamento possui frontão triangular.
Replicado por frontões curvos no topo das torres.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu Júlio de Castilhos +++

Em 1903, Borges de Medeiros criou o museu.
O mais antigo do Rio Grande do Sul.
O objetivo era organizar e guardar objetos.
Da 1ª Exposição Agropecuária e Industrial do Estado.
A exposição ocorreu em 1901.

Hoje, o acervo conta com mais de dez mil peças.
O museu também promove exposições temporárias.
Que se relacionam à história do Estado e do país.
E promovem a cultura do povo gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Casarão do Museu +++

Augusto Santos Roxo construiu o casarão em 1887.
O Coronel, veterano da Guerra do Paraguai, residiu no local.
Mais tarde, o Partido Republicano Riograndense adquiriu-o.
E doou a residência para Júlio de Castilhos.
O líder positivista viveu, ali, com a família.

Júlio de Castilhos nasceu em 1860 e morreu em 1903.
Após a morte do político, o Estado adquiriu o casarão.
E instalou, no local, o Museu Júlio de Castilhos.
Em 1982, ocorreu o tombamento com patrimônio do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Mortes no Casarão +++

Júlio de Castilhos vivia no casarão com a esposa e os seis filhos.
Duas tragédias abalaram a família.
Primeiro a morte de Júlio de Castilhos, aos 43 anos de idade.
O político tratava um tumor.
E morreu após a cirurgia, que ocorreu no quarto do casal.

Depois, em 1905, Honorina, suicidou-se em um dos cômodos da casa.

Paira sobre os telhados do Museu a fama de assombrações.
Lendas urbanas dizem que os dois fantasmas assombram o local.
Mas segundo o positivismo, não devemos crer em fantasmas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Divino Versus o Humano +++

Numa sala, estão objetos e móveis de Júlio de Castilhos.
E a máscara mortuária do político, em gesso.
A sala é contígua à outra que exibe arte sacra missioneira.
De um lado, a experiência humana regida pelo anseio divino.
De outro, relíquias de modelo político.
Que potencializou a soberania humana ao negar o divino.
Nosso mito fundador mostra suas relações...

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio Piratini +++

Substituiu o Palácio de Barro, de 1772.
Aquela foi a primeira sede do Executivo Estadual.
E atendeu às funções por mais de um século.

O francês Maurice Gras projetou o novo palácio.
A construção prolongou-se de 1909 a 1921.
Ano em que o governo Borges de Medeiros instalou-se, ali.

Em 1955, o prédio recebeu o nome de Palácio Piratini.
Uma homenagem à primeira capital Farroupilha.

A entrada principal fica junto à Praça da Matriz.
Ali, há duas esculturas do francês Paul Landowski.
Elas representam a agricultura e a indústria.

Em 1986, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
O Palácio Piratini também é patrimônio federal.
E integra o sítio histórico da Praça da Matriz.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça Marechal Deodoro +++

Centro cívico de Porto Alegre, desde os primórdios.
Inicialmente, a área era conhecida como Praça da Igreja.
Em 1865, tornou-se Praça Dom Pedro II.
E com a Proclamação da República recebeu o nome atual.
Embora, popularmente, siga como Praça da Matriz.

No entorno da praça, encontram-se prédios importantes.
As sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os memoriais do Ministério Público e da Assembleia.
O Solar dos Câmara e o Theatro São Pedro.
A Catedral Metropolitana e o Museu Júlio de Castilhos.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 2003.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estátuas da Praça da Matriz +++

Em 1910, instalaram-se quatro estátuas na Praça Dom Sebastião.
Eram remanescentes de um conjunto de cinco da Praça da Matriz.
Elas adornavam o Chafariz do Imperador, em mármore de Carrara.
E faziam parte do primeiro monumento ao ar livre do Estado.

Esta magnífica obra ficou na Praça da Matriz de 1866 a 1910.
E personificava os grandes rios da bacia do Lago Guaíba.
A inscrição na base das estátuas registrava:
Cahy, Gravatahy, Jacuhy e Sinos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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