sábado, 16 de abril de 2016

Instituições Tradicionais do Moinhos Vento

O bairro Moinhos de Vento abriga instituições de importância histórica. Duas, o hospital e a hidráulica, levam o nome do bairro. Também se encontram no bairro duas tradicionais instituições de ensino.

Chafariz da Hidráulica Moinhos de Vento
Chafariz da Hidráulica Moinhos de Vento

Continuação de...
Parcão e Casarões do Bairro Moinhos de Vento


As Origens do Bairro
O nome do bairro é uma referência aos moinhos de trigo ali vistos em meados do século XVIII. Naquela época, o trigo tinha grande importância econômica. Mas em 1835, a atividade já havia sido abandonada.

Antônio Klinger Filho - O Pai do Saneamento na Capital Gaúcha
Antônio Klinger Filho - O Pai do
Saneamento na Capital Gaúcha

Foram-se os moinhos de vento, ficou o nome do bairro. Este se desenvolveu no fim do século XIX. A Companhia Carris Urbanos implantou, em 1893, a linha de bondes “Independência”. Na ocasião, puxados à mula.

Praça Júlio de Castilhos - Porto Alegre
Praça Júlio de Castilhos: início da Rua 24 de
Outubro, a principal do Bairro Moinhos de Vento

Junto a uma estação de bonde, ficava o Prado Independência. A primeira corrida de cavalos ocorreu em 25 de março de 1894. No terreno do Prado Independência hoje fica o Parque Moinhos de Vento, o Parcão.

Instituto Goethe, Porto Alegre
Instituto Goethe de Porto Alegre

Porém, o Parcão abrange uma área maior. Ele engloba também o terreno do Fortim da Baixada. Inaugurada em 04 de agosto de 1904, a Baixada foi a “casa” do Grêmio até a inauguração do Olímpico, em 1954.


Segundo Roteiro pelo Moinhos de Vento
Dividi o Moinhos de Vento em dois roteiros. O primeiro contempla o Parcão e os antigos casarões. O segundo, as principais instituições do bairro. Comecei pela hidráulica, um dos cartões postais do Moinhos de Vento.

Palmeira no Jardim da Hidráulica Moinhos de Vento
Palmeira no Jardim da Hidráulica

Como concluí o primeiro roteiro na Rua Santo Inácio, uma sugestão é seguir até a Rua Luciana de Abreu. Caminhar por uma quadra nela e entrar na Rua Santo Ângelo, a primeira à direita. Seguir até o fim da rua.

Na verdade, é até o início da rua. Afinal, a Rua Santo Ângelo começa na esquina da Rua Fernando Gomes. Esta tem duas quadras. E o trecho entre as ruas 24 de Outubro e Padre Chagas é chamado Calçada da Fama.

Rua Fernando Gomes: A Calçada da Fama, em Porto Alegre
Rua Fernando Gomes: A Calçada da Fama

A Rua 24 de Outubro é a mais importante do bairro. O nome homenageia a Revolução de 1930. Em 24 de outubro, os militares depuseram Washington Luís. E Getúlio Vargas assumiu a Presidência da República.

Praça Júlio de Castilhos, Porto Alegre
Praça Júlio de Castilhos: ladeada pelas ruas
24 de Outubro e Ramiro Barcellos e pela
Avenida Independência.

Esta rua inicia na Praça Júlio de Castilhos. Pensava que o nome da rua fosse uma referência à morte de Júlio de Castilhos. O ex-governador do Rio Grande do Sul faleceu no dia 24 de outubro de 1903.


Hidráulica Moinhos de Vento
Pois bem, referências e homenagens à parte, passando a Calçada da Fama, você chega à Rua 24 de Outubro. E seguindo à direita, você verá o portão da Hidráulica Moinhos de Vento alguns metros à frente.

Grande Torre da Caixa d'Água da Hidráulica Moinhos de Vento
Grande Torre da Caixa d'Água

A inauguração ocorreu em 1928. O prédio e os jardins foram inspirados no Palácio de Versalhes. É um local tranquilo para relaxar e descontrair. Nem parece que à frente fica uma das ruas mais movimentadas da cidade.

Jardim e Prédio Principal - Hidráulica Moinhos de Vento
Jardim e Prédio da Hidráulica Moinhos de Vento

Na Hidráulica, você pode circular pelos jardins e conhecer a galeria de arte. Logo na entrada, à direita, há um belo chafariz. Já a galeria fica no subsolo da antiga torre hidráulica. A cada três meses ela expõe novas obras.

Pedra Silenciosa - Escultura de Maria Luiza Bittencourt de Oliveira
"Pedra Silenciosa" - Escultura de
Maria Luiza Bittencourt de Oliveira

Retornei à Rua 24 de Outubro. E segui para a Praça Júlio de Castilhos. O Instituto Goethe fica nesta direção. A tradicional instituição alemã de ensino, faz pouco, completou 50 anos de atividades em Porto Alegre.


Rua Ramiro Barcelos
Esta rua homenageia o médico e político gaúcho. Ramiro Fortes de Barcellos nasceu em Cachoeira do Sul, em 1851. Cursou Medicina, no Rio de Janeiro. Foi deputado e senador. E contribuiu com o jornal “A Federação”.

Colégio Bom Conselho, Porto Alegre
Colégio Bom Conselho

Ramiro Barcellos era primo do ex-governador Borges de Medeiros. Borges opôs-se à candidatura de Ramiro ao senado. E isto motivou um dois mais famosos poemas satíricos gaúchos. Ramiro escreveu “Antônio Chimango”.

Hospital Moinhos de Vento, Porto Alegre
Hospital Moinhos de Vento

O nome dos dois políticos entrou para a história. E a Rua Ramiro Barcellos abriga o Colégio Bom Conselho e o Hospital Moinhos de Vento. O primeiro, inaugurado em 1905. O segundo, em 1927. Ambos seguem em atividade.

Rua Gonçalo de Carvalho - 'A Rua Mais Bonita do Mundo', Porto Alegre
Rua Gonçalo de Carvalho: ficou conhecida
como "A Rua Mais Bonita do Mundo".

Em frente ao Hospital Moinhos de Vento, fica a Rua Gonçalo de Carvalho. Dezenas de tupuanas formam um imenso túnel verde. A “rua mais bonita do mundo” foi, em 2006, tombada patrimônio ambiental de Porto Alegre.

33 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ O Bairro Moinhos de Vento +++

O atual bairro era um arraial onde ficavam os moinhos de trigo.
A região, também, era a saída da cidade rumo a Gravataí.
O "Caminho dos Anjos" comunicava as duas cidades.
Hoje, ficam ali as ruas 24 de Outubro e Plínio Brasil Milano.
Anos antes, nas colinas do bairro ficavam pontos de observação.
Eles serviram na defesa da cidade durante a Guerra dos Farrapos.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Família Mostardeiro +++

Antônio Mostardeiro e Laura eram de origem humilde.
Fizeram fortuna com muito trabalho e tino empreendedor.
Antônio José Gonçalves nasceu no interior de Mostardas.
E tornou-se vendedor mercadorias diversas.
Quando chegava, as pessoas diziam: "Olha o Mostardeiro".
Daí, surgiu o nome Mostardeiro.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Chácara dos Mostardeiro +++

Em 1867, Antônio Mostardeiro chegou a Porto Alegre.
Avistou do barco as colinas no atual bairro Moinhos de Vento.
E decidiu que construiria ali a casa da família.
Comprou, então, um terreno de 64 hectares.
Ele compreendia o Moinhos de Vento e parte do Rio Branco.
No atual bairro Rio Branco, ficava, na época, a colônia africana.
Antônio Mostardeiro adquiriu, também, terrenos semirrurais.
Neles, ficam hoje os bairros Petrópolis e Santa Cecília.
Mas se instalou na região do atual bairro Moinhos de Vento.
Ali, estavam a horta, a criação de gado e um lago com cisnes.
O local ficou conhecido como a Chácara dos Mostardeiro.
Ali, a família fez fortuna e desenvolveu o comércio.
Tornou-se uma das famílias mais influentes de Porto Alegre.
Antônio Mostardeiro faleceu em 1893.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Nome das Ruas +++

Uma das ruas centrais do Moinhos de Vento chama-se Mostardeiro.
Ela homenageia Antônio José Gonçalves Mostardeiro.
E passa ao lado do Parque Moinhos de Vento.
Este parque, o Parcão, fica na antiga Chácara dos Mostardeiro.
A rua paralela, Dona Laura, homenageia a esposa de Antônio.
Ela fica entre a Rua Mostardeiro e a Rua Castro Alves.
A última homenageia o poeta abolicionista baiano.
E marcava o fim da chácara e o início da colônia africana.
A propósito: Dona Laura organizava festas aos operários.
Centenas de pessoas participavam.
Boa parte eram negros libertos recentemente.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Fortim da Baixada +++

O Grêmio surgiu em 1903 e precisava de um campo.
Sugeriram um terreno conhecido como Schützenverein Platz.
A Praça do Clube de tiro ficava numa baixada, entre duas colinas.
Junto a ela ficava a Chácara dos Motardeiro.
Em parte desta propriedade, construiu-se o Fortim da Baixada.
Os dirigentes do Grêmio negociaram com Hemetério Mostardeiro.
O filho de Antônio e Laura vendeu o terreno por 10 contos de réis.
E a inauguração do campo ocorreu em 14 de agosto de 1904.
Foi uma festa com valsa, polca e modinhas.
O prefeito José Montaury era o convidado de honra.
Junto com a família Mostadeiro.
Carlos Mostardeiro também era filho de Antônio e Laura.
O "Xiru", como era conhecido, jogou no Grêmio de 1909 a 1915.

Leonardo Brocker disse...

+++ Desenvolvimento do Bairro Moinhos de Vento +++

A região começou a se desenvolver antes do Fortim da Baixada.
O atual bairro Moinhos de Vento já abrigava a Hydráulica Guahybense.
E com a expansão do município, valorizou-se imensamente.
Os casarões da Independência avançaram para a Mostardeiro.
O mesmo ocorreu com as linhas de bonde.
Em 1912, loteou-se o bairro vizinho, Auxiliadora.
No mesmo ano, ocorreu a compra do terreno do Hospital Alemão.
Mais tarde, ele ganhou o nome atual: Hospital Moinhos de Vento.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Bairro Moinhos de Vento +++

É um dos mais sofisticados da cidade.
Possui diversos locais de lazer e entretenimento.

O destaque é o Parque Moinhos de Vento, mais conhecido como Parcão.
Possui pista de patinação e cooper, quadras esportivas, lago artificial.
E uma réplica de um moinho de vento açoriano que relembra a história do bairro.
Há equipamentos de recreação infantil para crianças com necessidades especiais.

Próximo ao parque fica o Moinhos Shopping, um dos mais elegantes da cidade.
O local oferece lojas de marcas famosas e restaurantes tradicionais.
Além de uma unidade do SAT, o Serviço de Atenção ao Turista.

Para a noite, o bairro dispõe de diversas opções de bares e restaurantes.
E casas noturnas bastante requintados na Av. Goethe e na Calçada da Fama.
A Calçada da Fama fica nas ruas Padre Chagas e Fernando Gomes.

Imperdível: Parque Moinhos de Vento e Calçada da Fama.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ A Noite Começa Cedo e Estende-se a Várias Opções +++

Comece com um chopp gelado.
Nos bares e restaurantes do Mercado Público.
Ou no Chalé da Praça XV.

Amplie suas opções no bairro Moinhos de Vento.
Com destaque para a Avenida Goethe.
E à área da sofisticada Calçada da Fama.
Na Rua Fernando Gomes e Padre Chagas.

Para um clima alternativo e descontraído, vá à Cidade Baixa.
Nas ruas Lima e Silva, República e José do Patrocínio.

A noite da capital também é intensa na Zona Sul.
O calçadão da Praia de Ipanema oferece diversas opções.
Os bares ficam às margens do Lago Guaíba.

O público GLBTS tem, na cidade, várias opções em bares, boates e cafés.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Hidráulica Moinhos de Vento +++

A Hydráulica Guaybense instalou reservatórios de água no Moinhos.
Isso aconteceu no final do século XIX.
Na época, coletava-se a água no Lago Guaíba.
E distribuía-se esta mesma água, sem tratamento.

Em 1904, a Prefeitura adquiriu o local.
O projeto previa modernizar o abastecimento de água na cidade.
A Hidráulica oferecia excelentes condições para tratar a água.

Cristiano de La Paix Gelbert assinou o projeto arquitetônico.
O Palácio de Versalhes inspirou o prédio e os jardins.
E Theo Wiederspahn edificou o belíssimo conjunto.

A Hidráulica á ainda um ótimo cenário para passear.
Ou para descansar nos bancos ao livre e apreciar a paisagem.
O costume que se mantém desde a inauguração, em 1928.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parque Moinhos de Vento (Parcão) +++

A Avenida Goethe corta a área de 11,5 hectares.
Isso imprime ao Parcão dois ambientes distintos.
Ambos são bem frequentados.
Desde as primeiras horas da manhã até o fim da tarde.
Ali, as pessoas caminham, correm e pedalam.

O parque oferece quadras de tênis, cancha de bocha.
Pistas de patinação e de atletismo.
Além das quadras polivalentes e de futebol.

Fim de semana no Parcão é sinônimo de gente bonita.
Rodas de chimarrão nos gramados e descontração.
O parque oferece belos jardins e um pequeno lago.
Ali, habitam tartarugas, gansos, marrecos e peixes.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas.

Leonardo Brocker disse...

+++ Calçada da Fama +++

Rua Fernando Gomes, entre 24 de Outubro e Padre Chagas.

Não se sabe ao certo o motivo do apelido.
Apenas que foi uma alusão a Walk of Fame.
A Calçada da Fama de Hollywood, em Los Angeles.

A área forma o roteiro mais glamuroso da cidade.
Junto com as ruas Padre Chagas, Hilário Ribeiro e Dinarte Ribeiro.

As ruas arborizadas são espaços acolhedores para passear.
Durante o dia, há os cafés e as butiques cheias de charme.
À noite, os restaurantes, bares e casas noturnas.
Os estilos variam do contemporâneo ao clássico.
Garantem excelente gastronomia e muita diversão.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas.

Leonardo Brocker disse...

+++ Antônio Klinger Filho +++

Foi o primeiro titular da Diretoria Geral de Saneamento.
A criação da companhia ocorreu em agosto de 1928.
Por decreto municipal.
E buscava tratar a água e os esgotos da capital.
Em 1939, a companhia mudou de nome.
Passou a se chamar Diretoria Geral de Serviços Industriais.
E Klinger Filho permaneceu como diretor-geral.

A ampliação da Estação Moinhos de Vento ocorreu nos anos 40.
Para acompanhar as obras, Klinger Filho passou a morar ali.
Residia em uma sala do primeiro andar.

Era um homem de personalidade forte.
Decidido e bombástico ao falar.
Se fosse preciso, resolvia o problema “na marra”.
Certa vez, os funcionários penavam para destruir um cano.
Klinger Filho tirou o paletó e arregaçou as mangas da camisa.
Ordenou que todos fizessem fila.
E empunhou a marreta e golpeou o cano até cansar.
Iniciou, assim, uma sucessão de batidas no tal cano.
No quinto ou sexto funcionário, o cano desmanchou-se.

Vaidoso e elegante, colocava uma flor na lapela do paletó.
Colhia-a no jardim da Estação de Tratamento de Água.
Muito culto, também costumava usar expressões em latim.
Ou fazer discursos pomposos que poucos entendiam.

Adaptado de painel da Galeria de Arte da Hidráulica.

Leonardo Brocker disse...

+++ A História do Hospital Alemão +++

No início do século XX, Porto Alegre era um destino de imigrantes.
Os mais frequentes eram os alemães.
Eles encontravam no RS o terceiro maior polo industrial do país.
E uma comunidade luterana que lhes tornava tudo mais familiar.
Na época, a capital gaúcha estava em franco desenvolvimento.
Em 1912, a Liga das Sociedades Germânicas tomou uma decisão.
Construir um hospital à altura dos novos tempos.
À imagem e semelhança dos melhores hospitais da Europa.
Assim, surgiu o Deutsches Krankenhaus (Hospital Alemão).

Theo Wiederspahn foi o responsável pela moderna arquitetura.

Adaptado de “100 Marcas do Rio Grande: a história e os valores das marcas consagradas como ícones da identificação e da cultural empresarial gaúcha” – Jorge Polydoro – Porto Alegre: Plural com Inteligência Corporativa, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Inauguração do Hospital Alemão +++

O jornal Correio do Povo não conseguiu conter o entusiasmo.
Naquele domingo, noticiou o nascimento de um novo hospital.
No alto do bairro Moinhos de Vento.
O maior diário do Estado carregou nas tintas.
E desfilou os mais admirados adjetivos:
“Na presença do mundo oficial, foi inaugurado em 02/10/1927,
O grandioso edifício do Hospital Alemão.
Com magníficas instalações.
Revelando conforto, higiene e asseio”.
“O Hospital Alemão nos orgulha como rio-grandenses”.

O Correio do Povo não exagerou.
Ele traduziu em palavras as reações da sociedade gaúcha.
Todos que passavam pela Rua Ramiro Barcelos impressionavam-se.
Com o tamanho e com a elegância do novo hospital.
O sentimento era de que Porto Alegre dava um passo fundamental.
Rumo ao desenvolvimento econômico e à qualidade de vida.

Adaptado de “100 Marcas do Rio Grande: a história e os valores das marcas consagradas como ícones da identificação e da cultural empresarial gaúcha” – Jorge Polydoro – Porto Alegre: Plural com Inteligência Corporativa, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Início do Hospital Alemão +++

O Hospital Alemão estabeleceu conceitos inovadores.
Tudo funcionava com um nível de organização raro no Sul do Brasil.
O comando era da madre supervisora Sophie Zinck.
Com o auxílio de sete diaconisas enfermeiras (schwesters).

O Hospital contava com um avançado centro cirúrgico.
Maternidade, salas de raios-X, enfermaria e cozinha.
Havia quartos de primeira, segunda e terceira classes.
Todos equipados com sanitários e quartos de banho.

As irmãs determinaram que todos pacientes fossem bem recebidos.
E logo, o Hospital Alemão tornou-se referências em áreas primordiais.
É o caso da cirurgia e da obstetrícia.
Os cuidados com assepsia e anestesia tornaram-se um padrão no RS.

Adaptado de “100 Marcas do Rio Grande: a história e os valores das marcas consagradas como ícones da identificação e da cultural empresarial gaúcha” –
Jorge Polydoro – Porto Alegre: Plural com Inteligência Corporativa, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Mudança do Nome do Hospital +++

A decisão de derrubar barreiras ficou ainda mais evidente em 1941.
Naquele ano, os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial.
E isso levou o Brasil a romper com os países do Eixo.
Entre estes países estava a Alemanha.

Embora distante, a mudança afetou a rotina dos gaúchos.
Imigrantes europeus, em especial os alemães, tornaram-se visados.
Assim, a Associação de Manutenção do hospital precisou agir rápido.
Afinal, não se poderia prejudicar o atendimento à população.

A Associação elegeu novos dirigentes e aprovou um novo estatuto.
Também aproveitou a assembleia e alterou o nome do hospital.
Adotou Moinhos de Vento, o nome do bairro que o acolheu.
Nascia ali uma das grandes marcas hospitalares do Estado.

Adaptado de “100 Marcas do Rio Grande: a história e os valores das marcas consagradas como ícones da identificação e da cultural empresarial gaúcha” –
Jorge Polydoro – Porto Alegre: Plural com Inteligência Corporativa, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Pombal: O Primeiro Pavilhão Social +++

Assim que passou a usar o campo, o Grêmio cercou-o.
E construiu um coreto para as autoridades e os convidados.
Com o tempo, uma multidão passou a vir aos jogos.
O clube decidiu adquirir o terreno em definitivo.
A decisão ocorreu no início do Campeonato da Cidade de 1910.
Após isso, passou a investir em melhorias na estrutura.
Em 1912, ergueu o pavilhão de madeira.
Logo, ele ganhou o apelido de Pombal.
Este pavilhão simbolizava o crescimento do Grêmio.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ampliação do Fortim da Baixada +++

Em 1918, foi necessário ampliar o prédio da Baixada.
Criou-se uma nova estrutura sobre o pavilhão original.
A estrutura de alvenaria substituiu a anterior, de madeira.
A administração do clube ficou sob as arquibancadas sociais.
Ali, ficavam, também, uma sala de reuniões o salão de festas.
Em meados dos anos 20, cobriram-se as arquibancadas.
No caso, as da Rua Dona Laura.
No lado oposto ao do pavilhão social.

Leonardo Brocker disse...

+++ Últimos Anos do Fortim da Baixada +++

No fim dos anos 30, ocorreu a profissionalização do futebol.
Na ocasião, o Fortim da Baixada tornou-se pequeno.
E a Prefeitura vetou a construção de um estádio maior no local.
No início da década seguinte, ocorreu a permuta de terrenos.
O Grêmio cedeu a área no bairro Moinhos de Vento.
E a Prefeitura ofereceu um amplo terreno na Azenha.

De 1939 e 1944, havia só estruturas temporárias ao redor do campo.
Em 1944, inaugurou-se um novo pavilhão, maior que o anterior.
Todo em madeira. Afinal, era uma solução provisória.
O Fortim da Baixada sediou os jogos do Grêmio até 1953.
O pavilhão de madeira resistiu durante todo esse período.

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua 24 de Outubro +++

Era o trecho inicial da antiga Estrada da Aldeia.
Esta levava à Freguesia da Aldeia dos Anjos, hoje, Gravataí.
Era, também, um prolongamento natural da Independência.
E passou se chamar Estrada dos Moinhos de Vento.
Quando a Independência passou a Avenida, em 1857.
Depois, em 1890, tornou-se Rua Moinhos de Vento.
Constituiu-se no eixo de desenvolvimento do bairro.
E acabou emprestando seu nome a ele.
Em 1933, alterou-se novamente o nome da rua.
Ela passou a se chamar Rua 24 de Outubro.
A data que marcou o início da Revolução de 1930.
Em 1944, determinou-se o alargamento progressivo da rua.
Na década de 1950, iniciou o processo de verticalização.
O alargamento e os edifícios criaram a imagem de grande avenida.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Hidráulica Moinhos de Vento +++

O nome atual é Estação de Tratamento de Água Moinhos de Vento.
E o vínculo, com o Departamento Municipal de Águas e Esgotos.
Mas os moradores da região ainda chamam pelo antigo nome.
No caso, Hidráulica dos Moinhos.
Ou, simplesmente, Caixa d’Água.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Histórico da Hidráulica +++

A Hidráulica Guaibense instalou-se no local, em 1904.
Ela distribuía a água do Guaíba à população.
Na época, sem qualquer tipo de tratamento.

A hidráulica participou do desenvolvimento inicial da região.
Em 1893, chegara ali a primeira linha de bondes.
E em 1894, ocorreu a inauguração do Prado Independência.

Em 1927, a empresa Ulen & Co. construiu o atual conjunto.
A inspiração foi o palácio e os jardins de Versalhes.
No ano seguinte, Alberto Bins inaugurou a hidráulica.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Melhorias no Bairro Moinhos de Vento +++

A hidráulica fazia parte de uma série de melhorias urbanas.
Este também é o caso do Colégio Bom Conselho (1910).
E do Hospital Alemão (1927), hoje Hospital Moinhos de Vento.
Tais melhorias impulsionaram a ocupação do Moinhos de Vento.
E levaram ao deslocamento da elite, do Centro para o bairro.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Prado Independência +++

A inauguração do Prado Independência ocorreu em 1894.
E a partir de 1909, ele tornou-se sede das corridas.
Primeiro, da Associação Protetora do Turfe.
Depois, do Jockey Club do Rio Grande do Sul.
Com o passar dos anos, o bairro valorizou-se.
E em 1959, o hipódromo transferiu-se para o bairro Cristal.
Hoje, o Parcão ocupa a área do antigo Prado Independência.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parque Moinhos de Vento (Parcão) +++

O Parcão ocupa a área do antigo Prado Independência.
A implantação ocorreu durante a década de 1970.
E hoje, ele é a principal atração do bairro Moinhos de Vento.
Conta com um lago artificial, playground e canchas de esportes.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça Júlio de Castilhos +++

O largo passou à praça no início da República.
Já com o nome de Júlio Prates de Castilhos.
O patriarca fundador do Partido Republicano Riograndense.
A legenda dirigiu o Rio Grande do Sul de 1889 a 1927.

Ao redor da praça, há marcas da verticalização do bairro.
Como os edifícios Armênia, Cerro Formoso, Esplanada e Plaza.
O processo de verticalização iniciou durante a década de 1950.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Limites do Bairro Moinhos de Vento +++

Uma Lei Municipal de 1959 estabeleceu os limites do bairro:
+ Rua Marquês do Pombal, ao norte;
+ Rua Mostardeiro, ao sul;
+ Rua Coronel Bordini, a leste;
+ Rua Doutor Vale, a oeste.

Mas o imaginário inclui a Praça Júlio de Castilhos.
E o Hospital Moinhos de Vento, a oeste.
Assim como a Rua Dona Laura, ao su.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Sede do Jornal “A Federação” +++

Em 1884, o Partido Republicano Riograndense criou seu jornal.
A inauguração da sede própria de “A Federação” ocorreu em 1922.
Nos festejos do centenário da Independência do Brasil.

O engenheiro Teophilo Borges de Barros projetou prédio.
Uma construção em estilo eclético.
No alto do prédio, destaca-se a escultura da imprensa.
A alegoria é uma obra do artista veneziano Luiz Sanguin.

O jornal encerrou as atividades, em 1937, no Estado Novo.
Em 1938, o prédio passou à propriedade do Estado.
E por muitos anos atendeu ao órgão de imprensa oficial.
Em 1982, ocorreu o tombamento como patrimônio do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Abrigo dos Bondes de Porto Alegre +++

Construção em estilo art-déco, característico da época.
Permitiu a implantação de novas linhas de bonde.
Provenientes de diversos bairros da cidade.
Além dos bairros da Zona Norte de Porto Alegre.

Em 1970, desativou-se o antigo Abrigo dos Bondes.
E bares passaram a ocupar o espaço.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Gustaveaux disse...

Muito boa a pesquisa!
Agradecimentos ao autor...

Abraços,
G

Leonardo Brocker disse...

+++ Ruas de Porto Alegre com Mais de Um Nome +++
+ 24 de Outubro: Caminho dos Anjos;
+ 24 de Outubro: Estrada da Aldeia;
+ 24 de Outubro: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Andradas: Rua da Graça ou Rua da Praia;
+ Caldas Jr: Beco do Inácio, Beco do Quebra Costas ou Beco do Fanha;
+ Duque de Caxias: Rua Formosa, Rua da Igreja ou Rua do Hospital;
+ General Bento Martins: Beco do Jogo de Bola;
+ General Bento Martins: Beco dos Nabos a Doze;
+ General Bento Martins: Beco dos Pecados Mortais;
+ General Canabarro: Beco do Pedro Mandinga ou Rua Direita;
+ Independência: Caminho dos Anjos;
+ Independência: Estrada da Aldeia;
+ Independência: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Riachuelo: Rua da Ponte ou Rua do Cotovelo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Deslocamento das Elites de Porto Alegre +++

No início da década de 1920, as elites deixam o Centro.
As residências deslocam-se gradualmente.
Deixam as áreas mais altas e sãs da Rua Duque de Caxias.
E seguem em direção à Avenida Independência.
E ao futuro bairro Moinhos de Vento.
Ali, surgiam a Hidráulica e a Praça Júlio de Castilhos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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