domingo, 17 de abril de 2016

Hidráulica Moinhos de Vento, Porto Alegre

Em 1904, a Hydráulica Guaybense inaugurou suas instalações no bairro Moinhos de Vento. O local captava água do Lago Guaíba. Depois, distribuía a mesma água, sem qualquer tratamento, para a população de Porto Alegre.

Torre da Caixa d'Água - Hidráulica Moinhos de Vento
Torre da Caixa d'Água

A empresa norte-americana Ulen and Company iniciou a construção do atual prédio em 1927. E Theo Wiedersphan inspirou-se nos Jardins do Palácio de Versalhes para projetar o complexo. Alberto Bins inaugurou-o em 1928.

Chafariz - Hidráulica Moinhos de Vento
Chafariz da Hidráulica Moinhos de Vento

A torre da Hidráulica Moinhos de Vento funcionou até 1969. Ao longo de décadas, a caixa d’água abasteceu os prédios do centro da cidade. Hoje, o DMAE administra a Estação de Tratamento de Água Moinhos de Vento.

Pórtico de Entrada - Hidráulica Moinhos de Vento
Pórtico de Entrada na Rua 24 de Outubro

Em 15/12/1986, a hidráulica inaugurou o espaço cultural. O evento marcou os 25 anos do DMAE. A galeria abriga exposições temporárias. Em geral, de artistas locais e que mudam a cada três meses. A entrada é franca.

Cerâmica de Luíza Margarida Coutinho
Cerâmica de Luíza Margarida Coutinho

Localização: Rua 24 de Outubro, 200, Moinhos de Vento, Porto Alegre.

Veja também...
Instituições Tradicionais do Moinhos de Vento
Parcão e Casarões do Bairro Moinhos de Vento

18 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ O Bairro Moinhos de Vento +++

O atual bairro era um arraial onde ficavam os moinhos de trigo.
A região, também, era a saída da cidade rumo a Gravataí.
O "Caminho dos Anjos" comunicava as duas cidades.
Hoje, ficam ali as ruas 24 de Outubro e Plínio Brasil Milano.
Anos antes, nas colinas do bairro ficavam pontos de observação.
Eles serviram na defesa da cidade durante a Guerra dos Farrapos.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Família Mostardeiro +++

Antônio Mostardeiro e Laura eram de origem humilde.
Fizeram fortuna com muito trabalho e tino empreendedor.
Antônio José Gonçalves nasceu no interior de Mostardas.
E tornou-se vendedor mercadorias diversas.
Quando chegava, as pessoas diziam: "Olha o Mostardeiro".
Daí, surgiu o nome Mostardeiro.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Chácara dos Mostardeiro +++

Em 1867, Antônio Mostardeiro chegou a Porto Alegre.
Avistou do barco as colinas no atual bairro Moinhos de Vento.
E decidiu que construiria ali a casa da família.
Comprou, então, um terreno de 64 hectares.
Ele compreendia o Moinhos de Vento e parte do Rio Branco.
No atual bairro Rio Branco, ficava, na época, a colônia africana.
Antônio Mostardeiro adquiriu, também, terrenos semirrurais.
Neles, ficam hoje os bairros Petrópolis e Santa Cecília.
Mas se instalou na região do atual bairro Moinhos de Vento.
Ali, estavam a horta, a criação de gado e um lago com cisnes.
O local ficou conhecido como a Chácara dos Mostardeiro.
Ali, a família fez fortuna e desenvolveu o comércio.
Tornou-se uma das famílias mais influentes de Porto Alegre.
Antônio Mostardeiro faleceu em 1893.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Nome das Ruas +++

Uma das ruas centrais do Moinhos de Vento chama-se Mostardeiro.
Ela homenageia Antônio José Gonçalves Mostardeiro.
E passa ao lado do Parque Moinhos de Vento.
Este parque, o Parcão, fica na antiga Chácara dos Mostardeiro.
A rua paralela, Dona Laura, homenageia a esposa de Antônio.
Ela fica entre a Rua Mostardeiro e a Rua Castro Alves.
A última homenageia o poeta abolicionista baiano.
E marcava o fim da chácara e o início da colônia africana.
A propósito: Dona Laura organizava festas aos operários.
Centenas de pessoas participavam.
Boa parte eram negros libertos recentemente.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Fortim da Baixada +++

O Grêmio surgiu em 1903 e precisava de um campo.
Sugeriram um terreno conhecido como Schützenverein Platz.
A Praça do Clube de tiro ficava numa baixada, entre duas colinas.
Junto a ela ficava a Chácara dos Mostardeiro.
Em parte desta propriedade, construiu-se o Fortim da Baixada.
Os dirigentes do Grêmio negociaram com Hemetério Mostardeiro.
O filho de Antônio e Laura vendeu o terreno por 10 contos de réis.
E a inauguração do campo ocorreu em 14 de agosto de 1904.
Foi uma festa com valsa, polca e modinhas.
O prefeito José Montaury era o convidado de honra.
Junto com a família Mostardeiro.
Carlos Mostardeiro também era filho de Antônio e Laura.
O "Xiru", como era conhecido, jogou no Grêmio de 1909 a 1915.

Leonardo Brocker disse...

+++ Desenvolvimento do Bairro Moinhos de Vento +++

A região começou a se desenvolver antes do Fortim da Baixada.
O atual bairro Moinhos de Vento já abrigava a Hydráulica Guahybense.
E com a expansão do município, valorizou-se imensamente.
Os casarões da Independência avançaram para a Mostardeiro.
O mesmo ocorreu com as linhas de bonde.
Em 1912, loteou-se o bairro vizinho, Auxiliadora.
No mesmo ano, ocorreu a compra do terreno do Hospital Alemão.
Mais tarde, ele ganhou o nome atual: Hospital Moinhos de Vento.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Bairro Moinhos de Vento +++

É um dos mais sofisticados da cidade.
Possui diversos locais de lazer e entretenimento.

O destaque é o Parque Moinhos de Vento, mais conhecido como Parcão.
Possui pista de patinação e cooper, quadras esportivas, lago artificial.
E uma réplica de um moinho de vento açoriano que relembra a história do bairro.
Há equipamentos de recreação infantil para crianças com necessidades especiais.

Próximo ao parque fica o Moinhos Shopping, um dos mais elegantes da cidade.
O local oferece lojas de marcas famosas e restaurantes tradicionais.
Além de uma unidade do SAT, o Serviço de Atenção ao Turista.

Para a noite, o bairro dispõe de diversas opções de bares e restaurantes.
E casas noturnas bastante requintados na Av. Goethe e na Calçada da Fama.
A Calçada da Fama fica nas ruas Padre Chagas e Fernando Gomes.

Imperdível: Parque Moinhos de Vento e Calçada da Fama.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Hidráulica Moinhos de Vento +++

A Hydráulica Guaybense instalou reservatórios de água no Moinhos.
Isso aconteceu no final do século XIX.
Na época, coletava-se a água no Lago Guaíba.
E distribuía-se esta mesma água, sem tratamento.

Em 1904, a Prefeitura adquiriu o local.
O projeto previa modernizar o abastecimento de água na cidade.
A Hidráulica oferecia excelentes condições para tratar a água.

Cristiano de La Paix Gelbert assinou o projeto arquitetônico.
O Palácio de Versalhes inspirou o prédio e os jardins.
E Theo Wiederspahn edificou o belíssimo conjunto.

A Hidráulica á ainda um ótimo cenário para passear.
Ou para descansar nos bancos ao livre e apreciar a paisagem.
O costume que se mantém desde a inauguração, em 1928.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas.

Leonardo Brocker disse...

+++ Antônio Klinger Filho +++

Foi o primeiro titular da Diretoria Geral de Saneamento.
A criação da companhia ocorreu em agosto de 1928.
Por decreto municipal.
E buscava tratar a água e os esgotos da capital.
Em 1939, a companhia mudou de nome.
Passou a se chamar Diretoria Geral de Serviços Industriais.
E Klinger Filho permaneceu como diretor-geral.

A ampliação da Estação Moinhos de Vento ocorreu nos anos 40.
Para acompanhar as obras, Klinger Filho passou a morar ali.
Residia em uma sala do primeiro andar.

Era um homem de personalidade forte.
Decidido e bombástico ao falar.
Se fosse preciso, resolvia o problema “na marra”.
Certa vez, os funcionários penavam para destruir um cano.
Klinger Filho tirou o paletó e arregaçou as mangas da camisa.
Ordenou que todos fizessem fila.
E empunhou a marreta e golpeou o cano até cansar.
Iniciou, assim, uma sucessão de batidas no tal cano.
No quinto ou sexto funcionário, o cano desmanchou-se.

Vaidoso e elegante, colocava uma flor na lapela do paletó.
Colhia-a no jardim da Estação de Tratamento de Água.
Muito culto, também costumava usar expressões em latim.
Ou fazer discursos pomposos que poucos entendiam.

Adaptado de painel da Galeria de Arte da Hidráulica.

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua 24 de Outubro +++

Era o trecho inicial da antiga Estrada da Aldeia.
Esta levava à Freguesia da Aldeia dos Anjos, hoje, Gravataí.
Era, também, um prolongamento natural da Independência.
E passou se chamar Estrada dos Moinhos de Vento.
Quando a Independência passou a Avenida, em 1857.
Depois, em 1890, tornou-se Rua Moinhos de Vento.
Constituiu-se no eixo de desenvolvimento do bairro.
E acabou emprestando seu nome a ele.
Em 1933, alterou-se novamente o nome da rua.
Ela passou a se chamar Rua 24 de Outubro.
A data que marcou o início da Revolução de 1930.
Em 1944, determinou-se o alargamento progressivo da rua.
Na década de 1950, iniciou o processo de verticalização.
O alargamento e os edifícios criaram a imagem de grande avenida.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Hidráulica Moinhos de Vento +++

O nome atual é Estação de Tratamento de Água Moinhos de Vento.
E o vínculo, com o Departamento Municipal de Águas e Esgotos.
Mas os moradores da região ainda chamam pelo antigo nome.
No caso, Hidráulica dos Moinhos.
Ou, simplesmente, Caixa d’Água.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Histórico da Hidráulica +++

A Hidráulica Guaibense instalou-se no local, em 1904.
Ela distribuía a água do Guaíba à população.
Na época, sem qualquer tipo de tratamento.

A hidráulica participou do desenvolvimento inicial da região.
Em 1893, chegara ali a primeira linha de bondes.
E em 1894, ocorreu a inauguração do Prado Independência.

Em 1927, a empresa Ulen & Co. construiu o atual conjunto.
A inspiração foi o palácio e os jardins de Versalhes.
No ano seguinte, Alberto Bins inaugurou a hidráulica.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Melhorias no Bairro Moinhos de Vento +++

A hidráulica fazia parte de uma série de melhorias urbanas.
Este também é o caso do Colégio Bom Conselho (1910).
E do Hospital Alemão (1927), hoje Hospital Moinhos de Vento.
Tais melhorias impulsionaram a ocupação do Moinhos de Vento.
E levaram ao deslocamento da elite, do Centro para o bairro.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Limites do Bairro Moinhos de Vento +++

Uma Lei Municipal de 1959 estabeleceu os limites do bairro:
+ Rua Marquês do Pombal, ao norte;
+ Rua Mostardeiro, ao sul;
+ Rua Coronel Bordini, a leste;
+ Rua Doutor Vale, a oeste.

Mas o imaginário inclui a Praça Júlio de Castilhos.
E o Hospital Moinhos de Vento, a oeste.
Assim como a Rua Dona Laura, ao su.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lago Guaíba +++

Para ele convergem os rios da metade norte do RS.
E através dele, as águas destes rios chegam à Lagoa dos Patos.
Esta, enfim, conduz as águas ao Oceano Atlântico.
O Lago Guaíba teve importância fundamental.
Quando a maior parte do transporte era por rotas fluviais.
Importações e exportações da metade norte passavam por ele.
Em virtude disso, Porto Alegre tornou-se capital da província.
Dali controlava-se o tráfego do interior e da Lagoa dos Patos.
A península também oferecia um porto natural no lado norte.
Este era razoavelmente fundo.
E protegido dos ventos dominantes que vêm do sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ruas de Porto Alegre com Mais de Um Nome +++
+ 24 de Outubro: Caminho dos Anjos;
+ 24 de Outubro: Estrada da Aldeia;
+ 24 de Outubro: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Andradas: Rua da Graça ou Rua da Praia;
+ Caldas Jr: Beco do Inácio, Beco do Quebra Costas ou Beco do Fanha;
+ Duque de Caxias: Rua Formosa, Rua da Igreja ou Rua do Hospital;
+ General Bento Martins: Beco do Jogo de Bola;
+ General Bento Martins: Beco dos Nabos a Doze;
+ General Bento Martins: Beco dos Pecados Mortais;
+ General Canabarro: Beco do Pedro Mandinga ou Rua Direita;
+ Independência: Caminho dos Anjos;
+ Independência: Estrada da Aldeia;
+ Independência: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Riachuelo: Rua da Ponte ou Rua do Cotovelo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Deslocamento das Elites de Porto Alegre +++

No início da década de 1920, as elites deixam o Centro.
As residências deslocam-se gradualmente.
Deixam as áreas mais altas e sãs da Rua Duque de Caxias.
E seguem em direção à Avenida Independência.
E ao futuro bairro Moinhos de Vento.
Ali, surgiam a Hidráulica e a Praça Júlio de Castilhos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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