sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Júlio Prates de Castilhos, Governador do RS

Júlio Prates de Castilhos nasceu em Cruz Alta, em 29 de junho de 1860. Foi presidente do RS por duas vezes, sendo o principal autor da Constituição Estadual de 1891. E ajudou a disseminar o ideário positivista no Brasil.

Júlio Prates de Castilhos
Júlio Prates de Castilhos

Júlio de Castilhos ficou órfão aos dez anos de idade. Acabou herdando a fortuna de seu pai, investindo em sua educação. Formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo. Mas atuou como jornalista e político.


Carreira política
Júlio de Castilhos foi um dos líderes do Partido Republicano Riograndense, o PRR. Dirigiu o jornal “A Federação”, de 1884 a 1889. E usou este jornal para propagandear os ideais republicanos e positivistas no Estado.

Sede do jornal "A Federação", atual Museu da Comunicação, Porto Alegre
Sede do jornal "A Federação".
  
Em 1891, elegeu-se deputado para a Assembleia Constituinte. No mesmo ano, Júlio de Castilhos redigiu praticamente sozinho a Constituição do Estado do RS. E depois, usou todos os meios possíveis para obter sua aprovação.

Em 15/07/1891, Júlio de Castilhos foi eleito presidente do Rio Grande do Sul, sendo deposto no mesmo ano, no Golpe de Três de Novembro. Pouco mais de um ano depois, disputa nova eleição, sem concorrentes.

Museu Júlio de Castilhos, em Porto Alegre
Museu Júlio de Castilhos, em Porto Alegre

Júlio de Castilhos tomou posse em 25/01/1893. Em 1893, ele conteve a Revolução Federalista, liderada por Gaspar Silveira Martins. Júlio Prates de Castilhos morreu em 24/10/1903, em Porto Alegre, de câncer na garganta.


Homenagens
A última casa em que viveu foi adquirida pelo governo do Estado em 1905. No mesmo ano, passou a abrigar o Museu Júlio de Castilhos. O líder político também foi homenageado com um monumento na Praça da Matriz.

Monumento a Júlio de Castilhos, Praça da Matriz, Porto Alegre
Monumento a Júlio de Castilhos


Influência
Júlio de Castilhos influenciou fortemente a política gaúcha, no final do século XIX e no início do século XX. A constituição estadual de 1891, elaborada por Castilhos, foi inspirada no positivismo do filósofo francês Auguste Comte.

O castilhismo consolidou-se como corrente política e manteve-se ativo por 40 anos, principalmente no RS. Borges foi seu sucessor no governo estadual. E Getúlio implementou o castilhismo no Estado Novo (1937-1945).


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11 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Sede do Jornal “A Federação” +++

Em 1884, o Partido Republicano Riograndense criou seu jornal.
A inauguração da sede própria de “A Federação” ocorreu em 1922.
Nos festejos do centenário da Independência do Brasil.

O engenheiro Teophilo Borges de Barros projetou prédio.
Uma construção em estilo eclético.
No alto do prédio, destaca-se a escultura da imprensa.
A alegoria é uma obra do artista veneziano Luiz Sanguin.

O jornal encerrou as atividades, em 1937, no Estado Novo.
Em 1938, o prédio passou à propriedade do Estado.
E por muitos anos atendeu ao órgão de imprensa oficial.
Em 1982, ocorreu o tombamento como patrimônio do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumento a Júlio de Castilhos +++

A obra de Décio Villares fica na Praça da Matriz.
Com esculturas fundidas em ferro e bronze na França.
E que representam os símbolos do positivismo.

Estes convivem com a figura solene de Júlio de Castilhos.
O homem que influenciou a política gaúcha por décadas.
Da Proclamação da República até a Revolução de 1930.

O artista representou a juventude de Júlio de Castilhos.
A sabedoria, os princípios e as ameaças que enfrentou.
E principalmente, a filiação à Revolução Francesa.

A Casa Aloys realizou os trabalhos de cantaria.

A inauguração do monumento ocorreu em 25/01/1913.

Décio Villares também desenhou a bandeira do Brasil.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Identidade Republicana e Castilhista +++

Com a Proclamação da República, surge o castilhismo.
E os membros do Partido Republicano destacam-se.
Em homenagens como nomes de ruas e prédios públicos.

É o caso de Borges de Medeiros e Júlio de Castilhos.
Alberto Bins, Assis Brasil e Otávio Rocha.

O Monumento a Júlio de Castilhos simboliza este período.
E a nova identidade política vigente no Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu Júlio de Castilhos +++

Em 1903, Borges de Medeiros criou o museu.
O mais antigo do Rio Grande do Sul.
O objetivo era organizar e guardar objetos.
Da 1ª Exposição Agropecuária e Industrial do Estado.
A exposição ocorreu em 1901.

Hoje, o acervo conta com mais de dez mil peças.
O museu também promove exposições temporárias.
Que se relacionam à história do Estado e do país.
E promovem a cultura do povo gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Casarão do Museu +++

Augusto Santos Roxo construiu o casarão em 1887.
O Coronel, veterano da Guerra do Paraguai, residiu no local.
Mais tarde, o Partido Republicano Riograndense adquiriu-o.
E doou a residência para Júlio de Castilhos.
O líder positivista viveu, ali, com a família.

Júlio de Castilhos nasceu em 1860 e morreu em 1903.
Após a morte do político, o Estado adquiriu o casarão.
E instalou, no local, o Museu Júlio de Castilhos.
Em 1982, ocorreu o tombamento com patrimônio do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Mortes no Casarão +++

Júlio de Castilhos vivia no casarão com a esposa e os seis filhos.
Duas tragédias abalaram a família.
Primeiro a morte de Júlio de Castilhos, aos 43 anos de idade.
O político tratava um tumor.
E morreu após a cirurgia, que ocorreu no quarto do casal.

Depois, em 1905, Honorina, suicidou-se em um dos cômodos da casa.

Paira sobre os telhados do Museu a fama de assombrações.
Lendas urbanas dizem que os dois fantasmas assombram o local.
Mas segundo o positivismo, não devemos crer em fantasmas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Divino Versus o Humano +++

Numa sala, estão objetos e móveis de Júlio de Castilhos.
E a máscara mortuária do político, em gesso.
A sala é contígua à outra que exibe arte sacra missioneira.
De um lado, a experiência humana regida pelo anseio divino.
De outro, relíquias de modelo político.
Que potencializou a soberania humana ao negar o divino.
Nosso mito fundador mostra suas relações...

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça Marechal Deodoro +++

Centro cívico de Porto Alegre, desde os primórdios.
Inicialmente, a área era conhecida como Praça da Igreja.
Em 1865, tornou-se Praça Dom Pedro II.
E com a Proclamação da República recebeu o nome atual.
Embora, popularmente, siga como Praça da Matriz.

No entorno da praça, encontram-se prédios importantes.
As sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os memoriais do Ministério Público e da Assembleia.
O Solar dos Câmara e o Theatro São Pedro.
A Catedral Metropolitana e o Museu Júlio de Castilhos.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 2003.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estátuas da Praça da Matriz +++

Em 1910, instalaram-se quatro estátuas na Praça Dom Sebastião.
Eram remanescentes de um conjunto de cinco da Praça da Matriz.
Elas adornavam o Chafariz do Imperador, em mármore de Carrara.
E faziam parte do primeiro monumento ao ar livre do Estado.

Esta magnífica obra ficou na Praça da Matriz de 1866 a 1910.
E personificava os grandes rios da bacia do Lago Guaíba.
A inscrição na base das estátuas registrava:
Cahy, Gravatahy, Jacuhy e Sinos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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