segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Carlos Barbosa Gonçalves, Governador do RS

Carlos Barbosa Gonçalves nasceu em Pelotas, em 08/04/1851. Foi governador do RS, de 1908 a 1913. Borges de Medeiros antecedeu-o e o sucedeu. Carlos Barbosa faleceu em Jaguarão, em 29/09/1933.

Carlos Barbosa, ex-governador do RS
Carlos Barbosa, ex-governador do RS


Formação de Carlos Barbosa

Barbosa era sobrinho-neto de Bento Gonçalves. E nasceu em uma tradicional família de Jaguarão, cidade onde passou a infância e adolescência. Aos 15 anos, foi estudar no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro.

Em 1875, Carlos Barbosa graduou-se na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. E seguiu para Paris. Lá se especializou em cirurgia geral, obstetrícia, oftalmologia e medicina interna. Em 1879, volta para Jaguarão.


Partido Republicano Rio-Grandense

Em Jaguarão, Carlos Barbosa casa-se com Carolina Cardoso de Brum. Com ela tem oito filhos. Em 1882, funda o Partido Republicano Riograndense em Jaguarão. E cria o jornal republicano da cidade, “A Ordem”.

Em 1884, Carlos Barbosa foi eleito para a Câmara Municipal. Sete anos depois, foi eleito deputado estadual pela primeira vez. Em 1893, foi nomeado vice-presidente do Estado do RS por Júlio de Castilhos.


Governo do Rio Grande do Sul

Até 1907, Carlos Barbosa foi reeleito deputado estadual. Em 1907, foi indicado para governador do Estado por Borges de Medeiros, já há dez anos no poder. Foi eleito e tomou posse em 24 de janeiro de 1908.

Durante seu governo, Carlos Barbosa construiu o prédio da Faculdade de Medicina. Implantou o Cais do Porto de Porto Alegre e o de Rio Grande. Construiu também o Palácio Piratini e o Monumento a Júlio de Castilhos.


Retomada da Carreira Médica e Senado

Carlos Barbosa entregou o poder a Borges de Medeiros, em 25 de janeiro de 1913. Ao fim de seu governo, as finanças do RS haviam sido saneadas. Então, retornou a Jaguarão e retomou a carreira médica.

Em 1920, Carlos Barbosa foi eleito senador, sendo novamente eleito em 1927. Em 1929, retornou para Jaguarão, por problemas de saúde. Lá, ele faleceu quatro anos mais tarde, em 29 de setembro de 1933.

5 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Cais do Porto de Porto Alegre +++

As primeiras obras iniciaram 1850.
A conclusão do conjunto ocorreu, porém, só em 1962.
O pórtico central é patrimônio cultural nacional, desde 1983.
O edifício sede do DEPREC é patrimônio do município, desde 1996.
Assim como os armazéns A1, A2, A3, B, B1, B2 e B3.

O edifício em concreto armado tem características art-déco.
Os armazéns são estruturas metálicas de origem francesa.

A construção da entrada principal ocorreu entre 1919 e 1922.
O portão central deu ao porto sentido de monumentalidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumento a Júlio de Castilhos +++

A obra de Décio Villares fica na Praça da Matriz.
Com esculturas fundidas em ferro e bronze na França.
E que representam os símbolos do positivismo.

Estes convivem com a figura solene de Júlio de Castilhos.
O homem que influenciou a política gaúcha por décadas.
Da Proclamação da República até a Revolução de 1930.

O artista representou a juventude de Júlio de Castilhos.
A sabedoria, os princípios e as ameaças que enfrentou.
E principalmente, a filiação à Revolução Francesa.

A Casa Aloys realizou os trabalhos de cantaria.

A inauguração do monumento ocorreu em 25/01/1913.

Décio Villares também desenhou a bandeira do Brasil.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Identidade Republicana e Castilhista +++

Com a Proclamação da República, surge o castilhismo.
E os membros do Partido Republicano destacam-se.
Em homenagens como nomes de ruas e prédios públicos.

É o caso de Borges de Medeiros e Júlio de Castilhos.
Alberto Bins, Assis Brasil e Otávio Rocha.

O Monumento a Júlio de Castilhos simboliza este período.
E a nova identidade política vigente no Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio Piratini +++

Substituiu o Palácio de Barro, de 1772.
Aquela foi a primeira sede do Executivo Estadual.
E atendeu às funções por mais de um século.

O francês Maurice Gras projetou o novo palácio.
A construção prolongou-se de 1909 a 1921.
Ano em que o governo Borges de Medeiros instalou-se, ali.

Em 1955, o prédio recebeu o nome de Palácio Piratini.
Uma homenagem à primeira capital Farroupilha.

A entrada principal fica junto à Praça da Matriz.
Ali, há duas esculturas do francês Paul Landowski.
Elas representam a agricultura e a indústria.

Em 1986, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
O Palácio Piratini também é patrimônio federal.
E integra o sítio histórico da Praça da Matriz.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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