domingo, 27 de julho de 2014

Relatos das Minhas Andanças por Porto Alegre

Seguem, abaixo, os relatos das minhas andanças por Porto Alegre. E para facilitar a exploração, agrupei os textos de acordo com as áreas da cidade.

Monumento aos Açorianos e Centro Administrativo
Monumento aos Açorianos e Centro Administrativo



Avenida Borges de Medeiros
A Avenida Borges de Medeiros homenageia o ex-governador do Rio Grande do Sul, Antônio Augusto Borges de Medeiros. Ela inicia junto à Prefeitura Municipal de Porto Alegre, próximo ao Lago Guaíba.

Um dos atrativos é o Viaduto Otávio Rocha, o popular Viaduto da Borges. Adiante, fica a Praça Daltro Filho ou Praça do Capitólio. Junto a ela, encontra-se o Caminho dos Antiquários.

Outro atrativo na região da Avenida Borges de Medeiros é a Ponte de Pedra. Ela era a comunicação entre a área urbana e a rural, nos primórdios da cidade. E próximo à ponte, fica o Monumento dos Açorianos.
Pórtico de Entrada do Cemitério da Santa Casa de Misercórdia, Porto Alegre
Pórtico de Entrada do Cemitério da Santa Casa



Azenha, Glória e Humaitá
A região concentra os cemitérios mais antigos de Porto Alegre. Neles, encontram-se os restos mortais de personalidades artísticas e políticas. As esculturas constituem o principal acervo de arte cemiterial da cidade.

Um outro atrativo da Azenha é o Olímpico Monumental, antigo estádio do Grêmio. A atual casa do time é a Arena, no Bairro Humaitá. Nela, fica o fica Museu do Grêmio. São bairros distantes, que têm o Grêmio como ligação.


Algas no Lago da Ponte do Jardim Botânico de Porto Alegre
Lago da Ponte do Jardim Botânico



Jardim Botânico e Partenon
O bairro Jardim Botânico recebe o nome do principal atrativo: o Jardim Botânico de Porto Alegre. Este parque abriga exemplares da flora nativa e estrangeira. Além do Museu da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.

O bairro Partenon tem dois atrativos. O Morro Santana foi um dos primeiros focos de povoamento de Porto Alegre. O Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS reúne uma série de curiosos experimentos interativos.

Energia Nuclear e Biocombustível

Fundação Iberê Camargo em Porto Alegre
Fundação Iberê Camargo


Menino Deus e Zona Sul
O bairro Menino Deus tem quatro atrativos principais. O Parque Marinha do Brasil é um dos maiores da capital gaúcha. Fica em uma área de aterro, junto à margem do Lago Guaíba. É o local ideal para a prática esportiva.

Ao lado do parque, fica o Estádio Beira-Rio, do Sport Club Internacional. Em anexo, funcional o Museu do Inter. Pouco à frente, ainda na Avenida Padre Cacique, fica a Fundação Iberê Camargo.

Já a Zona Sul de Porto Alegre abriga a maior área de natureza preservada. Um dos cartões postais é a Praia de Ipanema. E os Caminhos Rurais são um roteiro que poucos privilegiados conhecem.

Porto Alegre Rural

Chafariz da Hidráulica Moinhos de Vento, Porto Alegre
Chafariz da Hidráulica Moinhos de Vento


Moinhos de Vento, Floresta e Zona Norte
Nos dois bairros instalaram-se os imigrantes alemães. O bairro Moinhos de Vento é o mais tradicional da cidade. Nele, ficam o Parcão e a Hidráulica Moinhos de Vento. A história deles ajuda a contar a história do bairro.

Já no bairro Floresta, o principal atrativo é a Igreja Santa Teresinha. O interior dela abriga o maior acervo de murais sacros do pintor Aldo Locatelli, em Porto Alegre. Já a Estátua do Laçador fica na entrada da capital gaúcha.


Estátua 'O Laçador', em Porto Alegre
Estátua 'O Laçador'


Praça da Alfândega
Ao redor da Praça da Alfândega, encontram-se três importantes espaços culturais. O MARGS é um dos principais museus do Estado. O Memorial do Rio Grande do Sul e o Santander Cultural abrigam exposições temporárias.


Arquitetura e Vitrais do Santander Cultural - em Porto Alegre (RS)
Vitrais do Santander Cultural


Praça da Matriz
O nome da praça é uma referência à antiga Igreja Matriz. Hoje, no local onde ela se encontrava fica a Catedral Metropolitana. Na mesma rua, ficam o Palácio Piratini, o Solar dos Câmara e o Museu Júlio de Castilhos.

Visita Guiada no Palácio Piratini

A Fachada da Catedral Metropolitana de Porto Alegre
Catedral Metropolitana de Porto Alegre



Prefeitura Municipal
Em frente à Prefeitura Municipal, fica o marco-zero da cidade, a Fonte Talavera de la Reina. E ao redor da sede administrativa, ficam o Mercado Público Municipal, o Chalé da Praça XV e o Pórtico do Cais do Porto.

Prefeitura Municipal de Porto Alegre, Mercado Público e Chalé da Praça XV


Rua dos Andradas
Antes do aterro da área central da cidade, o Lago Guaíba chegava até a atual Rua dos Andradas. Como ficava, na época, junto à praia, a população chamava o local de Rua da Praia. Este é, ainda hoje, o nome popular da rua.

E ao longo dela, distribuem-se diversos espaços culturais. Junto à margem do lago, fica a Usina do Gasômetro. Caminhando em direção ao centro, passa-se pelo Museu do Comando Militar do Sul e pela Igreja das Dores.


Chaminé da antiga Usina do Gasômetro
Chaminé da antiga Usina do Gasômetro


Redenção e Cidade Baixa
A Cidade Baixa é um tradicional bairro boêmio. Ali, encontram-se resquícios de uma Porto Alegre de meados do século XIX e início do século XX. É o caso do Solar Lopo Gonçalves e da Travessa dos Venezianos.

Na Avenida João Pessoa, fica o Templo Positivista, único do mundo. Perto, ficam o Campus Central da UFRGS e o Parque da Redenção. Nele, ficam o Monumento do Expedicionário e o Auditório Araújo Vianna.

Outro atrativo do parque é o brique. A feira de antiguidades ocorre aos domingos. Em frente ao Colégio Militar. Nesta região fica, também, o Planetário Professor José Batista Pereira, pertencente à UFRGS.


Faculdade de Medicina da UFRGS
Faculdade de Medicina da UFRGS

78 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja de Nossa Senhora das Dores +++

Ferdinand Schlatter confeccionou os murais da Igreja, em 1927.

Fonte: "A Morte e O Além", Altamir Moreira (2006)

Leonardo Brocker disse...

+++ Força e Luz e CEEE +++

O engenheiro Adolph Alfred Stern foi o responsável pela obra.
E em 1928, concluiu-se a construção do prédio.
A partir de então, a Foreign Light and Power ocupou o local.
Motivo pelo qual o prédio ficou conhecido como Força e Luz.
Em 1959, estatizou-se a companhia.
E o prédio tornou-se propriedade da CEEE.
A Companhia Estadual de Energia Elétrica.

Desde 1977, o prédio abriga o Museu da Eletricidade.
Interativo e o primeiro sobre o tema no país.
Uma das joias dos centro de Porto Alegre que poucos conhecem.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura do Centro Cultural CEEE +++

O prédio tem características ecléticas.
Com profusa ornamentação na fachada principal.
E detalhes decorativos.
Como arcos, colunas, esculturas e sacadas.

Em 1984, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
Em 2002, ocorreu a restauração da construção.
Com adaptação para o no uso como centro cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura Chalé da Praça XV +++

A inauguração ocorreu no fim do século XIX.
E em 1911, substituiu-se o chalé original.
O antigo prédio deu lugar a um de estilo eclético.
Com traços da arquitetura pitoresca.
Em telhados recortados com amplos beirais.
E proteção por lambrequins de madeira.

As estruturas inglesas são de ferro fundido.
E os gradis com motivos florais.
Típicos do estilo art-nouveau.
Os vidros vieram da Argentina.

O chalé ainda mantém o uso original.
Em 1998, o patrimônio cultural de Porto Alegre tombou o prédio.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Fonte do Chalé da Praça XV +++

Ainda no século XIX, instalou-se uma fonte.
A estrutura em ferro fundido veio da França.
E ficava junto ao Chalé da Praça XV.
Em 1942, deslocou-se a fonte para a Redenção.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura do Clube do Comércio +++

Comerciantes e feirantes fundaram-no em 1896.
E logo se tornou um dos clubes mais tradicionais da cidade.
A empresa Dahne, Conceição e Cia construiu a sede.
A inauguração ocorreu em 1939.

É um dos ricos exemplares do ecletismo em Porto Alegre.
O revestimento original era em cirex rosa.
Com inúmeros detalhes art déco e art nouveau.
Tanto externa como internamente.

O prédio destaca-se pelo requinte.
Com espelhos de cristal rosado.
E vidros de cristal negro europeu.
Colunas de granito e pisos em mármore.
Com desenhos no parquê.
Além de portas em ferro trabalhado e lustres.

Em 1995, tombou-se o prédio patrimônio cultural da cidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Fonte Talavera de la Reina +++

A Fonte Talavera, em cerâmica, fica na Praça Montevidéu.
Em frente ao Paço dos Açorianos.
A colônia espanhola do RS doou a fonte, em 1935.
Na comemoração do centenário da Revolução Farroupilha.
O artista Juan Ruiz de Luna concebeu a fonte.
Na cidade de Tavalera de La Reina, na Espanha.

Curiosidade: a fonte determina o marco zero de Porto Alegre.
Capital de um estado cuja fonte fundadora foi as missões espanholas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Correios e Telégrafos +++

O Governo Federal encomendou o prédio.
Theodor Wiederspahn projetou-o junto com o prédio ao lado.
Aquele abrigava a Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional.

O prédio dos Correios tem qualidades excepcionais.
Foi uma construção do período positivista, em Porto Alegre.
Com influência da arquitetura alemã da virada do século.

Rodolfo Ahrons foi o responsável pela construção do prédio.
A oficina de João Vicente Friederichs criou as esculturas.
A ornamentação destacava os serviços da instituição.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Memorial do Rio Grande do Sul +++

Em 1998, tombou-se o prédio como patrimônio nacional.
Após restauração que valorizou as características originais.
E o prédio passou a abrigar o Memorial do Rio Grande do Sul.
Espaço de difusão cultural e preservação da memória do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Origem do Rio Grande do Sul +++

O Memorial do Rio Grande do Sul fala sobre a origem do RS.
Ou seja: as Missões Jesuíticas.
Historiadores comentam sobre a Guerra Guaranítica.
E o massacre dos índios.
Um dado reafirma este episódio como marco fundador.
Porto Alegre surge da espera dos açorianos pelo fim da guerra.
Afinal, os imigrantes povoariam a região missioneira.
Após a expulsão dos índios.
Enfim: a Guerra Guaranítica gerou Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Livraria do Globo +++

A empresa surgiu em 1883 e logo cresceu.
Dedicou-se à encadernação, impressão tipográfica e linotipia.
Henrique Bertaso era o proprietário da empresa.
E em 1929, criou a Revista do Globo.
Outro importante passo para a história da livraria.
E da literatura do Rio Grande do Sul.
As obras e traduções projetaram nacionalmente a livraria.
Em especial nas décadas de 1930 e 1940.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Roda dos Intelectuais da Livraria +++

A Livraria do Globo transformou-se um ponto de encontro.
De intelectuais, poetas, políticos e profissionais liberais.
A roda de intelectuais reunia-se aos sábados de manhã.
Uma geração que se destacou, nacionalmente.
Em especial, nas décadas de 1930 e 1940.
Nomes como Érico Veríssimo, Mário Quintana, Augusto Meyer.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mercado Público: O Prédio Original +++

O arquiteto Friedrich Heydtmann projetou o prédio.
A inauguração ocorreu em 1869.
Junto às docas das embarcações que abasteciam Porto Alegre.
Na época, era a maior obra arquitetônica da cidade.

Originalmente, ele tinha apenas um pavimento.
Um prédio térreo plano, com planta em forma de quadrado.
Uma torre em cada vértice uma das quatro esquinas.
E um portão de ferro em cada lado.

Possuía 72 bancas internas e 80 externas.
Para o comércio de todo o tipo de gêneros.
Que chegavam à doca ao do Mercado, na atual Praça Parobé.
Ali, atracavam vários tipos de embarcações à vela.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mercado Público: Modificações no Prédio +++

A ampliação do Mercado Público ocorreu em 1912 e 1913.
Com a construção do segundo pavimento.
A ideia era a harmonia com o prédio da Intendência, ao lado.

O prédio sofreu quatro incêndios: 1912, 1973, 1979 e 2013.
E passou por várias intervenções após a construção do segundo piso.
Em 1979, o patrimônio cultural da cidade tombou o prédio.

Em 1997, concluiu-se um amplo processo de recuperação.
Com transformações físicas significativas no prédio.
Isso conferiu a feição atual, com nos espaços de covivência.
Escadas rolantes e cobertura com estrutura metálica e vidros.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O MARGS +++

Em 1954, Ado Malagoli criou o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
O MARGS é o principal museu de arte do Estado.
E um dos mais importantes do Brasil.
Reúne um acervo com mais de três mil obras.
De artistas locais, nacionais e internacionais.

Desde os anos 70, o MARGS funciona no prédio da Delegacia Fiscal.
Em 1984, ocorreu o tombamento da antiga construção.
Como patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Paço dos Açorianos +++

A construção da sede do poder executivo municipal iniciou em 1898.
Sobre a área de aterro da antiga Doca do Carvão.
O arquiteto italiano João Antônio Carrara Colfosco projetou o prédio.
Com características estilo ecléticas e influência positivista.

Foi a primeira edificação positivista de Porto Alegre.
E inaugurou um período de construções monumentais na cidade.
Elas aconteceram nas duas primeiras décadas do século XX.

José Montaury inaugurou a nova Intendência Municipal, em 1901.
No interior, destacam-se os vitrais de Joseph Wollmann.
Eles se encontram nas janelas que abrem para a escadaria principal.
Há ainda as pinturas de Carlos Scliar no Salão Nobre.

Em 1973, o prédio recebeu o nome de Paço dos Açorianos.
Uma homenagem aos imigrantes que fundaram a cidade.
Em 1979, é tombado como patrimônio cultural de Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Esculturas Originais da Prefeitura +++

Destacam-se as alegorias da Justiça e da República.
Estão na parte central da platibanda, em torno da torre.
Nesta, há um relógio central ladeado por dois bustos.
José Bonifácio, à esquerda, e Deodoro da Fonseca, à direita.

A alegoria da República possui um detalhe quase imperceptível.
O vestido dela esconde um misterioso gato.
É uma derivação da alegoria da Liberdade.
Esta aparece acompanhada de um gato.
Um animal doméstico que não suporta viver preso.

Ainda na fachada, há outros grupos de esculturas.
Eles se encontram em cada extremidade da platibanda.
Junto à Rua Uruguai: Agricultura, Comércio e Indústria.
Junto à Avenida Borges de Medeiros: Ciência e História.
Além de Democracia e Liberdade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Esculturas Acrescidas à Prefeitura +++

Algumas esculturas são posteriores à inauguração do prédio.
É o caso dos quatro leões que guarnecem as escadarias laterais.
As esculturas, em mármore de Carrara, vieram da Itália.
A instalação dos quatro leões ocorreu em 1911.
São joias da arte industrial dos canteiros de Toscana.

Em 1909, o prefeito José Montaury fez uma encomenda.
As efígies de Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros.
A elaboração ficou a cargo do Instituto Técnico-Profissional.
Na Seção de Modelagem.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cais do Porto de Porto Alegre +++

As primeiras obras iniciaram 1850.
A conclusão do conjunto ocorreu, porém, só em 1962.
O pórtico central é patrimônio cultural nacional, desde 1983.
O edifício sede do DEPREC é patrimônio do município, desde 1996.
Assim como os armazéns A1, A2, A3, B, B1, B2 e B3.

O edifício em concreto armado tem características art-déco.
Os armazéns são estruturas metálicas de origem francesa.

A construção da entrada principal ocorreu entre 1919 e 1922.
O portão central deu ao porto sentido de monumentalidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Surgiu com o núcleo inicial da cidade.
Ficava junto ao Lago Guaíba.
Até que se construiu um cais de pedra com ancoradouro.
Isso facilitou o trânsito de pessoas e de mercadorias.
Era o núcleo da parte nobre do velho Centro.
Em torno dela, observava-se a vida social da cidade.
E ali, surgiram imponentes prédios no início do século XX.
Como os Correios e Telégrafos e a Delegacia Fiscal.
E a partir 1954, ali se instalou a Feira do Livro.

Em 2003, foi tombada como patrimônio nacional.
E passou por recente restauração.
Parte do Programa Monumento.
Hoje, PAC das Cidades Históricas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumentos da Praça da Alfândega +++

+ Monumento do Barão do Rio Branco (A. Adloff, 1916);
+ Monumento ao Marechal Osório (Leão Velloso, 1933);
+ Estátua-chafariz da Samaritana (A. Adloff, 1925-36).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Calçamento da Rua da Praia +++

Ele fica entre as ruas Marechal Floriano e Dr. Flores.
E inicialmente, tinha uma calha central.
Para ela, inclinavam-se as calçadas laterais.
Em 1860, introduziu-se o sistema de pista abaulada.
Com as sarjetas junto ao meio-fio.
E o calçamento com pedras irregulares.

Em 1923, José Montaury modificou a pavimentação.
Ele implantou o granito regular de duas cores.

Em 1989, o município tombou o calçamento.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Saint-Hilaire e o Anfiteatro +++

Auguste de Saint-Hilaire usou uma curiosa metáfora.
O cronista passou por Porto Alegre em 1820 e disse:
“A cidade se eleva em anfitetro, sobre um dos lados da colina”.

Podemos ver Porto Alegre como um anfiteatro natural.
O palco seria o Lago Guaíba.
E ao fundo, o horizonte. O norte geográfico.
A Rua da Praia seria a primeira fila da plateia.
E a última, a Rua da Igreja, atual Duque de Caxias.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua da Praia no Fim do Século XIX +++

Em 1897, publicou-se a novela “Estrychnina”.
Texto de Souza Lobo, Mário Totta e Pauulino Azurenha.
A novela descrevia a Rua da Praia na virada do século.
Na época, um cenário de novidades.
Uma marca da cidade grande que Porto Alegre queria ser.
Da vida social, em torno da Praça da Alfândega.
E da democrática convivência entre pessoas de distintas classes.

Nesta rua, localizava-se, também, o comércio mais sofisticado.
Joalherias, lojas de tecidos finos, luvas, chapéus, porcelanas.
Assim como as livrarias e as papelarias.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua da Praia e a Cultura Pública +++

A Rua da Praia sempre foi a rua comercial por excelência.
Por décadas, foi passarela social, política e cultural da cidade.
Era estreita a ligação com o jornalismo e a boêmia.
Ali, situava-se o espaço de experiências urbanas.
E de atuação profissional de um grupo de letrados.
Uma região que reunia bares, cafés, restaurantes.
Cinemas, clubes, hotéis e casas comerciais.
Além de repartições públicas, redações de jornais, livrarias.
Onde trabalhavam artistas, escritores, músicos e jornalistas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Santander Cultural +++

O Banco da Província, o primeiro do RS, surgiu em 1858.
O Banco Nacional do Comércio o sucedeu.
Theodor Wiederspahn projetou a sede, na Praça da Alfândega.
A ornamentação ficou a cargo de Fernando Corona.
E a construção se estendeu de 1927 a 1931.

Destacam-se os ricos detalhes artísticos.
Em uma linguagem arquitetônica eclética.
Com elementos neoclássicos.
No interior, sobressaem-se os vitrais franceses.

Em 1987, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
A construção passou por restauro e adaptações.
E, hoje, sedia o Santander Cultural.
Com cinema, sala de exposições e palestras.
Além de bar e restaurante.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Becos e Ruas da Antiga Porto Alegre +++

Inicialmente, os becos tinham o nome dos moradores.
De peculiaridades do terreno.
Ou das atividades que ali se realizavam:
+ Beco da Ópera (atual Rua Uruguai);
+ Beco do Barbosa (Rua Barros Cassal);
+ Beco do Oitavo (Rua André da Rocha);
+ Beco do Bota Bica (Rua General Portinho);
+ Beco do Poço (Avenida Borges de Medeiros);
+ Beco dos Guaranis (Rua General Vasco Alves);
+ Caminho da Azenha (Avenida João Pessoa);
+ Caminho Novo (Rua Voluntários da Pátria);
+ Rua Clara (Rua João Manoel);
+ Rua da Figueira (Rua Coronel Genuíno);
+ Rua da Ladeira (Rua General Câmara);
+ Rua da Margem do Riacho (Rua João Alfredo);
+ Rua da Olaria (Rua General Lima e Silva);
+ Rua da Passagem (Rua General Salustiano);
+ Rua da Varzinha (Rua Demétrio Ribeiro);
+ Rua de Bragança (Rua Marechal Floriano);
+ Rua do Arvoredo (Rua Fernando Machado).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ruas de Porto Alegre com Mais de Um Nome +++
+ 24 de Outubro: Caminho dos Anjos;
+ 24 de Outubro: Estrada da Aldeia;
+ 24 de Outubro: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Andradas: Rua da Graça ou Rua da Praia;
+ Caldas Jr: Beco do Inácio, Beco do Quebra Costas ou Beco do Fanha;
+ Duque de Caxias: Rua Formosa, Rua da Igreja ou Rua do Hospital;
+ General Bento Martins: Beco do Jogo de Bola;
+ General Bento Martins: Beco dos Nabos a Doze;
+ General Bento Martins: Beco dos Pecados Mortais;
+ General Canabarro: Beco do Pedro Mandinga ou Rua Direita;
+ Independência: Caminho dos Anjos;
+ Independência: Estrada da Aldeia;
+ Independência: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Riachuelo: Rua da Ponte ou Rua do Cotovelo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Biblioteca Pública do Estado +++

A história inicia durante o reinado de Dom Pedro II.
Em 1871, aprovou-se o projeto de Alphonse Hebert.
A construção iniciou em 1912.
Com forte influência da doutrina de Auguste Comte.
Tanto na fachada como no interior do prédio.

A fachada neoclássica ostenta colunas da ordem jônica.
E tem revestimento que imita pedra romana.
Além disso, dez bustos de mármore contornam o prédio.
São os patronos do calendário positivista.

Os espaços internos possuem sofisticada decoração.
Nas pinturas das paredes, nas luminárias, nos pisos.
Nas esquadrias, nas escadas, nas colunas.

Em 1986, ocorreu o tombamento como patrimônio estadual.
Em 2000, como patrimônio nacional.
E em 2013, adotou o nome de Biblioteca Pública Moacyr Scliar.
Uma homenagem ao escritor gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Calendário Positivista +++

Na fachada da Biblioteca Pública do Estado há dez bustos.
Eles representam os patronos do Calendário Positivista.
Acredita-se que esses bustos vieram da França.

Auguste Comte criou o calendário com 13 meses de 28 dias.
Há um dia completar, no caso, 31 de dezembro.
Ele corresponde à festa universal dos mortes.
E o dia bissexto de 29 de fevereiro.
Esta data se reserva à festa geral das mulheres santas.

Na fachada da Biblioteca Pública, estão os seguintes meses:

3º mês (26/02 a 25/03) – Aristóteles;
5º mês (23/04 a 20/05) – Júlio César;
6º mês (21/05 a 17/06) – São Paulo;
7º mês (18/06 a 15/07) – Carlos Magno;
8º mês (16/07 a 12/08) – Dante;
9º mês (13/08 a 09/09) – Gutenberg;
10º mês (10/09 a 07/10) – Shakespeare;
11º mês (08/10 a 04/11) – Descartes;
12o mês (05/11 a 02/12) – Frederico II;
13º mês (03/12 a 30/12) – Bichat.

Faltam os bustos correspondentes aos seguintes meses:
1º mês (01/01 a 28/01) – Moisés;
2º mês (29/01 a 25/02) – Homero;
4º mês (26/03 a 26/04) – Arquimedes.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura da Catedral Metropolitana +++

Em 1915, organizou-se um concurso público.
O vencedor foi o espanhol Jesús María Corona.
Tratava-se de um projeto neogótico de grande porte.
Com arcos ogivais e pináculos.
E uma cúpula de base octogonal apoiada em contrafortes.

Porém, a Cúria, em 1921, optou por outro projeto.
O do arquiteto italiano Giovani Battista Giovenale.
Responsável pela conservação da Basílica de São Pedro, em Roma.
O projeto do italiano tinha uma linguagem neorrenscentista.
Mas a conclusão da construção ocorreu apenas em 1970.

A Academia de Mosaicos do Vaticano ornamentou a fachada.
Mário Arjonas esculpiu as estátuas em granito de apóstolos e santos.
E o italiano Aldo Locatelli pintou o mural no altar principal.

A catedral destaca-se pelo cuidado da articulação clássica.
Visível na fachada principal, na cúpula e na nave.
Nas partes ao redor da cúpula, essa articulação se perde.
E surgem soluções mistas.
A presença de vitrais e mosaicos causa surpresa.
Quando se considera um templo em estilo clássico.

É peculiar a solução que se empregou no exterior da cripta.
Ela funciona como base do templo na declividade do terreno.

A inauguração só ocorreu em 1986.
O que revela as dificuldades na execução da obra.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Inspiração na Basílica de São Pedro +++

A Catedral Metropolitana lembra a Basílica de São Pedro, em Roma.
Em alguns aspectos, como na planta em cruz latina.
E na cúpula assentada sobre um tambor.
Colunas aos pares guarnecem este tambor.
No interior, a cúpula apoia-se em pendentes.
Estes se ligam a quatro pilares chanfrados.

Outra semelhança é a nave com abóboda de berço.
Arcadas subdivididas por pilastras apoiam esta abóboda.
O átrio transversal ao eixo também remete à Basílica de São Pedro.

Em outros aspectos, porém, as semelhanças não se repetem.
É o caso da fachada principal e do esquema decorativo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Fachada da Catedral Metropolitana +++

Há duas torres afastadas do corpo central.
E uma galeria aberta no térreo.
Porém, o monocromatismo do granito dá unidade ao prédio.
O corpo central corresponde à nave principal.
E as ligações com as torres correspondem às naves laterais.

A parte inferior tem cinco subdivisões.
Ela corresponde à primeira ordem de pilastras (coríntia).
Nas extremidades estão as bases compactas das torres.
E no centro há aberturas definidas por um entablamento secundário.
Nele, apoiam-se duas colunas jônicas, menores que as pilastras.

No centro da fachada, a abertura adquire a forma de uma serliana.
Com um arco demarcando o acesso central do templo.
O tema das duas colunas volta a comparecer no topo das torres.
Enquanto a serliana reaparece no trecho intermediário.

A parte central da fachada projeta-se num segundo nível.
Nele, as pilastras são jônicas.
Tal qual no segundo nível das torres.
Mas a parte central avança em relação às outras partes.
Tanto em altura, como em projeção frontal.
Além disso, as pilastras são duplas.
E acentuam o movimento da fachada.

O coroamento possui frontão triangular.
Replicado por frontões curvos no topo das torres.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumento a Júlio de Castilhos +++

A obra de Décio Villares fica na Praça da Matriz.
Com esculturas fundidas em ferro e bronze na França.
E que representam os símbolos do positivismo.

Estes convivem com a figura solene de Júlio de Castilhos.
O homem que influenciou a política gaúcha por décadas.
Da Proclamação da República até a Revolução de 1930.

O artista representou a juventude de Júlio de Castilhos.
A sabedoria, os princípios e as ameaças que enfrentou.
E principalmente, a filiação à Revolução Francesa.

A Casa Aloys realizou os trabalhos de cantaria.

A inauguração do monumento ocorreu em 25/01/1913.

Décio Villares também desenhou a bandeira do Brasil.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Identidade Republicana e Castilhista +++

Com a Proclamação da República, surge o castilhismo.
E os membros do Partido Republicano destacam-se.
Em homenagens como nomes de ruas e prédios públicos.

É o caso de Borges de Medeiros e Júlio de Castilhos.
Alberto Bins, Assis Brasil e Otávio Rocha.

O Monumento a Júlio de Castilhos simboliza este período.
E a nova identidade política vigente no Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Histórico do Museu de Porto Alegre +++

A construção do solar ocorreu de 1845 a 1853.
Lopo Gonçalves viveu com a família na sede da chácara.
Foi vereador, comerciante e filantropo.
E nasceu em Braga, Portugal.

A chácara ficava na Rua da Margem, hoje, João Alfredo.
Na época, isso era fora dos limites da cidade.
Com o passar do tempo, integrou o bairro Cidade Baixa.
E abrigou diferentes tipos de moradores.

Em 1946, o prédio passou a abrigar uma fábrica de velas.
Em 1979, a Prefeitura adquiriu e tombou o prédio.
No mesmo ano, criou o Museu de Porto Alegre.
Uma iniciativa dos historiadores Nilo Ruschel e Walter Spalding.

Em 1982, a Prefeitura transferiu o museu para o antigo solar.
Na ocasião, já com o nome Joaquim José Felizardo.
Uma homenagem ao historiador.
Joaquim Felizardo criou a Secretaria Municipal de Cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Acervo do Museu Joaquim José Felizardo +++

Três importantes acervos estão sob a guarda do museu.

1 – Acervo Tridimensional
Mais de 1.300 peças compõem o acervo histórico.
São itens do final século XIX e do século XX.
Como indumentárias e acessórios de uso pessoal.
Mobiliário, objetos de decoração, instrumentos musicais.
A maioria chegou ao museu por doações particulares.

2 – Acervo Fotográfico
Há também o acervo da Fototeca Sioma Breitman.
São cerca de nove mil fotografias da cidade, dos séculos XIX e XX.
De profissionais renomados como Virgílio Calegari.
Lunara, Barbeitos & Irmãos, Sioma Breitman e Irmãos Ferrari.
Também faz parte do acervo uma coleção de mais de 400 postais.
São cartões das primeiras décadas do século XX.

3 – Acervo Arqueológico
Já o acervo arqueológico possui 200 mil peças.
Estas provem de sítios de ocupação pré-histórica e histórica.
São coleções de material cerâmico, lítico, ósseo.
Provenientes de áreas de ocupação indígena.
Anteriores à chegada dos colonizadores.
E de sítios com ocupações entre os séculos XVIII e XX.
Neste caso, são peças em louça, vidro, metal, couro.
Pedra, cerâmica e restos de ossos humanos e alimentos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu Júlio de Castilhos +++

Em 1903, Borges de Medeiros criou o museu.
O mais antigo do Rio Grande do Sul.
O objetivo era organizar e guardar objetos.
Da 1ª Exposição Agropecuária e Industrial do Estado.
A exposição ocorreu em 1901.

Hoje, o acervo conta com mais de dez mil peças.
O museu também promove exposições temporárias.
Que se relacionam à história do Estado e do país.
E promovem a cultura do povo gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Casarão do Museu +++

Augusto Santos Roxo construiu o casarão em 1887.
O Coronel, veterano da Guerra do Paraguai, residiu no local.
Mais tarde, o Partido Republicano Riograndense adquiriu-o.
E doou a residência para Júlio de Castilhos.
O líder positivista viveu, ali, com a família.

Júlio de Castilhos nasceu em 1860 e morreu em 1903.
Após a morte do político, o Estado adquiriu o casarão.
E instalou, no local, o Museu Júlio de Castilhos.
Em 1982, ocorreu o tombamento com patrimônio do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Mortes no Casarão +++

Júlio de Castilhos vivia no casarão com a esposa e os seis filhos.
Duas tragédias abalaram a família.
Primeiro a morte de Júlio de Castilhos, aos 43 anos de idade.
O político tratava um tumor.
E morreu após a cirurgia, que ocorreu no quarto do casal.

Depois, em 1905, Honorina, suicidou-se em um dos cômodos da casa.

Paira sobre os telhados do Museu a fama de assombrações.
Lendas urbanas dizem que os dois fantasmas assombram o local.
Mas segundo o positivismo, não devemos crer em fantasmas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Divino Versus o Humano +++

Numa sala, estão objetos e móveis de Júlio de Castilhos.
E a máscara mortuária do político, em gesso.
A sala é contígua à outra que exibe arte sacra missioneira.
De um lado, a experiência humana regida pelo anseio divino.
De outro, relíquias de modelo político.
Que potencializou a soberania humana ao negar o divino.
Nosso mito fundador mostra suas relações...

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio Piratini +++

Substituiu o Palácio de Barro, de 1772.
Aquela foi a primeira sede do Executivo Estadual.
E atendeu às funções por mais de um século.

O francês Maurice Gras projetou o novo palácio.
A construção prolongou-se de 1909 a 1921.
Ano em que o governo Borges de Medeiros instalou-se, ali.

Em 1955, o prédio recebeu o nome de Palácio Piratini.
Uma homenagem à primeira capital Farroupilha.

A entrada principal fica junto à Praça da Matriz.
Ali, há duas esculturas do francês Paul Landowski.
Elas representam a agricultura e a indústria.

Em 1986, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
O Palácio Piratini também é patrimônio federal.
E integra o sítio histórico da Praça da Matriz.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ponte de Pedra +++

Visconde de São Leopoldo construiu a ponte, em 1825.
E contou com o apoio de moradores.
Na época, a ponte era de madeira.
E atravessava o Arroio Dilúvio, na foz, junto ao Guaíba.
A população tratava-a como a ponte do Chico da Azenha.

Em 1846, iniciou a construção da ponte de pedra.
Logo após o término da Revolução Farroupilha.
Na época, retomou-se o desenvolvimento da Rua da Margem.
Que não ultrapassava os limites das fortificações.
Nas imediações do cruzamento da República com João Alfredo.

Em 1848, entregou-se à população a ponte de pedra.
A necessidade veio dos repetidos danos à ponte de madeira.
E às reconstruções que marcaram a curta história da ponte inicial.
A ponte de pedra facilitou a expansão da cidade para a zona sul.

Em 1979, a Prefeitura tombou-a patrimônio de Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça Marechal Deodoro +++

Centro cívico de Porto Alegre, desde os primórdios.
Inicialmente, a área era conhecida como Praça da Igreja.
Em 1865, tornou-se Praça Dom Pedro II.
E com a Proclamação da República recebeu o nome atual.
Embora, popularmente, siga como Praça da Matriz.

No entorno da praça, encontram-se prédios importantes.
As sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os memoriais do Ministério Público e da Assembleia.
O Solar dos Câmara e o Theatro São Pedro.
A Catedral Metropolitana e o Museu Júlio de Castilhos.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 2003.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Solar dos Câmara +++

A construção do solar iniciou em 1818.
Com características da arquitetura luso-brasileira colonial.
E serviu de moradia ao Visconde de São Leopoldo.

A reforma do prédio veio ao estilo neoclássico.
Com colunas, gradis e uma platibanda ornamentada.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 1963.
E a Assembleia Legislativa adquiriu o prédio em 1981.
Hoje, abriga setores culturais da Assembleia Legislativa.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parte da História do Rio Grande do Sul +++

O Solar dos Câmara transitou na história do Estado.
De propriedade particular a espaço público cultura.

A construção data do início do século XIX.
E é o prédio residencial mais antigo de Porto Alegre.

Foi moradia de notáveis e palco de grandes decisões políticas.
O local também recebeu e hospedou pessoas ilustres.

Após a restauração, o solar mantém a aura aristocrática.
E sobrevive às grandes transformações locais e nacionais.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ História do Solar dos Câmara +++

A construção iniciou em 1818.
Dez anos após o desembarque da Corte Portuguesa no país.
Na época, o Brasil ainda era colônia de Portugal.
Embora, em pleno processo de independência.

O solar serviu de moradia a José Feliciano Fernandes Pinheiro.
O nobre recebeu o título de Visconde de São Leopoldo.
E alcançou grande projeção intelectual e política local.
Na então Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura Original do Solar +++

É um exemplar raro do estilo colonial português.
Com elementos como eira e beira na borda do telhado.
Arquitetura típica das residências da nobreza.

No interior, apresentava pinturas murais.
E amplos espaços como a alcova, um quarto sem janelas.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Reforma em Estilo Neoclássico +++

Uma grande reforma, em 1874, ampliou o casarão.
E incorporou elementos do estilo neoclássico.
Na época, moda arquitetônica incipiente no Estado.

Assim, a casa avançou na ala norte.
Estabeleceu um pátio interno e um terraço.
A eira e a beira deram lugar a platinadas decoradas.

As saliências verticais nas paredes imitavam pilastras.
Encimadas por capitéis esculturados.
Típica estrutura das construções clássicas.

Surgem as estátuas de divindades Greco-romanas.
Elas passaram a compor a ornamentação externa.
E estabeleceram um sincretismo religioso na residência.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ O Solar e O Regime Escravocrata no Brasil +++

A escravidão manteve-se após a Independência, em 1822.
Estendeu-se até 1888, às vésperas do fim da Monarquia.
Que encerrou com a Proclamação da República, em 1889.

O solar era, assim, uma expressão de seu tempo.
A casa senhorial acomodava escravos na senzala.
Esta ficava no piso inferior do prédio.

Cerca de uma dezena de escravos trabalhavam ali.
Nas tarefas domésticas, como cozinhar e limpar.
Os escravos também cuidavam dos cavalos.

E mantinham certas responsabilidades sociais.
Como conduzir a viscondessa Maria Elisa Júlia de Lima.
Eles transportavam-na com a cadeirinha de arruar.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Restauração do Solar dos Câmara +++

O último morador morreu em 1975.
E o solar entrou em rápido processo de degradação.
Em 1987, aprovou-se a restauração do prédio.
As obras duraram de 1988 a 1993.
Então, reabriu-se o solar como espaço público cultural.

A restauração contou com participação efetiva do IPHAN.
O processou ocorreu em cinco etapas.
Com obras para recuperação de várias áreas.
E a reconstituição de diversas estruturas do prédio.

Destaque para o procedimento com as pinturas murais.
Sobretudo nas salas de jantar e de recepções.
Ele constituiu em um paradigma de restauro no Brasil.
Com técnicas semelhantes às do restauro da Capela Sistina.

Resgataram-se elementos originais do casarão.
Em detrimento de estruturas de instalação mais recente.
É o caso de aberturas, passagens e até do telhado.
Restauraram-se, também, objetos como estátuas e vasos.
Assim como os jardins internos do antigo solar.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ José Feliciano Fernandes Pinheiro (1774-1847) +++

Homem de confiança do Imperador Dom Pedro I.
Ele nomeou-o o primeiro Presidente da Província, em 1824.
Na época, Capitania de São Pedro do Rio Grande.

Em 1826, recebeu o título de Visconde de São Leopoldo.
Por conduzir os primeiros imigrantes alemães, em 1824.
Aqueles imigrantes fundaram o povoado de São Leopoldo.

Foi um dos primeiros a historiar sobre a província sulista.
Em 1839, fundou e foi presidente do IHGB.
O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ José Antônio Corrêa da Câmara (1824-1893) +++

Casou com uma das filhas do Visconde de São Leopoldo.
Em 1851, tornou-se o principal herdeiro do solar.
Que passou a ser identificado com o sobrenome Câmara.

O Segundo Visconde de Pelotas notabilizou-se como militar.
Participou da Guerra dos Farrapos, ao lado do Império.
E foi comandante na Guerra do Paraguai, em 1870.

No mesmo ano, a Rua da Ladeira recebeu o atual nome.
Um reconhecimento aos feitos militares do General Câmara.
Em 1890, o Exército condecorou-o com a patente de Marechal.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Armando Pereira da Câmara (1898-1975) +++

Foi o terceiro morador do Solar dos Câmara.
Era bisneto do Visconde de São Leopoldo.
E neto de José Antônio Corrêa da Câmara.

Formou-se em Direito e foi professor secundarista.
O catedrático tornou-se reitor da UFRGS, em 1945.
Fundou a Faculdade Católica de Direito.
E foi o primeiro reitor da PUCRS, em 1948.

Elegeu-se Senador, em 1954.
E exerceu o cargo durante dois anos.

Faleceu sem deixar descendentes.
Após sua morte, ninguém mais habitou o Solar.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Espaço Cultural Solar dos Câmara +++

O Solar dos Câmara consolidou-se com centro cultural.
E abriga manifestações artísticas e projetos culturais.
Todos com entrada franca.

Ali, fica o Departamento de Cultura da Assembleia Legislativa.
Símbolo do envolvimento do Parlamento com a cultura.
Além da Escola do Legislativo e da Biblioteca Borges de Medeiros.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Visitação ao Solar dos Câmara +++

De segunda-feira a sexta-feira, das 08h30 às 18h30.
O Solar dos Câmara só não recebe visitas em feriados.

A visita guiada da Assembleia requer agendamento.
O telefone para agendamentos é: (51) 3210-1672.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Sala João Batista Scalco +++

Local da antiga cavalariça.
Apresenta exposições fotográficas mensais.
Com imagens de equipamentos analógicos ou digitais.
De profissionais da área e de amantes da fotografia.

O espaço homenageia ao gaúcho João Batista Scalco.
Um dos melhores fotojornalistas do Brasil.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Sarau do Solar +++

Ocorre onde os antigos moradores recebiam os convidados.
O Parlamento passou a organizá-los a partir de 1993.
Logo após a inauguração do Espaço Cultural.

O local recebe atividades artísticas e culturais.
No caso do sarau, são apresentações musicais.
Um projeto que busca alternar vertentes e tendências.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Biblioteca Borges de Medeiros +++

A inauguração ocorreu em fevereiro 1992.
Ela funciona no antigo alojamento para os escravos.
No térreo do Solar dos Câmara.

A Biblioteca Borges de Medeiros é aberta ao público.
Possui acervo de mais de 20 mil obras.
Dentre edições históricas e contemporâneas.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Solar Lopo Gonçalves +++

Exemplar da arquitetura luso-brasileira.
O solar possui torreão e porão alto.
Antigamente, este porão acomodava escravos.
Os cômodos do pavimento principal destinavam-se à família.
Assim como, à vida social dos residentes.

O solar fica em meio a um lote de grandes dimensões.
Remanescente das chácaras que dominaram a Cidade Baixa.

Por se beneficiar da luz do sol, recebe a denominação de solar.
Ela entra por aberturas em todos os planos externos do prédio.

O acesso ao pavimento nobre cumpria certo ritual.
A assimilação gradual da transição do âmbito público ao privado.
Passava-se pelo portão artisticamente trabalhado em ferro.
E depois, por um florido jardim.
Então, chegava-se a uma escada lateral.
E esta levava até a porta principal.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Theatro São Pedro +++

Doze cidadãos de origem portuguesa formaram uma associação.
E em 1833, tiveram a ideia de erguer um teatro público.
Afinal, as demais casas de espetáculo eram privadas.
Porém, a obra ficou nos alicerces...

Após a Revolução Farroupilha, retomou-se a construção.
Com um projeto do arquiteto alemão Felipe de Normann.
Finalmente, em 1858, entregou-se o teatro à população.
Grandes espetáculos marcaram os primeiros 115 anos.
Mas a deterioração do prédio levou ao fechamento, em 1973.

O arquiteto Carlos Mancuso orientou as obras de restauração.
Em 24 de junho de 1984, o Theatro São Pedro reabiu as portas.
Após tombamento como patrimônio cultural do Estado.
Mantém-se, hoje, como um dos principais teatros do Brasil.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cidade Baixa +++

A região apresentava características de zona rural.
Sujeita às frequentes enchentes do Arroio Dilúvio.
E servia inclusive para refúgio de escravos.
Ao menos, até a metade do século XIX.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Viaduto Otávio Rocha +++

Primeiro viaduto de Porto Alegre, em concreto armado.
Restabeleceu a continuidade da Rua Duque de Caxias.
Em passagem de nível sobre a Avenida Borges de Medeiros.

O Viaduto Otávio Rocha é um monumento ao urbanismo.
E integrou processo de modernização da cidade.
Que o intendente Otávio Rocha promoveu na época.

O engenheiro Manuel Barbosa Itaqui elaborou o projeto.
E Alfred Adloff, os elementos ornamentais.
A inauguração ocorreu em 1932.

A Avenida Borges de Medeiros surgiu na mesma época.
Para comunicar a zona sul ao centro da cidade.

Em 1988, o município tombou o viaduto patrimônio cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lenda do Escravo Josino +++

A Igreja das Dores é o mais antigo templo católico de Porto Alegre.
A construção iniciou em 1807, durante a escravatura.
A conclusão da igreja ocorreu em 1901.
Ou seja, quase um século depois do início das obras.

Uma lenda busca explicar a demora na construção.
Acusaram Josino de roubar materiais da construção.
O escravo alegou que as acusações eram injustiças.
Mesmo assim, ele recebeu a condenação à forca.

Para provar sua inocência, Josino rogou uma praga.
Contra Domingos José Lopes, seu acusador.
Disse que ele jamais veria a conclusão das torres da Igreja.
Esse seria o castigo por sua crueldade e injustiça.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja das Dores: Um Conjunto Notável +++

Julius Weise elaborou o projeto.
A construção durou quase um século.
Diferentes profissionais participaram do projeto.
Apesar disso, o conjunto é notável.

A fachada eclética confere monumentalidade ao templo.
Ainda hoje, a Igreja das Dores destaca-se à distância.
Seja a partir da Rua da Praia. Seja do Lago Guaíba.
As duas altas torres contrastam com a tradição colonial.

A Igreja possui um aspecto cenográfico singular.
Pela verticalidade da fachada.
E pelo posicionamento ao fim de uma grande escadaria.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mistura de Estilos na Igreja das Dores +++

A fachada de Wiese diferencia-se do corpo da igreja barroca.
Mas não introduz desarmonia.
Pois não se vê a parte mais antiga a partir da Rua da Praia.
As três portas originais inserem-se na trama de pilastras clássicas.
Esta respeita as duas subdivisões horizontais da fachada antiga.
Que correspondem às portas e às janelas do coro.
A segunda faixa tem altura pequena.
E gera uma ordem coríntia diminuta.
Acima destas duas faixas, há uma terceira.
Nela, há separação entre o corpo central e as torres.
Isso evidencia o caráter de acabamento mural, que oculta o oitão.
As torres ainda apresentam um quarto nível de pilastras.
E seguem de uma terminação aguda em pirâmide de base octogonal.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Ordens Clássicas na Igreja das Dores +++

Quanto às ordens clássicas, notamos algo curioso.
O arquiteto usou ordens diferentes.
As torres alcançam 35 metros de altura.
E nelas, evidenciam-se as características jônicas.
No corpo central, percebem-se os traços coríntios.
Essa é uma liberdade típica do ecletismo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Nave da Igreja das Dores +++

A nave tem cerca de 30 metros de comprimento.
Esta é também a dimensão da escadaria de acesso.
E mostra a intenção de ordenar os espaços interno e externo.

A ampla nave única é coberta por uma abóboda de madeira.
Com foco na capela-mor emoldurada por arco cruzeiro.
Este arco apoia-se em pilastras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Altares Laterais da Igreja das Dores +++

Nas laterais, há seis altares.
Eles possuem talhas de pouca profundidade.
São similares no desenho.
E criam uma ideia rítmica.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Composição Interior da Igreja das Dores +++

O português João Couto e Silva projetou o espaço interno.
Tanto na organização geral como nos detalhes decorativos.
Ele combina a tipologia das igrejas coloniais portuguesas.
Com a simplificação do neoclassicismo imperial brasileiro.
Também incorpora a ordenação do neoclassicismo local.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Campus da UFRGS +++

Em 1947, a instituição passou a se denominar UFRGS.
A saber: Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
E incorporou o importante patrimônio de antigas faculdades:
+ Escolas de Farmácia e Química (1895);
+ Escola de Engenharia (1896);
+ Faculdade de Medicina (1898);
+ Faculdade de Direito (1900).

Igualmente significativo é o conjunto de edificações.
São construções do fim do século XIX e início do sáculo XX.
E representam os estilos eclético e art-nouveau.
Eles compõem o Campus do Centro da UFRGS:
+ Antigo Parobé;
+ Castelinho e Chateau;
+ Faculdade de Direito e Faculdade de Medicina;
+ Instituto Eletrotécnico e Instituto de Química;
+ Museu da UFRGS (antigos curtumes e tanantes);
+ Observatório Astronômico;
+ Rádio da Universidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Deslocamento das Elites de Porto Alegre +++

No início da década de 1920, as elites deixam o Centro.
As residências deslocam-se gradualmente.
Deixam as áreas mais altas e sãs da Rua Duque de Caxias.
E seguem em direção à Avenida Independência.
E ao futuro bairro Moinhos de Vento.
Ali, surgiam a Hidráulica e a Praça Júlio de Castilhos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parque da Redenção +++

É o mais antigo parque de Porto Alegre.
E também um dos maiores do Brasil.

Em 1997, o Município tombou o parque.

A Redenção, hoje, abriga inúmeros monumentos.
Um orquidário e o lago com pedalinhos.
Parque de diversões e quadras esportivas.
E o Auditório Araújo Vianna.

Leonardo Brocker disse...

+++ História do Parque Farroupilha +++

O local servia para guardar o gado que vinha do interior.
E que se venderia, posteriormente, na cidade.

O primeiro ajardinamento da área ocorreu em 1901.
Para a Grande Exposição daquele ano.
Na ocasião, construíram também os locais para touradas.
E para as corridas de cavalos e de bicicletas.

Em 1914, surgiram os novos jardins.
Em 1930, saneou-se a área, antes pantanosa.
Construiu-se, então, o grande lago.

Em 1935, recebeu a Exposição Comemorativa.
Ao Centenário da Revolução Farroupilha.
Na ocasião, recebeu a denominação atual.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Brique da Redenção +++

Em 1982, começou a funcionar o “Brique da Redenção”.
Uma feira que se tornou tradional.
E acontece aos domingos na Avenida José Bonifácio.
Junto ao Parque Farroupilha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estátuas da Praça da Matriz +++

Em 1910, instalaram-se quatro estátuas na Praça Dom Sebastião.
Eram remanescentes de um conjunto de cinco da Praça da Matriz.
Elas adornavam o Chafariz do Imperador, em mármore de Carrara.
E faziam parte do primeiro monumento ao ar livre do Estado.

Esta magnífica obra ficou na Praça da Matriz de 1866 a 1910.
E personificava os grandes rios da bacia do Lago Guaíba.
A inscrição na base das estátuas registrava:
Cahy, Gravatahy, Jacuhy e Sinos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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