quarta-feira, 2 de julho de 2014

Redenção, Templo Positivista, Museu de Porto Alegre e Travessa dos Venezianos

Após a caminhada pelo Campus Central da UFRGS, segui para a Cidade Baixa. Visitei o Templo Positivista e passei pela Travessa dos Venezianos. Também fotografei o Solar Lopo Gonçalves, que abriga o Museu de Porto Alegre.

Espelho d'Água, no Parque da Redenção, em Porto Alegre
Espelho d'Água, no Parque da Redenção

Continuação de...
Campus Central da UFRGS e Instituto de Educação


Espelho d'Água e Lago dos Pedalinhos

No domingo de Páscoa, cruzei diversas vezes a Redenção. Após a caminhada pelo Campus da UFRGS, retornei à Avenida José Bonifácio. Segui para o Monumento do Expedicionário. E passei pelo chafariz e o espelho d’água.

Passei um tempo observando o Lago dos Pedalinhos e segui para a Avenida João Pessoa. Ali, procurava pelo Templo Positivista. A busca mostrava-se infrutífera. Até que vislumbrei um potencial candidato do outro lado da rua.

Lago dos Pedalinhos, na Redenção, em Porto Alegre
Lago dos Pedalinhos, na Redenção


Templo Positivista

Cruzei a Avenida João Pessoa. E reparei num prédio repleto de dizeres na fachada, erguido dentro preceitos da doutrina positivista. Em frente a ele, encontrei o Erlon e o Félix. Eles convidaram para conhecer o prédio.

O Templo Positivista é o único do mundo. E seus membros buscam preservar a doutrina positivista de Auguste Comte. Apesar de ser calcado em ciência e filosofia, o positivismo é, por definição, uma doutrina religiosa.

Templo Positivista, na Avenida João Pessoa, em Porto Alegre
Templo Positivista, na Avenida João Pessoa

Confesso que o motivo pelo qual eu visitei o local foi a relação do positivismo com a política. No caso do RS, seus expoentes foram os governadores Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros.

Chamou a minha atenção a simplicidade do interior do Templo Positivista. Ali, você não verá imagens de santos e sim bustos de cientistas e filósofos. E a frase “O amor por princípio. A ordem por base. E o progresso por fim.”


Construções Positivistas e Política

Havia passado, dois dias antes, na Biblioteca Pública. Comentei a similaridade dos bustos de sua fachada com os do Templo Positivista. O Erlon comentou que o prédio da biblioteca havia sido projetado para ser o templo.

Museu de Porto Alegre, localizado no prédio do Solar Lopo Gonçalves, na Cidade Baixa.
Museu de Porto Alegre, localizado no prédio
do Solar Lopo Gonçalves, na Cidade Baixa.

Conversamos sobre a influência positivista na política do fim do século XIX e início do século XX. A relação com o abolicionismo e a criação da bandeira do Brasil. Além da previsão de aposentadoria na legislação de Júlio de Castilhos.

Culturalmente, a visita ao Templo Positivista, foi a atividade mais relevante do dia. Como já passava das 13h, o Erlon precisa fechar o prédio. Mas antes fez um convite para visitar o local com mais calma no domingo seguinte.


Museu de Porto Alegre e Travessa dos Venezianos

Deixei o templo e saí em busca da Rua João Alfredo. Na rua, fica localizado o Solar Lopo Gonçalves. Construído entre 1845 e 1855, este prédio abriga hoje o Museu de Porto Alegre ou Museu Joaquim José Felizardo.

Travessa dos Venezianos, Cidade Baixa, em Porto Alegre
Travessa dos Venezianos, Cidade Baixa

No caminho ao Museu de Porto Alegre, passei pela Travessa dos Venezianos. Ela abriga casas onde, no início do século XX, vivia o proletariado. Na época, essas travessas eram abertas em terrenos particulares.

Após cruzar pela Travessa dos Venezianos e passar em frente ao antigo Solar Lopo Gonçalves, deixei a Cidade Baixa. Procurei o Museu Wonderland de Miniaturas, perto do Caminho dos Antiquários. Mas não existe mais.


Jardim da Redenção

Retornei para a Redenção, ingressando no parque pelos fundos do Campus Central da UFRGS. Passei por um jardim e segui para o espelho d’água e o Chafariz Central. Segui para o Planetário. Mas só haveria sessão em 3h...

Chafariz em Jardim da Redenção, em Porto Alegre
Chafariz em Jardim da Redenção

13 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ A Noite Começa Cedo e Estende-se a Várias Opções +++

Comece com um chopp gelado.
Nos bares e restaurantes do Mercado Público.
Ou no Chalé da Praça XV.

Amplie suas opções no bairro Moinhos de Vento.
Com destaque para a Avenida Goethe.
E à área da sofisticada Calçada da Fama.
Na Rua Fernando Gomes e Padre Chagas.

Para um clima alternativo e descontraído, vá à Cidade Baixa.
Nas ruas Lima e Silva, República e José do Patrocínio.

A noite da capital também é intensa na Zona Sul.
O calçadão da Praia de Ipanema oferece diversas opções.
Os bares ficam às margens do Lago Guaíba.

O público GLBTS tem, na cidade, várias opções em bares, boates e cafés.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Campus da UFRGS +++

Em 1947, a instituição passou a se denominar UFRGS.
A saber: Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
E incorporou o importante patrimônio de antigas faculdades:
+ Escolas de Farmácia e Química (1895);
+ Escola de Engenharia (1896);
+ Faculdade de Medicina (1898);
+ Faculdade de Direito (1900).

Igualmente significativo é o conjunto de edificações.
São construções do fim do século XIX e início do sáculo XX.
E representam os estilos eclético e art-nouveau.
Eles compõem o Campus do Centro da UFRGS:
+ Antigo Parobé;
+ Castelinho e Chateau;
+ Faculdade de Direito e Faculdade de Medicina;
+ Instituto Eletrotécnico e Instituto de Química;
+ Museu da UFRGS (antigos curtumes e tanantes);
+ Observatório Astronômico;
+ Rádio da Universidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Becos e Ruas da Antiga Porto Alegre +++

Inicialmente, os becos tinham o nome dos moradores.
De peculiaridades do terreno.
Ou das atividades que ali se realizavam:
+ Beco da Ópera (atual Rua Uruguai);
+ Beco do Barbosa (Rua Barros Cassal);
+ Beco do Oitavo (Rua André da Rocha);
+ Beco do Bota Bica (Rua General Portinho);
+ Beco do Poço (Avenida Borges de Medeiros);
+ Beco dos Guaranis (Rua General Vasco Alves);
+ Caminho da Azenha (Avenida João Pessoa);
+ Caminho Novo (Rua Voluntários da Pátria);
+ Rua Clara (Rua João Manoel);
+ Rua da Figueira (Rua Coronel Genuíno);
+ Rua da Ladeira (Rua General Câmara);
+ Rua da Margem do Riacho (Rua João Alfredo);
+ Rua da Olaria (Rua General Lima e Silva);
+ Rua da Passagem (Rua General Salustiano);
+ Rua da Varzinha (Rua Demétrio Ribeiro);
+ Rua de Bragança (Rua Marechal Floriano);
+ Rua do Arvoredo (Rua Fernando Machado).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Histórico do Museu de Porto Alegre +++

A construção do solar ocorreu de 1845 a 1853.
Lopo Gonçalves viveu com a família na sede da chácara.
Foi vereador, comerciante e filantropo.
E nasceu em Braga, Portugal.

A chácara ficava na Rua da Margem, hoje, João Alfredo.
Na época, isso era fora dos limites da cidade.
Com o passar do tempo, integrou o bairro Cidade Baixa.
E abrigou diferentes tipos de moradores.

Em 1946, o prédio passou a abrigar uma fábrica de velas.
Em 1979, a Prefeitura adquiriu e tombou o prédio.
No mesmo ano, criou o Museu de Porto Alegre.
Uma iniciativa dos historiadores Nilo Ruschel e Walter Spalding.

Em 1982, a Prefeitura transferiu o museu para o antigo solar.
Na ocasião, já com o nome Joaquim José Felizardo.
Uma homenagem ao historiador.
Joaquim Felizardo criou a Secretaria Municipal de Cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Acervo do Museu Joaquim José Felizardo +++

Três importantes acervos estão sob a guarda do museu.

1 – Acervo Tridimensional
Mais de 1.300 peças compõem o acervo histórico.
São itens do final século XIX e do século XX.
Como indumentárias e acessórios de uso pessoal.
Mobiliário, objetos de decoração, instrumentos musicais.
A maioria chegou ao museu por doações particulares.

2 – Acervo Fotográfico
Há também o acervo da Fototeca Sioma Breitman.
São cerca de nove mil fotografias da cidade, dos séculos XIX e XX.
De profissionais renomados como Virgílio Calegari.
Lunara, Barbeitos & Irmãos, Sioma Breitman e Irmãos Ferrari.
Também faz parte do acervo uma coleção de mais de 400 postais.
São cartões das primeiras décadas do século XX.

3 – Acervo Arqueológico
Já o acervo arqueológico possui 200 mil peças.
Estas provem de sítios de ocupação pré-histórica e histórica.
São coleções de material cerâmico, lítico, ósseo.
Provenientes de áreas de ocupação indígena.
Anteriores à chegada dos colonizadores.
E de sítios com ocupações entre os séculos XVIII e XX.
Neste caso, são peças em louça, vidro, metal, couro.
Pedra, cerâmica e restos de ossos humanos e alimentos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Solar Lopo Gonçalves +++

Exemplar da arquitetura luso-brasileira.
O solar possui torreão e porão alto.
Antigamente, este porão acomodava escravos.
Os cômodos do pavimento principal destinavam-se à família.
Assim como, à vida social dos residentes.

O solar fica em meio a um lote de grandes dimensões.
Remanescente das chácaras que dominaram a Cidade Baixa.

Por se beneficiar da luz do sol, recebe a denominação de solar.
Ela entra por aberturas em todos os planos externos do prédio.

O acesso ao pavimento nobre cumpria certo ritual.
A assimilação gradual da transição do âmbito público ao privado.
Passava-se pelo portão artisticamente trabalhado em ferro.
E depois, por um florido jardim.
Então, chegava-se a uma escada lateral.
E esta levava até a porta principal.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cidade Baixa +++

A região apresentava características de zona rural.
Sujeita às frequentes enchentes do Arroio Dilúvio.
E servia inclusive para refúgio de escravos.
Ao menos, até a metade do século XIX.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Travessa dos Venezianos +++

No início do século XX, surgiram as primeiras moradias.
A segunda fase de construção começou em 1930.
Originalmente, o casario destinava-se à ocupação popular.
Para servir de renda na forma de aluguel.

Em 1935, publicou-se uma planta cartográfica.
Nela, surgem as primeiras referências à Travessa dos Venezianos.
Que ainda hoje abriga dois grupos fronteiros de casas em fita.
De arquitetura simples, sem ornamentação significativa.
Típico de muitas de nossas cidades antigas.

Elas lembram muito a casa açoriana, de “porta-e-janela”.
Predominam telhados de “meia-água”.
Com caimento para os fundos do lote.
Por isso, a população apelidou-as de “cachorro sentado”.

Em 1991, o município tombou como patrimônio cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parque da Redenção +++

É o mais antigo parque de Porto Alegre.
E também um dos maiores do Brasil.

Em 1997, o Município tombou o parque.

A Redenção, hoje, abriga inúmeros monumentos.
Um orquidário e o lago com pedalinhos.
Parque de diversões e quadras esportivas.
E o Auditório Araújo Vianna.

Leonardo Brocker disse...

+++ História do Parque Farroupilha +++

O local servia para guardar o gado que vinha do interior.
E que se venderia, posteriormente, na cidade.

O primeiro ajardinamento da área ocorreu em 1901.
Para a Grande Exposição daquele ano.
Na ocasião, construíram também os locais para touradas.
E para as corridas de cavalos e de bicicletas.

Em 1914, surgiram os novos jardins.
Em 1930, saneou-se a área, antes pantanosa.
Construiu-se, então, o grande lago.

Em 1935, recebeu a Exposição Comemorativa.
Ao Centenário da Revolução Farroupilha.
Na ocasião, recebeu a denominação atual.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Brique da Redenção +++

Em 1982, começou a funcionar o “Brique da Redenção”.
Uma feira que se tornou tradional.
E acontece aos domingos na Avenida José Bonifácio.
Junto ao Parque Farroupilha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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