terça-feira, 8 de julho de 2014

Mercado Público de Porto Alegre

Século XIX: A Origem
O primeiro Mercado Público de Porto Alegre foi construído na década de 1840. Ele ficava no entorno do Largo Paraíso, atual Praça XV de Novembro. Ali, era o espaço por onde transitavam carretas e atracavam canoas.

O primeiro Mercado Público de Porto Alegre foi construído na década de 1840.
O primeiro Mercado Público de Porto
Alegre foi construído na década de 1840.
  
Com projeto do engenheiro Friederich Heydtmann e localizado em área de aterro do Lago Guaíba, o novo prédio começou a ser construído em 1864. E foi inaugurado em 1869. É um dos prédios mais antigos de Porto Alegre.

Mercado Público de Porto Alegre e Doca das Frutas, 1890
Mercado Público e Doca das Frutas, 1890

O prédio, em estilo neoclássico, originalmente era quadrangular. E tinha só um piso, com torreões de dois pavimentos nas quatro esquinas. As salas internas e externas eram destinadas ao comércio e à prestação de serviços.

Mercado Público de Porto Alegre, 1890
Mercado Público de Porto Alegre, 1890


Século XX: Ampliação e Restauração
De 1910 a 1912, o Mercado Público foi ampliado e reformado, acompanhando a escala do Paço Municipal. Recebeu um segundo pavimento. E suas fachadas foram ornamentadas com elementos arquitetônicos em estilo eclético.

Mercado Público de Porto Alegre, antes da ampliação, em 1897.
Mercado Público, antes da ampliação, em 1897. 

As duas principais reformas do Mercado Público decorrem de acidentes. Em 1912, o prédio foi parcialmente destruído por um grande incêndio. Em 1941, uma enchente fez com que as águas do Lago Guaíba alagassem o centro.

Enchente de Porto Alegre, em 1941.
Enchente de Porto Alegre, em 1941.

O Mercado Público de Porto Alegre foi declarado Patrimônio Histórico em 1979. Com isso, a arquitetura original do prédio e a tradicional cor amarelo ouro não poderiam ser mudadas. Elas foram mantidas na reforma ocorrida nos anos 90.

Entre 1991 e 1997, o prédio foi restaurado. Hoje conta com duas escadas rolantes, elevador, quatro escadarias fixas e um telhado de metal com mais de 15 metros de altura. As bancas também foram totalmente remodeladas.

Mercado Público de Porto Alegre e Avenida Borges de Medeiros, 1950
Mercado Público de Porto Alegre e
Avenida Borges de Medeiros, 1950


Estrutura Atual do Mercado Público
O Mercado Público conta com 106 lojas que oferecem produtos típicos do Estado. É um espaço democrático. E nele, os porto-alegrenses compram especiarias, carnes e peixes. Além de artigos religiosos e regionais.

Mercado Público, à esquerda. Cais do Porto e Lago Guaíba, à direita. Porto Alegre, 1966.
Mercado Público, à esquerda. Cais do Porto e
Lago Guaíba, à direita. Porto Alegre, 1966.

O Mercado Público reúne restaurantes, lanchonetes e sorveterias. E oferece acesso a Internet. Um memorial registra a sua história e desenvolvimento. E fornece uma visão do cotidiano dos cidadãos porto-alegrenses.

Vista aérea do Mercado Público de Porto Alegre, em 1970
Vista aérea do Mercado Público, em 1970


Dica
Em um dia quente, saboreie uma deliciosa salada de frutas com sorvete e nata na Banca 40. Porém, se o termômetro indica uma temperatura baixa, esquente-se com o Café do Mercado, moído na hora.

Bancas do Mercado Público de Porto Alegre e mesas no segundo piso do prédio (2011).
Bancas do Mercado Público de Porto Alegre
e mesas no segundo piso do prédio (2011).

Localização: Largo Glênio Peres, s/nº, centro de Porto Alegre.
Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 7h30 às 20h e sábado das 7h30 às 18h30.

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20 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Mercado Público +++

Construído no século XIX, fornece uma visão do cotidiano porto-alegrense.
Destaca-se, hoje, como centro de compras de artigos variados.
E oferece opções gastronômicas, feiras, acesso a Internet.
O memorial conta toda a história e o desenvolvimento.

Imperdível:
+ os sorvetes da tradicional banca 40;
+ a diversidade cultural do mercado.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ A Noite Começa Cedo e Estende-se a Várias Opções +++

Comece com um chopp gelado.
Nos bares e restaurantes do Mercado Público.
Ou no Chalé da Praça XV.

Amplie suas opções no bairro Moinhos de Vento.
Com destaque para a Avenida Goethe.
E à área da sofisticada Calçada da Fama.
Na Rua Fernando Gomes e Padre Chagas.

Para um clima alternativo e descontraído, vá à Cidade Baixa.
Nas ruas Lima e Silva, República e José do Patrocínio.

A noite da capital também é intensa na Zona Sul.
O calçadão da Praia de Ipanema oferece diversas opções.
Os bares ficam às margens do Lago Guaíba.

O público GLBTS tem, na cidade, várias opções em bares, boates e cafés.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Mercado Público Central +++

Imponente construção em estilo neoclássico, datada de 1869.
É um espaço democrático para os porto-alegrenses.
Ali, compram-se artigos religiosos e regionais.
Especiarias, hortigranjeiros, carnes e peixes.

Também fazem parte da tradição do Mercado sorvetes caseiros.
São receitas da Banca 40, intocadas ao longo de meio século.
Há também o chope bem servido do Naval.
E a culinária do Gambrinus, com mais de 130 anos de história.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Mercado Público de Porto Alegre +++

Prédio erguido, em 1869, sobre o primeiro aterro da cidade.
Na segunda década do século XX, recebeu o segundo pavimento.
Hoje, agriga mais de cem loja que oferecem artigos diversos.
Especiarias, hortigranjeiros, carnes, peixes.
E bebidas, como cachaças e vinhos.
É o local para adquirir artigos religiosos e artesanato regional.
E produtos gaúchos típicos, como a erva mate, a cuia e a bomba de chimarrão.
Bons restaurantes, lanchonetes e sorveterias completam a oferta de serviços.

Dica:
Num dia quente, saboreie a salada de frutas com sorvete e nata na Banca 40.
Se a temperatura estiver baixa, esquente-se com o Café do Mercado, moído na hora.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Bará do Mercado Público de Porto Alegre +++

Conta-se que no cruzamento central do mercado há um Orixá.
Assentado, em forma de pedra, está o Orixá Bará.
A entidade abre os caminhos e guarda as casas e as cidades.
Bará representa o trabalho e a fartura.
A posição central da "Pedra de Bará" facilitaria as visitas.
E o culto, pelas religiões afro-brasileiras.
Os negros que construíram o prédio teriam assentado Bará.
Isso torna o local uma referência à cultura afrodescendente.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lago Guaíba +++

Para ele convergem os rios da metade norte do RS.
E através dele, as águas destes rios chegam à Lagoa dos Patos.
Esta, enfim, conduz as águas ao Oceano Atlântico.
O Lago Guaíba teve importância fundamental.
Quando a maior parte do transporte era por rotas fluviais.
Importações e exportações da metade norte passavam por ele.
Em virtude disso, Porto Alegre tornou-se capital da província.
Dali controlava-se o tráfego do interior e da Lagoa dos Patos.
A península também oferecia um porto natural no lado norte.
Este era razoavelmente fundo.
E protegido dos ventos dominantes que vêm do sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Enchente de 1941 +++

De abril a maio de 1941, choveu sem parar em Porto Alegre.
E as águas do Lago Guaíba subiram mais de 4,5 metros.
Isso inundou o Centro da cidade.
Só era possível deslocar-se de barco no local.
A enchente também atingiu outros bairros.
Foi o caso de Azenha, Cidade Baixa e Menino Deus.
Floresta, Navegantes e Santana.
Cerca de 40 mil pessoas ficaram desabrigadas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura Chalé da Praça XV +++

A inauguração ocorreu no fim do século XIX.
E em 1911, substituiu-se o chalé original.
O antigo prédio deu lugar a um de estilo eclético.
Com traços da arquitetura pitoresca.
Em telhados recortados com amplos beirais.
E proteção por lambrequins de madeira.

As estruturas inglesas são de ferro fundido.
E os gradis com motivos florais.
Típicos do estilo art-nouveau.
Os vidros vieram da Argentina.

O chalé ainda mantém o uso original.
Em 1998, o patrimônio cultural de Porto Alegre tombou o prédio.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Fonte do Chalé da Praça XV +++

Ainda no século XIX, instalou-se uma fonte.
A estrutura em ferro fundido veio da França.
E ficava junto ao Chalé da Praça XV.
Em 1942, deslocou-se a fonte para a Redenção.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Homenagem a Glênio Peres +++

A inauguração ocorreu em 1992.
O espaço público homenageia Glênio Peres.
Ele foi jornalista, compositor, poeta e político.
E faleceu em 1988.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Pavimentação do Largo Glênio Peres +++

Com lajotas em basalto cinza e pedras portuguesas.
Em preto, branco e rosa.
Parece um tapete persa, tal qual existia na década de 1930.

Fonte: Brasil Channel.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mercado Público: O Prédio Original +++

O arquiteto Friedrich Heydtmann projetou o prédio.
A inauguração ocorreu em 1869.
Junto às docas das embarcações que abasteciam Porto Alegre.
Na época, era a maior obra arquitetônica da cidade.

Originalmente, ele tinha apenas um pavimento.
Um prédio térreo plano, com planta em forma de quadrado.
Uma torre em cada vértice uma das quatro esquinas.
E um portão de ferro em cada lado.

Possuía 72 bancas internas e 80 externas.
Para o comércio de todo o tipo de gêneros.
Que chegavam à doca ao do Mercado, na atual Praça Parobé.
Ali, atracavam vários tipos de embarcações à vela.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mercado Público: Modificações no Prédio +++

A ampliação do Mercado Público ocorreu em 1912 e 1913.
Com a construção do segundo pavimento.
A ideia era a harmonia com o prédio da Intendência, ao lado.

O prédio sofreu quatro incêndios: 1912, 1973, 1979 e 2013.
E passou por várias intervenções após a construção do segundo piso.
Em 1979, o patrimônio cultural da cidade tombou o prédio.

Em 1997, concluiu-se um amplo processo de recuperação.
Com transformações físicas significativas no prédio.
Isso conferiu a feição atual, com nos espaços de covivência.
Escadas rolantes e cobertura com estrutura metálica e vidros.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Paço dos Açorianos +++

A construção da sede do poder executivo municipal iniciou em 1898.
Sobre a área de aterro da antiga Doca do Carvão.
O arquiteto italiano João Antônio Carrara Colfosco projetou o prédio.
Com características estilo ecléticas e influência positivista.

Foi a primeira edificação positivista de Porto Alegre.
E inaugurou um período de construções monumentais na cidade.
Elas aconteceram nas duas primeiras décadas do século XX.

José Montaury inaugurou a nova Intendência Municipal, em 1901.
No interior, destacam-se os vitrais de Joseph Wollmann.
Eles se encontram nas janelas que abrem para a escadaria principal.
Há ainda as pinturas de Carlos Scliar no Salão Nobre.

Em 1973, o prédio recebeu o nome de Paço dos Açorianos.
Uma homenagem aos imigrantes que fundaram a cidade.
Em 1979, é tombado como patrimônio cultural de Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Esculturas Originais da Prefeitura +++

Destacam-se as alegorias da Justiça e da República.
Estão na parte central da platibanda, em torno da torre.
Nesta, há um relógio central ladeado por dois bustos.
José Bonifácio, à esquerda, e Deodoro da Fonseca, à direita.

A alegoria da República possui um detalhe quase imperceptível.
O vestido dela esconde um misterioso gato.
É uma derivação da alegoria da Liberdade.
Esta aparece acompanhada de um gato.
Um animal doméstico que não suporta viver preso.

Ainda na fachada, há outros grupos de esculturas.
Eles se encontram em cada extremidade da platibanda.
Junto à Rua Uruguai: Agricultura, Comércio e Indústria.
Junto à Avenida Borges de Medeiros: Ciência e História.
Além de Democracia e Liberdade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Esculturas Acrescidas à Prefeitura +++

Algumas esculturas são posteriores à inauguração do prédio.
É o caso dos quatro leões que guarnecem as escadarias laterais.
As esculturas, em mármore de Carrara, vieram da Itália.
A instalação dos quatro leões ocorreu em 1911.
São joias da arte industrial dos canteiros de Toscana.

Em 1909, o prefeito José Montaury fez uma encomenda.
As efígies de Júlio de Castilhos e Borges de Medeiros.
A elaboração ficou a cargo do Instituto Técnico-Profissional.
Na Seção de Modelagem.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cais do Porto de Porto Alegre +++

As primeiras obras iniciaram 1850.
A conclusão do conjunto ocorreu, porém, só em 1962.
O pórtico central é patrimônio cultural nacional, desde 1983.
O edifício sede do DEPREC é patrimônio do município, desde 1996.
Assim como os armazéns A1, A2, A3, B, B1, B2 e B3.

O edifício em concreto armado tem características art-déco.
Os armazéns são estruturas metálicas de origem francesa.

A construção da entrada principal ocorreu entre 1919 e 1922.
O portão central deu ao porto sentido de monumentalidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Becos e Ruas da Antiga Porto Alegre +++

Inicialmente, os becos tinham o nome dos moradores.
De peculiaridades do terreno.
Ou das atividades que ali se realizavam:
+ Beco da Ópera (atual Rua Uruguai);
+ Beco do Barbosa (Rua Barros Cassal);
+ Beco do Oitavo (Rua André da Rocha);
+ Beco do Bota Bica (Rua General Portinho);
+ Beco do Poço (Avenida Borges de Medeiros);
+ Beco dos Guaranis (Rua General Vasco Alves);
+ Caminho da Azenha (Avenida João Pessoa);
+ Caminho Novo (Rua Voluntários da Pátria);
+ Rua Clara (Rua João Manoel);
+ Rua da Figueira (Rua Coronel Genuíno);
+ Rua da Ladeira (Rua General Câmara);
+ Rua da Margem do Riacho (Rua João Alfredo);
+ Rua da Olaria (Rua General Lima e Silva);
+ Rua da Passagem (Rua General Salustiano);
+ Rua da Varzinha (Rua Demétrio Ribeiro);
+ Rua de Bragança (Rua Marechal Floriano);
+ Rua do Arvoredo (Rua Fernando Machado).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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