terça-feira, 3 de junho de 2014

Santander Cultural, Porto Alegre

Contexto Histórico
O Santander Cultural é um monumento à cultura de Porto Alegre. E o prédio que o abriga simboliza um capítulo importante da história da cidade. Ele marca o desenvolvimento do comércio e da atividade bancária na capital.

Arquitetura e Vitrais do Santander Cultural, Porto Alegre
Arquitetura e Vitrais do Santander Cultural

Na época em que ele foi construído, o entorno da Praça da Alfândega era o grande centro comercial da cidade. Ali, ficavam as principais lojas, os tradicionais cafés e restaurantes, os hotéis e as primeiras salas de cinema.

No final do século XIX, a Praça da Alfândega era um ponto de encontro para os porto-alegrenses. E a antiga praça acabou-se tornando uma espécie de símbolo da efervescência econômica e cultural daquele tempo.

O progresso das atividades comerciais e industriais da cidade trouxe a necessidade da abertura de novos bancos. E o Banco Nacional de Comércio, o segundo de Porto Alegre, surgiu nesse cenário, em 1895.

Santander Cultural, Porto Alegre


História do Prédio
A primeira sede da instituição funcionava em um pequeno prédio na Rua Sete de Setembro com a Praça da Alfândega. Com o desenvolvimento do banco, uma nova sede começou a ser construída em um terreno na mesma rua.

O prédio que hoje abriga o Santander Cultural foi construído entre 1927 e 1932, em estilo eclético. Participaram do projeto o engenheiro civil Hipólito Fabre, o escultor Fernando Corona e o arquiteto polonês Stephan Sobczack.

Uma imensa caixa de forte de 5.600 m2 e cantos arredondados representa a solidez e a segurança. O interior reforça a onipotência. Ele abriga três claraboias de vitrais franceses que fornecem iluminação natural ao ambiente.

O prédio foi sede do Banco Nacional de Comércio durante décadas. Depois, foi sede de outras instituições financeiras. Em 1987, o prédio foi tombado como patrimônio histórico e artístico. E transformada em espaço cultural, em 2001.


Santander Cultural
Junto com o MARGS e o Memorial, o Santander Cultural completa o “Trio Cultural” da Praça da Alfândega. E reúne salas de exposição, restaurante, café e um cinema. O café e o cinema ficam dentro dos cofres do banco.

O espaço cultural abriga uma coleção de cédulas e moedas antigas. Estas contam a história do dinheiro e dos bancos, desde a época do império. O Santander Cultural ainda realiza cursos e recebe shows.

Dica
Deixe-se levar pela música de alta qualidade que o Santander Cultural oferece em oficinas e shows.

Localização: Rua Sete de Setembro, 1.028 Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre.
Aberto: de 3ª a 6ª, das 10h às 19h. Sábado e domingo, das 11h às 19h.

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10 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Cinema em Porto Alegre +++

São mais de 60 salas de cinema.
Nelas, sempre estão em cartaz os últimos lançamentos.
O diferencial é o circuito de mostras temáticas e eventos específicos.
Há produções locais e mostras internacionais de filmes independentes.

Destaques:
+ Sala P. F. Gastal, na Usina do Gasômetro;
+ Salas da Casa de Cultura Mário Quintana;
+ Cine Santander, no Santander Cultural;
+ Guion Center no Shopping Nova Olaria.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Tradicional praça do centro.
Estátuas de grandes poetas gaúchos relembram os anos clássicos do local.
Três famosos Museus da cidade estão ali localizados.
O Santander Cultural está sempre em dia com a arte contemporânea.
Ao lado, fica o Memorial do Rio Grande do Sul.
Ele estimula o contato com as raízes e as tradições gaúchas.
Há ainda o MARGS, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
Ele coloca os gaúchos em dia com as artes plásticas de todos os tempos.

Imperdível: As diversas exposições destes centros culturais.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Santander Cultural +++

O Banco Santander adquiriu o prédio do início do século XX.
E transformou o espaço em um centro cultural.
O Santander Cultural recebe exposições nacionais e internacionais.
E oferece filmes e mostras de arte à população porto-alegrense.
A programação alia-se e belíssima arquitetura do prédio.
E transformou o espaço em referência cultural no país.
No interior de antigos cofres, há um café e um cinema.
Os cofres do antigo banco ficam no subsolo do antigo prédio.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Fernando Corona, o Arquiteto +++

Fernando Corona nasceu em Santander, em 26/11/1895.
Faleceu em Porto Alegre, em 1979.
Foi escultor, arquiteto, ensaísta, crítico e professor de arte.
E era filho de Jesús Maria Corona, escultor e arquiteto espanhol.

Diplomou-se na Escola de Belas Artes de Vitória, na Espanha.
Chegou a Porto Alegre em 04/03/1912.
Para auxiliar o pai na oficina de João Vicente Friedrichs.
Ali, Fernando Corona foi aprendiz de decoração predial.

Corona ornamentou alguns prédios históricos da capital gaúcha.
Um exemplo é o antigo prédio de Correios e Telégrafos.
E trabalhou na decoração da ala residencial do Palácio Piratini.

Mais tarde, desenvolveu uma carreira individual como arquiteto.
E desenhou o exterior do prédio do Banco Nacional do Comércio.
Uma adaptação de projeto anterior, de Theo Wiederspahn.
No local, funciona hoje o Santander Cultural.

Fernando Corona projetou a Galeria Chaves.
E o Instituto de Educação General Flores da Cunha.
Foi um dos precursores da arquitetura moderna na cidade.
Com destaque para o Edifício Guaspari e o Edifício Jaguaribe.

Corona projetou o Edificio Colonial, na Rua 24 de Outubro 820.
E Tasso Corrêa construiu este tradicional prédio residencial.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Fernando Corona, o Professor e Escultor +++

Em 1938, Tasso Correa convidou-o para lecionar no IA.
Corona defendeu a tese Fídias Miguel Ângelo Rodin.
E venceu concurso para a cátedra de Escultura e Modelagem.
Assim, ingressou no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre.
Corona inaugurou o curso de Escultura na instituição.
E ali, Fernando Corona lecionou até 1965.
Também foi um dos fundadores do curso de Arquitetura.
Influenciou, assim, gerações de artistas locais.
E granjeou estima e respeito de colegas e alunos.

A dedicação de Corona ao IA foi ilimitada.
O professor chegou a hipotecar a própria casa.
Para auxiliar a construção de outro edifício.

Corona exerceu significativa atividade como escultor.
Esculpiu a imagem de Nossa Senhora do Líbano.
Ela fica na fachada da igreja de mesmo nome.
Criou a máscara de Beethoven, no Parque Farroupilha.
E o grupo escultórico do frontispício do Santander Cultural.
Também projetou a Fonte Talavera, em frente à Prefeitura.

Corona tem peças em coleções particulares e no MARGS.
Recebeu medalha de ouro no IV Salão Gaúcho de Belas Artes.
E realizou duas exposições individuais na cidade nos anos 50.

Ao longo da carreira, recebeu inúmeros prêmios em salões.
Como no 7º Salão de Belas Artes do RS.
Naquela ocasião, Corona obteve a Medalha de Ouro.
Em 1940, participou do Salão Nacional de Belas Artes no RJ.
E recebeu Medalha de Bronze em Arquitetura.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Fernando Corona, o Escritor +++

Como ensaísta, Corona deixou uma obra fundamental.
Seus ensaios integram a historiografia da crítica de arte no RS.
"Caminhada das Artes", de 1977, reuniu crônicas e críticas.

Escreveu "Cinquenta Anos de Formas Plásticas e Seus Autores".
Esta monografia fala das transformações urbanísticas no RS.
Fernando também colaborou assiduamente em páginas de arte.
Em periódicos como o Correio do Povo e a Revista do Globo.

Corona escreveu, ainda, o livro “Caminhada das Artes”.
Ele reúne crônicas, ensaios e impressões pessoais.
Sobre o ambiente artístico gaúcho e brasileiro da época.
Assim como sobre as personalidades mais marcantes.

Fernando Corona também deixou outros registros.
Sobre o início do ensino da escultura e da arquitetura no RS.
Este material conste em artigos da Enciclopédia Riograndense.
Mas pesquisas recentes contestam algumas declarações.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ O MARGS +++

Em 1954, Ado Malagoli criou o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
O MARGS é o principal museu de arte do Estado.
E um dos mais importantes do Brasil.
Reúne um acervo com mais de três mil obras.
De artistas locais, nacionais e internacionais.

Desde os anos 70, o MARGS funciona no prédio da Delegacia Fiscal.
Em 1984, ocorreu o tombamento da antiga construção.
Como patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Surgiu com o núcleo inicial da cidade.
Ficava junto ao Lago Guaíba.
Até que se construiu um cais de pedra com ancoradouro.
Isso facilitou o trânsito de pessoas e de mercadorias.
Era o núcleo da parte nobre do velho Centro.
Em torno dela, observava-se a vida social da cidade.
E ali, surgiram imponentes prédios no início do século XX.
Como os Correios e Telégrafos e a Delegacia Fiscal.
E a partir 1954, ali se instalou a Feira do Livro.

Em 2003, foi tombada como patrimônio nacional.
E passou por recente restauração.
Parte do Programa Monumento.
Hoje, PAC das Cidades Históricas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumentos da Praça da Alfândega +++

+ Monumento do Barão do Rio Branco (A. Adloff, 1916);
+ Monumento ao Marechal Osório (Leão Velloso, 1933);
+ Estátua-chafariz da Samaritana (A. Adloff, 1925-36).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Santander Cultural +++

O Banco da Província, o primeiro do RS, surgiu em 1858.
O Banco Nacional do Comércio o sucedeu.
Theodor Wiederspahn projetou a sede, na Praça da Alfândega.
A ornamentação ficou a cargo de Fernando Corona.
E a construção se estendeu de 1927 a 1931.

Destacam-se os ricos detalhes artísticos.
Em uma linguagem arquitetônica eclética.
Com elementos neoclássicos.
No interior, sobressaem-se os vitrais franceses.

Em 1987, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
A construção passou por restauro e adaptações.
E, hoje, sedia o Santander Cultural.
Com cinema, sala de exposições e palestras.
Além de bar e restaurante.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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