quinta-feira, 19 de junho de 2014

Praça da Matriz, Porto Alegre

Esta praça homenageia o Marechal Deodoro da Fonseca, em seu nome oficial. E a Júlio de Castilhos, em um exuberante monumento central, que retrata as diversas fases da vida do político gaúcho

Praça da Matriz: Monumento a Júlio de Castilhos
(esquerda) e Catedral Metropolitana (centro).


Praça Ficava em Frente à Igreja Matriz

Mas o nome adotado pela cidade foi Praça da Matriz, por ficar em frente à Catedral Metropolitana, a antiga Igreja Matriz. A Catedral Metropolitana fica na Rua Duque de Caxias, logo na entrada do sítio histórico.

E pelas construções ao seu redor, a Praça da Matriz acaba sendo um centro político, cívico, administrativo e religioso. E é claro: cultural. Afinal, em frente à praça fica o Theatro São Pedro, o mais antigo da cidade.


Praça dos Três Poderes de Porto Alegre

A Praça da Matriz é uma espécie de Praça dos Três Poderes de Porto Alegre. Ao redor ficam o Palácio da Justiça; o Palácio Piratini, a sede do Executivo; e o Palácio Farroupilha, a Assembléia Legislativa do Estado.

Seguindo pela face leste, estão os casarões que serviram de residência às elites, do fim do século XIX ao início do século XX. O Museu Júlio de Castilhos e o Solar dos Câmara ficam próximos, na Rua Duque de Caixias.

Dica
No último sábado de cada mês, às 14h, ocorre o roteiro guiado Caminhos da Matriz, percorrendo os atrativos históricos em torno da Praça da Matriz.

36 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Matriz +++

Centro cívico, administrativo, religioso e cultural do estado.
É o mais importante ponto turístico de Porto Alegre.
Destacam-se neste local da cidade:
+ o monumento a Júlio de Castilhos;
+ o Palácio Farroupilha;
+ o Palácio Piratini;
+ a Catedral Metropolitana;
+ o Museu Júlio de Castilhos;
+ o Solar dos Câmara e
+ o Theatro São Pedro.

Alguns destes locais oferece visitas guiadas mediante agendamento.

Imperdível: A Catedral Metropolitana.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Matriz - Praça Marechal Deodoro da Fonseca +++

O nome oficial da praça homenageia o Marechal Deodoro da Fonseca.
Também homenageia Júlio de Castilhos em um monumento central.
A exuberante obra retrata diversas fases da vida do político gaúcho.
Mas o nome adotado pela cidade foi Praça da Matriz.
Pela presença da bela Catedral Metropolitana na Rua Duque de Caxias.
Logo na entrada do sítio histórico da cidade de Porto Alegre.

É da Praça da Matriz que se avistam ícones do Estado.
Ícones cívicos, políticos, religiosos e administrativos.
Ao seguir pela face leste, vemos os casarões.
Eles serviram de residência às elites.
Entre o final do século XIX e o início do século XX.
Ali, também fica o Memorial do Ministério Público.

No Palácio da Justiça, chama a atenção uma imponente escultura.
Essa escultura representa Thêmis desvendada.

Dica: a Praça da Matriz foi palco do Movimento da Legalidade, em 1961.
Conheça o Memrorial da Legalidade, no Palácio Piratini.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ruas de Porto Alegre com Mais de Um Nome +++

+ 24 de Outubro: Caminho dos Anjos;
+ 24 de Outubro: Estrada da Aldeia;
+ 24 de Outubro: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Andradas: Rua da Graça ou Rua da Praia;
+ Caldas Jr: Beco do Inácio, Beco do Quebra Costas ou Beco do Fanha;
+ Duque de Caxias: Rua Formosa, Rua da Igreja ou Rua do Hospital;
+ General Bento Martins: Beco do Jogo de Bola;
+ General Bento Martins: Beco dos Nabos a Doze;
+ General Bento Martins: Beco dos Pecados Mortais;
+ General Canabarro: Beco do Pedro Mandinga ou Rua Direita;
+ Independência: Caminho dos Anjos;
+ Independência: Estrada da Aldeia;
+ Independência: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Riachuelo: Rua da Ponte ou Rua do Cotovelo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura da Catedral Metropolitana +++

Em 1915, organizou-se um concurso público.
O vencedor foi o espanhol Jesús María Corona.
Tratava-se de um projeto neogótico de grande porte.
Com arcos ogivais e pináculos.
E uma cúpula de base octogonal apoiada em contrafortes.

Porém, a Cúria, em 1921, optou por outro projeto.
O do arquiteto italiano Giovani Battista Giovenale.
Responsável pela conservação da Basílica de São Pedro, em Roma.
O projeto do italiano tinha uma linguagem neorrenscentista.
Mas a conclusão da construção ocorreu apenas em 1970.

A Academia de Mosaicos do Vaticano ornamentou a fachada.
Mário Arjonas esculpiu as estátuas em granito de apóstolos e santos.
E o italiano Aldo Locatelli pintou o mural no altar principal.

A catedral destaca-se pelo cuidado da articulação clássica.
Visível na fachada principal, na cúpula e na nave.
Nas partes ao redor da cúpula, essa articulação se perde.
E surgem soluções mistas.
A presença de vitrais e mosaicos causa surpresa.
Quando se considera um templo em estilo clássico.

É peculiar a solução que se empregou no exterior da cripta.
Ela funciona como base do templo na declividade do terreno.

A inauguração só ocorreu em 1986.
O que revela as dificuldades na execução da obra.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Inspiração na Basílica de São Pedro +++

A Catedral Metropolitana lembra a Basílica de São Pedro, em Roma.
Em alguns aspectos, como na planta em cruz latina.
E na cúpula assentada sobre um tambor.
Colunas aos pares guarnecem este tambor.
No interior, a cúpula apoia-se em pendentes.
Estes se ligam a quatro pilares chanfrados.

Outra semelhança é a nave com abóboda de berço.
Arcadas subdivididas por pilastras apoiam esta abóboda.
O átrio transversal ao eixo também remete à Basílica de São Pedro.

Em outros aspectos, porém, as semelhanças não se repetem.
É o caso da fachada principal e do esquema decorativo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Fachada da Catedral Metropolitana +++

Há duas torres afastadas do corpo central.
E uma galeria aberta no térreo.
Porém, o monocromatismo do granito dá unidade ao prédio.
O corpo central corresponde à nave principal.
E as ligações com as torres correspondem às naves laterais.

A parte inferior tem cinco subdivisões.
Ela corresponde à primeira ordem de pilastras (coríntia).
Nas extremidades estão as bases compactas das torres.
E no centro há aberturas definidas por um entablamento secundário.
Nele, apoiam-se duas colunas jônicas, menores que as pilastras.

No centro da fachada, a abertura adquire a forma de uma serliana.
Com um arco demarcando o acesso central do templo.
O tema das duas colunas volta a comparecer no topo das torres.
Enquanto a serliana reaparece no trecho intermediário.

A parte central da fachada projeta-se num segundo nível.
Nele, as pilastras são jônicas.
Tal qual no segundo nível das torres.
Mas a parte central avança em relação às outras partes.
Tanto em altura, como em projeção frontal.
Além disso, as pilastras são duplas.
E acentuam o movimento da fachada.

O coroamento possui frontão triangular.
Replicado por frontões curvos no topo das torres.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumento a Júlio de Castilhos +++

A obra de Décio Villares fica na Praça da Matriz.
Com esculturas fundidas em ferro e bronze na França.
E que representam os símbolos do positivismo.

Estes convivem com a figura solene de Júlio de Castilhos.
O homem que influenciou a política gaúcha por décadas.
Da Proclamação da República até a Revolução de 1930.

O artista representou a juventude de Júlio de Castilhos.
A sabedoria, os princípios e as ameaças que enfrentou.
E principalmente, a filiação à Revolução Francesa.

A Casa Aloys realizou os trabalhos de cantaria.

A inauguração do monumento ocorreu em 25/01/1913.

Décio Villares também desenhou a bandeira do Brasil.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Identidade Republicana e Castilhista +++

Com a Proclamação da República, surge o castilhismo.
E os membros do Partido Republicano destacam-se.
Em homenagens como nomes de ruas e prédios públicos.

É o caso de Borges de Medeiros e Júlio de Castilhos.
Alberto Bins, Assis Brasil e Otávio Rocha.

O Monumento a Júlio de Castilhos simboliza este período.
E a nova identidade política vigente no Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu Júlio de Castilhos +++

Em 1903, Borges de Medeiros criou o museu.
O mais antigo do Rio Grande do Sul.
O objetivo era organizar e guardar objetos.
Da 1ª Exposição Agropecuária e Industrial do Estado.
A exposição ocorreu em 1901.

Hoje, o acervo conta com mais de dez mil peças.
O museu também promove exposições temporárias.
Que se relacionam à história do Estado e do país.
E promovem a cultura do povo gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Casarão do Museu +++

Augusto Santos Roxo construiu o casarão em 1887.
O Coronel, veterano da Guerra do Paraguai, residiu no local.
Mais tarde, o Partido Republicano Riograndense adquiriu-o.
E doou a residência para Júlio de Castilhos.
O líder positivista viveu, ali, com a família.

Júlio de Castilhos nasceu em 1860 e morreu em 1903.
Após a morte do político, o Estado adquiriu o casarão.
E instalou, no local, o Museu Júlio de Castilhos.
Em 1982, ocorreu o tombamento com patrimônio do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Mortes no Casarão +++

Júlio de Castilhos vivia no casarão com a esposa e os seis filhos.
Duas tragédias abalaram a família.
Primeiro a morte de Júlio de Castilhos, aos 43 anos de idade.
O político tratava um tumor.
E morreu após a cirurgia, que ocorreu no quarto do casal.

Depois, em 1905, Honorina, suicidou-se em um dos cômodos da casa.

Paira sobre os telhados do Museu a fama de assombrações.
Lendas urbanas dizem que os dois fantasmas assombram o local.
Mas segundo o positivismo, não devemos crer em fantasmas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Divino Versus o Humano +++

Numa sala, estão objetos e móveis de Júlio de Castilhos.
E a máscara mortuária do político, em gesso.
A sala é contígua à outra que exibe arte sacra missioneira.
De um lado, a experiência humana regida pelo anseio divino.
De outro, relíquias de modelo político.
Que potencializou a soberania humana ao negar o divino.
Nosso mito fundador mostra suas relações...

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio da Justiça, Porto Alegre +++

Fica junto à Praça da Matriz.
Ali se reúnem os três poderes do Rio Grande do Sul.
O Palácio Piratini, sede do Executivo.
O Palácio Farroupilha, sede do Legislativo.
E o Palácio da Justiça, sede do Judiciário.

Destaque para o painel no topo do Palácio da Justiça.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio Farroupilha +++

Sede do Legislativo do Rio Grande do Sul.
O prédio resultou de um concurso público da década de 1950.
O projeto vencedor foi do arquiteto paulista Gregório Zolko.
A edificação tem fortes traços da arquitetura modernista.
E ocupa o terreno do antigo Auditório Araújo Vianna.
Este transferiu-se para o Parque Farroupilha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio Piratini +++

Substituiu o Palácio de Barro, de 1772.
Aquela foi a primeira sede do Executivo Estadual.
E atendeu às funções por mais de um século.

O francês Maurice Gras projetou o novo palácio.
A construção prolongou-se de 1909 a 1921.
Ano em que o governo Borges de Medeiros instalou-se, ali.

Em 1955, o prédio recebeu o nome de Palácio Piratini.
Uma homenagem à primeira capital Farroupilha.

A entrada principal fica junto à Praça da Matriz.
Ali, há duas esculturas do francês Paul Landowski.
Elas representam a agricultura e a indústria.

Em 1986, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
O Palácio Piratini também é patrimônio federal.
E integra o sítio histórico da Praça da Matriz.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça Marechal Deodoro +++

Centro cívico de Porto Alegre, desde os primórdios.
Inicialmente, a área era conhecida como Praça da Igreja.
Em 1865, tornou-se Praça Dom Pedro II.
E com a Proclamação da República recebeu o nome atual.
Embora, popularmente, siga como Praça da Matriz.

No entorno da praça, encontram-se prédios importantes.
As sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os memoriais do Ministério Público e da Assembleia.
O Solar dos Câmara e o Theatro São Pedro.
A Catedral Metropolitana e o Museu Júlio de Castilhos.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 2003.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Solar dos Câmara +++

A construção do solar iniciou em 1818.
Com características da arquitetura luso-brasileira colonial.
E serviu de moradia ao Visconde de São Leopoldo.

A reforma do prédio veio ao estilo neoclássico.
Com colunas, gradis e uma platibanda ornamentada.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 1963.
E a Assembleia Legislativa adquiriu o prédio em 1981.
Hoje, abriga setores culturais da Assembleia Legislativa.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parte da História do Rio Grande do Sul +++

O Solar dos Câmara transitou na história do Estado.
De propriedade particular a espaço público cultura.

A construção data do início do século XIX.
E é o prédio residencial mais antigo de Porto Alegre.

Foi moradia de notáveis e palco de grandes decisões políticas.
O local também recebeu e hospedou pessoas ilustres.

Após a restauração, o solar mantém a aura aristocrática.
E sobrevive às grandes transformações locais e nacionais.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ História do Solar dos Câmara +++

A construção iniciou em 1818.
Dez anos após o desembarque da Corte Portuguesa no país.
Na época, o Brasil ainda era colônia de Portugal.
Embora, em pleno processo de independência.

O solar serviu de moradia a José Feliciano Fernandes Pinheiro.
O nobre recebeu o título de Visconde de São Leopoldo.
E alcançou grande projeção intelectual e política local.
Na então Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura Original do Solar +++

É um exemplar raro do estilo colonial português.
Com elementos como eira e beira na borda do telhado.
Arquitetura típica das residências da nobreza.

No interior, apresentava pinturas murais.
E amplos espaços como a alcova, um quarto sem janelas.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Reforma em Estilo Neoclássico +++

Uma grande reforma, em 1874, ampliou o casarão.
E incorporou elementos do estilo neoclássico.
Na época, moda arquitetônica incipiente no Estado.

Assim, a casa avançou na ala norte.
Estabeleceu um pátio interno e um terraço.
A eira e a beira deram lugar a platinadas decoradas.

As saliências verticais nas paredes imitavam pilastras.
Encimadas por capitéis esculturados.
Típica estrutura das construções clássicas.

Surgem as estátuas de divindades Greco-romanas.
Elas passaram a compor a ornamentação externa.
E estabeleceram um sincretismo religioso na residência.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ O Solar e O Regime Escravocrata no Brasil +++

A escravidão manteve-se após a Independência, em 1822.
Estendeu-se até 1888, às vésperas do fim da Monarquia.
Que encerrou com a Proclamação da República, em 1889.

O solar era, assim, uma expressão de seu tempo.
A casa senhorial acomodava escravos na senzala.
Esta ficava no piso inferior do prédio.

Cerca de uma dezena de escravos trabalhavam ali.
Nas tarefas domésticas, como cozinhar e limpar.
Os escravos também cuidavam dos cavalos.

E mantinham certas responsabilidades sociais.
Como conduzir a viscondessa Maria Elisa Júlia de Lima.
Eles transportavam-na com a cadeirinha de arruar.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Restauração do Solar dos Câmara +++

O último morador morreu em 1975.
E o solar entrou em rápido processo de degradação.
Em 1987, aprovou-se a restauração do prédio.
As obras duraram de 1988 a 1993.
Então, reabriu-se o solar como espaço público cultural.

A restauração contou com participação efetiva do IPHAN.
O processou ocorreu em cinco etapas.
Com obras para recuperação de várias áreas.
E a reconstituição de diversas estruturas do prédio.

Destaque para o procedimento com as pinturas murais.
Sobretudo nas salas de jantar e de recepções.
Ele constituiu em um paradigma de restauro no Brasil.
Com técnicas semelhantes às do restauro da Capela Sistina.

Resgataram-se elementos originais do casarão.
Em detrimento de estruturas de instalação mais recente.
É o caso de aberturas, passagens e até do telhado.
Restauraram-se, também, objetos como estátuas e vasos.
Assim como os jardins internos do antigo solar.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ José Feliciano Fernandes Pinheiro (1774-1847) +++

Homem de confiança do Imperador Dom Pedro I.
Ele nomeou-o o primeiro Presidente da Província, em 1824.
Na época, Capitania de São Pedro do Rio Grande.

Em 1826, recebeu o título de Visconde de São Leopoldo.
Por conduzir os primeiros imigrantes alemães, em 1824.
Aqueles imigrantes fundaram o povoado de São Leopoldo.

Foi um dos primeiros a historiar sobre a província sulista.
Em 1839, fundou e foi presidente do IHGB.
O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ José Antônio Corrêa da Câmara (1824-1893) +++

Casou com uma das filhas do Visconde de São Leopoldo.
Em 1851, tornou-se o principal herdeiro do solar.
Que passou a ser identificado com o sobrenome Câmara.

O Segundo Visconde de Pelotas notabilizou-se como militar.
Participou da Guerra dos Farrapos, ao lado do Império.
E foi comandante na Guerra do Paraguai, em 1870.

No mesmo ano, a Rua da Ladeira recebeu o atual nome.
Um reconhecimento aos feitos militares do General Câmara.
Em 1890, o Exército condecorou-o com a patente de Marechal.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Armando Pereira da Câmara (1898-1975) +++

Foi o terceiro morador do Solar dos Câmara.
Era bisneto do Visconde de São Leopoldo.
E neto de José Antônio Corrêa da Câmara.

Formou-se em Direito e foi professor secundarista.
O catedrático tornou-se reitor da UFRGS, em 1945.
Fundou a Faculdade Católica de Direito.
E foi o primeiro reitor da PUCRS, em 1948.

Elegeu-se Senador, em 1954.
E exerceu o cargo durante dois anos.

Faleceu sem deixar descendentes.
Após sua morte, ninguém mais habitou o Solar.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Espaço Cultural Solar dos Câmara +++

O Solar dos Câmara consolidou-se com centro cultural.
E abriga manifestações artísticas e projetos culturais.
Todos com entrada franca.

Ali, fica o Departamento de Cultura da Assembleia Legislativa.
Símbolo do envolvimento do Parlamento com a cultura.
Além da Escola do Legislativo e da Biblioteca Borges de Medeiros.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Visitação ao Solar dos Câmara +++

De segunda-feira a sexta-feira, das 08h30 às 18h30.
O Solar dos Câmara só não recebe visitas em feriados.

A visita guiada da Assembleia requer agendamento.
O telefone para agendamentos é: (51) 3210-1672.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Sala João Batista Scalco +++

Local da antiga cavalariça.
Apresenta exposições fotográficas mensais.
Com imagens de equipamentos analógicos ou digitais.
De profissionais da área e de amantes da fotografia.

O espaço homenageia ao gaúcho João Batista Scalco.
Um dos melhores fotojornalistas do Brasil.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Sarau do Solar +++

Ocorre onde os antigos moradores recebiam os convidados.
O Parlamento passou a organizá-los a partir de 1993.
Logo após a inauguração do Espaço Cultural.

O local recebe atividades artísticas e culturais.
No caso do sarau, são apresentações musicais.
Um projeto que busca alternar vertentes e tendências.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Biblioteca Borges de Medeiros +++

A inauguração ocorreu em fevereiro 1992.
Ela funciona no antigo alojamento para os escravos.
No térreo do Solar dos Câmara.

A Biblioteca Borges de Medeiros é aberta ao público.
Possui acervo de mais de 20 mil obras.
Dentre edições históricas e contemporâneas.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Theatro São Pedro +++

Doze cidadãos de origem portuguesa formaram uma associação.
E em 1833, tiveram a ideia de erguer um teatro público.
Afinal, as demais casas de espetáculo eram privadas.
Porém, a obra ficou nos alicerces...

Após a Revolução Farroupilha, retomou-se a construção.
Com um projeto do arquiteto alemão Felipe de Normann.
Finalmente, em 1858, entregou-se o teatro à população.
Grandes espetáculos marcaram os primeiros 115 anos.
Mas a deterioração do prédio levou ao fechamento, em 1973.

O arquiteto Carlos Mancuso orientou as obras de restauração.
Em 24 de junho de 1984, o Theatro São Pedro reabiu as portas.
Após tombamento como patrimônio cultural do Estado.
Mantém-se, hoje, como um dos principais teatros do Brasil.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Deslocamento das Elites de Porto Alegre +++

No início da década de 1920, as elites deixam o Centro.
As residências deslocam-se gradualmente.
Deixam as áreas mais altas e sãs da Rua Duque de Caxias.
E seguem em direção à Avenida Independência.
E ao futuro bairro Moinhos de Vento.
Ali, surgiam a Hidráulica e a Praça Júlio de Castilhos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estátuas da Praça da Matriz +++

Em 1910, instalaram-se quatro estátuas na Praça Dom Sebastião.
Eram remanescentes de um conjunto de cinco da Praça da Matriz.
Elas adornavam o Chafariz do Imperador, em mármore de Carrara.
E faziam parte do primeiro monumento ao ar livre do Estado.

Esta magnífica obra ficou na Praça da Matriz de 1866 a 1910.
E personificava os grandes rios da bacia do Lago Guaíba.
A inscrição na base das estátuas registrava:
Cahy, Gravatahy, Jacuhy e Sinos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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