terça-feira, 24 de junho de 2014

Palácio Piratini, Porto Alegre

Em 1896, o primeiro projeto, idealizado pelo engenheiro Affonso Hébert, teve a sua pedra fundamental lançada. Em 1901, suas obras foram interrompidas por falta de verba. Elas só foram retomadas sete anos depois.

O Palácio Piratini foi projetado pelo francês Maurice Gras. E foi inaugurado em 1921.
O Palácio Piratini foi projetado pelo francês
Maurice Gras. E foi inaugurado em 1921.

Em 1908, Carlos Barbosa assumiu o comando do estado. E optou por seguir outro projeto. Desta vez, de Maurice Gras. O francês é o autor de apenas um projeto em Porto Alegre. Mas de um projeto de grande relevância.

O Palácio Piratini foi construído, em estilo neoclássico, usando pedras francesas. A sede do Governo do Estado foi inaugurada apenas em 1921. E começou a ser usada durante a gestão do governador Borges de Medeiros.

Igreja Matriz e Palácio Piratini, em 1920
Igreja Matriz e Palácio Piratini, em 1920

A entrada do prédio é guarnecida por duas estátuas. Elas representam a Agricultura e a Indústria. Esse é um dos motivos pelos quais o Palácio Piratini foi tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual em 1986.


Rica Decoração do Palácio Piratini
O outro motivo pelo qual ele foi tombado é o interior rico em detalhes e que requer uma visita contemplativa. Desfrute da beleza arquitetônica do prédio, com os seus lustres de cristais e seus anjos banhados a ouro.

Bustos na Escadaria do Palácio Piratini, Porto Alegre
Bustos na Escadaria do Palácio Piratini

Repare ainda no mobiliário, em estilo francês. O mobiliário foi feito pelos detentos da prisão da Volta do Gasômetro. No interior do Palácio Piratini, você irá encontrar, também, o primeiro carro do Estado.


Dica
Aprecie os painéis de Aldo Locatelli. Eles retratam a formação do povo gaúcho e a lenda do Negrinho do Pastoreio, a mais famosa do RS. Não deixe de ver também as esculturas do francês Raul Landowski.

Localização: Praça da Matriz, s/nº. O Palácio Piratini fica ao lado da Catedral Metropolitana da cidade de Porto Alegre.
Funcionamento: 2ª a 6ª feira das 9h às 11h30 e das 14h às 17h30.

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15 comentários:

Leonardo Brocker disse...

No Salão Alberto Pasqualini, fica um dos painéis mais imponentes de Locatelli.
"A Formação Histórico-Etnográfica do Povo Rio-Grandense" data de 1955.
A obra combina tradição e modernidade.
De um lado, a imagem mítica do gaúcho e do índio missioneiro.
Do outro, a torre de energia elétrica e a barragem hidrelétrica.

O Salão Negrinho do Pastoreio reconta a lenda que dá nome ao espaço.
A pinturas de Aldo Locatelli compõem uma espécie de história em quadrinhos.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Matriz +++

Centro cívico, administrativo, religioso e cultural do estado.
É o mais importante ponto turístico de Porto Alegre.
Destacam-se neste local da cidade:
+ o monumento a Júlio de Castilhos;
+ o Palácio Farroupilha;
+ o Palácio Piratini;
+ a Catedral Metropolitana;
+ o Museu Júlio de Castilhos;
+ o Solar dos Câmara e
+ o Theatro São Pedro.

Alguns destes locais oferece visitas guiadas mediante agendamento.

Imperdível: A Catedral Metropolitana.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Matriz - Praça Marechal Deodoro da Fonseca +++

O nome oficial da praça homenageia o Marechal Deodoro da Fonseca.
Também homenageia Júlio de Castilhos em um monumento central.
A exuberante obra retrata diversas fases da vida do político gaúcho.
Mas o nome adotado pela cidade foi Praça da Matriz.
Pela presença da bela Catedral Metropolitana na Rua Duque de Caxias.
Logo na entrada do sítio histórico da cidade de Porto Alegre.

É da Praça da Matriz que se avistam ícones do Estado.
Ícones cívicos, políticos, religiosos e administrativos.
Ao seguir pela face leste, vemos os casarões.
Eles serviram de residência às elites.
Entre o final do século XIX e o início do século XX.
Ali, também fica o Memorial do Ministério Público.

No Palácio da Justiça, chama a atenção uma imponente escultura.
Essa escultura representa Thêmis desvendada.

Dica: a Praça da Matriz foi palco do Movimento da Legalidade, em 1961.
Conheça o Memorial da Legalidade, no Palácio Piratini.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Usina do Gasômetro +++

A usina termelétrica ficava na Volta do Gasômetro.
A construção iniciou em 1926 e se prolongou até 1928.
Um prédio com características da arquitetura industrial.
E que teve grande papel no fornecimento de energia elétrica.
Até 1974, quando a usina deixou de operar.

Uma mobilização popular evitou a demolição, em 1987.
Apesar do tombamento como bem cultural, em 1982.
E como patrimônio do Rio Grande do Sul, no ano seguinte.
A Prefeitura Municipal, enfim, revitalizou o prédio.
E este passou a abrigar o Centro Cultural Usina do Gasômetro.

O complexo cultural possui:
+ Salas de exposição: Iberê Camargo, Lunara e dos Arcos;
+ Cinema: Sala P. F. Gastal;
+ Teatro: Sala Elis Regina;
+ Espaço para eventos, oficinas e palestras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ricos e Pobres no Centro do Século XIX +++

A Rua João Manoel era uma divisora de territórios.
Dali até a Volta do Gasômetro ficava a população mais pobre.
Da Rua João Manoel até a Santa Casa, os mais ricos.

Apolinário Porto Alegre ilustra isso no conto “Mandinga” (1867).
Os bagadus representavam os desvalidos de sorte.
E os tinteiros, as crianças que sabiam ler e escrever.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Porto Alegre na Virada do Século XX +++

Um bonde puxado a burro ia do Centro para o Menino Deus.
No caminho, este bonde passava pela Ponta da Cadeia.
No local, hoje fica o Centro Cultural Usina do Gasômetro.
Dali, ele seguia pelo Caminho de Belas (Praia de Belas).
Até o Asilo da Mendicidade, que ainda hoje existe.
Ele fica quase em frente ao Estádio Beira-Rio.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura da Catedral Metropolitana +++

Em 1915, organizou-se um concurso público.
O vencedor foi o espanhol Jesús María Corona.
Tratava-se de um projeto neogótico de grande porte.
Com arcos ogivais e pináculos.
E uma cúpula de base octogonal apoiada em contrafortes.

Porém, a Cúria, em 1921, optou por outro projeto.
O do arquiteto italiano Giovani Battista Giovenale.
Responsável pela conservação da Basílica de São Pedro, em Roma.
O projeto do italiano tinha uma linguagem neorrenscentista.
Mas a conclusão da construção ocorreu apenas em 1970.

A Academia de Mosaicos do Vaticano ornamentou a fachada.
Mário Arjonas esculpiu as estátuas em granito de apóstolos e santos.
E o italiano Aldo Locatelli pintou o mural no altar principal.

A catedral destaca-se pelo cuidado da articulação clássica.
Visível na fachada principal, na cúpula e na nave.
Nas partes ao redor da cúpula, essa articulação se perde.
E surgem soluções mistas.
A presença de vitrais e mosaicos causa surpresa.
Quando se considera um templo em estilo clássico.

É peculiar a solução que se empregou no exterior da cripta.
Ela funciona como base do templo na declividade do terreno.

A inauguração só ocorreu em 1986.
O que revela as dificuldades na execução da obra.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Inspiração na Basílica de São Pedro +++

A Catedral Metropolitana lembra a Basílica de São Pedro, em Roma.
Em alguns aspectos, como na planta em cruz latina.
E na cúpula assentada sobre um tambor.
Colunas aos pares guarnecem este tambor.
No interior, a cúpula apoia-se em pendentes.
Estes se ligam a quatro pilares chanfrados.

Outra semelhança é a nave com abóboda de berço.
Arcadas subdivididas por pilastras apoiam esta abóboda.
O átrio transversal ao eixo também remete à Basílica de São Pedro.

Em outros aspectos, porém, as semelhanças não se repetem.
É o caso da fachada principal e do esquema decorativo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Fachada da Catedral Metropolitana +++

Há duas torres afastadas do corpo central.
E uma galeria aberta no térreo.
Porém, o monocromatismo do granito dá unidade ao prédio.
O corpo central corresponde à nave principal.
E as ligações com as torres correspondem às naves laterais.

A parte inferior tem cinco subdivisões.
Ela corresponde à primeira ordem de pilastras (coríntia).
Nas extremidades estão as bases compactas das torres.
E no centro há aberturas definidas por um entablamento secundário.
Nele, apoiam-se duas colunas jônicas, menores que as pilastras.

No centro da fachada, a abertura adquire a forma de uma serliana.
Com um arco demarcando o acesso central do templo.
O tema das duas colunas volta a comparecer no topo das torres.
Enquanto a serliana reaparece no trecho intermediário.

A parte central da fachada projeta-se num segundo nível.
Nele, as pilastras são jônicas.
Tal qual no segundo nível das torres.
Mas a parte central avança em relação às outras partes.
Tanto em altura, como em projeção frontal.
Além disso, as pilastras são duplas.
E acentuam o movimento da fachada.

O coroamento possui frontão triangular.
Replicado por frontões curvos no topo das torres.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio Piratini +++

Substituiu o Palácio de Barro, de 1772.
Aquela foi a primeira sede do Executivo Estadual.
E atendeu às funções por mais de um século.

O francês Maurice Gras projetou o novo palácio.
A construção prolongou-se de 1909 a 1921.
Ano em que o governo Borges de Medeiros instalou-se, ali.

Em 1955, o prédio recebeu o nome de Palácio Piratini.
Uma homenagem à primeira capital Farroupilha.

A entrada principal fica junto à Praça da Matriz.
Ali, há duas esculturas do francês Paul Landowski.
Elas representam a agricultura e a indústria.

Em 1986, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
O Palácio Piratini também é patrimônio federal.
E integra o sítio histórico da Praça da Matriz.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça Marechal Deodoro +++

Centro cívico de Porto Alegre, desde os primórdios.
Inicialmente, a área era conhecida como Praça da Igreja.
Em 1865, tornou-se Praça Dom Pedro II.
E com a Proclamação da República recebeu o nome atual.
Embora, popularmente, siga como Praça da Matriz.

No entorno da praça, encontram-se prédios importantes.
As sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os memoriais do Ministério Público e da Assembleia.
O Solar dos Câmara e o Theatro São Pedro.
A Catedral Metropolitana e o Museu Júlio de Castilhos.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 2003.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Theatro São Pedro +++

Doze cidadãos de origem portuguesa formaram uma associação.
E em 1833, tiveram a ideia de erguer um teatro público.
Afinal, as demais casas de espetáculo eram privadas.
Porém, a obra ficou nos alicerces...

Após a Revolução Farroupilha, retomou-se a construção.
Com um projeto do arquiteto alemão Felipe de Normann.
Finalmente, em 1858, entregou-se o teatro à população.
Grandes espetáculos marcaram os primeiros 115 anos.
Mas a deterioração do prédio levou ao fechamento, em 1973.

O arquiteto Carlos Mancuso orientou as obras de restauração.
Em 24 de junho de 1984, o Theatro São Pedro reabiu as portas.
Após tombamento como patrimônio cultural do Estado.
Mantém-se, hoje, como um dos principais teatros do Brasil.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estátuas da Praça da Matriz +++

Em 1910, instalaram-se quatro estátuas na Praça Dom Sebastião.
Eram remanescentes de um conjunto de cinco da Praça da Matriz.
Elas adornavam o Chafariz do Imperador, em mármore de Carrara.
E faziam parte do primeiro monumento ao ar livre do Estado.

Esta magnífica obra ficou na Praça da Matriz de 1866 a 1910.
E personificava os grandes rios da bacia do Lago Guaíba.
A inscrição na base das estátuas registrava:
Cahy, Gravatahy, Jacuhy e Sinos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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