domingo, 1 de junho de 2014

MARGS, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul

O MARGS nasceu a partir de um decreto do governo estadual, em 1954. E o pintor Ado Malagoli foi o responsável por reunir as obras dos séculos XIX e XX. Em 1955, ocorreu a primeira exposição, na Casa de Molduras.

MARGS, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul
MARGS, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul

Em 1957, o empenho do artista garantiu a abertura da primeira sala de exposições, no foyer do Theatro São Pedro. Só em outubro de 1978, o MARGS passou a ocupar o prédio da antiga sede da Delegacia Fiscal.

A Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional foi inaugurada em 1913. O prédio, projetado em estilo neoclássico por Theo Wiederspahn, apresenta diversas estátuas na fachada. E é decorado com vitrais e mármores em seu interior.


Acervo do MARGS
Em 1981, foi tombado pelo Patrimônio Estadual. Antes disso, passou a abrigar o Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli. O MARGS reúne cerca de três mil obras, entre pinturas, gravuras esculturas e desenhos.

No primeiro andar, o MARGS costuma receber mostras temporárias. E no segundo, está reunida a maior parte do acervo da instituição. Dentre as telas, o destaque é a “Composição”, de Di Cavalcanti.

O Bistrô do MARGS oferece petiscos, atendendo os clientes em mesinhas à beira da Praça da Alfândega. Também vale à pena passar pela loja anexa ao museu e andar por entre as estantes de livros do local.

Localização: Rua Sete de Setembro, 1.010, Praça da Alfândega, no Centro Histórico de Porto Alegre.
Funcionamento: 3ª feira a domingo das 10h às 19h.

Veja também...
Atrações de Porto Alegre por Categoria
Atrações de Porto Alegre por Localização
Praça da Alfândega, MARGS, Memorial do RS e Santander Cultural
Relatos de Porto Alegre

11 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Tradicional praça do centro.
Estátuas de grandes poetas gaúchos relembram os anos clássicos do local.
Três famosos Museus da cidade estão ali localizados.
O Santander Cultural está sempre em dia com a arte contemporânea.
Ao lado, fica o Memorial do Rio Grande do Sul.
Ele estimula o contato com as raízes e as tradições gaúchas.
Há ainda o MARGS, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
Ele coloca os gaúchos em dia com as artes plásticas de todos os tempos.

Imperdível: As diversas exposições destes centros culturais.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli +++

A construção do prédio, em estilo neoclássico, iniciou em 1912.
Originalmente, o espaço sediava a Delegacia Fiscal da Receita Federal.
E, desde 1979, os 4.000 m2 abrigam o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
No acervo, há pinturas de Portinari, Di Cavalcanti, Iberê Camargo.
E esculturas de Vasco Prado e Xico Stockinger.
Além disso, o MARGS oferece exposições temporárias.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ado Malagoli: Biografia +++

Nasceu em Araraquara, em 28 de abril de 1906.
Faleceu em Porto Alegre, em 04 de novembro de 1994.
Foi pintor, professor, restaurador e museólogo.

Malagoli estudou na Escola Profissional Masculina do Brás.
Ali, formou-se em Artes Decorativas, em 1922.
Até 1928, estudou no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo.

Lá, foi aluno do siciliano Giuseppe Barchita.
Criou painéis decorativos com Francisco Rebolo Gonzáles.
E conheceu Alfredo Volpi e Mario Zanini.

Em 1928, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.
Em 1933, passou a integrar o Núcleo Bernardelli.
Este ajudou a consolidar o modernismo na cidade.

Em 1942, ganhou o "Prêmio Viagem", no Salão Nacional de Belas Artes.
A viagem seria para a Europa.
Em virtude da II Guerra Mundial, foi para os Estados Unidos.
Permaneceu de 1943 a 1946.

Estudou no Fine Arts Institute da Universidade de Columbia.
Ali, cursou História da Arte e Museologia
Depois, estudou Organização de Museus, no Brooklin Museum.
Em 1946, expôs na Careen Gems Gallery, em Nova York.

Ainda em 1946, Malagoli retornou ao Brasil.
E trabalhou como professor, em Juiz de Fora.
Mas logo retornou ao Rio de Janeiro.
E passou a lecionar na Associação Brasileira de Desenho.

Ado Malagoli aceitou um convite Angelo Guido.
E em 1952, o pintor transferiu-se para Porto Alegre.
Lecionou pintura no Instituto de Belas Artes, até 1976.
E foi um dos responsáveis pela revitalização do ensino no IBA.

Em 1954, criou o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
Além de idealizador, Malagoli foi o primeiro diretor do MARGS.
Em 1997, o museu passou a se chamar MARGS Ado Malagoli.
Uma homenagem póstuma ao fundador da instituição.

Adaptado de Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Prêmios de Ado Malagoli +++

1935 – Menção Honrosa no Salão Nacional de Belas Artes, RJ
1938 – Medalha de Bronze no Salão Nacional de Belas Artes, RJ
1939 – Medalha de Prata no Salão Nacional de Belas Artes, RJ
1942 – Prêmio Viagem ao Exterior no Salão Nacional de Belas Artes, RJ
1948 – Prêmio Euclides da Cunha no Salão Fluminense de Belas Artes, RJ
1948 – Pequena Medalha de Prata no 14º Salão Paulista de Belas Artes, SP
1949 – Prêmio Arnaldo Guinle no Salão Municipal de Belas Artes, RJ
1949 – Prêmio Viagem no Salão Nacional de Belas Artes, RJ
1950 – Medalha de Prata no Salão Fluminense de Belas Artes, RJ
1950 – Prêmio Alto Mérito no Salão Municipal de Belas Artes, RJ
1951 – Prêmio Municipalidade no Salão Municipal de Belas Artes, RJ
1955 – Medalha de Prata no 6º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul
1956 – Prêmio Guggenheim, MAM/RJ
1957 – Prêmio Aquisição no 21º Salão Paulista de Belas Artes, SP
1960 – Primeiro Prêmio no 15º Salão de Belas Artes de Belo Horizonte
1962 – Primeiro Prêmio no 17º Salão de Belas Artes de Belo Horizonte

Adaptado de Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Catálogo da Pinacoteca Barão do Santo Ângelo II +++

Certa vez, Ado Malagoli afirmou, em entrevista a Jacob Klintowitz:
“A obra de arte surge da aptidão do artista na seleção de seus principais elementos expressivos. Isto é, na forma, cor, composição e matéria”.

Malagoli procurava ser contemporâneo.
Mas sempre permaneceu fiel ao rigor técnico da “tradição acadêmica”.
Os temas de Malagoli, às vezes, apontam para um caráter regional.
A obra do pintor, no entanto, é universal.

Para Walmir Ayala, Ado era “um observador do mundo em transformação”.
“Um guardião de uma memória afetiva da paisagem e do ser humano”.

Leonardo Brocker disse...

+++ Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional +++

O arquiteto Theodor Wiederspahn projetou o prédio.
E Rodolfo Ahrons construiu-o de 1913 a 1914.
A imponente construção abriga mármores e ricos vitrais.
Além de uma requintada decoração na fachada.
Esta representa os ideais de modernização e progresso.
Em voga no Rio Grande do Sul, nos primórdios do século XX.

Foi o conjunto estatutário mais numeroso que a cidade recebeu.
O artista alemão Alfred Adloff elaborou as obras.
As estátuas alegóricas fazem alusão à economia do Estado:
A Agricultura, o Comércio, a Indústria e a Pecuária.
A Arquitetura, Belas Artes e Engenharia, a Navegação.
E a Indústria Têxtil.

O prédio reúne, ainda, uma quantidade expressiva de carrancas.
Assim como outros elementos decorativos escultórios.
Tanto externa como internamente.
É o caso de colunas e capitéis.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O MARGS +++

Em 1954, Ado Malagoli criou o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
O MARGS é o principal museu de arte do Estado.
E um dos mais importantes do Brasil.
Reúne um acervo com mais de três mil obras.
De artistas locais, nacionais e internacionais.

Desde os anos 70, o MARGS funciona no prédio da Delegacia Fiscal.
Em 1984, ocorreu o tombamento da antiga construção.
Como patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Surgiu com o núcleo inicial da cidade.
Ficava junto ao Lago Guaíba.
Até que se construiu um cais de pedra com ancoradouro.
Isso facilitou o trânsito de pessoas e de mercadorias.
Era o núcleo da parte nobre do velho Centro.
Em torno dela, observava-se a vida social da cidade.
E ali, surgiram imponentes prédios no início do século XX.
Como os Correios e Telégrafos e a Delegacia Fiscal.
E a partir 1954, ali se instalou a Feira do Livro.

Em 2003, foi tombada como patrimônio nacional.
E passou por recente restauração.
Parte do Programa Monumento.
Hoje, PAC das Cidades Históricas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumentos da Praça da Alfândega +++

+ Monumento do Barão do Rio Branco (A. Adloff, 1916);
+ Monumento ao Marechal Osório (Leão Velloso, 1933);
+ Estátua-chafariz da Samaritana (A. Adloff, 1925-36).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Santander Cultural +++

O Banco da Província, o primeiro do RS, surgiu em 1858.
O Banco Nacional do Comércio o sucedeu.
Theodor Wiederspahn projetou a sede, na Praça da Alfândega.
A ornamentação ficou a cargo de Fernando Corona.
E a construção se estendeu de 1927 a 1931.

Destacam-se os ricos detalhes artísticos.
Em uma linguagem arquitetônica eclética.
Com elementos neoclássicos.
No interior, sobressaem-se os vitrais franceses.

Em 1987, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
A construção passou por restauro e adaptações.
E, hoje, sedia o Santander Cultural.
Com cinema, sala de exposições e palestras.
Além de bar e restaurante.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Theatro São Pedro +++

Doze cidadãos de origem portuguesa formaram uma associação.
E em 1833, tiveram a ideia de erguer um teatro público.
Afinal, as demais casas de espetáculo eram privadas.
Porém, a obra ficou nos alicerces...

Após a Revolução Farroupilha, retomou-se a construção.
Com um projeto do arquiteto alemão Felipe de Normann.
Finalmente, em 1858, entregou-se o teatro à população.
Grandes espetáculos marcaram os primeiros 115 anos.
Mas a deterioração do prédio levou ao fechamento, em 1973.

O arquiteto Carlos Mancuso orientou as obras de restauração.
Em 24 de junho de 1984, o Theatro São Pedro reabiu as portas.
Após tombamento como patrimônio cultural do Estado.
Mantém-se, hoje, como um dos principais teatros do Brasil.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Postar um comentário

 
Free Host | new york lasik surgery | cpa website design