sábado, 7 de junho de 2014

Casa de Cultura Mario Quintana, Porto Alegre

Em 1923, foi inaugurado o Hotel Majestic. Construído em estilo neoclássico, foi o primeiro edifício com armação de concreto de Porto Alegre. O projeto foi de Theo Wiederspahn, que projetou os prédios do MARGS e do Memorial.

Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre - Cúpula do Hotel Majestic
Cúpula do Hotel Majestic

O prédio chama a atenção pela curiosa passarela sobre a rua, ousada para a época. Mário Quintana morou em diversas pensões e hotéis de Porto Alegre. Até fixar-se no Hotel Majestic, onde residiu ali, de 1968 a 1980.

No entanto, o apogeu do Majestic aconteceu dos anos 30 aos 50. Na época, o hotel hospedou figuras ilustres dos cenários político e cultural. No Majestic, hospedaram-se Getúlio Vargas, Jango, Vicente Celestino, Dalva de Oliveira.

Casa de Cultura Mário Quintana, Porto Alegre - A Travessa dos Cataventos
A Travessa dos Cataventos


A Casa de Cultura
Em 1982, o prédio foi tombado pelo Patrimônio Estadual. E desde 1990, abriga a Casa de Cultura Mário Quintana, com a programação cultural mais ativa da cidade. Há bibliotecas, salas de exposição, teatros e cinemas.

No segundo andar, uma sala reproduz a típica bagunça do apartamento 217, último quarto do poeta. O ambiente preserva a cama simples, retratos na parede e a pequena escrivaninha com sua máquina de escrever.

Casa de Cultura Mario Quintana, Porto Alegre
Casa de Cultura Mario Quintana, Porto Alegre

Merecem destaque também os dois cafés da Casa de Cultura. Um deles, no térreo, com mesas sobre os paralelepípedos da Travessa dos Cataventos. Outro no último andar, com vista para o Lago Guaíba e música ao vivo.

Dica
Conheça o Jardim Lutzenberger, no quinto andar do prédio. Ele homenageia o ambientalista e reúne uma diversidade de coleções e ambientes botânicos. O Quarto do Poeta, no segundo andar, é uma visita obrigatória.

Localização: Rua dos Andradas, 736, Centro de Porto Alegre.

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16 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Cinema em Porto Alegre +++

São mais de 60 salas de cinema.
Nelas, sempre estão em cartaz os últimos lançamentos.
O diferencial é o circuito de mostras temáticas e eventos específicos.
Há produções locais e mostras internacionais de filmes independentes.

Destaques:
+ Sala P. F. Gastal, na Usina do Gasômetro;
+ Salas da Casa de Cultura Mário Quintana;
+ Cine Santander, no Santander Cultural;
+ Guion Center no Shopping Nova Olaria.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua da Praia +++

A Rua da Praia é o berço de Porto Alegre.
Por ela desfilaram as tropas que participaram das maiores revoluções do país.
Hoje, abriga desde instalações comerciais a patrimônios arquitetônicos e culturais.
Caminhando por essa rua histórica, encontramos:
+ o Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo;
+ a Praça da Alfândega;
+ o Museu da Comunicação Social Hipólito José da Costa;
+ a Casa de Cultura Mario Quintana, com mais de 14 espaços dedicados às artes;
+ a Igreja Nossa Senhora das Dores, uma das mais antigas da cidade e
+ o Museu da Brigada Militar.

Imperdível: A Casa de Cultura Mário Quintana.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Jardim Lutzenberger: Casa de Cultura Mario Quintana +++

Busca contribuir na educação.
E na construção de uma sociedade mais consciente.
E responsável pelo desdobramento da vida.
Em suas múltiplas manifestações.
E mostra que pequenas áreas podem abrigar uma gama de espécies.
O Jardim Lutzenberger alia biodiversidade, produção e prazer estético.

Leonardo Brocker disse...

+++ Bosque das Árvores Nativas +++

Coleção de árvores nativas plantadas em vasos.
Simboliza as matas gaúchas.
E remete aos bonsais, a milenar arte oriental.
Uma das atividades que Lutzenberger prezava na jardinagem.
Predominam as espécies das famílias das mirtáceas.
Como goiabeiras, pitangueiras, cerejeiras e guabirobas.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lago Guaíba +++

Para ele convergem os rios da metade norte do RS.
E através dele, as águas destes rios chegam à Lagoa dos Patos.
Esta, enfim, conduz as águas ao Oceano Atlântico.
O Lago Guaíba teve importância fundamental.
Quando a maior parte do transporte era por rotas fluviais.
Importações e exportações da metade norte passavam por ele.
Em virtude disso, Porto Alegre tornou-se capital da província.
Dali controlava-se o tráfego do interior e da Lagoa dos Patos.
A península também oferecia um porto natural no lado norte.
Este era razoavelmente fundo.
E protegido dos ventos dominantes que vêm do sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Hotel Majestic +++

A construção do hotel ocorreu entre 1916 e 1933.
O arquiteto Theodor Wiederspahn projetou o prédio.
A primeira grande edificação da cidade em concreto armado.
A construção possui dois blocos ligados por passarelas.

O apogeu do Hotel Majestic ocorreu nos anos 1930 e 1940.
Na época, ele hospedou diversas personalidades.
Como o ex-presidente Getúlio Vargas.
E o poeta Mario Quintana residiu no hotel de 1968 a 1980.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Casa de Cultura Mario Quintana +++

Em 1982, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
E decidiu transformá-lo em um espaço cultural.
Dedicado ao cinema, ao teatro e à dança.
Às artes visuais, à literatura e à música.
O complexo cultural conta com salas de cinema, teatro.
Salas de exposições, discoteca, bibliotecas, restaurante.

O espaço recebeu o nome de Casa de Cultura Mario Quintana.
Uma homenagem ao poeta e ilustre hóspede do Majestic.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja de Nossa Senhora das Dores +++

Ferdinand Schlatter confeccionou os murais da Igreja, em 1927.

Fonte: "A Morte e O Além", Altamir Moreira (2006)

Leonardo Brocker disse...

+++ O MARGS +++

Em 1954, Ado Malagoli criou o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
O MARGS é o principal museu de arte do Estado.
E um dos mais importantes do Brasil.
Reúne um acervo com mais de três mil obras.
De artistas locais, nacionais e internacionais.

Desde os anos 70, o MARGS funciona no prédio da Delegacia Fiscal.
Em 1984, ocorreu o tombamento da antiga construção.
Como patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lenda do Escravo Josino +++

A Igreja das Dores é o mais antigo templo católico de Porto Alegre.
A construção iniciou em 1807, durante a escravatura.
A conclusão da igreja ocorreu em 1901.
Ou seja, quase um século depois do início das obras.

Uma lenda busca explicar a demora na construção.
Acusaram Josino de roubar materiais da construção.
O escravo alegou que as acusações eram injustiças.
Mesmo assim, ele recebeu a condenação à forca.

Para provar sua inocência, Josino rogou uma praga.
Contra Domingos José Lopes, seu acusador.
Disse que ele jamais veria a conclusão das torres da Igreja.
Esse seria o castigo por sua crueldade e injustiça.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja das Dores: Um Conjunto Notável +++

Julius Weise elaborou o projeto.
A construção durou quase um século.
Diferentes profissionais participaram do projeto.
Apesar disso, o conjunto é notável.

A fachada eclética confere monumentalidade ao templo.
Ainda hoje, a Igreja das Dores destaca-se à distância.
Seja a partir da Rua da Praia. Seja do Lago Guaíba.
As duas altas torres contrastam com a tradição colonial.

A Igreja possui um aspecto cenográfico singular.
Pela verticalidade da fachada.
E pelo posicionamento ao fim de uma grande escadaria.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mistura de Estilos na Igreja das Dores +++

A fachada de Wiese diferencia-se do corpo da igreja barroca.
Mas não introduz desarmonia.
Pois não se vê a parte mais antiga a partir da Rua da Praia.
As três portas originais inserem-se na trama de pilastras clássicas.
Esta respeita as duas subdivisões horizontais da fachada antiga.
Que correspondem às portas e às janelas do coro.
A segunda faixa tem altura pequena.
E gera uma ordem coríntia diminuta.
Acima destas duas faixas, há uma terceira.
Nela, há separação entre o corpo central e as torres.
Isso evidencia o caráter de acabamento mural, que oculta o oitão.
As torres ainda apresentam um quarto nível de pilastras.
E seguem de uma terminação aguda em pirâmide de base octogonal.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Ordens Clássicas na Igreja das Dores +++

Quanto às ordens clássicas, notamos algo curioso.
O arquiteto usou ordens diferentes.
As torres alcançam 35 metros de altura.
E nelas, evidenciam-se as características jônicas.
No corpo central, percebem-se os traços coríntios.
Essa é uma liberdade típica do ecletismo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Nave da Igreja das Dores +++

A nave tem cerca de 30 metros de comprimento.
Esta é também a dimensão da escadaria de acesso.
E mostra a intenção de ordenar os espaços interno e externo.

A ampla nave única é coberta por uma abóboda de madeira.
Com foco na capela-mor emoldurada por arco cruzeiro.
Este arco apoia-se em pilastras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Altares Laterais da Igreja das Dores +++

Nas laterais, há seis altares.
Eles possuem talhas de pouca profundidade.
São similares no desenho.
E criam uma ideia rítmica.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Composição Interior da Igreja das Dores +++

O português João Couto e Silva projetou o espaço interno.
Tanto na organização geral como nos detalhes decorativos.
Ele combina a tipologia das igrejas coloniais portuguesas.
Com a simplificação do neoclassicismo imperial brasileiro.
Também incorpora a ordenação do neoclassicismo local.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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