domingo, 11 de maio de 2014

O Trio Cultural da Praça da Alfândega: MARGS, Memorial do RS e Santander Cultural

Em torno da Praça da Alfândega, ficam alguns dos principais pontos de interesse cultural de Porto Alegre. Ali, ficam o MARGS, o Santander Cultural e o Memorial do RS. Todos em prédios vistosos pela arquitetura.

Santander Cultural: Junta à Praça da Alfândega

Iniciei a caminhada pelo centro de Porto Alegre explorando a Rua dos Andradas ou Rua da Praia. Dividi a Rua dos Andradas em duas partes. A Praça da Alfândega foi o marco divisor da primeira para segunda parte.

Continuação de...
Rua da Praia e Santa Casa de Porto Alegre


Monumento aos Poetas

No lado da Praça da Alfândega junto à Rua da Praia, fica o Monumento aos Poetas. Esta obra de Francisco Stockinger e Eloísa Tregnago homenageia o gaúcho Mario Quintana e o mineiro Carlos Drummond Andrade.

Monumento aos Poetas,
na Praça da Alfândega

Além do Monumento aos Poetas, a Praça da Alfândega abriga a Estátua Equestre ao General Osório. Nesta praça, também ocorre, anualmente, a Feira do Livro. Esta é a razão da homenagem a Quintana e Drummond.


MARGS, Memorial e Santander

No lado aposto à Rua dos Andradas, fica a Avenida Sete de Setembro. Dois prédios chamam logo a atenção. À esquerda, fica o MARGS (Museu de Arte do Rio Grande do Sul). À direita, o Memorial do Rio Grande do Sul.

MARGS, à direita. Memorial, à esquerda.
Praça da Alfândega, no centro.

O MARGS fica no prédio da antiga Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional. O MARGS é o principal museu de Porto Alegre e, talvez, o mais importante do RS. Já o Memorial do RS fica no antigo prédio dos Correios e Telégrafos.

MARGS, no Prédio da Delegacia
Fiscal do Tesouro Nacional

À direita do prédio do Memorial do RS, fica o Santander Cultural. Construído entre 1927 e 1932, em estilo neoclássico, o prédio abriga belos vitrais franceses. Hoje, o local é um dos centros culturais mais ativos da cidade.

Detalhe do Memorial do RS

Ao cruzar a Praça da Alfândega, da Rua dos Andradas em direção à Avenida Sete de Setembro, você verá o Pórtico Central do Cais do Porto. Ele pode ser visto entre os prédios do MARGS e do Memorial durante a caminhada.

Cais do Porto da Mauá, Porto Alegre

E foi em direção ao Cais do Porto que me dirigi após fotografar a fachada do prédio do Santander Cultural. O cais está em processo de revitalização. Assim, o acesso ao local é restrito. E ficou difícil fotografar por ali...

Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Sul

Em frente ao Pórtico Central do Cais do Porto, fica o belo prédio da Secretaria da Fazenda. E entre o cais e a Praça da Alfândega fica o antigo prédio da Alfândega. O local abriga hoje a Inspetoria da Receita Federal. 

Antiga Alfândega de Porto Alegre

O relato segue com...
Casa de Cultura, Igreja das Dores e Gasômetro

30 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Poetas: Mário Quintana e Carlos Drummonnd de Andrade +++

Câmara Riograndense do Livro encomendou a escultura.
Francisco Stockinger e Eloísa Tregnago são os autores.
A obra fica na Praça da Alfândega, no Centro de Porto Alegre.
A inauguração ocorreu em outubro de 2001, na 47ª Feira do Livro.
Ela representa, em tamanho real, dois importantes poetas brasileiros.
O mineiro Carlos Drummond de Andrade encontra-se em pé.
E o gaúcho Mário Quintana, encontra-se sentado.
Quintana repousa em um banco de praça também feito em bronze.
A arrojada e moderna estátua é querida pelos porto-alegrenses.
E tornou-se um ponto turístico bastante disputado no centro da cidade.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Tradicional praça do centro.
Estátuas de grandes poetas gaúchos relembram os anos clássicos do local.
Três famosos Museus da cidade estão ali localizados.
O Santander Cultural está sempre em dia com a arte contemporânea.
Ao lado, fica o Memorial do Rio Grande do Sul.
Ele estimula o contato com as raízes e as tradições gaúchas.
Há ainda o MARGS, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
Ele coloca os gaúchos em dia com as artes plásticas de todos os tempos.

Imperdível: As diversas exposições destes centros culturais.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

É uma das praças mais famosas da cidade.
E possui grande valor histórico.
No início do séculos XIX, a Alfândega ficava às margens do Guaíba.
E o prédio marcava a área como um portão de entrada da cidade.

De lá para cá, a paisagem do entorno se transformou muito.
Em especial, com o aterro, no início do século XX.
Hoje, a praça recebe, de segunda a sábado, a Feira da Alfândega.
Esta reúne artigos em couro, metal, vidro e lá.

Nos meses de outubro e novembro, recebe a Feira do Livro.
A Feira do Livro de Porto Alegre é a maior da América Latina a céu aberto.

Dica: Que tal relembrar versos dos poetas Quintana e Drummond sentado ao lado deles na escultura de Xico Stockinger?

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli +++

A construção do prédio, em estilo neoclássico, iniciou em 1912.
Originalmente, o espaço sediava a Delegacia Fiscal da Receita Federal.
E, desde 1979, os 4.000 m2 abrigam o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
No acervo, há pinturas de Portinari, Di Cavalcanti, Iberê Camargo.
E esculturas de Vasco Prado e Xico Stockinger.
Além disso, o MARGS oferece exposições temporárias.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Santander Cultural +++

O Banco Santander adquiriu o prédio do início do século XX.
E transformou o espaço em um centro cultural.
O Santander Cultural recebe exposições nacionais e internacionais.
E oferece filmes e mostras de arte à população porto-alegrense.
A programação alia-se e belíssima arquitetura do prédio.
E transformou o espaço em referência cultural no país.
No interior de antigos cofres, há um café e um cinema.
Os cofres do antigo banco ficam no subsolo do antigo prédio.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Casa de Cultura Mario Quintana +++

Em 1982, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
E decidiu transformá-lo em um espaço cultural.
Dedicado ao cinema, ao teatro e à dança.
Às artes visuais, à literatura e à música.
O complexo cultural conta com salas de cinema, teatro.
Salas de exposições, discoteca, bibliotecas, restaurante.

O espaço recebeu o nome de Casa de Cultura Mario Quintana.
Uma homenagem ao poeta e ilustre hóspede do Majestic.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja de Nossa Senhora das Dores +++

Ferdinand Schlatter confeccionou os murais da Igreja, em 1927.

Fonte: "A Morte e O Além", Altamir Moreira (2006)

Leonardo Brocker disse...

+++ Correios e Telégrafos +++

O Governo Federal encomendou o prédio.
Theodor Wiederspahn projetou-o junto com o prédio ao lado.
Aquele abrigava a Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional.

O prédio dos Correios tem qualidades excepcionais.
Foi uma construção do período positivista, em Porto Alegre.
Com influência da arquitetura alemã da virada do século.

Rodolfo Ahrons foi o responsável pela construção do prédio.
A oficina de João Vicente Friederichs criou as esculturas.
A ornamentação destacava os serviços da instituição.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Memorial do Rio Grande do Sul +++

Em 1998, tombou-se o prédio como patrimônio nacional.
Após restauração que valorizou as características originais.
E o prédio passou a abrigar o Memorial do Rio Grande do Sul.
Espaço de difusão cultural e preservação da memória do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Origem do Rio Grande do Sul +++

O Memorial do Rio Grande do Sul fala sobre a origem do RS.
Ou seja: as Missões Jesuíticas.
Historiadores comentam sobre a Guerra Guaranítica.
E o massacre dos índios.
Um dado reafirma este episódio como marco fundador.
Porto Alegre surge da espera dos açorianos pelo fim da guerra.
Afinal, os imigrantes povoariam a região missioneira.
Após a expulsão dos índios.
Enfim: a Guerra Guaranítica gerou Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura do Prédio da Receita +++

O arquiteto Hermann Otto Menchen projetou o prédio.
A construção caracteriza-se pelo estilo eclético.
As fachadas laterais têm volumetria diferenciada.
Com grandes estátuas decorativas.
Na fachada sul, destacam-se duas esculturas.
Um Atlas que carrega o globo.
E uma cabeça feminina em alto-relevo.
Na fachada norte, há um marinheiro negro.
Atribui-se a imagem a Alfred Adloff.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumento aos Poetas +++

Escultura, em bronze, de Xico Stockinger.
Em um banco, na Praça da Alfândega.
Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana observam.
Percebem as mudanças aceleradas que o tempo determina.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional +++

O arquiteto Theodor Wiederspahn projetou o prédio.
E Rodolfo Ahrons construiu-o de 1913 a 1914.
A imponente construção abriga mármores e ricos vitrais.
Além de uma requintada decoração na fachada.
Esta representa os ideais de modernização e progresso.
Em voga no Rio Grande do Sul, nos primórdios do século XX.

Foi o conjunto estatutário mais numeroso que a cidade recebeu.
O artista alemão Alfred Adloff elaborou as obras.
As estátuas alegóricas fazem alusão à economia do Estado:
A Agricultura, o Comércio, a Indústria e a Pecuária.
A Arquitetura, Belas Artes e Engenharia, a Navegação.
E a Indústria Têxtil.

O prédio reúne, ainda, uma quantidade expressiva de carrancas.
Assim como outros elementos decorativos escultórios.
Tanto externa como internamente.
É o caso de colunas e capitéis.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O MARGS +++

Em 1954, Ado Malagoli criou o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
O MARGS é o principal museu de arte do Estado.
E um dos mais importantes do Brasil.
Reúne um acervo com mais de três mil obras.
De artistas locais, nacionais e internacionais.

Desde os anos 70, o MARGS funciona no prédio da Delegacia Fiscal.
Em 1984, ocorreu o tombamento da antiga construção.
Como patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cais do Porto de Porto Alegre +++

As primeiras obras iniciaram 1850.
A conclusão do conjunto ocorreu, porém, só em 1962.
O pórtico central é patrimônio cultural nacional, desde 1983.
O edifício sede do DEPREC é patrimônio do município, desde 1996.
Assim como os armazéns A1, A2, A3, B, B1, B2 e B3.

O edifício em concreto armado tem características art-déco.
Os armazéns são estruturas metálicas de origem francesa.

A construção da entrada principal ocorreu entre 1919 e 1922.
O portão central deu ao porto sentido de monumentalidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Surgiu com o núcleo inicial da cidade.
Ficava junto ao Lago Guaíba.
Até que se construiu um cais de pedra com ancoradouro.
Isso facilitou o trânsito de pessoas e de mercadorias.
Era o núcleo da parte nobre do velho Centro.
Em torno dela, observava-se a vida social da cidade.
E ali, surgiram imponentes prédios no início do século XX.
Como os Correios e Telégrafos e a Delegacia Fiscal.
E a partir 1954, ali se instalou a Feira do Livro.

Em 2003, foi tombada como patrimônio nacional.
E passou por recente restauração.
Parte do Programa Monumento.
Hoje, PAC das Cidades Históricas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumentos da Praça da Alfândega +++

+ Monumento do Barão do Rio Branco (A. Adloff, 1916);
+ Monumento ao Marechal Osório (Leão Velloso, 1933);
+ Estátua-chafariz da Samaritana (A. Adloff, 1925-36).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Calçamento da Rua da Praia +++

Ele fica entre as ruas Marechal Floriano e Dr. Flores.
E inicialmente, tinha uma calha central.
Para ela, inclinavam-se as calçadas laterais.
Em 1860, introduziu-se o sistema de pista abaulada.
Com as sarjetas junto ao meio-fio.
E o calçamento com pedras irregulares.

Em 1923, José Montaury modificou a pavimentação.
Ele implantou o granito regular de duas cores.

Em 1989, o município tombou o calçamento.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Saint-Hilaire e o Anfiteatro +++

Auguste de Saint-Hilaire usou uma curiosa metáfora.
O cronista passou por Porto Alegre em 1820 e disse:
“A cidade se eleva em anfitetro, sobre um dos lados da colina”.

Podemos ver Porto Alegre como um anfiteatro natural.
O palco seria o Lago Guaíba.
E ao fundo, o horizonte. O norte geográfico.
A Rua da Praia seria a primeira fila da plateia.
E a última, a Rua da Igreja, atual Duque de Caxias.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua da Praia no Fim do Século XIX +++

Em 1897, publicou-se a novela “Estrychnina”.
Texto de Souza Lobo, Mário Totta e Pauulino Azurenha.
A novela descrevia a Rua da Praia na virada do século.
Na época, um cenário de novidades.
Uma marca da cidade grande que Porto Alegre queria ser.
Da vida social, em torno da Praça da Alfândega.
E da democrática convivência entre pessoas de distintas classes.

Nesta rua, localizava-se, também, o comércio mais sofisticado.
Joalherias, lojas de tecidos finos, luvas, chapéus, porcelanas.
Assim como as livrarias e as papelarias.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua da Praia e a Cultura Pública +++

A Rua da Praia sempre foi a rua comercial por excelência.
Por décadas, foi passarela social, política e cultural da cidade.
Era estreita a ligação com o jornalismo e a boêmia.
Ali, situava-se o espaço de experiências urbanas.
E de atuação profissional de um grupo de letrados.
Uma região que reunia bares, cafés, restaurantes.
Cinemas, clubes, hotéis e casas comerciais.
Além de repartições públicas, redações de jornais, livrarias.
Onde trabalhavam artistas, escritores, músicos e jornalistas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Santander Cultural +++

O Banco da Província, o primeiro do RS, surgiu em 1858.
O Banco Nacional do Comércio o sucedeu.
Theodor Wiederspahn projetou a sede, na Praça da Alfândega.
A ornamentação ficou a cargo de Fernando Corona.
E a construção se estendeu de 1927 a 1931.

Destacam-se os ricos detalhes artísticos.
Em uma linguagem arquitetônica eclética.
Com elementos neoclássicos.
No interior, sobressaem-se os vitrais franceses.

Em 1987, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
A construção passou por restauro e adaptações.
E, hoje, sedia o Santander Cultural.
Com cinema, sala de exposições e palestras.
Além de bar e restaurante.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ruas de Porto Alegre com Mais de Um Nome +++
+ 24 de Outubro: Caminho dos Anjos;
+ 24 de Outubro: Estrada da Aldeia;
+ 24 de Outubro: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Andradas: Rua da Graça ou Rua da Praia;
+ Caldas Jr: Beco do Inácio, Beco do Quebra Costas ou Beco do Fanha;
+ Duque de Caxias: Rua Formosa, Rua da Igreja ou Rua do Hospital;
+ General Bento Martins: Beco do Jogo de Bola;
+ General Bento Martins: Beco dos Nabos a Doze;
+ General Bento Martins: Beco dos Pecados Mortais;
+ General Canabarro: Beco do Pedro Mandinga ou Rua Direita;
+ Independência: Caminho dos Anjos;
+ Independência: Estrada da Aldeia;
+ Independência: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Riachuelo: Rua da Ponte ou Rua do Cotovelo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lenda do Escravo Josino +++

A Igreja das Dores é o mais antigo templo católico de Porto Alegre.
A construção iniciou em 1807, durante a escravatura.
A conclusão da igreja ocorreu em 1901.
Ou seja, quase um século depois do início das obras.

Uma lenda busca explicar a demora na construção.
Acusaram Josino de roubar materiais da construção.
O escravo alegou que as acusações eram injustiças.
Mesmo assim, ele recebeu a condenação à forca.

Para provar sua inocência, Josino rogou uma praga.
Contra Domingos José Lopes, seu acusador.
Disse que ele jamais veria a conclusão das torres da Igreja.
Esse seria o castigo por sua crueldade e injustiça.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja das Dores: Um Conjunto Notável +++

Julius Weise elaborou o projeto.
A construção durou quase um século.
Diferentes profissionais participaram do projeto.
Apesar disso, o conjunto é notável.

A fachada eclética confere monumentalidade ao templo.
Ainda hoje, a Igreja das Dores destaca-se à distância.
Seja a partir da Rua da Praia. Seja do Lago Guaíba.
As duas altas torres contrastam com a tradição colonial.

A Igreja possui um aspecto cenográfico singular.
Pela verticalidade da fachada.
E pelo posicionamento ao fim de uma grande escadaria.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mistura de Estilos na Igreja das Dores +++

A fachada de Wiese diferencia-se do corpo da igreja barroca.
Mas não introduz desarmonia.
Pois não se vê a parte mais antiga a partir da Rua da Praia.
As três portas originais inserem-se na trama de pilastras clássicas.
Esta respeita as duas subdivisões horizontais da fachada antiga.
Que correspondem às portas e às janelas do coro.
A segunda faixa tem altura pequena.
E gera uma ordem coríntia diminuta.
Acima destas duas faixas, há uma terceira.
Nela, há separação entre o corpo central e as torres.
Isso evidencia o caráter de acabamento mural, que oculta o oitão.
As torres ainda apresentam um quarto nível de pilastras.
E seguem de uma terminação aguda em pirâmide de base octogonal.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Ordens Clássicas na Igreja das Dores +++

Quanto às ordens clássicas, notamos algo curioso.
O arquiteto usou ordens diferentes.
As torres alcançam 35 metros de altura.
E nelas, evidenciam-se as características jônicas.
No corpo central, percebem-se os traços coríntios.
Essa é uma liberdade típica do ecletismo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Nave da Igreja das Dores +++

A nave tem cerca de 30 metros de comprimento.
Esta é também a dimensão da escadaria de acesso.
E mostra a intenção de ordenar os espaços interno e externo.

A ampla nave única é coberta por uma abóboda de madeira.
Com foco na capela-mor emoldurada por arco cruzeiro.
Este arco apoia-se em pilastras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Altares Laterais da Igreja das Dores +++

Nas laterais, há seis altares.
Eles possuem talhas de pouca profundidade.
São similares no desenho.
E criam uma ideia rítmica.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Composição Interior da Igreja das Dores +++

O português João Couto e Silva projetou o espaço interno.
Tanto na organização geral como nos detalhes decorativos.
Ele combina a tipologia das igrejas coloniais portuguesas.
Com a simplificação do neoclassicismo imperial brasileiro.
Também incorpora a ordenação do neoclassicismo local.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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