terça-feira, 13 de maio de 2014

Passeio de Barco no Lago Guaíba

Fazia anos que queria fazer o Passeio de Barco pelo Lago Guaíba. O passeio diurno não reserva o romantismo do noturno. De qualquer forma, serve, no mínimo, para se contemplar Porto Alegre de outro ângulo. 

Porto Alegre 10: um dos barcos que fazem o  passeio pelo Lago Guaíba, em Porto Alegre.Porto Alegre 10: um dos barcos que fazem o  passeio pelo Lago Guaíba, em Porto Alegre.
Porto Alegre 10: um dos barcos que fazem o
passeio pelo Lago Guaíba, em Porto Alegre.

Continuação de...
Casa de Cultura, Igreja das Dores e Usina do Gasômetro

Enquanto carregava a bateria da câmera digital na Usina do Gasômetro, eu ouvi um apito de barco. Arrumei minhas coisas e segui para o ancoradouro. Ali comprei um ingresso para o passeio pelo Parque do Delta do Jacuí.

Barco atracado nos fundos na Usina do Gasômetro. O Centro Administrativo pode ser visto na extremidade direita.
Barco atracado nos fundos na Usina do
Gasômetro. O Centro Administrativo
pode ser visto na extremidade direita.

Segui carregando a bateria, enquanto eu esperava pelo início do passeio. Tomei um Aquarius e depois dei uma conferida no mapa das ilhas. Duas das primeiras atrações são o Estádio Beira-Rio e a Arena do Grêmio.

Parque Estadual Delta do Jacuí
Parque Estadual Delta do Jacuí

A partir do momento em que o barco se afasta do ancoradouro, você poderá ver a Usina do Gasômetro e o Cais do Porto de outro ângulo. Ao se afastar mais, você vai contemplar o centro e, depois, parte da cidade.

Cais do Porto de Porto Alegre
Cais do Porto de Porto Alegre

Porto Alegre vista do Lago Guaíba - Usina do Gasômetro, à esquerda. Parque da Harmonia e Parque Marinha. Estádio Beiro-Rio, à direita.
Usina do Gasômetro, à esquerda.
Parque da Harmonia e Parque Marinha.
Estádio Beiro-Rio, à direita.

Dentre as ilhas do Delta do Jacuí, a mais procurada é a Ilha da Pintada. É famoso o seu tradicional cardápio de peixe na taquara. E como era Sexta-Feira Santa, a ilha estava repleta. Todos em busca da iguaria...

Ilha da Pintada, em Porto Alegre, onde é servido o tradicional peixe na taquara, todos os domingos.
Ilha da Pintada, onde é servido o tradicional
peixe na taquara, todos os domingos.

A rodovia Régis Bittencourt cruza sobre quatro pontes no Delta do Jacuí. A primeira é a Ponte Móvel do Guaíba. A quarta, a maior de todas, comunica a Ilha das Flores e Eldorado do Sul. E passa sobre o Rio Jacuí.

A Quarta Ponte sobre o Lago Guaíba comunica Eldorado do Sul (E) e a Ilha das Flores (D).
A Quarta Ponte comunica Eldorado
do Sul (E) e a Ilha das Flores (D). 

Contornando a Ilha das Flores, entramos no Canal Maria Conga. O canal fica entre a Ilha das Flores e a Ilha Maria Conga. Ao fundo, vê-se a cidade de Eldorado do Sul. A Ilha Maria Conga é acessada apenas por barco.

Quarta Ponte do Lago Guaíba e Ilha das Flores
Quarta Ponte e Ilha das Flores

Ao sair do Canal Maria Conga, é possível avistar a terceira ponte, que passa sobre o Saco da Alemoa. A segunda ponte, sobre o Furado Grande, foi a única que nós não avistamos durante o passeio de barco.


Ao deixar o Canal Maria Conga, retornamos à Usina do Gasômetro. E no percurso, passamos pelas ilhas do Chico Inglês e do Pavão, à esquerda. E pela Ilha da Casa da Pólvora, à direita. Ali, destaca-se o Castelinho.


Castelinho na Ilha da Casa da Pólvora, no Lago Guaíba
Castelinho na Ilha da Casa da Pólvora

Esta é uma das partes mais agradáveis do passeio. A cada instante, você se aproxima mais do Cais do Porto. E identifica a cúpula da Catedral, o Pórtico Central do Cais do Porto, a Casa de Cultura e a Igreja das Dores.

Cais do Porto e Cúpula da Catedral Metropolitana de Porto Alegre (no fundo, ao centro)
Cais do Porto e Cúpula da Catedral
Metropolitana (no fundo, ao centro)

Pórtico Central do Cais do Porto de Porto Alegre e Prédio da Secretaria da Fazenda - Amarelo (E)
Pórtico Central do Cais do Porto e Prédio
da Secretaria da Fazenda - Amarelo (E)

Então, surge a Usina do Gasômetro. Apesar do nome, este prédio abrigava a antiga usina termoelétrica. Próxima a ela, porém, ficava a Usina de Gás. Assim, este local ficou conhecido como a “área do gasômetro”.
  
Usina do Gasômetro na Chegada do Passeio de Barco pelo Parque Estadual Delta do Jacuí
Usina do Gasômetro na Chegada do Passeio
de Barco pelo Parque Estadual Delta do Jacuí


Ao deixar o barco, passei no Museu do Trabalho. Aproveitei para carregar a bateria da câmera mais uma vez, enquanto via a amostra. Deixei o museu e encontrei um colega da viagem para o Peru, o André.

Museu do Trabalho visto do Alto do Centro Cultural Usina do Gasômetro
Museu do Trabalho visto do Alto do
Centro Cultural Usina do Gasômetro


O relato segue com...
Praça da Matriz: Theatro São Pedro, Palácio Piratini e Catedral Metropolitana

20 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Passeio de Barco pelo Delta do Jacuí +++

O Delta do Jacuí forma-se em torno do Lago Guaíba e seus afluentes.
São eles os rios Jacuí, Gravataí, dos Sinos e Caí.
O delta é um belo motivos para entrar na água.
E aproveitar o serviço de barcos, escunas e veleiros.
Elas fazem passeios por um verdadeiro arquipélago.
Num equilíbrio entre a natureza primitiva e a ação do homem.

Adaptado de Prefeitura Municipal de Porto Alegre

Leonardo Brocker disse...

+++ Lago Guaíba +++

Para ele convergem os rios da metade norte do RS.
E através dele, as águas destes rios chegam à Lagoa dos Patos.
Esta, enfim, conduz as águas ao Oceano Atlântico.
O Lago Guaíba teve importância fundamental.
Quando a maior parte do transporte era por rotas fluviais.
Importações e exportações da metade norte passavam por ele.
Em virtude disso, Porto Alegre tornou-se capital da província.
Dali controlava-se o tráfego do interior e da Lagoa dos Patos.
A península também oferecia um porto natural no lado norte.
Este era razoavelmente fundo.
E protegido dos ventos dominantes que vêm do sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ponte do Guaíba +++

Em 1941, iniciou o serviço de barcas entre Porto Alegre e Guaíba.
O porto ficava na Ponta do Dionísio, hoje, na Vila Assunção.
Em decorrência dele, formou-se a Vila dos Pescadores.
Também chamada Vila Guaíba, ela ficava à margem do Lago.
As barcas operaram até 1958, quando se inaugurou a ponte.

A Ponte sobre o Lago Guaíba fica no bairro Navegantes.
E dinamizou os contatos rodoviários no Estado.
Da capital com as regiões Sul e Nordeste do RS.
Repercutiu na imprensa como indício de otimismo da sociedade.
E do governo com a modernização e o crescimento da cidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lenda do Escravo Josino +++

A Igreja das Dores é o mais antigo templo católico de Porto Alegre.
A construção iniciou em 1807, durante a escravatura.
A conclusão da igreja ocorreu em 1901.
Ou seja, quase um século depois do início das obras.

Uma lenda busca explicar a demora na construção.
Acusaram Josino de roubar materiais da construção.
O escravo alegou que as acusações eram injustiças.
Mesmo assim, ele recebeu a condenação à forca.

Para provar sua inocência, Josino rogou uma praga.
Contra Domingos José Lopes, seu acusador.
Disse que ele jamais veria a conclusão das torres da Igreja.
Esse seria o castigo por sua crueldade e injustiça.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja das Dores: Um Conjunto Notável +++

Julius Weise elaborou o projeto.
A construção durou quase um século.
Diferentes profissionais participaram do projeto.
Apesar disso, o conjunto é notável.

A fachada eclética confere monumentalidade ao templo.
Ainda hoje, a Igreja das Dores destaca-se à distância.
Seja a partir da Rua da Praia. Seja do Lago Guaíba.
As duas altas torres contrastam com a tradição colonial.

A Igreja possui um aspecto cenográfico singular.
Pela verticalidade da fachada.
E pelo posicionamento ao fim de uma grande escadaria.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mistura de Estilos na Igreja das Dores +++

A fachada de Wiese diferencia-se do corpo da igreja barroca.
Mas não introduz desarmonia.
Pois não se vê a parte mais antiga a partir da Rua da Praia.
As três portas originais inserem-se na trama de pilastras clássicas.
Esta respeita as duas subdivisões horizontais da fachada antiga.
Que correspondem às portas e às janelas do coro.
A segunda faixa tem altura pequena.
E gera uma ordem coríntia diminuta.
Acima destas duas faixas, há uma terceira.
Nela, há separação entre o corpo central e as torres.
Isso evidencia o caráter de acabamento mural, que oculta o oitão.
As torres ainda apresentam um quarto nível de pilastras.
E seguem de uma terminação aguda em pirâmide de base octogonal.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Ordens Clássicas na Igreja das Dores +++

Quanto às ordens clássicas, notamos algo curioso.
O arquiteto usou ordens diferentes.
As torres alcançam 35 metros de altura.
E nelas, evidenciam-se as características jônicas.
No corpo central, percebem-se os traços coríntios.
Essa é uma liberdade típica do ecletismo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Nave da Igreja das Dores +++

A nave tem cerca de 30 metros de comprimento.
Esta é também a dimensão da escadaria de acesso.
E mostra a intenção de ordenar os espaços interno e externo.

A ampla nave única é coberta por uma abóboda de madeira.
Com foco na capela-mor emoldurada por arco cruzeiro.
Este arco apoia-se em pilastras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Altares Laterais da Igreja das Dores +++

Nas laterais, há seis altares.
Eles possuem talhas de pouca profundidade.
São similares no desenho.
E criam uma ideia rítmica.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Composição Interior da Igreja das Dores +++

O português João Couto e Silva projetou o espaço interno.
Tanto na organização geral como nos detalhes decorativos.
Ele combina a tipologia das igrejas coloniais portuguesas.
Com a simplificação do neoclassicismo imperial brasileiro.
Também incorpora a ordenação do neoclassicismo local.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Usina do Gasômetro +++

A usina termelétrica ficava na Volta do Gasômetro.
A construção iniciou em 1926 e se prolongou até 1928.
Um prédio com características da arquitetura industrial.
E que teve grande papel no fornecimento de energia elétrica.
Até 1974, quando a usina deixou de operar.

Uma mobilização popular evitou a demolição, em 1987.
Apesar do tombamento como bem cultural, em 1982.
E como patrimônio do Rio Grande do Sul, no ano seguinte.
A Prefeitura Municipal, enfim, revitalizou o prédio.
E este passou a abrigar o Centro Cultural Usina do Gasômetro.

O complexo cultural possui:
+ Salas de exposição: Iberê Camargo, Lunara e dos Arcos;
+ Cinema: Sala P. F. Gastal;
+ Teatro: Sala Elis Regina;
+ Espaço para eventos, oficinas e palestras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Porto Alegre na Virada do Século XX +++

Um bonde puxado a burro ia do Centro para o Menino Deus.
No caminho, este bonde passava pela Ponta da Cadeia.
No local, hoje fica o Centro Cultural Usina do Gasômetro.
Dali, ele seguia pelo Caminho de Belas (Praia de Belas).
Até o Asilo da Mendicidade, que ainda hoje existe.
Ele fica quase em frente ao Estádio Beira-Rio.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja de Nossa Senhora das Dores +++

Ferdinand Schlatter confeccionou os murais da Igreja, em 1927.

Fonte: "A Morte e O Além", Altamir Moreira (2006)

Leonardo Brocker disse...

+++ Cais do Porto de Porto Alegre +++

As primeiras obras iniciaram 1850.
A conclusão do conjunto ocorreu, porém, só em 1962.
O pórtico central é patrimônio cultural nacional, desde 1983.
O edifício sede do DEPREC é patrimônio do município, desde 1996.
Assim como os armazéns A1, A2, A3, B, B1, B2 e B3.

O edifício em concreto armado tem características art-déco.
Os armazéns são estruturas metálicas de origem francesa.

A construção da entrada principal ocorreu entre 1919 e 1922.
O portão central deu ao porto sentido de monumentalidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura da Catedral Metropolitana +++

Em 1915, organizou-se um concurso público.
O vencedor foi o espanhol Jesús María Corona.
Tratava-se de um projeto neogótico de grande porte.
Com arcos ogivais e pináculos.
E uma cúpula de base octogonal apoiada em contrafortes.

Porém, a Cúria, em 1921, optou por outro projeto.
O do arquiteto italiano Giovani Battista Giovenale.
Responsável pela conservação da Basílica de São Pedro, em Roma.
O projeto do italiano tinha uma linguagem neorrenscentista.
Mas a conclusão da construção ocorreu apenas em 1970.

A Academia de Mosaicos do Vaticano ornamentou a fachada.
Mário Arjonas esculpiu as estátuas em granito de apóstolos e santos.
E o italiano Aldo Locatelli pintou o mural no altar principal.

A catedral destaca-se pelo cuidado da articulação clássica.
Visível na fachada principal, na cúpula e na nave.
Nas partes ao redor da cúpula, essa articulação se perde.
E surgem soluções mistas.
A presença de vitrais e mosaicos causa surpresa.
Quando se considera um templo em estilo clássico.

É peculiar a solução que se empregou no exterior da cripta.
Ela funciona como base do templo na declividade do terreno.

A inauguração só ocorreu em 1986.
O que revela as dificuldades na execução da obra.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Inspiração na Basílica de São Pedro +++

A Catedral Metropolitana lembra a Basílica de São Pedro, em Roma.
Em alguns aspectos, como na planta em cruz latina.
E na cúpula assentada sobre um tambor.
Colunas aos pares guarnecem este tambor.
No interior, a cúpula apoia-se em pendentes.
Estes se ligam a quatro pilares chanfrados.

Outra semelhança é a nave com abóboda de berço.
Arcadas subdivididas por pilastras apoiam esta abóboda.
O átrio transversal ao eixo também remete à Basílica de São Pedro.

Em outros aspectos, porém, as semelhanças não se repetem.
É o caso da fachada principal e do esquema decorativo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Fachada da Catedral Metropolitana +++

Há duas torres afastadas do corpo central.
E uma galeria aberta no térreo.
Porém, o monocromatismo do granito dá unidade ao prédio.
O corpo central corresponde à nave principal.
E as ligações com as torres correspondem às naves laterais.

A parte inferior tem cinco subdivisões.
Ela corresponde à primeira ordem de pilastras (coríntia).
Nas extremidades estão as bases compactas das torres.
E no centro há aberturas definidas por um entablamento secundário.
Nele, apoiam-se duas colunas jônicas, menores que as pilastras.

No centro da fachada, a abertura adquire a forma de uma serliana.
Com um arco demarcando o acesso central do templo.
O tema das duas colunas volta a comparecer no topo das torres.
Enquanto a serliana reaparece no trecho intermediário.

A parte central da fachada projeta-se num segundo nível.
Nele, as pilastras são jônicas.
Tal qual no segundo nível das torres.
Mas a parte central avança em relação às outras partes.
Tanto em altura, como em projeção frontal.
Além disso, as pilastras são duplas.
E acentuam o movimento da fachada.

O coroamento possui frontão triangular.
Replicado por frontões curvos no topo das torres.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio Piratini +++

Substituiu o Palácio de Barro, de 1772.
Aquela foi a primeira sede do Executivo Estadual.
E atendeu às funções por mais de um século.

O francês Maurice Gras projetou o novo palácio.
A construção prolongou-se de 1909 a 1921.
Ano em que o governo Borges de Medeiros instalou-se, ali.

Em 1955, o prédio recebeu o nome de Palácio Piratini.
Uma homenagem à primeira capital Farroupilha.

A entrada principal fica junto à Praça da Matriz.
Ali, há duas esculturas do francês Paul Landowski.
Elas representam a agricultura e a indústria.

Em 1986, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
O Palácio Piratini também é patrimônio federal.
E integra o sítio histórico da Praça da Matriz.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Theatro São Pedro +++

Doze cidadãos de origem portuguesa formaram uma associação.
E em 1833, tiveram a ideia de erguer um teatro público.
Afinal, as demais casas de espetáculo eram privadas.
Porém, a obra ficou nos alicerces...

Após a Revolução Farroupilha, retomou-se a construção.
Com um projeto do arquiteto alemão Felipe de Normann.
Finalmente, em 1858, entregou-se o teatro à população.
Grandes espetáculos marcaram os primeiros 115 anos.
Mas a deterioração do prédio levou ao fechamento, em 1973.

O arquiteto Carlos Mancuso orientou as obras de restauração.
Em 24 de junho de 1984, o Theatro São Pedro reabiu as portas.
Após tombamento como patrimônio cultural do Estado.
Mantém-se, hoje, como um dos principais teatros do Brasil.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estátuas da Praça da Matriz +++

Em 1910, instalaram-se quatro estátuas na Praça Dom Sebastião.
Eram remanescentes de um conjunto de cinco da Praça da Matriz.
Elas adornavam o Chafariz do Imperador, em mármore de Carrara.
E faziam parte do primeiro monumento ao ar livre do Estado.

Esta magnífica obra ficou na Praça da Matriz de 1866 a 1910.
E personificava os grandes rios da bacia do Lago Guaíba.
A inscrição na base das estátuas registrava:
Cahy, Gravatahy, Jacuhy e Sinos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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