domingo, 18 de maio de 2014

A Arquitetura de Porto Alegre: A Fase Áurea, A Art Deco e O Modernismo

Fase Áurea

Viaduto Otávio Rocha, na Avenida Borges de Medeiros, em 1933. Centro de Porto Alegre.
Viaduto Otávio Rocha, na Avenida Borges de
Medeiros, em 1933. Centro de Porto Alegre.

# Giovanni Colfosco: o italiano projetou Paço Municipal, em 1898. O estilo eclético mais ornamentado sofre influência do positivismo.
# Theodor Wiederspahn: arquiteto alemão que combinava os traços renascentistas, neobarrocos e neoclássicos com uma decoração luxuosa.
# Rudolf Ahrons: engenheiro-construtor líder do escritório que realizou as obras mais importantes.
# João Vicente Friedrichs: dono do mais solicitado atelier de decoração.

Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul
Biblioteca Pública do Rio Grande do Sul

# O trio realizou feitos arquitetônicos notáveis. Destacam-se a Cervejaria Bopp, os Correios e Telegraphos, a Faculdade de Medicina da UFRGS, a Delegacia Fiscal, o Edifício Ely, o Hotel Majestic e a Previdência do Sul. O traçado básico da Catedral Metropolitana pode ter sido feito por Theodor Wiederspahn, apesar de o crédito ser dado a Giovanni Giovenalli.
# Manuel Itaqui: introduziu o estilo art nouveau em prédios do campus central da UFRGS, como o Castelinho e o Observatório Astronômico, além do Viaduto Otávio Rocha.
# Herman Meschen: Faculdade de Direito da UFRGS e Casa Godoy.
# Maurice Gras: o francês projetou o Palácio Piratini.

Palácio Piratini, em 1920. À sua esquerda, a antiga Igreja Matriz de Porto Alegre.
Palácio Piratini, em 1920. À sua esquerda,
a antiga Igreja Matriz de Porto Alegre.

Art Déco

# Fernando Corona: Banco Província, Galeria Chaves.
# Armando Boni: Concha Acústica do Antigo Auditório Araújo Vianna, junto à Praça da Matriz e o Cemitério São Miguel e Almas. O São Miguel e Almas foi o primeiro cemitério vertical da América Latina.
# Joseph Lutzemberger (alemão): Igreja São José, Palácio do Comércio.

O antigo Auditório Araújo Vianna, ao lado do Theatro São Pedro, em 1920
O antigo Auditório Araújo Vianna,
ao lado do Theatro São Pedro, em 1920

O antigo Auditório Araújo Vianna, em 1960
O antigo Auditório Araújo Vianna, em 1960

Modernismo

Destacam-se o Palácio Farroupilha e o Palácio da Justiça, junto à Praça da Matriz e o Hipódromo do Cristal.

Construção do Hipódromo de Cristal, em 1960
Construção do Hipódromo de Cristal, em 1960


Fotos antigas adaptadas do site www.curtopoa.com.br


Veja também...
A Arquitetura de Porto Alegre: O Estilo Colonial, O Neoclassicismo e O Ecletismo

30 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Fernando Corona, o Arquiteto +++

Fernando Corona nasceu em Santander, em 26/11/1895.
Faleceu em Porto Alegre, em 1979.
Foi escultor, arquiteto, ensaísta, crítico e professor de arte.
E era filho de Jesús Maria Corona, escultor e arquiteto espanhol.

Diplomou-se na Escola de Belas Artes de Vitória, na Espanha.
Chegou a Porto Alegre em 04/03/1912.
Para auxiliar o pai na oficina de João Vicente Friedrichs.
Ali, Fernando Corona foi aprendiz de decoração predial.

Corona ornamentou alguns prédios históricos da capital gaúcha.
Um exemplo é o antigo prédio de Correios e Telégrafos.
E trabalhou na decoração da ala residencial do Palácio Piratini.

Mais tarde, desenvolveu uma carreira individual como arquiteto.
E desenhou o exterior do prédio do Banco Nacional do Comércio.
Uma adaptação de projeto anterior, de Theo Wiederspahn.
No local, funciona hoje o Santander Cultural.

Fernando Corona projetou a Galeria Chaves.
E o Instituto de Educação General Flores da Cunha.
Foi um dos precursores da arquitetura moderna na cidade.
Com destaque para o Edifício Guaspari e o Edifício Jaguaribe.

Corona projetou o Edificio Colonial, na Rua 24 de Outubro 820.
E Tasso Corrêa construiu este tradicional prédio residencial.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Fernando Corona, o Professor e Escultor +++

Em 1938, Tasso Correa convidou-o para lecionar no IA.
Corona defendeu a tese Fídias Miguel Ângelo Rodin.
E venceu concurso para a cátedra de Escultura e Modelagem.
Assim, ingressou no Instituto de Belas Artes de Porto Alegre.
Corona inaugurou o curso de Escultura na instituição.
E ali, Fernando Corona lecionou até 1965.
Também foi um dos fundadores do curso de Arquitetura.
Influenciou, assim, gerações de artistas locais.
E granjeou estima e respeito de colegas e alunos.

A dedicação de Corona ao IA foi ilimitada.
O professor chegou a hipotecar a própria casa.
Para auxiliar a construção de outro edifício.

Corona exerceu significativa atividade como escultor.
Esculpiu a imagem de Nossa Senhora do Líbano.
Ela fica na fachada da igreja de mesmo nome.
Criou a máscara de Beethoven, no Parque Farroupilha.
E o grupo escultórico do frontispício do Santander Cultural.
Também projetou a Fonte Talavera, em frente à Prefeitura.

Corona tem peças em coleções particulares e no MARGS.
Recebeu medalha de ouro no IV Salão Gaúcho de Belas Artes.
E realizou duas exposições individuais na cidade nos anos 50.

Ao longo da carreira, recebeu inúmeros prêmios em salões.
Como no 7º Salão de Belas Artes do RS.
Naquela ocasião, Corona obteve a Medalha de Ouro.
Em 1940, participou do Salão Nacional de Belas Artes no RJ.
E recebeu Medalha de Bronze em Arquitetura.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Fernando Corona, o Escritor +++

Como ensaísta, Corona deixou uma obra fundamental.
Seus ensaios integram a historiografia da crítica de arte no RS.
"Caminhada das Artes", de 1977, reuniu crônicas e críticas.

Escreveu "Cinquenta Anos de Formas Plásticas e Seus Autores".
Esta monografia fala das transformações urbanísticas no RS.
Fernando também colaborou assiduamente em páginas de arte.
Em periódicos como o Correio do Povo e a Revista do Globo.

Corona escreveu, ainda, o livro “Caminhada das Artes”.
Ele reúne crônicas, ensaios e impressões pessoais.
Sobre o ambiente artístico gaúcho e brasileiro da época.
Assim como sobre as personalidades mais marcantes.

Fernando Corona também deixou outros registros.
Sobre o início do ensino da escultura e da arquitetura no RS.
Este material conste em artigos da Enciclopédia Riograndense.
Mas pesquisas recentes contestam algumas declarações.

Adaptado de Acervo de Artes da UFRGS e Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Arquitetura do Hipódromo do Cristal +++

Em 1951, ocorreu o concurso para o projeto do prédio.
O arquiteto uruguaio Román Fresnedo Siri venceu-o.
E inspirou-se no Hipódromo de Zarzuela, em Madrid.
As arquibancadas estão em três pavilhões.
O da direita é conhecido como pavilhão popular.
O central ou social é destinado aos sócios do Jóquei.
E a jogadores mais tradicionais.
É também onde ocorrem as apostas.
Já o da esquerda é denominado Pavilhão Padock.
Está aberto ao público de modo geral e é o menor de todos.
Nele, fica a cabine de imprensa.

A inauguração ocorreu em novembro de 1959.
Após quase dez anos de obras.
Estas exigiram o aterro de um trecho do Lago Guaíba.
O Grande Prêmio Bento Gonçalves ocorreu na nova pista.
Em 26/10/1965, inaugurou-se a iluminação das pistas.
Isso possibilitou a realização de corridas noturnas.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Dimensões da Pista de Corrida +++

A principal pista de corrida é de areia.
Na inauguração, possuía perímetro interno de 1.928 metros.
Medialmente, situava-se a pista de grama com 1.780 metros.
Elas passaram por reformulação para reduzir a área do hipódromo.
E em 26/03/2014, inaugurou-se a nova pista interna (medial).
Esta pista, transitoriamente, é de areia.
E tem 1.560 metros de perímetro e 20 de largura.
As pistas têm previsão de reformas, com redução de perímetro.
A maior delas passaria a ter 1.713 metros.

Leonardo Brocker disse...

+++ Hipódromo do Cristal +++

A inauguração ocorreu no final de 1959.
No local onde havia uma hospedaria de imigrantes.
E que, posteriormente, abrigou um quartel da Brigada Militar.

Assim, encerram-se as atividades no Prado Independência.
O prefeito Thompson Flores implantou ali o Parque Moinhos de Vento.
As obras iniciaram no fim dos anos 1960 e acabaram em 1974.
Mas a consolidação do parque ocorreu somente na década de 1980.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Hotel Majestic +++

A construção do hotel ocorreu entre 1916 e 1933.
O arquiteto Theodor Wiederspahn projetou o prédio.
A primeira grande edificação da cidade em concreto armado.
A construção possui dois blocos ligados por passarelas.

O apogeu do Hotel Majestic ocorreu nos anos 1930 e 1940.
Na época, ele hospedou diversas personalidades.
Como o ex-presidente Getúlio Vargas.
E o poeta Mario Quintana residiu no hotel de 1968 a 1980.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Campus da UFRGS +++

Em 1947, a instituição passou a se denominar UFRGS.
A saber: Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
E incorporou o importante patrimônio de antigas faculdades:
+ Escolas de Farmácia e Química (1895);
+ Escola de Engenharia (1896);
+ Faculdade de Medicina (1898);
+ Faculdade de Direito (1900).

Igualmente significativo é o conjunto de edificações.
São construções do fim do século XIX e início do sáculo XX.
E representam os estilos eclético e art-nouveau.
Eles compõem o Campus do Centro da UFRGS:
+ Antigo Parobé;
+ Castelinho e Chateau;
+ Faculdade de Direito e Faculdade de Medicina;
+ Instituto Eletrotécnico e Instituto de Química;
+ Museu da UFRGS (antigos curtumes e tanantes);
+ Observatório Astronômico;
+ Rádio da Universidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura e Recuperação da Galeria Chaves +++

A imponente fachada faz referência aos palácios renascentistas.
Especialmente, na ornamentação e no grande portal de entrada.
Colunas de granito com características jônicas a ladeiam.

A recuperação da Galeria Chaves ocorreu em 2011.
Ela ampliou e modernizou a área de lojas.
Assim como os bares e os restaurantes.
Também incluiu duas escadas rolantes e um elevador.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional +++

O arquiteto Theodor Wiederspahn projetou o prédio.
E Rodolfo Ahrons construiu-o de 1913 a 1914.
A imponente construção abriga mármores e ricos vitrais.
Além de uma requintada decoração na fachada.
Esta representa os ideais de modernização e progresso.
Em voga no Rio Grande do Sul, nos primórdios do século XX.

Foi o conjunto estatutário mais numeroso que a cidade recebeu.
O artista alemão Alfred Adloff elaborou as obras.
As estátuas alegóricas fazem alusão à economia do Estado:
A Agricultura, o Comércio, a Indústria e a Pecuária.
A Arquitetura, Belas Artes e Engenharia, a Navegação.
E a Indústria Têxtil.

O prédio reúne, ainda, uma quantidade expressiva de carrancas.
Assim como outros elementos decorativos escultórios.
Tanto externa como internamente.
É o caso de colunas e capitéis.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio do Comércio +++

A entrada principal, na fachada sul, tem um pórtico.
Colunas de pedra rústica sustentam a marquise.
Esta corre em todo o entorno do edifício.
Em cada face, há uma faixa vertical de janelas.
Assinalam o centro da fachada.
Com decoração diferenciada.
No bloco superior, acima da cornija, um grande caduceu.
Insígnia do deus Mercúrio, protetor do Comércio.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Becos e Ruas da Antiga Porto Alegre +++

Inicialmente, os becos tinham o nome dos moradores.
De peculiaridades do terreno.
Ou das atividades que ali se realizavam:
+ Beco da Ópera (atual Rua Uruguai);
+ Beco do Barbosa (Rua Barros Cassal);
+ Beco do Oitavo (Rua André da Rocha);
+ Beco do Bota Bica (Rua General Portinho);
+ Beco do Poço (Avenida Borges de Medeiros);
+ Beco dos Guaranis (Rua General Vasco Alves);
+ Caminho da Azenha (Avenida João Pessoa);
+ Caminho Novo (Rua Voluntários da Pátria);
+ Rua Clara (Rua João Manoel);
+ Rua da Figueira (Rua Coronel Genuíno);
+ Rua da Ladeira (Rua General Câmara);
+ Rua da Margem do Riacho (Rua João Alfredo);
+ Rua da Olaria (Rua General Lima e Silva);
+ Rua da Passagem (Rua General Salustiano);
+ Rua da Varzinha (Rua Demétrio Ribeiro);
+ Rua de Bragança (Rua Marechal Floriano);
+ Rua do Arvoredo (Rua Fernando Machado).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Biblioteca Pública do Estado +++

A história inicia durante o reinado de Dom Pedro II.
Em 1871, aprovou-se o projeto de Alphonse Hebert.
A construção iniciou em 1912.
Com forte influência da doutrina de Auguste Comte.
Tanto na fachada como no interior do prédio.

A fachada neoclássica ostenta colunas da ordem jônica.
E tem revestimento que imita pedra romana.
Além disso, dez bustos de mármore contornam o prédio.
São os patronos do calendário positivista.

Os espaços internos possuem sofisticada decoração.
Nas pinturas das paredes, nas luminárias, nos pisos.
Nas esquadrias, nas escadas, nas colunas.

Em 1986, ocorreu o tombamento como patrimônio estadual.
Em 2000, como patrimônio nacional.
E em 2013, adotou o nome de Biblioteca Pública Moacyr Scliar.
Uma homenagem ao escritor gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Calendário Positivista +++

Na fachada da Biblioteca Pública do Estado há dez bustos.
Eles representam os patronos do Calendário Positivista.
Acredita-se que esses bustos vieram da França.

Auguste Comte criou o calendário com 13 meses de 28 dias.
Há um dia completar, no caso, 31 de dezembro.
Ele corresponde à festa universal dos mortes.
E o dia bissexto de 29 de fevereiro.
Esta data se reserva à festa geral das mulheres santas.

Na fachada da Biblioteca Pública, estão os seguintes meses:

3º mês (26/02 a 25/03) – Aristóteles;
5º mês (23/04 a 20/05) – Júlio César;
6º mês (21/05 a 17/06) – São Paulo;
7º mês (18/06 a 15/07) – Carlos Magno;
8º mês (16/07 a 12/08) – Dante;
9º mês (13/08 a 09/09) – Gutenberg;
10º mês (10/09 a 07/10) – Shakespeare;
11º mês (08/10 a 04/11) – Descartes;
12o mês (05/11 a 02/12) – Frederico II;
13º mês (03/12 a 30/12) – Bichat.

Faltam os bustos correspondentes aos seguintes meses:
1º mês (01/01 a 28/01) – Moisés;
2º mês (29/01 a 25/02) – Homero;
4º mês (26/03 a 26/04) – Arquimedes.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura da Catedral Metropolitana +++

Em 1915, organizou-se um concurso público.
O vencedor foi o espanhol Jesús María Corona.
Tratava-se de um projeto neogótico de grande porte.
Com arcos ogivais e pináculos.
E uma cúpula de base octogonal apoiada em contrafortes.

Porém, a Cúria, em 1921, optou por outro projeto.
O do arquiteto italiano Giovani Battista Giovenale.
Responsável pela conservação da Basílica de São Pedro, em Roma.
O projeto do italiano tinha uma linguagem neorrenscentista.
Mas a conclusão da construção ocorreu apenas em 1970.

A Academia de Mosaicos do Vaticano ornamentou a fachada.
Mário Arjonas esculpiu as estátuas em granito de apóstolos e santos.
E o italiano Aldo Locatelli pintou o mural no altar principal.

A catedral destaca-se pelo cuidado da articulação clássica.
Visível na fachada principal, na cúpula e na nave.
Nas partes ao redor da cúpula, essa articulação se perde.
E surgem soluções mistas.
A presença de vitrais e mosaicos causa surpresa.
Quando se considera um templo em estilo clássico.

É peculiar a solução que se empregou no exterior da cripta.
Ela funciona como base do templo na declividade do terreno.

A inauguração só ocorreu em 1986.
O que revela as dificuldades na execução da obra.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Inspiração na Basílica de São Pedro +++

A Catedral Metropolitana lembra a Basílica de São Pedro, em Roma.
Em alguns aspectos, como na planta em cruz latina.
E na cúpula assentada sobre um tambor.
Colunas aos pares guarnecem este tambor.
No interior, a cúpula apoia-se em pendentes.
Estes se ligam a quatro pilares chanfrados.

Outra semelhança é a nave com abóboda de berço.
Arcadas subdivididas por pilastras apoiam esta abóboda.
O átrio transversal ao eixo também remete à Basílica de São Pedro.

Em outros aspectos, porém, as semelhanças não se repetem.
É o caso da fachada principal e do esquema decorativo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Fachada da Catedral Metropolitana +++

Há duas torres afastadas do corpo central.
E uma galeria aberta no térreo.
Porém, o monocromatismo do granito dá unidade ao prédio.
O corpo central corresponde à nave principal.
E as ligações com as torres correspondem às naves laterais.

A parte inferior tem cinco subdivisões.
Ela corresponde à primeira ordem de pilastras (coríntia).
Nas extremidades estão as bases compactas das torres.
E no centro há aberturas definidas por um entablamento secundário.
Nele, apoiam-se duas colunas jônicas, menores que as pilastras.

No centro da fachada, a abertura adquire a forma de uma serliana.
Com um arco demarcando o acesso central do templo.
O tema das duas colunas volta a comparecer no topo das torres.
Enquanto a serliana reaparece no trecho intermediário.

A parte central da fachada projeta-se num segundo nível.
Nele, as pilastras são jônicas.
Tal qual no segundo nível das torres.
Mas a parte central avança em relação às outras partes.
Tanto em altura, como em projeção frontal.
Além disso, as pilastras são duplas.
E acentuam o movimento da fachada.

O coroamento possui frontão triangular.
Replicado por frontões curvos no topo das torres.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio da Justiça, Porto Alegre +++

Fica junto à Praça da Matriz.
Ali se reúnem os três poderes do Rio Grande do Sul.
O Palácio Piratini, sede do Executivo.
O Palácio Farroupilha, sede do Legislativo.
E o Palácio da Justiça, sede do Judiciário.

Destaque para o painel no topo do Palácio da Justiça.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio Farroupilha +++

Sede do Legislativo do Rio Grande do Sul.
O prédio resultou de um concurso público da década de 1950.
O projeto vencedor foi do arquiteto paulista Gregório Zolko.
A edificação tem fortes traços da arquitetura modernista.
E ocupa o terreno do antigo Auditório Araújo Vianna.
Este transferiu-se para o Parque Farroupilha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio Piratini +++

Substituiu o Palácio de Barro, de 1772.
Aquela foi a primeira sede do Executivo Estadual.
E atendeu às funções por mais de um século.

O francês Maurice Gras projetou o novo palácio.
A construção prolongou-se de 1909 a 1921.
Ano em que o governo Borges de Medeiros instalou-se, ali.

Em 1955, o prédio recebeu o nome de Palácio Piratini.
Uma homenagem à primeira capital Farroupilha.

A entrada principal fica junto à Praça da Matriz.
Ali, há duas esculturas do francês Paul Landowski.
Elas representam a agricultura e a indústria.

Em 1986, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
O Palácio Piratini também é patrimônio federal.
E integra o sítio histórico da Praça da Matriz.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça Marechal Deodoro +++

Centro cívico de Porto Alegre, desde os primórdios.
Inicialmente, a área era conhecida como Praça da Igreja.
Em 1865, tornou-se Praça Dom Pedro II.
E com a Proclamação da República recebeu o nome atual.
Embora, popularmente, siga como Praça da Matriz.

No entorno da praça, encontram-se prédios importantes.
As sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os memoriais do Ministério Público e da Assembleia.
O Solar dos Câmara e o Theatro São Pedro.
A Catedral Metropolitana e o Museu Júlio de Castilhos.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 2003.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Theatro São Pedro +++

Doze cidadãos de origem portuguesa formaram uma associação.
E em 1833, tiveram a ideia de erguer um teatro público.
Afinal, as demais casas de espetáculo eram privadas.
Porém, a obra ficou nos alicerces...

Após a Revolução Farroupilha, retomou-se a construção.
Com um projeto do arquiteto alemão Felipe de Normann.
Finalmente, em 1858, entregou-se o teatro à população.
Grandes espetáculos marcaram os primeiros 115 anos.
Mas a deterioração do prédio levou ao fechamento, em 1973.

O arquiteto Carlos Mancuso orientou as obras de restauração.
Em 24 de junho de 1984, o Theatro São Pedro reabiu as portas.
Após tombamento como patrimônio cultural do Estado.
Mantém-se, hoje, como um dos principais teatros do Brasil.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Viaduto Otávio Rocha +++

Primeiro viaduto de Porto Alegre, em concreto armado.
Restabeleceu a continuidade da Rua Duque de Caxias.
Em passagem de nível sobre a Avenida Borges de Medeiros.

O Viaduto Otávio Rocha é um monumento ao urbanismo.
E integrou processo de modernização da cidade.
Que o intendente Otávio Rocha promoveu na época.

O engenheiro Manuel Barbosa Itaqui elaborou o projeto.
E Alfred Adloff, os elementos ornamentais.
A inauguração ocorreu em 1932.

A Avenida Borges de Medeiros surgiu na mesma época.
Para comunicar a zona sul ao centro da cidade.

Em 1988, o município tombou o viaduto patrimônio cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja dos Alemães +++

Construção em estilo eclético, com traços art-déco.
A Igreja São José é rica em soluções originais.
Com duas escadas, de onde partem as escadarias.
Que levam até o pórtico em arcada.
Com um arco central decorado.
Ali, está a estátua de São José com o Menino Jesus no colo.
Um desenho de Joseph Lutzenberger.
Com execução de Alfred Adloff.
O artista confeccionou, também, as demais esculturas da fachada.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura da Igreja São José +++

O edifício é inovador em sua composição.
Pois possui um pórtico de entrada elevado do nível da rua.
Com acesso por escadarias laterais.
Esta solução tirou partido da topografia do terreno.
E conferiu maior monumentalidade à igreja.

A torre fica sobre o pórtico e marca o ponto de acesso à nave.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Interior da Igreja São José +++

O interior tem uma grande nave.
Com galerias laterais em arcada.
E forro plano com entramado de caixotões.
O que remete às basílicas paleocristãs romanas.

A nave da igreja possui um plano mais baixo.
Este compreende a área das arcadas.
Seguida por um setor de semicolunas brancas.
Ladeadas por muros com pinturas e janelas.

Diante do altar, não há transepto.
Há apenas um arco cruzeiro.
E a imagem de São José com o Menino Jesus.
Ela aparece em destaque tridimensional.
Junto a um pórtico clássico.

Em sua volumetria, a igreja inverte o tradicional arranjo em cruz.
Sem o transepto ao fundo, ela assume o formato em “T”.
Com a galeria à frente.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Decoração da Igreja São José +++

Assim como a volumetria, a decoração não é convencional.
Há traços do ecletismo pela presença de elementos clássicos.
Como colunas, pilastras, cornijas e entablamentos.
Mas estes elementos não se articulam entre si.
Como linguagem no todo da obra.

Há também a influência de tendências germânicas modernizantes.
Como a arquitetura de Wagner, Olbrich e Hoffmann e do Jugendstil.
Nos ornamentos: cores, esculturas, texturas, vitrais.
E no arranjo das partes: arcadas, colunas, forros, muros.

Os revestimentos, pinturas e vitrais são Joseph Lutzenberger.
Apenas as esculturas não são do arquiteto alemão.


Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estátuas da Praça da Matriz +++

Em 1910, instalaram-se quatro estátuas na Praça Dom Sebastião.
Eram remanescentes de um conjunto de cinco da Praça da Matriz.
Elas adornavam o Chafariz do Imperador, em mármore de Carrara.
E faziam parte do primeiro monumento ao ar livre do Estado.

Esta magnífica obra ficou na Praça da Matriz de 1866 a 1910.
E personificava os grandes rios da bacia do Lago Guaíba.
A inscrição na base das estátuas registrava:
Cahy, Gravatahy, Jacuhy e Sinos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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