sexta-feira, 30 de maio de 2014

Clube do Comércio de Porto Alegre

Construção de 1939, em estilo art déco, em frente à Praça da Alfândega. Entre o prédio rosa do Clube do Comércio e a praça fica uma feira hippie. Quase ao lado do clube, fica o antigo Banco Safra, num prédio de 1913.

Clube do Comércio de Porto Alegre
Clube do Comércio de Porto Alegre


Érico Veríssimo e o Clube do Comércio

Quando chegou a Porto Alegre, em 1930, Érico Veríssimo morou no Hotel Majestic. Depois, passou pelo Alto da Bronze. Em seguida, alojou-se na Rua Riachuelo. E por uns tempos morou no bairro Moinhos de Vento.

Finalmente, Erico Veríssimo instalou-se no prédio do Clube do Comércio. Ali, ficava perto do burburinho do centro e da editora e livraria onde trabalhava. Só em 1950, mudou-se para a Rua Felipe de Oliveira.

Localização: Rua dos Andradas, 1085, Centro de Porto Alegre.


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12 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Hotel Majestic +++

A construção do hotel ocorreu entre 1916 e 1933.
O arquiteto Theodor Wiederspahn projetou o prédio.
A primeira grande edificação da cidade em concreto armado.
A construção possui dois blocos ligados por passarelas.

O apogeu do Hotel Majestic ocorreu nos anos 1930 e 1940.
Na época, ele hospedou diversas personalidades.
Como o ex-presidente Getúlio Vargas.
E o poeta Mario Quintana residiu no hotel de 1968 a 1980.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura do Clube do Comércio +++

Comerciantes e feirantes fundaram-no em 1896.
E logo se tornou um dos clubes mais tradicionais da cidade.
A empresa Dahne, Conceição e Cia construiu a sede.
A inauguração ocorreu em 1939.

É um dos ricos exemplares do ecletismo em Porto Alegre.
O revestimento original era em cirex rosa.
Com inúmeros detalhes art déco e art nouveau.
Tanto externa como internamente.

O prédio destaca-se pelo requinte.
Com espelhos de cristal rosado.
E vidros de cristal negro europeu.
Colunas de granito e pisos em mármore.
Com desenhos no parquê.
Além de portas em ferro trabalhado e lustres.

Em 1995, tombou-se o prédio patrimônio cultural da cidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Banco Safra +++

O Banco Safra anexou, também, o prédio vizinho.
Ali, funcionava a antiga Farmácia Carvalho.
Francesco Tomatis projetou este prédio.
Um dos poucos com traços art-nouveau, em Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Surgiu com o núcleo inicial da cidade.
Ficava junto ao Lago Guaíba.
Até que se construiu um cais de pedra com ancoradouro.
Isso facilitou o trânsito de pessoas e de mercadorias.
Era o núcleo da parte nobre do velho Centro.
Em torno dela, observava-se a vida social da cidade.
E ali, surgiram imponentes prédios no início do século XX.
Como os Correios e Telégrafos e a Delegacia Fiscal.
E a partir 1954, ali se instalou a Feira do Livro.

Em 2003, foi tombada como patrimônio nacional.
E passou por recente restauração.
Parte do Programa Monumento.
Hoje, PAC das Cidades Históricas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumentos da Praça da Alfândega +++

+ Monumento do Barão do Rio Branco (A. Adloff, 1916);
+ Monumento ao Marechal Osório (Leão Velloso, 1933);
+ Estátua-chafariz da Samaritana (A. Adloff, 1925-36).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Calçamento da Rua da Praia +++

Ele fica entre as ruas Marechal Floriano e Dr. Flores.
E inicialmente, tinha uma calha central.
Para ela, inclinavam-se as calçadas laterais.
Em 1860, introduziu-se o sistema de pista abaulada.
Com as sarjetas junto ao meio-fio.
E o calçamento com pedras irregulares.

Em 1923, José Montaury modificou a pavimentação.
Ele implantou o granito regular de duas cores.

Em 1989, o município tombou o calçamento.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Saint-Hilaire e o Anfiteatro +++

Auguste de Saint-Hilaire usou uma curiosa metáfora.
O cronista passou por Porto Alegre em 1820 e disse:
“A cidade se eleva em anfitetro, sobre um dos lados da colina”.

Podemos ver Porto Alegre como um anfiteatro natural.
O palco seria o Lago Guaíba.
E ao fundo, o horizonte. O norte geográfico.
A Rua da Praia seria a primeira fila da plateia.
E a última, a Rua da Igreja, atual Duque de Caxias.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua da Praia no Fim do Século XIX +++

Em 1897, publicou-se a novela “Estrychnina”.
Texto de Souza Lobo, Mário Totta e Pauulino Azurenha.
A novela descrevia a Rua da Praia na virada do século.
Na época, um cenário de novidades.
Uma marca da cidade grande que Porto Alegre queria ser.
Da vida social, em torno da Praça da Alfândega.
E da democrática convivência entre pessoas de distintas classes.

Nesta rua, localizava-se, também, o comércio mais sofisticado.
Joalherias, lojas de tecidos finos, luvas, chapéus, porcelanas.
Assim como as livrarias e as papelarias.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua da Praia e a Cultura Pública +++

A Rua da Praia sempre foi a rua comercial por excelência.
Por décadas, foi passarela social, política e cultural da cidade.
Era estreita a ligação com o jornalismo e a boêmia.
Ali, situava-se o espaço de experiências urbanas.
E de atuação profissional de um grupo de letrados.
Uma região que reunia bares, cafés, restaurantes.
Cinemas, clubes, hotéis e casas comerciais.
Além de repartições públicas, redações de jornais, livrarias.
Onde trabalhavam artistas, escritores, músicos e jornalistas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ruas de Porto Alegre com Mais de Um Nome +++

+ 24 de Outubro: Caminho dos Anjos;
+ 24 de Outubro: Estrada da Aldeia;
+ 24 de Outubro: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Andradas: Rua da Graça ou Rua da Praia;
+ Caldas Jr: Beco do Inácio, Beco do Quebra Costas ou Beco do Fanha;
+ Duque de Caxias: Rua Formosa, Rua da Igreja ou Rua do Hospital;
+ General Bento Martins: Beco do Jogo de Bola;
+ General Bento Martins: Beco dos Nabos a Doze;
+ General Bento Martins: Beco dos Pecados Mortais;
+ General Canabarro: Beco do Pedro Mandinga ou Rua Direita;
+ Independência: Caminho dos Anjos;
+ Independência: Estrada da Aldeia;
+ Independência: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Riachuelo: Rua da Ponte ou Rua do Cotovelo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Rapunzel de Porto Alegre +++

O político construiu o Castelo do Alto da Bronze para Nilza Linck.
Ciumento, não a deixava sair do castelo.
Nem tampouco cumprimentar os vizinhos.
Ou mesmo se aproximar das janelas.
Nilza viveu quatro anos, praticamente, encarcerada.
Até arrumar coragem para abandonar Carlos Eurico Gomes.
O político chegou a ser Ministro do Tribunal de Contas.

O jornalista Juremir Machado da Silva publicou a história.
Ela está no livro “A Prisioneira do Castelinho do Alto da Bronze”.

Fonte: Zero Hora, 24/08/2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Deslocamento das Elites de Porto Alegre +++

No início da década de 1920, as elites deixam o Centro.
As residências deslocam-se gradualmente.
Deixam as áreas mais altas e sãs da Rua Duque de Caxias.
E seguem em direção à Avenida Independência.
E ao futuro bairro Moinhos de Vento.
Ali, surgiam a Hidráulica e a Praça Júlio de Castilhos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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