sábado, 24 de maio de 2014

Porto Alegre, no Século XX: Júlio de Castilhos, Borges de Medeiros e Getúlio Vargas

Em 1884, 4 anos antes da Lei Áurea, decretou-se a libertação dos escravos. E em 1893, eclodiu a sangrenta Revolução Federalista, a qual buscava “libertar o Rio Grande da tirania de Júlio de Castilhos”. Este triunfou. E em 1897, foi sucedido por Borges de Medeiros, que governou até 1928.

Porto Alegre: Rua Sete de Setembro e Igreja das Dores, 1930
Rua Sete de Setembro e Igreja das Dores, 1930

Continuação de...
Porto Alegre, Século XIX: Desenvolvimento da Cidade e Revolução Farroupilha

Borges de Medeiros escolheu José Montaury como Intendente de Porto Alegre. Este investiu na cidade, acumulando dívidas. Na época, construíram-se prédios como o Palácio Piratini, a Prefeitura, a Biblioteca Pública, o Banco da Província, a Delegacia Fiscal e os Correios e Telégrafos.

Porto Alegre: Avenida João Pessoa, 1909
Avenida João Pessoa, 1909

Porto Alegre: Beneficência Portuguesa, 1909
Beneficência Portuguesa, 1909

A Revolução de 1923 tentou derrubar Borges de Medeiros. E não conseguiu. Porém, retirou o seu poder de nomear o Intendente (prefeito) de Porto Alegre. Assim, José Montaury, em 1924, deu lugar a Otávio Rocha. Naquele ano, a cidade contava com cerca de 190 mil habitantes.

Cais do Porto de Porto Alegre, 1925
Cais do Porto de Porto Alegre, 1925

Porto Alegre: Esquina Otávio Rocha e Marechal Floriano, 1900
Esquina Otávio Rocha e Marechal Floriano, 1900

Otávio Rocha queria transformar Porto Alegre na “nova Paris”. E perseguindo tal meta, derrubou casarões e cortiços para dar lugar a largas avenidas. Com isso, aumentou a dívida. Em 1927, circulavam 3000 automóveis na cidade. A morte de Otávio Rocha, em 1927, conduziu Alberto Bins ao cargo.

Porto Alegre: Menino Deus, do Alto do Morro Santa Tereza, 1910
Menino Deus, do Alto do Morro Santa Tereza, 1910

Mercado Público de Porto Alegre e  Avenida Borges de Medeiros, 1950
Mercado Público  de Porto Alegre e
Avenida Borges de Medeiros, 1950

Assim como Getúlio Vargas, Alberto Bins era um simpatizante do nazismo. Naquela época, as exportações de couro e fumo para a Alemanha aumentaram bastante. No entanto, foi José Loureiro da Silva, nomeado Intendente por Getúlio Vargas, quem modernizou a cidade de Porto Alegre.

Porto Alegre: Praça da Alfândega e Escadaria para o Lago Guaíba, 1900
Praça da Alfândega e Escadaria para Guaíba, 1900

Porto Alegre: Praça da Alfândega, 1930
Praça da Alfândega, 1930

José Loureiro da Silva abriu importantes avenidas, como Farrapos, Salgado Filho e André da Rocha. E ampliou as avenidas Borges de Medeiros e João Pessoa. Durante o Estado Novo, criou o Conselho do Plano Diretor, buscando a resolução dos constantes engarrafamentos no centro da cidade.

Porto Alegre: Rua 24 de Outubro, construção, 1907
Rua 24 de Outubro, construção, 1907

Todos os Nomes de Porto Alegre
1730 – Porto do Viamão
1740 – Porto de Dorneles
1752 – Porto dos Casais
1772 – Porto de São Francisco dos Casais
1773 – Freguesia de Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre
1809 – Vila de Nossa Senhora Madre de Deus de Porto Alegre
1822 – Cidade de Porto Alegre
1841 – Leal e Valorosa Cidade de Porto Alegre

Fotos antigas adaptadas do site www.curtopoa.com.br


Veja também...
Porto Alegre, no Século XVIII: Jerônimo de Ornellas e Porto dos Casais

22 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua 24 de Outubro +++

Era o trecho inicial da antiga Estrada da Aldeia.
Esta levava à Freguesia da Aldeia dos Anjos, hoje, Gravataí.
Era, também, um prolongamento natural da Independência.
E passou se chamar Estrada dos Moinhos de Vento.
Quando a Independência passou a Avenida, em 1857.
Depois, em 1890, tornou-se Rua Moinhos de Vento.
Constituiu-se no eixo de desenvolvimento do bairro.
E acabou emprestando seu nome a ele.
Em 1933, alterou-se novamente o nome da rua.
Ela passou a se chamar Rua 24 de Outubro.
A data que marcou o início da Revolução de 1930.
Em 1944, determinou-se o alargamento progressivo da rua.
Na década de 1950, iniciou o processo de verticalização.
O alargamento e os edifícios criaram a imagem de grande avenida.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lenda do Escravo Josino +++

A Igreja das Dores é o mais antigo templo católico de Porto Alegre.
A construção iniciou em 1807, durante a escravatura.
A conclusão da igreja ocorreu em 1901.
Ou seja, quase um século depois do início das obras.

Uma lenda busca explicar a demora na construção.
Acusaram Josino de roubar materiais da construção.
O escravo alegou que as acusações eram injustiças.
Mesmo assim, ele recebeu a condenação à forca.

Para provar sua inocência, Josino rogou uma praga.
Contra Domingos José Lopes, seu acusador.
Disse que ele jamais veria a conclusão das torres da Igreja.
Esse seria o castigo por sua crueldade e injustiça.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja das Dores: Um Conjunto Notável +++

Julius Weise elaborou o projeto.
A construção durou quase um século.
Diferentes profissionais participaram do projeto.
Apesar disso, o conjunto é notável.

A fachada eclética confere monumentalidade ao templo.
Ainda hoje, a Igreja das Dores destaca-se à distância.
Seja a partir da Rua da Praia. Seja do Lago Guaíba.
As duas altas torres contrastam com a tradição colonial.

A Igreja possui um aspecto cenográfico singular.
Pela verticalidade da fachada.
E pelo posicionamento ao fim de uma grande escadaria.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mistura de Estilos na Igreja das Dores +++

A fachada de Wiese diferencia-se do corpo da igreja barroca.
Mas não introduz desarmonia.
Pois não se vê a parte mais antiga a partir da Rua da Praia.
As três portas originais inserem-se na trama de pilastras clássicas.
Esta respeita as duas subdivisões horizontais da fachada antiga.
Que correspondem às portas e às janelas do coro.
A segunda faixa tem altura pequena.
E gera uma ordem coríntia diminuta.
Acima destas duas faixas, há uma terceira.
Nela, há separação entre o corpo central e as torres.
Isso evidencia o caráter de acabamento mural, que oculta o oitão.
As torres ainda apresentam um quarto nível de pilastras.
E seguem de uma terminação aguda em pirâmide de base octogonal.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Ordens Clássicas na Igreja das Dores +++

Quanto às ordens clássicas, notamos algo curioso.
O arquiteto usou ordens diferentes.
As torres alcançam 35 metros de altura.
E nelas, evidenciam-se as características jônicas.
No corpo central, percebem-se os traços coríntios.
Essa é uma liberdade típica do ecletismo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Nave da Igreja das Dores +++

A nave tem cerca de 30 metros de comprimento.
Esta é também a dimensão da escadaria de acesso.
E mostra a intenção de ordenar os espaços interno e externo.

A ampla nave única é coberta por uma abóboda de madeira.
Com foco na capela-mor emoldurada por arco cruzeiro.
Este arco apoia-se em pilastras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Altares Laterais da Igreja das Dores +++

Nas laterais, há seis altares.
Eles possuem talhas de pouca profundidade.
São similares no desenho.
E criam uma ideia rítmica.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Composição Interior da Igreja das Dores +++

O português João Couto e Silva projetou o espaço interno.
Tanto na organização geral como nos detalhes decorativos.
Ele combina a tipologia das igrejas coloniais portuguesas.
Com a simplificação do neoclassicismo imperial brasileiro.
Também incorpora a ordenação do neoclassicismo local.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Porto Alegre na Virada do Século XX +++

Um bonde puxado a burro ia do Centro para o Menino Deus.
No caminho, este bonde passava pela Ponta da Cadeia.
No local, hoje fica o Centro Cultural Usina do Gasômetro.
Dali, ele seguia pelo Caminho de Belas (Praia de Belas).
Até o Asilo da Mendicidade, que ainda hoje existe.
Ele fica quase em frente ao Estádio Beira-Rio.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja de Nossa Senhora das Dores +++

Ferdinand Schlatter confeccionou os murais da Igreja, em 1927.

Fonte: "A Morte e O Além", Altamir Moreira (2006)

Leonardo Brocker disse...

+++ Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional +++

O arquiteto Theodor Wiederspahn projetou o prédio.
E Rodolfo Ahrons construiu-o de 1913 a 1914.
A imponente construção abriga mármores e ricos vitrais.
Além de uma requintada decoração na fachada.
Esta representa os ideais de modernização e progresso.
Em voga no Rio Grande do Sul, nos primórdios do século XX.

Foi o conjunto estatutário mais numeroso que a cidade recebeu.
O artista alemão Alfred Adloff elaborou as obras.
As estátuas alegóricas fazem alusão à economia do Estado:
A Agricultura, o Comércio, a Indústria e a Pecuária.
A Arquitetura, Belas Artes e Engenharia, a Navegação.
E a Indústria Têxtil.

O prédio reúne, ainda, uma quantidade expressiva de carrancas.
Assim como outros elementos decorativos escultórios.
Tanto externa como internamente.
É o caso de colunas e capitéis.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cais do Porto de Porto Alegre +++

As primeiras obras iniciaram 1850.
A conclusão do conjunto ocorreu, porém, só em 1962.
O pórtico central é patrimônio cultural nacional, desde 1983.
O edifício sede do DEPREC é patrimônio do município, desde 1996.
Assim como os armazéns A1, A2, A3, B, B1, B2 e B3.

O edifício em concreto armado tem características art-déco.
Os armazéns são estruturas metálicas de origem francesa.

A construção da entrada principal ocorreu entre 1919 e 1922.
O portão central deu ao porto sentido de monumentalidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Surgiu com o núcleo inicial da cidade.
Ficava junto ao Lago Guaíba.
Até que se construiu um cais de pedra com ancoradouro.
Isso facilitou o trânsito de pessoas e de mercadorias.
Era o núcleo da parte nobre do velho Centro.
Em torno dela, observava-se a vida social da cidade.
E ali, surgiram imponentes prédios no início do século XX.
Como os Correios e Telégrafos e a Delegacia Fiscal.
E a partir 1954, ali se instalou a Feira do Livro.

Em 2003, foi tombada como patrimônio nacional.
E passou por recente restauração.
Parte do Programa Monumento.
Hoje, PAC das Cidades Históricas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumentos da Praça da Alfândega +++

+ Monumento do Barão do Rio Branco (A. Adloff, 1916);
+ Monumento ao Marechal Osório (Leão Velloso, 1933);
+ Estátua-chafariz da Samaritana (A. Adloff, 1925-36).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Becos e Ruas da Antiga Porto Alegre +++

Inicialmente, os becos tinham o nome dos moradores.
De peculiaridades do terreno.
Ou das atividades que ali se realizavam:
+ Beco da Ópera (atual Rua Uruguai);
+ Beco do Barbosa (Rua Barros Cassal);
+ Beco do Oitavo (Rua André da Rocha);
+ Beco do Bota Bica (Rua General Portinho);
+ Beco do Poço (Avenida Borges de Medeiros);
+ Beco dos Guaranis (Rua General Vasco Alves);
+ Caminho da Azenha (Avenida João Pessoa);
+ Caminho Novo (Rua Voluntários da Pátria);
+ Rua Clara (Rua João Manoel);
+ Rua da Figueira (Rua Coronel Genuíno);
+ Rua da Ladeira (Rua General Câmara);
+ Rua da Margem do Riacho (Rua João Alfredo);
+ Rua da Olaria (Rua General Lima e Silva);
+ Rua da Passagem (Rua General Salustiano);
+ Rua da Varzinha (Rua Demétrio Ribeiro);
+ Rua de Bragança (Rua Marechal Floriano);
+ Rua do Arvoredo (Rua Fernando Machado).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ruas de Porto Alegre com Mais de Um Nome +++
+ 24 de Outubro: Caminho dos Anjos;
+ 24 de Outubro: Estrada da Aldeia;
+ 24 de Outubro: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Andradas: Rua da Graça ou Rua da Praia;
+ Caldas Jr: Beco do Inácio, Beco do Quebra Costas ou Beco do Fanha;
+ Duque de Caxias: Rua Formosa, Rua da Igreja ou Rua do Hospital;
+ General Bento Martins: Beco do Jogo de Bola;
+ General Bento Martins: Beco dos Nabos a Doze;
+ General Bento Martins: Beco dos Pecados Mortais;
+ General Canabarro: Beco do Pedro Mandinga ou Rua Direita;
+ Independência: Caminho dos Anjos;
+ Independência: Estrada da Aldeia;
+ Independência: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Riachuelo: Rua da Ponte ou Rua do Cotovelo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Biblioteca Pública do Estado +++

A história inicia durante o reinado de Dom Pedro II.
Em 1871, aprovou-se o projeto de Alphonse Hebert.
A construção iniciou em 1912.
Com forte influência da doutrina de Auguste Comte.
Tanto na fachada como no interior do prédio.

A fachada neoclássica ostenta colunas da ordem jônica.
E tem revestimento que imita pedra romana.
Além disso, dez bustos de mármore contornam o prédio.
São os patronos do calendário positivista.

Os espaços internos possuem sofisticada decoração.
Nas pinturas das paredes, nas luminárias, nos pisos.
Nas esquadrias, nas escadas, nas colunas.

Em 1986, ocorreu o tombamento como patrimônio estadual.
Em 2000, como patrimônio nacional.
E em 2013, adotou o nome de Biblioteca Pública Moacyr Scliar.
Uma homenagem ao escritor gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Calendário Positivista +++

Na fachada da Biblioteca Pública do Estado há dez bustos.
Eles representam os patronos do Calendário Positivista.
Acredita-se que esses bustos vieram da França.

Auguste Comte criou o calendário com 13 meses de 28 dias.
Há um dia completar, no caso, 31 de dezembro.
Ele corresponde à festa universal dos mortes.
E o dia bissexto de 29 de fevereiro.
Esta data se reserva à festa geral das mulheres santas.

Na fachada da Biblioteca Pública, estão os seguintes meses:

3º mês (26/02 a 25/03) – Aristóteles;
5º mês (23/04 a 20/05) – Júlio César;
6º mês (21/05 a 17/06) – São Paulo;
7º mês (18/06 a 15/07) – Carlos Magno;
8º mês (16/07 a 12/08) – Dante;
9º mês (13/08 a 09/09) – Gutenberg;
10º mês (10/09 a 07/10) – Shakespeare;
11º mês (08/10 a 04/11) – Descartes;
12o mês (05/11 a 02/12) – Frederico II;
13º mês (03/12 a 30/12) – Bichat.

Faltam os bustos correspondentes aos seguintes meses:
1º mês (01/01 a 28/01) – Moisés;
2º mês (29/01 a 25/02) – Homero;
4º mês (26/03 a 26/04) – Arquimedes.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio Piratini +++

Substituiu o Palácio de Barro, de 1772.
Aquela foi a primeira sede do Executivo Estadual.
E atendeu às funções por mais de um século.

O francês Maurice Gras projetou o novo palácio.
A construção prolongou-se de 1909 a 1921.
Ano em que o governo Borges de Medeiros instalou-se, ali.

Em 1955, o prédio recebeu o nome de Palácio Piratini.
Uma homenagem à primeira capital Farroupilha.

A entrada principal fica junto à Praça da Matriz.
Ali, há duas esculturas do francês Paul Landowski.
Elas representam a agricultura e a indústria.

Em 1986, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
O Palácio Piratini também é patrimônio federal.
E integra o sítio histórico da Praça da Matriz.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Hospital Beneficência Portuguesa +++

A Sociedade Beneficente da Colônia Portuguesa surgiu em 1845.
E buscava tratar os doentes portugueses de Porto Alegre.
A construção do Hospital Beneficência Portuguesa iniciou em 1867.
Graças às doações da comunidade, as obras seguiram com rapidez.
A inauguração do hospital ocorreu, assim, em 1870.

O engenheiro Frederico Heydtmann projetou o prédio.
E o litógrafo Inácio Weingärtner desenhou a fachada.
De uma construção com características ecléticas.
Influência da arquitetura colonial portuguesa.

Vemos os escudos do Reino de Portugal e do Império do Brasil.
Os relevos marcam o acesso principal, encimados de uma coroa.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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