segunda-feira, 12 de maio de 2014

Casa de Cultura Mario Quintana, Igreja de Nossa Senhora das Dores e Usina do Gasômetro

Após circular pela Praça da Alfândega, retomei a caminhada pela Rua da Praia. Esta segunda parte da caminhada contempla a Casa de Cultura Mário Quintana, o Museu do Comando Militar do Sul e a Igreja das Dores.

Igreja Nossa Senhora das Dores, em Porto Alegre
Igreja Nossa Senhora das Dores

Continuação de...
Praça da Alfândega, MARGS, Memorial do RS e Santander Cultural

Centro de Porto Alegre na Sexta-Feira Santa

Como registrei na primeira postagem sobre a Rua dos Andradas, explorei o centro de Porto Alegre na Sexta-Feira Santa. Imaginando encontrar algum museu aberto, iniciei na Santa Casa, aproximando-me deles ao meio-dia.

Infelizmente, não encontrei museus abertos. Apenas registro o fato para explicar a razão de ter explorado a Rua da Praia de trás para frente. Ou seja, da Santa Casa à Usina do Gasômetro, local onde a rua inicia.


Correio do Povo e Museu de Comunicação Social

Pois bem: deixando a Praça da Alfândega, passei pelo prédio do Correio do Povo. O prédio, localizado na esquina da Rua da Praia com a Caldas Júnior, é a sede de um dos jornais mais antigos do estado do RS.

Prédio do Correio do Povo, em Porto Alegre: O Primeiro Jornal do RS
Correio do Povo: O Primeiro Jornal do RS

Em frente, fica o Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa. Este museu está instalado no antigo prédio do jornal “A Federação”. O jornal estava vinculado ao Partido Republicano Rio-grandense.

Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa, Porto Alegre
Museu de Comunicação Social
Hipólito José da Costa


Egreja da Trindade e Casa de Cultura Mario Quintana

Um pouco à frente, fica a pequena Egreja da Trindade. Mais adiante, fica a Casa de Cultura Mario Quintana, o principal centro cultural de Porto Alegre. Eternamente em reformas, a casa fica no prédio do antigo Hotel Majestic.

Egreja da Trindade, na Rua dos Andradas, em Porto Alegre
Egreja da Trindade, na Rua dos Andradas

A Casa de Cultura Mario Quintana abriga três cinemas, oferece diversas oficinas e possui um café com vista panorâmica do Lago Guaíba. Este prédio chama a atenção por sua bela arquitetura.

Casa de Cultura Mario Quintana, em Porto Alegre
Casa de Cultura Mario Quintana


Museu do Comando Militar do Sul

Seguindo em direção à Usina do Gasômetro, você verá o Museu do Comando Militar do Sul, à direita. À esquerda, a Igreja de Nossa Senhora das Dores. Em 2009, eu havia visitado o museu em outra circulada pelo centro.
Museu do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre
Museu do Comando Militar do Sul

Veja também...
Tanques no Museu do Comando Militar do Sul


Centro Cultural Usina do Gasômetro

Segui até a Usina do Gasômetro, onde apreciei a exposição “Gênesis”, do fotógrafo Sebastião Salgado. Comecei contemplando fotos de animais e paisagens árticos e antárticos. Depois, fotos de tribos indígenas isoladas.

Exposição do Fotógrafo Sebastião Salgado, no Centro Cultural Usina do Gasômetro, em Porto Alegre
Exposição do Fotógrafo Sebastião Salgado,
no Centro Cultural Usina do Gasômetro

O dia nublado não propiciava belas fotos da paisagem. Seja como for, eu consegui enquadrar o Estádio Beira-Rio, do Internacional. Este estádio será palco de jogos da Copa do Mundo de 2014.

Porto Alegre - Trilhos do Aeromóvel, no primeiro plano. Estádio Beira-Rio, no segundo plano.
Trilhos do Aeromóvel, no primeiro plano.
Estádio Beira-Rio, no segundo plano.

O relato segue com...
Passeio de Barco no Guaíba

31 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja Nossa Senhora das Dores +++

É a igreja mais antiga de Porto Alegre ainda existente.
A pedra fundamental foi lançada em 1807.
A conclusão da obra, porém, demorou 97 anos.
O prédio possui linhas do barroco português e estilo alemão na fachada.
E mostra a evolução das diferentes tendências arquitetônicas na cidade.
As estátuas da fachada representam a fé, a esperança e a caridade.

A história da construção é marcada pela lenda do escravo injustiçado.
Segundo ela, uma escravo foi enforcado no pelourinho em frente à igreja.
E afirmou que, como prova de sua inocência, as torres jamais seriam construídas.
De fato, as torres não foram erguidas.
Ao menos, de acordo com o projeto original.

Dica: perca o fôlego subindo as escadarias, para ser recompensado com visita ao interior da igreja.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Centro Cultural Usina do Gasômetro +++

A construção da usina hidrelétrica de carvão ocorreu em 1928.
Os moradores protestaram contra a fuligem que a usina espalhava.
Assim, em 1937, construiu-se a chaminé de 117 metros de altura.
E a usina funcionou, no local, até 1974.

Antigamente, havia uma usina de gás nas proximidades.
Isso popularizou a área como a Volta do Gasômetro.
Assim, o nome Gasômetro consagrou-se.

Hoje, a antiga Usina do Gasômetro abriga um centro cultural.
Este possui salas de cinema e teatro.
Além de amplos espaços para exposições e eventos culturais.

Dica:
Visite o quarto andar da Usina do Gasômetro.
E vislumbre a gama de tonalidades do pôr do sol no Guaíba.

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Complexo Arquitetônico Militar +++

Esta área da cidade foi importante cenário da Revolução de 30.
O movimentou culminou com a posse de Getúlio Vargas como Presidente.

Do Complexo Arquitetônico Militar, fazem parte os seguintes prédios:
+ Quartel General;
+ Quartel General Auxiliar;
+ Quartel do Comando Militar do Sul;
+ Palácio da Brigada Militar;
+ Museu da Brigada Militar;
+ Museu do Comando Militar do Sul.

Museu do Comando Militar do Sul reúne peças do Exército Brasileiro.
O acervo estende-se desde o Período Colonial até os dias atuais.

Dica: no Museu do Comando Militar do Sul, entre em um carro de combate!

Adaptado do Centro de Informações Turísticas de Porto Alegre.

Leonardo Brocker disse...

+++ Caldas Júnior – Filiação e Educação +++

Francisco Antônio Vieira Caldas Júnior nasceu em 13/22/1869.
Na localidade de Porteiras, em Vila Nova, no Sergipe.
Era filho de Francisco Antônio Vieira Caldas.
E de Maria Emília Wanderley Caldas.

O pai era bacharel em Direito.
E em 1872, ele foi nomeado Juiz Municipal e Órfãos.
Da Comarca de Santo Antônio da Patrulha.
Até 1880, ele residiu com a família, na cidade.
Na casa onde hoje fica o Museu Antropológico Caldas Júnior.

Em Santo Antônio, Caldas Júnior aprendeu as primeiras letras.
O professor foi Joaquim Pereira do Lago.
Depois, frequentou a escola de Guilhermina Bernardina de Lima.
Então, Caldas Júnior transferiu-se para Porto Alegre.
E estudou no Colégio São Pedro e no Instituto Brasileiro de Ensino.

Leonardo Brocker disse...

+++ Caldas Júnior – Jornalista e Poeta +++

De 1885 a 1888, foi revisor e noticiarista do jornal “A Reforma”.
E diretor deste jornal até 1891, quando ele deixou de circular.
Também foi funcionário da Assembleia Provincial até 1889.

De 1891 a 1895, Caldas Júnior trabalhou no Jornal do Comércio.

Em 1895, fundou um dos maiores órgãos da imprensa do Brasil.
A primeira edição do Correio do Povo circulou em 01/10/1895.

Além de jornalista, Caldas Júnior foi poeta.
“Versos Escolhidos” é uma publicação póstuma de 1913.
O escritor faleceu em 09/04/1913, em Porto Alegre.

Caldas Júnior também foi um membro ativo do Clube Gaúcho.
Foi um dos primeiros cultivadores das tradições gaúchas.
Apesar de não ser gaúcho de nascimento.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lago Guaíba +++

Para ele convergem os rios da metade norte do RS.
E através dele, as águas destes rios chegam à Lagoa dos Patos.
Esta, enfim, conduz as águas ao Oceano Atlântico.
O Lago Guaíba teve importância fundamental.
Quando a maior parte do transporte era por rotas fluviais.
Importações e exportações da metade norte passavam por ele.
Em virtude disso, Porto Alegre tornou-se capital da província.
Dali controlava-se o tráfego do interior e da Lagoa dos Patos.
A península também oferecia um porto natural no lado norte.
Este era razoavelmente fundo.
E protegido dos ventos dominantes que vêm do sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Hotel Majestic +++

A construção do hotel ocorreu entre 1916 e 1933.
O arquiteto Theodor Wiederspahn projetou o prédio.
A primeira grande edificação da cidade em concreto armado.
A construção possui dois blocos ligados por passarelas.

O apogeu do Hotel Majestic ocorreu nos anos 1930 e 1940.
Na época, ele hospedou diversas personalidades.
Como o ex-presidente Getúlio Vargas.
E o poeta Mario Quintana residiu no hotel de 1968 a 1980.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Casa de Cultura Mario Quintana +++

Em 1982, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
E decidiu transformá-lo em um espaço cultural.
Dedicado ao cinema, ao teatro e à dança.
Às artes visuais, à literatura e à música.
O complexo cultural conta com salas de cinema, teatro.
Salas de exposições, discoteca, bibliotecas, restaurante.

O espaço recebeu o nome de Casa de Cultura Mario Quintana.
Uma homenagem ao poeta e ilustre hóspede do Majestic.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lenda do Escravo Josino +++

A Igreja das Dores é o mais antigo templo católico de Porto Alegre.
A construção iniciou em 1807, durante a escravatura.
A conclusão da igreja ocorreu em 1901.
Ou seja, quase um século depois do início das obras.

Uma lenda busca explicar a demora na construção.
Acusaram Josino de roubar materiais da construção.
O escravo alegou que as acusações eram injustiças.
Mesmo assim, ele recebeu a condenação à forca.

Para provar sua inocência, Josino rogou uma praga.
Contra Domingos José Lopes, seu acusador.
Disse que ele jamais veria a conclusão das torres da Igreja.
Esse seria o castigo por sua crueldade e injustiça.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja das Dores: Um Conjunto Notável +++

Julius Weise elaborou o projeto.
A construção durou quase um século.
Diferentes profissionais participaram do projeto.
Apesar disso, o conjunto é notável.

A fachada eclética confere monumentalidade ao templo.
Ainda hoje, a Igreja das Dores destaca-se à distância.
Seja a partir da Rua da Praia. Seja do Lago Guaíba.
As duas altas torres contrastam com a tradição colonial.

A Igreja possui um aspecto cenográfico singular.
Pela verticalidade da fachada.
E pelo posicionamento ao fim de uma grande escadaria.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mistura de Estilos na Igreja das Dores +++

A fachada de Wiese diferencia-se do corpo da igreja barroca.
Mas não introduz desarmonia.
Pois não se vê a parte mais antiga a partir da Rua da Praia.
As três portas originais inserem-se na trama de pilastras clássicas.
Esta respeita as duas subdivisões horizontais da fachada antiga.
Que correspondem às portas e às janelas do coro.
A segunda faixa tem altura pequena.
E gera uma ordem coríntia diminuta.
Acima destas duas faixas, há uma terceira.
Nela, há separação entre o corpo central e as torres.
Isso evidencia o caráter de acabamento mural, que oculta o oitão.
As torres ainda apresentam um quarto nível de pilastras.
E seguem de uma terminação aguda em pirâmide de base octogonal.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Ordens Clássicas na Igreja das Dores +++

Quanto às ordens clássicas, notamos algo curioso.
O arquiteto usou ordens diferentes.
As torres alcançam 35 metros de altura.
E nelas, evidenciam-se as características jônicas.
No corpo central, percebem-se os traços coríntios.
Essa é uma liberdade típica do ecletismo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Nave da Igreja das Dores +++

A nave tem cerca de 30 metros de comprimento.
Esta é também a dimensão da escadaria de acesso.
E mostra a intenção de ordenar os espaços interno e externo.

A ampla nave única é coberta por uma abóboda de madeira.
Com foco na capela-mor emoldurada por arco cruzeiro.
Este arco apoia-se em pilastras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Altares Laterais da Igreja das Dores +++

Nas laterais, há seis altares.
Eles possuem talhas de pouca profundidade.
São similares no desenho.
E criam uma ideia rítmica.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Composição Interior da Igreja das Dores +++

O português João Couto e Silva projetou o espaço interno.
Tanto na organização geral como nos detalhes decorativos.
Ele combina a tipologia das igrejas coloniais portuguesas.
Com a simplificação do neoclassicismo imperial brasileiro.
Também incorpora a ordenação do neoclassicismo local.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, publicação da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Sede do Jornal “A Federação” +++

Em 1884, o Partido Republicano Riograndense criou seu jornal.
A inauguração da sede própria de “A Federação” ocorreu em 1922.
Nos festejos do centenário da Independência do Brasil.

O engenheiro Teophilo Borges de Barros projetou prédio.
Uma construção em estilo eclético.
No alto do prédio, destaca-se a escultura da imprensa.
A alegoria é uma obra do artista veneziano Luiz Sanguin.

O jornal encerrou as atividades, em 1937, no Estado Novo.
Em 1938, o prédio passou à propriedade do Estado.
E por muitos anos atendeu ao órgão de imprensa oficial.
Em 1982, ocorreu o tombamento como patrimônio do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu de Comunicação Social +++

Em 1974, o prédio passou a abrigar o Museu de Comunicação.
Ele homenageia ao jornalista gaúcho Hipólito José da Costa.
Patrono da imprensa brasileira.

A instituição abriga um precioso acervo jornalístico.
E é uma das mais procuradas por pesquisadores.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Comando Militar do Sul +++

O complexo reúne algumas edificações históricas:

1 – Sede da 8ª Circunscrição do Serviço Militar
Edificação em estilo neoclássico austero.
A construção do prédio iniciou em 1828.
Antes, a área abrigava os galpões dos Armazéns Reais.
A Corte Portuguesa instalou os galpões em 1776.

2 – Quartel General Auxiliar
Abrigava o antigo Quartel General do Exército.
No local, ficava também a residência do comandante.
O engenheiro militar Alfredo Layraud projetou o prédio.
A construção do Quartel General iniciou em 1906.
E substituiu uma antiga edificação de 1775.

O prédio tem estilo eclético, com referências mouriscas.
A fachada caracteriza-se pela ornamentação requintada.
Com ameias que lembram a função militar do prédio.

3 – Museu Militar
Construção de 1867, em estilo eclético.
Com reminiscências do estilo colonial.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Usina do Gasômetro +++

A usina termelétrica ficava na Volta do Gasômetro.
A construção iniciou em 1926 e se prolongou até 1928.
Um prédio com características da arquitetura industrial.
E que teve grande papel no fornecimento de energia elétrica.
Até 1974, quando a usina deixou de operar.

Uma mobilização popular evitou a demolição, em 1987.
Apesar do tombamento como bem cultural, em 1982.
E como patrimônio do Rio Grande do Sul, no ano seguinte.
A Prefeitura Municipal, enfim, revitalizou o prédio.
E este passou a abrigar o Centro Cultural Usina do Gasômetro.

O complexo cultural possui:
+ Salas de exposição: Iberê Camargo, Lunara e dos Arcos;
+ Cinema: Sala P. F. Gastal;
+ Teatro: Sala Elis Regina;
+ Espaço para eventos, oficinas e palestras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ricos e Pobres no Centro do Século XIX +++

A Rua João Manoel era uma divisora de territórios.
Dali até a Volta do Gasômetro ficava a população mais pobre.
Da Rua João Manoel até a Santa Casa, os mais ricos.

Apolinário Porto Alegre ilustra isso no conto “Mandinga” (1867).
Os bagadus representavam os desvalidos de sorte.
E os tinteiros, as crianças que sabiam ler e escrever.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Porto Alegre na Virada do Século XX +++

Um bonde puxado a burro ia do Centro para o Menino Deus.
No caminho, este bonde passava pela Ponta da Cadeia.
No local, hoje fica o Centro Cultural Usina do Gasômetro.
Dali, ele seguia pelo Caminho de Belas (Praia de Belas).
Até o Asilo da Mendicidade, que ainda hoje existe.
Ele fica quase em frente ao Estádio Beira-Rio.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja de Nossa Senhora das Dores +++

Ferdinand Schlatter confeccionou os murais da Igreja, em 1927.

Fonte: "A Morte e O Além", Altamir Moreira (2006)

Leonardo Brocker disse...

+++ O MARGS +++

Em 1954, Ado Malagoli criou o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
O MARGS é o principal museu de arte do Estado.
E um dos mais importantes do Brasil.
Reúne um acervo com mais de três mil obras.
De artistas locais, nacionais e internacionais.

Desde os anos 70, o MARGS funciona no prédio da Delegacia Fiscal.
Em 1984, ocorreu o tombamento da antiga construção.
Como patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Surgiu com o núcleo inicial da cidade.
Ficava junto ao Lago Guaíba.
Até que se construiu um cais de pedra com ancoradouro.
Isso facilitou o trânsito de pessoas e de mercadorias.
Era o núcleo da parte nobre do velho Centro.
Em torno dela, observava-se a vida social da cidade.
E ali, surgiram imponentes prédios no início do século XX.
Como os Correios e Telégrafos e a Delegacia Fiscal.
E a partir 1954, ali se instalou a Feira do Livro.

Em 2003, foi tombada como patrimônio nacional.
E passou por recente restauração.
Parte do Programa Monumento.
Hoje, PAC das Cidades Históricas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumentos da Praça da Alfândega +++

+ Monumento do Barão do Rio Branco (A. Adloff, 1916);
+ Monumento ao Marechal Osório (Leão Velloso, 1933);
+ Estátua-chafariz da Samaritana (A. Adloff, 1925-36).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Calçamento da Rua da Praia +++

Ele fica entre as ruas Marechal Floriano e Dr. Flores.
E inicialmente, tinha uma calha central.
Para ela, inclinavam-se as calçadas laterais.
Em 1860, introduziu-se o sistema de pista abaulada.
Com as sarjetas junto ao meio-fio.
E o calçamento com pedras irregulares.

Em 1923, José Montaury modificou a pavimentação.
Ele implantou o granito regular de duas cores.

Em 1989, o município tombou o calçamento.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Saint-Hilaire e o Anfiteatro +++

Auguste de Saint-Hilaire usou uma curiosa metáfora.
O cronista passou por Porto Alegre em 1820 e disse:
“A cidade se eleva em anfitetro, sobre um dos lados da colina”.

Podemos ver Porto Alegre como um anfiteatro natural.
O palco seria o Lago Guaíba.
E ao fundo, o horizonte. O norte geográfico.
A Rua da Praia seria a primeira fila da plateia.
E a última, a Rua da Igreja, atual Duque de Caxias.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua da Praia no Fim do Século XIX +++

Em 1897, publicou-se a novela “Estrychnina”.
Texto de Souza Lobo, Mário Totta e Pauulino Azurenha.
A novela descrevia a Rua da Praia na virada do século.
Na época, um cenário de novidades.
Uma marca da cidade grande que Porto Alegre queria ser.
Da vida social, em torno da Praça da Alfândega.
E da democrática convivência entre pessoas de distintas classes.

Nesta rua, localizava-se, também, o comércio mais sofisticado.
Joalherias, lojas de tecidos finos, luvas, chapéus, porcelanas.
Assim como as livrarias e as papelarias.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Rua da Praia e a Cultura Pública +++

A Rua da Praia sempre foi a rua comercial por excelência.
Por décadas, foi passarela social, política e cultural da cidade.
Era estreita a ligação com o jornalismo e a boêmia.
Ali, situava-se o espaço de experiências urbanas.
E de atuação profissional de um grupo de letrados.
Uma região que reunia bares, cafés, restaurantes.
Cinemas, clubes, hotéis e casas comerciais.
Além de repartições públicas, redações de jornais, livrarias.
Onde trabalhavam artistas, escritores, músicos e jornalistas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Santander Cultural +++

O Banco da Província, o primeiro do RS, surgiu em 1858.
O Banco Nacional do Comércio o sucedeu.
Theodor Wiederspahn projetou a sede, na Praça da Alfândega.
A ornamentação ficou a cargo de Fernando Corona.
E a construção se estendeu de 1927 a 1931.

Destacam-se os ricos detalhes artísticos.
Em uma linguagem arquitetônica eclética.
Com elementos neoclássicos.
No interior, sobressaem-se os vitrais franceses.

Em 1987, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
A construção passou por restauro e adaptações.
E, hoje, sedia o Santander Cultural.
Com cinema, sala de exposições e palestras.
Além de bar e restaurante.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ruas de Porto Alegre com Mais de Um Nome +++
+ 24 de Outubro: Caminho dos Anjos;
+ 24 de Outubro: Estrada da Aldeia;
+ 24 de Outubro: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Andradas: Rua da Graça ou Rua da Praia;
+ Caldas Jr: Beco do Inácio, Beco do Quebra Costas ou Beco do Fanha;
+ Duque de Caxias: Rua Formosa, Rua da Igreja ou Rua do Hospital;
+ General Bento Martins: Beco do Jogo de Bola;
+ General Bento Martins: Beco dos Nabos a Doze;
+ General Bento Martins: Beco dos Pecados Mortais;
+ General Canabarro: Beco do Pedro Mandinga ou Rua Direita;
+ Independência: Caminho dos Anjos;
+ Independência: Estrada da Aldeia;
+ Independência: Estrada dos Moinhos de Vento;
+ Riachuelo: Rua da Ponte ou Rua do Cotovelo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

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