terça-feira, 27 de maio de 2014

Atrações de Porto Alegre por Categoria

Porto Alegre possui atrativos artísticos, culturais e históricos. Obras de arte e esculturas distribuem-se pelos cemitérios e museus da capital gaúcha. Já os espaços culturais organizam exposições e concertos musicais.

Para os amantes da natureza, dois roteiros são obrigatórios. O Lago Guaíba possui ilhas e praias interessantes. Enquanto os Caminhos Rurais incluem pontos que a maioria dos porto-alegrenses desconhece.


Cemitérios

Auditório Araújo Vianna, na Redenção
Auditório Araújo Vianna, na Redenção


Espaços Culturais

Vitral Economia, Trabalho e Crédito - Santander Cultural, Porto Alegre
Vitral Economia, Trabalho e Crédito, Santander Cultural


Igrejas e Templos
Monumentos


Museus

Memorial do Rio Grande do Sul
Memorial do Rio Grande do Sul

Natureza
Morro Santa Teresa


Parques
Parque da Harmonia
Parque do Morro do Osso
Parque Estadual de Itapuã


Prédios Históricos

Praça da Alfândega e Clube do Comércio (prédio rosa, ao fundo)
Praça da Alfândega e Clube do
Comércio (prédio rosa, ao fundo)


Palácio Piratini, Porto Alegre
Palácio Piratini, Porto Alegre


Pórtico Central do Cais do Porto, na extremidade direita da foto.
Pórtico Central do Cais do Porto, na
extremidade direita da foto.

Praça da Alfândega

71 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja de Nossa Senhora das Dores +++

Ferdinand Schlatter confeccionou os murais da Igreja, em 1927.

Fonte: "A Morte e O Além", Altamir Moreira (2006)

Leonardo Brocker disse...

+++ Força e Luz e CEEE +++

O engenheiro Adolph Alfred Stern foi o responsável pela obra.
E em 1928, concluiu-se a construção do prédio.
A partir de então, a Foreign Light and Power ocupou o local.
Motivo pelo qual o prédio ficou conhecido como Força e Luz.
Em 1959, estatizou-se a companhia.
E o prédio tornou-se propriedade da CEEE.
A Companhia Estadual de Energia Elétrica.

Desde 1977, o prédio abriga o Museu da Eletricidade.
Interativo e o primeiro sobre o tema no país.
Uma das joias dos centro de Porto Alegre que poucos conhecem.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura do Centro Cultural CEEE +++

O prédio tem características ecléticas.
Com profusa ornamentação na fachada principal.
E detalhes decorativos.
Como arcos, colunas, esculturas e sacadas.

Em 1984, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
Em 2002, ocorreu a restauração da construção.
Com adaptação para o no uso como centro cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura Chalé da Praça XV +++

A inauguração ocorreu no fim do século XIX.
E em 1911, substituiu-se o chalé original.
O antigo prédio deu lugar a um de estilo eclético.
Com traços da arquitetura pitoresca.
Em telhados recortados com amplos beirais.
E proteção por lambrequins de madeira.

As estruturas inglesas são de ferro fundido.
E os gradis com motivos florais.
Típicos do estilo art-nouveau.
Os vidros vieram da Argentina.

O chalé ainda mantém o uso original.
Em 1998, o patrimônio cultural de Porto Alegre tombou o prédio.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Fonte do Chalé da Praça XV +++

Ainda no século XIX, instalou-se uma fonte.
A estrutura em ferro fundido veio da França.
E ficava junto ao Chalé da Praça XV.
Em 1942, deslocou-se a fonte para a Redenção.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura do Clube do Comércio +++

Comerciantes e feirantes fundaram-no em 1896.
E logo se tornou um dos clubes mais tradicionais da cidade.
A empresa Dahne, Conceição e Cia construiu a sede.
A inauguração ocorreu em 1939.

É um dos ricos exemplares do ecletismo em Porto Alegre.
O revestimento original era em cirex rosa.
Com inúmeros detalhes art déco e art nouveau.
Tanto externa como internamente.

O prédio destaca-se pelo requinte.
Com espelhos de cristal rosado.
E vidros de cristal negro europeu.
Colunas de granito e pisos em mármore.
Com desenhos no parquê.
Além de portas em ferro trabalhado e lustres.

Em 1995, tombou-se o prédio patrimônio cultural da cidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Fonte Talavera de la Reina +++

A Fonte Talavera, em cerâmica, fica na Praça Montevidéu.
Em frente ao Paço dos Açorianos.
A colônia espanhola do RS doou a fonte, em 1935.
Na comemoração do centenário da Revolução Farroupilha.
O artista Juan Ruiz de Luna concebeu a fonte.
Na cidade de Tavalera de La Reina, na Espanha.

Curiosidade: a fonte determina o marco zero de Porto Alegre.
Capital de um estado cuja fonte fundadora foi as missões espanholas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Correios e Telégrafos +++

O Governo Federal encomendou o prédio.
Theodor Wiederspahn projetou-o junto com o prédio ao lado.
Aquele abrigava a Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional.

O prédio dos Correios tem qualidades excepcionais.
Foi uma construção do período positivista, em Porto Alegre.
Com influência da arquitetura alemã da virada do século.

Rodolfo Ahrons foi o responsável pela construção do prédio.
A oficina de João Vicente Friederichs criou as esculturas.
A ornamentação destacava os serviços da instituição.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Memorial do Rio Grande do Sul +++

Em 1998, tombou-se o prédio como patrimônio nacional.
Após restauração que valorizou as características originais.
E o prédio passou a abrigar o Memorial do Rio Grande do Sul.
Espaço de difusão cultural e preservação da memória do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Origem do Rio Grande do Sul +++

O Memorial do Rio Grande do Sul fala sobre a origem do RS.
Ou seja: as Missões Jesuíticas.
Historiadores comentam sobre a Guerra Guaranítica.
E o massacre dos índios.
Um dado reafirma este episódio como marco fundador.
Porto Alegre surge da espera dos açorianos pelo fim da guerra.
Afinal, os imigrantes povoariam a região missioneira.
Após a expulsão dos índios.
Enfim: a Guerra Guaranítica gerou Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mercado Público: O Prédio Original +++

O arquiteto Friedrich Heydtmann projetou o prédio.
A inauguração ocorreu em 1869.
Junto às docas das embarcações que abasteciam Porto Alegre.
Na época, era a maior obra arquitetônica da cidade.

Originalmente, ele tinha apenas um pavimento.
Um prédio térreo plano, com planta em forma de quadrado.
Uma torre em cada vértice uma das quatro esquinas.
E um portão de ferro em cada lado.

Possuía 72 bancas internas e 80 externas.
Para o comércio de todo o tipo de gêneros.
Que chegavam à doca ao do Mercado, na atual Praça Parobé.
Ali, atracavam vários tipos de embarcações à vela.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mercado Público: Modificações no Prédio +++

A ampliação do Mercado Público ocorreu em 1912 e 1913.
Com a construção do segundo pavimento.
A ideia era a harmonia com o prédio da Intendência, ao lado.

O prédio sofreu quatro incêndios: 1912, 1973, 1979 e 2013.
E passou por várias intervenções após a construção do segundo piso.
Em 1979, o patrimônio cultural da cidade tombou o prédio.

Em 1997, concluiu-se um amplo processo de recuperação.
Com transformações físicas significativas no prédio.
Isso conferiu a feição atual, com nos espaços de covivência.
Escadas rolantes e cobertura com estrutura metálica e vidros.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O MARGS +++

Em 1954, Ado Malagoli criou o Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
O MARGS é o principal museu de arte do Estado.
E um dos mais importantes do Brasil.
Reúne um acervo com mais de três mil obras.
De artistas locais, nacionais e internacionais.

Desde os anos 70, o MARGS funciona no prédio da Delegacia Fiscal.
Em 1984, ocorreu o tombamento da antiga construção.
Como patrimônio cultural do Estado do Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cais do Porto de Porto Alegre +++

As primeiras obras iniciaram 1850.
A conclusão do conjunto ocorreu, porém, só em 1962.
O pórtico central é patrimônio cultural nacional, desde 1983.
O edifício sede do DEPREC é patrimônio do município, desde 1996.
Assim como os armazéns A1, A2, A3, B, B1, B2 e B3.

O edifício em concreto armado tem características art-déco.
Os armazéns são estruturas metálicas de origem francesa.

A construção da entrada principal ocorreu entre 1919 e 1922.
O portão central deu ao porto sentido de monumentalidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça da Alfândega +++

Surgiu com o núcleo inicial da cidade.
Ficava junto ao Lago Guaíba.
Até que se construiu um cais de pedra com ancoradouro.
Isso facilitou o trânsito de pessoas e de mercadorias.
Era o núcleo da parte nobre do velho Centro.
Em torno dela, observava-se a vida social da cidade.
E ali, surgiram imponentes prédios no início do século XX.
Como os Correios e Telégrafos e a Delegacia Fiscal.
E a partir 1954, ali se instalou a Feira do Livro.

Em 2003, foi tombada como patrimônio nacional.
E passou por recente restauração.
Parte do Programa Monumento.
Hoje, PAC das Cidades Históricas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumentos da Praça da Alfândega +++

+ Monumento do Barão do Rio Branco (A. Adloff, 1916);
+ Monumento ao Marechal Osório (Leão Velloso, 1933);
+ Estátua-chafariz da Samaritana (A. Adloff, 1925-36).

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Santander Cultural +++

O Banco da Província, o primeiro do RS, surgiu em 1858.
O Banco Nacional do Comércio o sucedeu.
Theodor Wiederspahn projetou a sede, na Praça da Alfândega.
A ornamentação ficou a cargo de Fernando Corona.
E a construção se estendeu de 1927 a 1931.

Destacam-se os ricos detalhes artísticos.
Em uma linguagem arquitetônica eclética.
Com elementos neoclássicos.
No interior, sobressaem-se os vitrais franceses.

Em 1987, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
A construção passou por restauro e adaptações.
E, hoje, sedia o Santander Cultural.
Com cinema, sala de exposições e palestras.
Além de bar e restaurante.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ampliação da Santa Casa de Porto Alegre +++

As obras iniciaram em 1835, ao fim da Guerra dos Farrapos.
Na ampliação, o hospital ganhou traços neoclássicos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Biblioteca Pública do Estado +++

A história inicia durante o reinado de Dom Pedro II.
Em 1871, aprovou-se o projeto de Alphonse Hebert.
A construção iniciou em 1912.
Com forte influência da doutrina de Auguste Comte.
Tanto na fachada como no interior do prédio.

A fachada neoclássica ostenta colunas da ordem jônica.
E tem revestimento que imita pedra romana.
Além disso, dez bustos de mármore contornam o prédio.
São os patronos do calendário positivista.

Os espaços internos possuem sofisticada decoração.
Nas pinturas das paredes, nas luminárias, nos pisos.
Nas esquadrias, nas escadas, nas colunas.

Em 1986, ocorreu o tombamento como patrimônio estadual.
Em 2000, como patrimônio nacional.
E em 2013, adotou o nome de Biblioteca Pública Moacyr Scliar.
Uma homenagem ao escritor gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Calendário Positivista +++

Na fachada da Biblioteca Pública do Estado há dez bustos.
Eles representam os patronos do Calendário Positivista.
Acredita-se que esses bustos vieram da França.

Auguste Comte criou o calendário com 13 meses de 28 dias.
Há um dia completar, no caso, 31 de dezembro.
Ele corresponde à festa universal dos mortes.
E o dia bissexto de 29 de fevereiro.
Esta data se reserva à festa geral das mulheres santas.

Na fachada da Biblioteca Pública, estão os seguintes meses:

3º mês (26/02 a 25/03) – Aristóteles;
5º mês (23/04 a 20/05) – Júlio César;
6º mês (21/05 a 17/06) – São Paulo;
7º mês (18/06 a 15/07) – Carlos Magno;
8º mês (16/07 a 12/08) – Dante;
9º mês (13/08 a 09/09) – Gutenberg;
10º mês (10/09 a 07/10) – Shakespeare;
11º mês (08/10 a 04/11) – Descartes;
12o mês (05/11 a 02/12) – Frederico II;
13º mês (03/12 a 30/12) – Bichat.

Faltam os bustos correspondentes aos seguintes meses:
1º mês (01/01 a 28/01) – Moisés;
2º mês (29/01 a 25/02) – Homero;
4º mês (26/03 a 26/04) – Arquimedes.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura da Catedral Metropolitana +++

Em 1915, organizou-se um concurso público.
O vencedor foi o espanhol Jesús María Corona.
Tratava-se de um projeto neogótico de grande porte.
Com arcos ogivais e pináculos.
E uma cúpula de base octogonal apoiada em contrafortes.

Porém, a Cúria, em 1921, optou por outro projeto.
O do arquiteto italiano Giovani Battista Giovenale.
Responsável pela conservação da Basílica de São Pedro, em Roma.
O projeto do italiano tinha uma linguagem neorrenscentista.
Mas a conclusão da construção ocorreu apenas em 1970.

A Academia de Mosaicos do Vaticano ornamentou a fachada.
Mário Arjonas esculpiu as estátuas em granito de apóstolos e santos.
E o italiano Aldo Locatelli pintou o mural no altar principal.

A catedral destaca-se pelo cuidado da articulação clássica.
Visível na fachada principal, na cúpula e na nave.
Nas partes ao redor da cúpula, essa articulação se perde.
E surgem soluções mistas.
A presença de vitrais e mosaicos causa surpresa.
Quando se considera um templo em estilo clássico.

É peculiar a solução que se empregou no exterior da cripta.
Ela funciona como base do templo na declividade do terreno.

A inauguração só ocorreu em 1986.
O que revela as dificuldades na execução da obra.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Inspiração na Basílica de São Pedro +++

A Catedral Metropolitana lembra a Basílica de São Pedro, em Roma.
Em alguns aspectos, como na planta em cruz latina.
E na cúpula assentada sobre um tambor.
Colunas aos pares guarnecem este tambor.
No interior, a cúpula apoia-se em pendentes.
Estes se ligam a quatro pilares chanfrados.

Outra semelhança é a nave com abóboda de berço.
Arcadas subdivididas por pilastras apoiam esta abóboda.
O átrio transversal ao eixo também remete à Basílica de São Pedro.

Em outros aspectos, porém, as semelhanças não se repetem.
É o caso da fachada principal e do esquema decorativo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Fachada da Catedral Metropolitana +++

Há duas torres afastadas do corpo central.
E uma galeria aberta no térreo.
Porém, o monocromatismo do granito dá unidade ao prédio.
O corpo central corresponde à nave principal.
E as ligações com as torres correspondem às naves laterais.

A parte inferior tem cinco subdivisões.
Ela corresponde à primeira ordem de pilastras (coríntia).
Nas extremidades estão as bases compactas das torres.
E no centro há aberturas definidas por um entablamento secundário.
Nele, apoiam-se duas colunas jônicas, menores que as pilastras.

No centro da fachada, a abertura adquire a forma de uma serliana.
Com um arco demarcando o acesso central do templo.
O tema das duas colunas volta a comparecer no topo das torres.
Enquanto a serliana reaparece no trecho intermediário.

A parte central da fachada projeta-se num segundo nível.
Nele, as pilastras são jônicas.
Tal qual no segundo nível das torres.
Mas a parte central avança em relação às outras partes.
Tanto em altura, como em projeção frontal.
Além disso, as pilastras são duplas.
E acentuam o movimento da fachada.

O coroamento possui frontão triangular.
Replicado por frontões curvos no topo das torres.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Monumento a Júlio de Castilhos +++

A obra de Décio Villares fica na Praça da Matriz.
Com esculturas fundidas em ferro e bronze na França.
E que representam os símbolos do positivismo.

Estes convivem com a figura solene de Júlio de Castilhos.
O homem que influenciou a política gaúcha por décadas.
Da Proclamação da República até a Revolução de 1930.

O artista representou a juventude de Júlio de Castilhos.
A sabedoria, os princípios e as ameaças que enfrentou.
E principalmente, a filiação à Revolução Francesa.

A Casa Aloys realizou os trabalhos de cantaria.

A inauguração do monumento ocorreu em 25/01/1913.

Décio Villares também desenhou a bandeira do Brasil.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Identidade Republicana e Castilhista +++

Com a Proclamação da República, surge o castilhismo.
E os membros do Partido Republicano destacam-se.
Em homenagens como nomes de ruas e prédios públicos.

É o caso de Borges de Medeiros e Júlio de Castilhos.
Alberto Bins, Assis Brasil e Otávio Rocha.

O Monumento a Júlio de Castilhos simboliza este período.
E a nova identidade política vigente no Rio Grande do Sul.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Histórico do Museu de Porto Alegre +++

A construção do solar ocorreu de 1845 a 1853.
Lopo Gonçalves viveu com a família na sede da chácara.
Foi vereador, comerciante e filantropo.
E nasceu em Braga, Portugal.

A chácara ficava na Rua da Margem, hoje, João Alfredo.
Na época, isso era fora dos limites da cidade.
Com o passar do tempo, integrou o bairro Cidade Baixa.
E abrigou diferentes tipos de moradores.

Em 1946, o prédio passou a abrigar uma fábrica de velas.
Em 1979, a Prefeitura adquiriu e tombou o prédio.
No mesmo ano, criou o Museu de Porto Alegre.
Uma iniciativa dos historiadores Nilo Ruschel e Walter Spalding.

Em 1982, a Prefeitura transferiu o museu para o antigo solar.
Na ocasião, já com o nome Joaquim José Felizardo.
Uma homenagem ao historiador.
Joaquim Felizardo criou a Secretaria Municipal de Cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Acervo do Museu Joaquim José Felizardo +++

Três importantes acervos estão sob a guarda do museu.

1 – Acervo Tridimensional
Mais de 1.300 peças compõem o acervo histórico.
São itens do final século XIX e do século XX.
Como indumentárias e acessórios de uso pessoal.
Mobiliário, objetos de decoração, instrumentos musicais.
A maioria chegou ao museu por doações particulares.

2 – Acervo Fotográfico
Há também o acervo da Fototeca Sioma Breitman.
São cerca de nove mil fotografias da cidade, dos séculos XIX e XX.
De profissionais renomados como Virgílio Calegari.
Lunara, Barbeitos & Irmãos, Sioma Breitman e Irmãos Ferrari.
Também faz parte do acervo uma coleção de mais de 400 postais.
São cartões das primeiras décadas do século XX.

3 – Acervo Arqueológico
Já o acervo arqueológico possui 200 mil peças.
Estas provem de sítios de ocupação pré-histórica e histórica.
São coleções de material cerâmico, lítico, ósseo.
Provenientes de áreas de ocupação indígena.
Anteriores à chegada dos colonizadores.
E de sítios com ocupações entre os séculos XVIII e XX.
Neste caso, são peças em louça, vidro, metal, couro.
Pedra, cerâmica e restos de ossos humanos e alimentos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museu Júlio de Castilhos +++

Em 1903, Borges de Medeiros criou o museu.
O mais antigo do Rio Grande do Sul.
O objetivo era organizar e guardar objetos.
Da 1ª Exposição Agropecuária e Industrial do Estado.
A exposição ocorreu em 1901.

Hoje, o acervo conta com mais de dez mil peças.
O museu também promove exposições temporárias.
Que se relacionam à história do Estado e do país.
E promovem a cultura do povo gaúcho.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Casarão do Museu +++

Augusto Santos Roxo construiu o casarão em 1887.
O Coronel, veterano da Guerra do Paraguai, residiu no local.
Mais tarde, o Partido Republicano Riograndense adquiriu-o.
E doou a residência para Júlio de Castilhos.
O líder positivista viveu, ali, com a família.

Júlio de Castilhos nasceu em 1860 e morreu em 1903.
Após a morte do político, o Estado adquiriu o casarão.
E instalou, no local, o Museu Júlio de Castilhos.
Em 1982, ocorreu o tombamento com patrimônio do Estado.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Mortes no Casarão +++

Júlio de Castilhos vivia no casarão com a esposa e os seis filhos.
Duas tragédias abalaram a família.
Primeiro a morte de Júlio de Castilhos, aos 43 anos de idade.
O político tratava um tumor.
E morreu após a cirurgia, que ocorreu no quarto do casal.

Depois, em 1905, Honorina, suicidou-se em um dos cômodos da casa.

Paira sobre os telhados do Museu a fama de assombrações.
Lendas urbanas dizem que os dois fantasmas assombram o local.
Mas segundo o positivismo, não devemos crer em fantasmas.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Divino Versus o Humano +++

Numa sala, estão objetos e móveis de Júlio de Castilhos.
E a máscara mortuária do político, em gesso.
A sala é contígua à outra que exibe arte sacra missioneira.
De um lado, a experiência humana regida pelo anseio divino.
De outro, relíquias de modelo político.
Que potencializou a soberania humana ao negar o divino.
Nosso mito fundador mostra suas relações...

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácio Piratini +++

Substituiu o Palácio de Barro, de 1772.
Aquela foi a primeira sede do Executivo Estadual.
E atendeu às funções por mais de um século.

O francês Maurice Gras projetou o novo palácio.
A construção prolongou-se de 1909 a 1921.
Ano em que o governo Borges de Medeiros instalou-se, ali.

Em 1955, o prédio recebeu o nome de Palácio Piratini.
Uma homenagem à primeira capital Farroupilha.

A entrada principal fica junto à Praça da Matriz.
Ali, há duas esculturas do francês Paul Landowski.
Elas representam a agricultura e a indústria.

Em 1986, o Estado tombou o prédio patrimônio cultural.
O Palácio Piratini também é patrimônio federal.
E integra o sítio histórico da Praça da Matriz.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Ponte de Pedra +++

Visconde de São Leopoldo construiu a ponte, em 1825.
E contou com o apoio de moradores.
Na época, a ponte era de madeira.
E atravessava o Arroio Dilúvio, na foz, junto ao Guaíba.
A população tratava-a como a ponte do Chico da Azenha.

Em 1846, iniciou a construção da ponte de pedra.
Logo após o término da Revolução Farroupilha.
Na época, retomou-se o desenvolvimento da Rua da Margem.
Que não ultrapassava os limites das fortificações.
Nas imediações do cruzamento da República com João Alfredo.

Em 1848, entregou-se à população a ponte de pedra.
A necessidade veio dos repetidos danos à ponte de madeira.
E às reconstruções que marcaram a curta história da ponte inicial.
A ponte de pedra facilitou a expansão da cidade para a zona sul.

Em 1979, a Prefeitura tombou-a patrimônio de Porto Alegre.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Praça Marechal Deodoro +++

Centro cívico de Porto Alegre, desde os primórdios.
Inicialmente, a área era conhecida como Praça da Igreja.
Em 1865, tornou-se Praça Dom Pedro II.
E com a Proclamação da República recebeu o nome atual.
Embora, popularmente, siga como Praça da Matriz.

No entorno da praça, encontram-se prédios importantes.
As sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os memoriais do Ministério Público e da Assembleia.
O Solar dos Câmara e o Theatro São Pedro.
A Catedral Metropolitana e o Museu Júlio de Castilhos.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 2003.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Duas Primeiras Linhas de Bonde +++

A Cia Carris de Ferro iniciou as operações em 1874.
Os bondes funcionavam por tração animal.
E as duas linhas tinham como destino o Menino Deus.

Uma delas saía da Praça da Matriz.
E passava pela Várzea, hoje Parque Farroupilha.
Outra linha saía do Mercado Público.
E passava pela Rua da Margem, atual João Alfredo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Proclamação da República +++

Com a Proclamação da República ocorreram mudanças.
Nos nomes de avenidas, praças e ruas de Porto Alegre.
Seguem exemplos com o antigo nome e o atual:

+ Praça Conde D’Eu, hoje Praça 15 de Novembro;
+ Praça Dom Pedro II, hoje Praça Marechal Deodoro;
+ Rua do Imperador, hoje Rua da República;
+ Rua Dona Isabel, hoje Rua Demétrio Ribeiro;
+ Rua Imperatriz, hoje Rua Venâncio Aires;
+ Rua Imperial, hoje Rua Benjamin Constant.

Também vieram as homenagens aos positivistas:

+ Avenida Assis Brasil;
+ Avenida Borges de Medeiros;
+ Monumento a Júlio de Castilhos;
+ Praça Júlio de Castilhos;
+ Praça Otávio Rocha;
+ Rua Alberto Bins;
+ Rua Júlio de Castilhos;
+ Viaduto Otávio Rocha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Solar dos Câmara +++

A construção do solar iniciou em 1818.
Com características da arquitetura luso-brasileira colonial.
E serviu de moradia ao Visconde de São Leopoldo.

A reforma do prédio veio ao estilo neoclássico.
Com colunas, gradis e uma platibanda ornamentada.

O tombamento como patrimônio nacional veio em 1963.
E a Assembleia Legislativa adquiriu o prédio em 1981.
Hoje, abriga setores culturais da Assembleia Legislativa.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parte da História do Rio Grande do Sul +++

O Solar dos Câmara transitou na história do Estado.
De propriedade particular a espaço público cultura.

A construção data do início do século XIX.
E é o prédio residencial mais antigo de Porto Alegre.

Foi moradia de notáveis e palco de grandes decisões políticas.
O local também recebeu e hospedou pessoas ilustres.

Após a restauração, o solar mantém a aura aristocrática.
E sobrevive às grandes transformações locais e nacionais.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ História do Solar dos Câmara +++

A construção iniciou em 1818.
Dez anos após o desembarque da Corte Portuguesa no país.
Na época, o Brasil ainda era colônia de Portugal.
Embora, em pleno processo de independência.

O solar serviu de moradia a José Feliciano Fernandes Pinheiro.
O nobre recebeu o título de Visconde de São Leopoldo.
E alcançou grande projeção intelectual e política local.
Na então Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Arquitetura Original do Solar +++

É um exemplar raro do estilo colonial português.
Com elementos como eira e beira na borda do telhado.
Arquitetura típica das residências da nobreza.

No interior, apresentava pinturas murais.
E amplos espaços como a alcova, um quarto sem janelas.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Reforma em Estilo Neoclássico +++

Uma grande reforma, em 1874, ampliou o casarão.
E incorporou elementos do estilo neoclássico.
Na época, moda arquitetônica incipiente no Estado.

Assim, a casa avançou na ala norte.
Estabeleceu um pátio interno e um terraço.
A eira e a beira deram lugar a platinadas decoradas.

As saliências verticais nas paredes imitavam pilastras.
Encimadas por capitéis esculturados.
Típica estrutura das construções clássicas.

Surgem as estátuas de divindades Greco-romanas.
Elas passaram a compor a ornamentação externa.
E estabeleceram um sincretismo religioso na residência.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ O Solar e O Regime Escravocrata no Brasil +++

A escravidão manteve-se após a Independência, em 1822.
Estendeu-se até 1888, às vésperas do fim da Monarquia.
Que encerrou com a Proclamação da República, em 1889.

O solar era, assim, uma expressão de seu tempo.
A casa senhorial acomodava escravos na senzala.
Esta ficava no piso inferior do prédio.

Cerca de uma dezena de escravos trabalhavam ali.
Nas tarefas domésticas, como cozinhar e limpar.
Os escravos também cuidavam dos cavalos.

E mantinham certas responsabilidades sociais.
Como conduzir a viscondessa Maria Elisa Júlia de Lima.
Eles transportavam-na com a cadeirinha de arruar.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Restauração do Solar dos Câmara +++

O último morador morreu em 1975.
E o solar entrou em rápido processo de degradação.
Em 1987, aprovou-se a restauração do prédio.
As obras duraram de 1988 a 1993.
Então, reabriu-se o solar como espaço público cultural.

A restauração contou com participação efetiva do IPHAN.
O processou ocorreu em cinco etapas.
Com obras para recuperação de várias áreas.
E a reconstituição de diversas estruturas do prédio.

Destaque para o procedimento com as pinturas murais.
Sobretudo nas salas de jantar e de recepções.
Ele constituiu em um paradigma de restauro no Brasil.
Com técnicas semelhantes às do restauro da Capela Sistina.

Resgataram-se elementos originais do casarão.
Em detrimento de estruturas de instalação mais recente.
É o caso de aberturas, passagens e até do telhado.
Restauraram-se, também, objetos como estátuas e vasos.
Assim como os jardins internos do antigo solar.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ José Feliciano Fernandes Pinheiro (1774-1847) +++

Homem de confiança do Imperador Dom Pedro I.
Ele nomeou-o o primeiro Presidente da Província, em 1824.
Na época, Capitania de São Pedro do Rio Grande.

Em 1826, recebeu o título de Visconde de São Leopoldo.
Por conduzir os primeiros imigrantes alemães, em 1824.
Aqueles imigrantes fundaram o povoado de São Leopoldo.

Foi um dos primeiros a historiar sobre a província sulista.
Em 1839, fundou e foi presidente do IHGB.
O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ José Antônio Corrêa da Câmara (1824-1893) +++

Casou com uma das filhas do Visconde de São Leopoldo.
Em 1851, tornou-se o principal herdeiro do solar.
Que passou a ser identificado com o sobrenome Câmara.

O Segundo Visconde de Pelotas notabilizou-se como militar.
Participou da Guerra dos Farrapos, ao lado do Império.
E foi comandante na Guerra do Paraguai, em 1870.

No mesmo ano, a Rua da Ladeira recebeu o atual nome.
Um reconhecimento aos feitos militares do General Câmara.
Em 1890, o Exército condecorou-o com a patente de Marechal.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Armando Pereira da Câmara (1898-1975) +++

Foi o terceiro morador do Solar dos Câmara.
Era bisneto do Visconde de São Leopoldo.
E neto de José Antônio Corrêa da Câmara.

Formou-se em Direito e foi professor secundarista.
O catedrático tornou-se reitor da UFRGS, em 1945.
Fundou a Faculdade Católica de Direito.
E foi o primeiro reitor da PUCRS, em 1948.

Elegeu-se Senador, em 1954.
E exerceu o cargo durante dois anos.

Faleceu sem deixar descendentes.
Após sua morte, ninguém mais habitou o Solar.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Espaço Cultural Solar dos Câmara +++

O Solar dos Câmara consolidou-se com centro cultural.
E abriga manifestações artísticas e projetos culturais.
Todos com entrada franca.

Ali, fica o Departamento de Cultura da Assembleia Legislativa.
Símbolo do envolvimento do Parlamento com a cultura.
Além da Escola do Legislativo e da Biblioteca Borges de Medeiros.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Visitação ao Solar dos Câmara +++

De segunda-feira a sexta-feira, das 08h30 às 18h30.
O Solar dos Câmara só não recebe visitas em feriados.

A visita guiada da Assembleia requer agendamento.
O telefone para agendamentos é: (51) 3210-1672.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Sala João Batista Scalco +++

Local da antiga cavalariça.
Apresenta exposições fotográficas mensais.
Com imagens de equipamentos analógicos ou digitais.
De profissionais da área e de amantes da fotografia.

O espaço homenageia ao gaúcho João Batista Scalco.
Um dos melhores fotojornalistas do Brasil.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Sarau do Solar +++

Ocorre onde os antigos moradores recebiam os convidados.
O Parlamento passou a organizá-los a partir de 1993.
Logo após a inauguração do Espaço Cultural.

O local recebe atividades artísticas e culturais.
No caso do sarau, são apresentações musicais.
Um projeto que busca alternar vertentes e tendências.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Biblioteca Borges de Medeiros +++

A inauguração ocorreu em fevereiro 1992.
Ela funciona no antigo alojamento para os escravos.
No térreo do Solar dos Câmara.

A Biblioteca Borges de Medeiros é aberta ao público.
Possui acervo de mais de 20 mil obras.
Dentre edições históricas e contemporâneas.

Fonte: panfleto informativo do Solar dos Câmara

Leonardo Brocker disse...

+++ Theatro São Pedro +++

Doze cidadãos de origem portuguesa formaram uma associação.
E em 1833, tiveram a ideia de erguer um teatro público.
Afinal, as demais casas de espetáculo eram privadas.
Porém, a obra ficou nos alicerces...

Após a Revolução Farroupilha, retomou-se a construção.
Com um projeto do arquiteto alemão Felipe de Normann.
Finalmente, em 1858, entregou-se o teatro à população.
Grandes espetáculos marcaram os primeiros 115 anos.
Mas a deterioração do prédio levou ao fechamento, em 1973.

O arquiteto Carlos Mancuso orientou as obras de restauração.
Em 24 de junho de 1984, o Theatro São Pedro reabiu as portas.
Após tombamento como patrimônio cultural do Estado.
Mantém-se, hoje, como um dos principais teatros do Brasil.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Travessa dos Venezianos +++

No início do século XX, surgiram as primeiras moradias.
A segunda fase de construção começou em 1930.
Originalmente, o casario destinava-se à ocupação popular.
Para servir de renda na forma de aluguel.

Em 1935, publicou-se uma planta cartográfica.
Nela, surgem as primeiras referências à Travessa dos Venezianos.
Que ainda hoje abriga dois grupos fronteiros de casas em fita.
De arquitetura simples, sem ornamentação significativa.
Típico de muitas de nossas cidades antigas.

Elas lembram muito a casa açoriana, de “porta-e-janela”.
Predominam telhados de “meia-água”.
Com caimento para os fundos do lote.
Por isso, a população apelidou-as de “cachorro sentado”.

Em 1991, o município tombou como patrimônio cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Lenda do Escravo Josino +++

A Igreja das Dores é o mais antigo templo católico de Porto Alegre.
A construção iniciou em 1807, durante a escravatura.
A conclusão da igreja ocorreu em 1901.
Ou seja, quase um século depois do início das obras.

Uma lenda busca explicar a demora na construção.
Acusaram Josino de roubar materiais da construção.
O escravo alegou que as acusações eram injustiças.
Mesmo assim, ele recebeu a condenação à forca.

Para provar sua inocência, Josino rogou uma praga.
Contra Domingos José Lopes, seu acusador.
Disse que ele jamais veria a conclusão das torres da Igreja.
Esse seria o castigo por sua crueldade e injustiça.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja das Dores: Um Conjunto Notável +++

Julius Weise elaborou o projeto.
A construção durou quase um século.
Diferentes profissionais participaram do projeto.
Apesar disso, o conjunto é notável.

A fachada eclética confere monumentalidade ao templo.
Ainda hoje, a Igreja das Dores destaca-se à distância.
Seja a partir da Rua da Praia. Seja do Lago Guaíba.
As duas altas torres contrastam com a tradição colonial.

A Igreja possui um aspecto cenográfico singular.
Pela verticalidade da fachada.
E pelo posicionamento ao fim de uma grande escadaria.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mistura de Estilos na Igreja das Dores +++

A fachada de Wiese diferencia-se do corpo da igreja barroca.
Mas não introduz desarmonia.
Pois não se vê a parte mais antiga a partir da Rua da Praia.
As três portas originais inserem-se na trama de pilastras clássicas.
Esta respeita as duas subdivisões horizontais da fachada antiga.
Que correspondem às portas e às janelas do coro.
A segunda faixa tem altura pequena.
E gera uma ordem coríntia diminuta.
Acima destas duas faixas, há uma terceira.
Nela, há separação entre o corpo central e as torres.
Isso evidencia o caráter de acabamento mural, que oculta o oitão.
As torres ainda apresentam um quarto nível de pilastras.
E seguem de uma terminação aguda em pirâmide de base octogonal.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Ordens Clássicas na Igreja das Dores +++

Quanto às ordens clássicas, notamos algo curioso.
O arquiteto usou ordens diferentes.
As torres alcançam 35 metros de altura.
E nelas, evidenciam-se as características jônicas.
No corpo central, percebem-se os traços coríntios.
Essa é uma liberdade típica do ecletismo.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Nave da Igreja das Dores +++

A nave tem cerca de 30 metros de comprimento.
Esta é também a dimensão da escadaria de acesso.
E mostra a intenção de ordenar os espaços interno e externo.

A ampla nave única é coberta por uma abóboda de madeira.
Com foco na capela-mor emoldurada por arco cruzeiro.
Este arco apoia-se em pilastras.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Altares Laterais da Igreja das Dores +++

Nas laterais, há seis altares.
Eles possuem talhas de pouca profundidade.
São similares no desenho.
E criam uma ideia rítmica.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Composição Interior da Igreja das Dores +++

O português João Couto e Silva projetou o espaço interno.
Tanto na organização geral como nos detalhes decorativos.
Ele combina a tipologia das igrejas coloniais portuguesas.
Com a simplificação do neoclassicismo imperial brasileiro.
Também incorpora a ordenação do neoclassicismo local.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Campus da UFRGS +++

Em 1947, a instituição passou a se denominar UFRGS.
A saber: Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
E incorporou o importante patrimônio de antigas faculdades:
+ Escolas de Farmácia e Química (1895);
+ Escola de Engenharia (1896);
+ Faculdade de Medicina (1898);
+ Faculdade de Direito (1900).

Igualmente significativo é o conjunto de edificações.
São construções do fim do século XIX e início do sáculo XX.
E representam os estilos eclético e art-nouveau.
Eles compõem o Campus do Centro da UFRGS:
+ Antigo Parobé;
+ Castelinho e Chateau;
+ Faculdade de Direito e Faculdade de Medicina;
+ Instituto Eletrotécnico e Instituto de Química;
+ Museu da UFRGS (antigos curtumes e tanantes);
+ Observatório Astronômico;
+ Rádio da Universidade.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Hospital Beneficência Portuguesa +++

A Sociedade Beneficente da Colônia Portuguesa surgiu em 1845.
E buscava tratar os doentes portugueses de Porto Alegre.
A construção do Hospital Beneficência Portuguesa iniciou em 1867.
Graças às doações da comunidade, as obras seguiram com rapidez.
A inauguração do hospital ocorreu, assim, em 1870.

O engenheiro Frederico Heydtmann projetou o prédio.
E o litógrafo Inácio Weingärtner desenhou a fachada.
De uma construção com características ecléticas.
Influência da arquitetura colonial portuguesa.

Vemos os escudos do Reino de Portugal e do Império do Brasil.
Os relevos marcam o acesso principal, encimados de uma coroa.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Igreja da Conceição de Porto Alegre +++

Dom João IV era devoto de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.
E em 1646, o rei oficializou a devoção em todo o reino português.
Os primeiros açorianos que aqui chegaram trouxeram essa fé.
E criaram a Irmandade de Nossa Senhora da Conceição, em 1779.
A Igreja Nossa Senhora da Conceição é uma das mais antigas.
A construção do templo iniciou em 1851.
A solene inauguração ocorreu em 1858.
Porém a conclusão da construção só se deu em 1880.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Exterior da Igreja da Conceição +++

Na década de 1960, demoliram a antiga Igreja do Rosário.
Assim, a Igreja da Conceição tornou-se um tempo único.
O único exemplar de Porto Alegre com características barrocas.

A edificação é bastante simples, com superfícies planas.
E a marcação pouco expressiva de pilastras.
Estas não possuem capitéis no trecho mais baixo.

Em 2007, o município tombou o prédio patrimônio histórico e cultural.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Torres da Igreja da Conceição +++

Nas laterais, há duas torres.
Com cobertura em forma de bulbo.
As divisões das torres se coordenam.
Com as duas faixas do corpo central.
E na altura do frontão, as torres têm uma terceira divisão.
Ali, observam-se as aberturas para os sinos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Interior da Igreja da Conceição +++

A sobriedade revela influências do neoclassicismo.
A planta segue a tradição das igrejas coloniais.
Com salão, capela-mor e altar.
Como sequência decrescente de volumes retangulares.

A decoração interna contrasta com o exterior da igreja.
Pois João do Couto e Silva dotou a nave de abóboda de berço.
Assim como, quatro altares, púlpito, coro e arco cruzeiro.
Todos eles de elaborada talha de madeira.
Sem a unidade, porém, da Igreja das Dores.

A capela-mor destaca-se pelo altar principal.
Ela replica em escala menor o arco cruzeiro.
O primeiro tem colunas coríntias.
O segundo, pilastras compósitas com caneluras no fuste.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Deslocamento das Elites de Porto Alegre +++

No início da década de 1920, as elites deixam o Centro.
As residências deslocam-se gradualmente.
Deixam as áreas mais altas e sãs da Rua Duque de Caxias.
E seguem em direção à Avenida Independência.
E ao futuro bairro Moinhos de Vento.
Ali, surgiam a Hidráulica e a Praça Júlio de Castilhos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Parque da Redenção +++

É o mais antigo parque de Porto Alegre.
E também um dos maiores do Brasil.

Em 1997, o Município tombou o parque.

A Redenção, hoje, abriga inúmeros monumentos.
Um orquidário e o lago com pedalinhos.
Parque de diversões e quadras esportivas.
E o Auditório Araújo Vianna.

Leonardo Brocker disse...

+++ História do Parque Farroupilha +++

O local servia para guardar o gado que vinha do interior.
E que se venderia, posteriormente, na cidade.

O primeiro ajardinamento da área ocorreu em 1901.
Para a Grande Exposição daquele ano.
Na ocasião, construíram também os locais para touradas.
E para as corridas de cavalos e de bicicletas.

Em 1914, surgiram os novos jardins.
Em 1930, saneou-se a área, antes pantanosa.
Construiu-se, então, o grande lago.

Em 1935, recebeu a Exposição Comemorativa.
Ao Centenário da Revolução Farroupilha.
Na ocasião, recebeu a denominação atual.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Brique da Redenção +++

Em 1982, começou a funcionar o “Brique da Redenção”.
Uma feira que se tornou tradional.
E acontece aos domingos na Avenida José Bonifácio.
Junto ao Parque Farroupilha.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estátuas da Praça da Matriz +++

Em 1910, instalaram-se quatro estátuas na Praça Dom Sebastião.
Eram remanescentes de um conjunto de cinco da Praça da Matriz.
Elas adornavam o Chafariz do Imperador, em mármore de Carrara.
E faziam parte do primeiro monumento ao ar livre do Estado.

Esta magnífica obra ficou na Praça da Matriz de 1866 a 1910.
E personificava os grandes rios da bacia do Lago Guaíba.
A inscrição na base das estátuas registrava:
Cahy, Gravatahy, Jacuhy e Sinos.

Fonte: “Viva o Centro a Pé”, Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre, 2014.

Postar um comentário

 
Free Host | new york lasik surgery | cpa website design