quinta-feira, 28 de novembro de 2013

O Estilo Musical Jean-Baptiste Lully

Jean-Baptiste Lully produziu sua obra no período barroco, compreendido entre 1650 e 1700. A música barroca caracterizava-se pelo uso do baixo contínuo como força motriz. A música de Lully pelo poder e vivacidade dos movimentos rápidos e pelo profundo caráter emocional dos movimentos lentos.

Jean-Baptiste Lully: Mestre do Barroco Francês
Jean-Baptiste Lully: Mestre do Barroco Francês


A Contribuição de Lully

A influência de Lully produziu uma revolução no estilo das danças. No lugar dos movimentos lentos, o compositor introduziu os animados balés de ritmo rápido. Lully usava cinco instrumentos de corda: um violino, três violas, um violoncelo. Ele usou também cravo, órgão, oboé, fagote, flauta e percussão.

Jean-Baptiste Lully contribuiu também para a criação de vários gêneros musicais. Ele criou a “Comédie-Ballet”, com a colaboração de Moliére. Criou a “Ouverture”, depois usada por compositores franceses, como Charpentier, além de Bach e Haendel. Lully criou também as “Suítes” instrumentais.

Philippe Quinault e Jean-Baptiste Lully
Philippe Quinault e Jean-Baptiste Lully

Da colaboração de Lully com o dramaturgo francês Molière surgiu uma nova forma de música na década de 1660. A “Comédie-Ballet” combinava comédia, balé, teatro e música incidental. A grande popularidade destes jogos, com luxuosos efeitos especiais, auxiliou a disseminar a organização orquestral.


A Ópera de Estilo Francês

Lully criou também a "Tragédie-Liryque", a ópera de estilo francês. Lully e Philippe Quinault, seu libretista, concluíram que a ópera de estilo italiano era inapropriado à língua francesa. Alteraram a métrica dos versos, combinaram recitativos e árias e desenvolveram mais rapidamente a história.

Ou seja, Lully desenvolveu seu estilo musical conforme o gosto francês da época. Este era representado pelas “Piéces de Clavecin”, de Louis Couperin. A personalidade forte e o senso de oportunidade garantiram sucesso duradouro. Lully é, ainda hoje, considerado o grande mestre do barroco francês.

A Ópera "Alceste" (1675), de Lully e Quinault
A Ópera "Alceste" (1675), de Lully e Quinault

Devido aos balés, óperas e música instrumental, Lully costuma ser visto como um homem do palco. Porém, uma parte considerável de sua obra é destinada à música religiosa. Nela, destacam-se os motetos. Os “Grand-Motets”, mais pomposos, como o “Te Deum”, eram destinados às cerimônias reais.


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