sábado, 20 de julho de 2013

Raul Seixas: "A Panela do Diabo" (1989)

A Panela do Diabo” é o décimo quinto álbum de Raul Seixas. O lançamento ocorreu em 19 de agosto de 1989, dois dias antes da morte do cantor. “A Panela do Diabo” é o resultado da parceria de Raul Seixas com Marcelo Nova, líder do grupo baiano de rock Camisa de Vênus.

Raul Seixas e Marcelo Nova na capa do disco "A Panela do Diabo" de 1989
Raul Seixas - A Panela do Diabo (1989)

Praticamente todas as músicas são parcerias de Raul e Marcelo. Exceto a vinheta “Be-Bop-a-Lula”, de Gene Vincent e Bill "Sheriff Tex" Davis. E “Nuit”, uma parceria de Raul Seixas com Kika Seixas. Destaque para as músicas “Rock n’ Roll” e “Pastor João e A Igreja Invisível”.



Veja também...

8 comentários:

Leonardo Brocker disse...

"BRock - O Rock Brasileiro dos Anos 80", Arthur Dapieve

No fim dos anos 80, Raul torna-se parceiro de Marcelo Nova.
Nova era conterrâneo, clone vocal e discípulo de Raul Seixas.
Além de líder do então dissolvido grupo punk Camisa de Vênus.
O disco "A Panela do Diabo" flagrava o pai do BRock debilitado.
A turnê de lançamento do LP enfraqueceu Raul Seixas ainda mais.
A morte dele, em 21/08/1989, não chegou a ser uma surpresa.
Mas a tristeza não foi menor...

Leonardo Brocker disse...

+++ Carpinteiro do Universo (Raul Seixas, Marcelo Nova) +++

Marcelo Nova regravou a música com o Camisa de Vênus:
"Eu Vi o Futuro, Baby, Ele é Passado" (1998)
"Tijolo na Vidraça" (2001)

Leonardo Brocker disse...

+++ Rock'n'Roll (Raul Seixas, Marcelo Nova) +++

O grupo Camisa de Vênus regravou a música em 2001.
Ela faz parte do disco "Tijolo na Vidraça".

Leonardo Brocker disse...

+++ "Século XXI" (Raul Seixas, Marcelo Nova) +++

Marcelo Nova regravou a música com o grupo Camisa de Vênus
Ela faz parte do disco de 1998, "Eu Vi o Futuro, Baby. Ele é Passado".

Leonardo Brocker disse...

+++ "Eu Morri Há Dez Anos Atrás" +++
Ricardo Alexandre
Matéria da revista Trip, nº 71, (agosto 1998)

Raul Seixas e Marcelo Nova eram amigos desde 1984.
A relação iniciou movida pela paixão comum pelo blues e o rock dos anos 50.
A parceria musical surgiu quatro anos depois.
Marcelo visitou o amigo e percebeu o estágio terminal de sua vida e sua carreira.
“Na verdade, não havia mais carreira. Ele estava parado há quatro anos.
Um dia cheguei em sua casa.
Ele estava sem um dente, abatido, bêbado, pesando 55 quilos.
Alguma coisa precisava ser feita.
Não dava para assistir aquilo de braços cruzados.
Levei Raul ao médico da minha família, que o examinou do cabelo à unha do pé.
Ele disse que a única coisa a receitar era trabalho.
Pois Raul se recusava a parar de beber”.

Leonardo Brocker disse...

+++ "Eu Morri Há Dez Anos Atrás" +++
Ricardo Alexandre
Matéria da revista Trip, nº 71, (agosto 1998)

Marcelo Nova fala sobre a turnê de 50 shows que fez com Raul Seixas.
“O esforço de Raul Seixas em estar naquela turnê sempre foi subestimado”.
“Já li muito sobre o ‘andar trôpego e cambaleante’ de Raul.
Mas, independentemente disso, ele pegava o microfone.
E, bem ou mal, com energia ou sem, subia no palco e cantava.
Quem sabia dos problemas pessoais e físicos que ele enfrentava,
sabe que se tratava de um esforço quase heróico”.
"Todos estavam muito motivados.
No camarim, a banda era capaz de parar de beber.
Para que Raul não visse que havia uísque.
Iam lá conversar com ele, animá-lo, distraí-lo.
Muitas vezes tivemos que tirar neguinho do quarto do Raul na porrada.
Os caras entravam com sacos enormes de cocaína, como presente para ele”.

Leonardo Brocker disse...

+++ "Eu Morri Há Dez Anos Atrás" +++
Ricardo Alexandre
Matéria da revista Trip, nº 71, (agosto 1998)

O produtor Pena Schimidt relembra as gravações de "A Panela do Diabo".
Nelas, o esforço de Raul atingiu seu ponto mais alto de emoção e simbolismo.
“O ritmo das gravações obedecia ao ritmo de Raul.
Gravávamos uma estrofe de manhã, parávamos à tarde.
Retornávamos no dia seguinte e assim foi durante o tempo todo”.
Este ritmo seguiu até o momento de gravar o número solo de Raul no LP.
Raul compôs a música “Nuit” em 1981.
E, inexplicavelmente, mantinha-a inédita.
Pena lembra que, neste dia, ele se viu diante do velho Raul Seixas.
O Raul hipnótico e poderoso que conhecera no Festival de Saquarema, em 1975.
“Ele pediu para que todas as luzes fossem desligadas.
E exigiu gravar os vocais numa tacada só, sem retoques.
E assim foi, apesar de Raul Ter perdido a voz nos últimos versos.
Quando as luzes se acenderam, todos no estúdio estavam com os olhos rasos d’água. Pois entendiam que aquela letra era um bilhete de despedida”.
Versos como “quão longa é a noite/ a noite eterna do tempo/ se comparada ao curto sonho da vida” não deixam dúvidas.
E os motivos que levaram a canção a permanecer reservada por tanto tempo foram finalmente esclarecidos.

Leonardo Brocker disse...

+++ "A Panela do Diabo" +++

É um dos maiores sucessos comerciais de Raul Seixas.
Não pela qualidade do disco em si.
E sim pela morte do cantor dois dias depois.
A voz de Raul parece cansada. E às vezes, desafina.
Raul e Marcelo Nova não se encontram nos duetos.
E há quem diga que Marcelo Nova compôs algumas músicas sozinho.
Principalmente, as últimas do disco.
Não só pelo estado de saúde de Raul Seixas.
Mas pelo estilo das letras e das melodias.
Elas lembram mais o Marcelo Nova da fase Camisa de Vênus.
Seja como for, a crítica recebeu bem o disco.
Novamente, não em razão das qualidades do material em si...

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